Supernatural (8×05) – Blood Brother


Para quem esperava um episódio em homenagem ao Dia das Bruxas, literalmente, caiu do cavalo. O que foi visto na trama desta semana de Supernatural foi a narração da história de Benny, com um parcial respaldo sobre o tipo de amizade que ele possui com Dean. Um pouco distante do antro de vampirismo, ficou Sam, sozinho e com conflitos internos entre a vida normal ao lado de Amelia e a de caçador. Acompanhado a tudo isso, tivemos mais flashbacks do purgatório e da vida passada do Winchester mais novo, antes de Dean voltar e quebrar o encanto da possibilidade dele nunca mais correr atrás de criaturas malignas.

Dean e Sam ainda não resolveram todos os conflitos pessoais e isto está mais do que na hora de acabar. Sam preferiu ter uma vida normal a continuar a caçar sem o irmão. Ponto final! Enquanto o Winchester mais velho está com a adrenalina a mil e os ânimos à flor da pele para continuar no “trabalho”, Sam só tem alma e coração para Amelia e tudo de bom que ela lhe proporcionou. Deu para notar que o Winchester mais novo quer resolver todos os problemas às pressas. Ele foi o único que se manifestou sobre a busca por Kevin, a tábua e o desejo de fechar os portões do inferno. Enquanto isso não acontece, Dean sugere a resolução de casos, um repeteco da temporada passada.

Dean largou o irmão sem pensar duas vezes para ir ajudar Benny, que se deu mal em um ninho de vampiros. Eu gostei bastante da criação do personagem, bem distante daquela ideia de vampiro que não consegue viver longe dos humanos a fim de destruí-los. Ele é bastante contido, acredito que foi essa parte da personalidade dele que controlou bastante a impulsividade de Dean no purgatório. Acho interessante, e ao mesmo tempo exótico, o tipo de confiança que Benny tem no Winchester mais velho, e como o vampiro o chama de “irmão” com bastante naturalidade. A dupla mostrou um bom ritmo, uma parceria que equilibra a balança e eles fortaleceram esta camaradagem na estadia de ambos no pior lado do inferno, que se intensificou com a companhia de Castiel.

Benny se mostrou mais humano do que eu esperava. Como ele disse no purgatório, tirando os dentes e a necessidade de beber sangue, ele tem “humanidade”. O homem foi um vampiro que começou no auge, despencou ao se apaixonar e morreu por motivos errados nas mãos do próprio criador. Descobrimos que o retorno dele ao mundo real foi para se vingar de quem o transformou e toda a expectativa de que ele realmente seria um bad ass saiu pela culatra. Benny é um vampiro. Ok! Talvez, por demonstrar tanto autocontrole e até mesmo sensatez, isso poderia explicar como Dean manteve a sanidade enquanto estava no purgatório. O vampiro é um personagem até que enigmático e consegue, de certa forma, nos atrair para ele.

Não só para mim, como para Sam, a parte mais difícil foi engolir a proatividade de Dean em ajudar Benny. Ele simplesmente largou tudo para se unir a uma das espécies que sempre abominou. O Winchester sai do foco na busca por Kevin para dar apoio ao vampiro. Não fez o menor sentido, mas Dean não hesitou em nenhum momento, especialmente ao esfregar na cara do irmão, que se tratava de assuntos particulares. Benny confia no Winchester. Dean se preocupa com Benny. Deu até para notar que, ao longo da estadia deles no purgatório, ambos conversaram bastante, pois o vampiro sabia até da frase de efeito de Supernatural, o eterno “negócios de família”.

Sendo honesta, acho bem interessante a relação de Dean e Benny. Essa temática de irmão foi direcionada justamente para mostrar as diferenças entre Sam e o vampiro, e a maneira como Dean insere cada um na sua vida. Com Benny, o Winchester mais velho age como um verdadeiro caçador, e com Sam ele se vê entregue a monotonia, pois o irmão mais novo não está mais interessado no trabalho como nos velhos tempos. Mas há aquele leve impasse de indecisão que nos faz ver a verdadeira ligação entre os Winchester. Eles podem estar no fundo do poço, mas o alicerce deles sempre será encontrado um no outro, independente de figuras sobrenaturais. Sam nem tem muito do que reclamar, pois ele teve um forte relacionamento com Ruby e Dean teve que engolir.

Enquanto o mundo trash entre Dean e Benny desaba, Sam duela com muitos sentimentos de uma só vez. Incumbido de rastrear Kevin, ele dá início a uma viagem na maionese ao olhar para qualquer coisa e se lembrar de Amelia. Foi bonito, admito, mas não precisava forçar tanto a barra. Isso pode até quebrar o encanto quando eles estiverem frente a frente. O Winchester mais novo anda bem deslocado da trama e, pelo visto, ficará de lamúrias para voltar à vida passada até encontrar o profeta de Deus. Um fato que me deixa encucada é o novo interesse amoroso de Sam não ter procurado por ele ainda. Julga-se que eles estavam apaixonados e este descaso não é nem um pouco normal. Cadê a iniciativa?

A temática do episódio foi bem trabalhada, embora a trama tenha se arrastado bastante. Dean pode ter Benny ao seu lado, ter contado com a ajuda dele para sair do purgatório, mas é Sam sempre o escolhido no final das contas. Como já comentei por aqui, o Winchester mais velho é muito fiel as suas raízes. Ele não aceita que Sam vá embora e o deixe sozinho, da mesma forma que bateu o pé com relação a deixar Castiel no purgatório. Dean é muito honesto com as pessoas que ama e tem forte consideração por elas e, às vezes, se dá muito mal por isso, ainda mais porque o caçador não sabe lidar com os próprios sentimentos, que sempre vêm seguidos da sensação de incapacidade.

Nota-se que ele ainda remói o que aconteceu com Castiel no purgatório, mas isso é nitidamente compensado pela forma desumana com que ele trata as pessoas e as entidades sobrenaturais. Acho bacana, mas agora ele é super-herói para matar vários vampiros de uma só vez e com extrema facilidade? Essa frieza de Dean precisa ser explicada, pois até Benny deixou os resultados do purgatório no ar. Como o vampiro disse, era como se o retorno dele a vida não fosse real. Para provocar um pouco da minha curiosidade, o “brother” de Dean deu alguns golpes em câmera lenta no pau mandado do seu criador, e imagino que o mesmo aconteça com o Winchester mais velho, devido à facilidade que ele tem mostrado ao matar algo ou alguém. Sem contar na rapidez com que ele faz isso.

Mesmo com o breve aparecimento de Castiel, algo que sempre me faz feliz, continuo sem empolgação para acompanhar Supernatural. Parece até que o mundo deles parou. Contudo, se não fosse pelo vampiro, assistiríamos a mais um episódio sem potencial, sem menção de Kevin e da tábua. A série, antes de entrar na metade da temporada, descalçou as pantufas e entrou na fase de comodismo. Os irmãos entraram no modo stand by e aposto que ficará assim até o ano que vem.

Audiência: a série continua a cair e atingiu 0.8 na média do ranking. No total foram apenas 1.780 milhões de telespectadores.

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