Dexter (7×04) – Run


” I don’t run, I make people run.”

Para começar, peço desculpa pelo meu atraso, tanto em Dexter, como nas minhas outras séries, mas vida de estudante não é fácil, e estas últimas semanas não têm sido nada fáceis. Mas se tudo correr bem, e com a ajuda de um ou outro mini-hiato, até ao fim de semana conseguirei atualizar as minhas reviews.

Vamos ao que interessa agora.

Segundo a interessantíssima mitologia grega, o Minotauro era uma criatura com corpo de homem e cabeça de Touro, que morava num labirinto na cidade de Cnossos, pois era um monstro bastante feroz e mortífero. Para vingar a morte do seu filho às mãos dos guerreiros de Atenas, o rei de Cnossos enviou sete jovens e sete mulheres adultas atenienses para o labirinto, prontas a serem aniquiladas pelo terrível monstro que se encontrava lá. Após o terceiro sacrifício, o herói Teseu voluntariou-se para matar o monstro. A princesa Ariadne, que estava apaixonada por ele, ajudou-o oferecendo-lhe um novelo de lã. Teseu entrou no labirinto, matou o Minotauro e foi considerado herói.

Dexter, apesar de ter feito tudo igual a Teseu não foi considerado um herói. Ele entrou no labirinto, matou a besta e apesar de não ter salvado o último sacrifício, salvou a sua irmã e as próximas vítimas que estariam por vir. Mas faltou a gratidão da donzela.

Speltzer tinha escapado no último episódio, e Debra não se podia dar por vencida. Procederam então a uma busca para encontrarem o Minotauro.

Foi retratado neste episódio o choque ético entre Debra e Dexter. Os dois irmãos têm opiniões diferentes sobre justiça. Enquanto Dexter acha que quem tira a vida a alguém merece que lhe tirem a sua, Deb crê que ninguém tem o direito da vida sobre alguém, e que há maneiras de pagar pelos crimes cometidos, mas a morte não é uma solução válida.

Desta vez, Dexter cede e deixa a sua irmã resolver o caso Spelzter à sua maneira. Depois de o apanharem, Batista e Debra procederam à sua interrogação, sentindo-se livres, já que Speltzer não tinha chamado um advogado.

Numa das cenas mais intimidantes e intensas da série, Debra consegue fazer com que Speltzer confesse o seu crime, e então este vai a julgamento. Mais uma vez louvo a prestação de Jennifer Carpenter, que se revelou uma excelente interrogadora, fazendo uma cena de arrepiar.

O que ninguém estava à espera é que Speltzer acabaria por sair em liberdade, pois na filmagem da sua detenção – a única coisa que achei surreal, eles fazem mesmo aquilo na realidade? Gravam a detenção dos suspeitos? Forgive me if I’m wrong, mas penso que não – ele encontrava-se desmaiado devido à forte e necessária intervenção dos policiais. Este facto fez com que ele supostamente não tivesse ouvido os seus direitos, ou seja, poderia não saber que tinha o direito de chamar um advogado para o seu interrogatório, o que torna a confissão inválida. Shame on you,” justice”.

Penso que esta parte do episódio também serviu um bocado para alfinetar a justiça americana, pois estes casos são reais. Criminosos que saem impunes dos seus terríveis atos por motivos ridículos como o demonstrado aqui e que continuam a aterrorizar a população, mesmo com o conhecimento da polícia. E depois há o sentimento de impotência que os policiais têm perante estes casos, tal como Debra sentiu. Mas esta tem sorte porque tem um irmão que é capaz de fazer tudo por ela.

Dexter foi atrás de Speltzer, e mais uma vez, ao assassino foi mais esperto, conseguindo capturar o irmão de Deb.

Teseu entrou novamente no labirinto do Minotauro e acabou por usar a arma do Speltzer contra ele, capturando-o no seu próprio labirinto, e fazendo justiça com as suas próprias mãos.

Debra acaba por ficar comovida com este ato de cremar Speltzer por ela, mas por outro lado ela acha errado e contra os seus princípios. Mas é bom saber que ela acaba por alterar o ponto de vista de Dexter, pois ele abandona os seus troféus, as suas lâminas de sangue, e passo a  passo, torna-se uma pessoa melhor, dentro do seu universo. Destruir as lâminas foi um passo conveniente para o futuro, pois LaGuerta está a investigar o possível regresso de BHB e poderia chegar a Dexter. Este, apesar de inconscientemente, livrou-se das provas que o ligavam à investigação.

O componente Rita também foi destaque neste episódio. Debra começara com dúvidas acerca do seu assassínio e de quais as consequências dos atos de Dexter, perguntando se ele alguma vez amou a falecida ou até mesmo se ele a matou. Questionou a sua capacidade como pai e o perigo que ele pode ser para Harrison. E seria Rita capaz de aceitar Dexter se ela soubesse o que Debra sabe? É aqui que Hanna, a novata entra. A loura completa o que Rita deixou para trás, e mais cedo ou mais tarde Dexter irá aperceber-se disso. Hanna teve um relacionamento amoroso com um assassino em série, e conhece todo esse mundo, pois já esteve ligada a ele. Ela parece frágil e vulnerável tal como Rita era, mas com um toque de personalidade a mais. Até agora estou a gostar da personagem, apesar do ainda pouco desenvolvimento.
Quem também estou a gostar cada vez mais é de Isaak, o homem consegue ser tão manipulador e persuasivo que até assusta. Ele consegue o que quer com uma facilidade tremenda, até fazer com que as pessoas se matem a si próprias. Será fácil o contacto com Dexter, e estou ansioso para saber como será o grande encontro de titãs, ainda mais porque Dexter não desconfia de nada do ucraniano.

Já Quinn não é útil e consegue fazer os outros não serem úteis. Batista estava com o certíssimo pressentimento do que o crime cometido por Isaak não se tratava de um suicídio, mas sim de uma armação. Puro instinto policial, que se tivesse oportunidade chegava à pessoa certa. Mas Quinn tinha de atrapalhar e fazer o seu trabalho mal e afetando o trabalho dos outros.

Com um ótimo ritmo, Dexter mostra que ainda é capaz de sobreviver a mais uma temporada e que ainda tem fôlego para nos surpreender.

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