The Vampire Diaries (4×04) – The Five


Entre vampiros, bruxas e caçadores, o Halloween de The Vampire Diaries foi apenas um upgrade para a trama se expandir e dar continuidade ao estopim da semana passada. Klaus firmou estadia em Mystic Falls com um novo projeto vampiresco, de maneira a reatar a antiga parceria ao lado de Stefan, apenas para ver seus desejos mais baixos serem atendidos. O objetivo da vez é a cura para vampiros que poderá fazer com que Elena volte a ser humana e, claro, o poço de sangue do Original para que ele possa retomar a criação de novos híbridos.

Claro que os Originais seriam responsáveis em nos dar certas explicações sobre esse papo de caçador de vampiros. Desde a temporada passada, eles são os responsáveis em abrir um leque de informações que são úteis. Há muitos anos depois de Cristo, vimos como se deu a formação dos cincos caçadores habilidosos e descobrimos que as tatuagens formam um mapa. Sem contar a importância da espada, que se tornou o ponto-chave da trama, pois ela guiará Stefan e Klaus na empreitada à procura da cura. Eu achei incrível como a história foi bem amarrada e conseguiu acarretar certa empolgação para o que virá a seguir. Para nenhum espanto, o híbrido voltou ao patamar da inconveniência e realmente provou mais uma vez sua habilidade em persuadir e inserir todo mundo em sua teia de obstinação, sem se preocupar com quem cai no meio do caminho.

Rebekah foi o peão pela milésima vez e ela só confirmou que nasceu para ser sabotada. Depois de comprar uma caminhonete para Matt, e nem assim ganhar o perdão dele, a jovem se vê perdida em mais uma trama obscura de Klaus, onde o ajuda a relatar a vida dos caçadores de vampiros para Stefan. Não foi nada espantoso vê-la envolvida com a chefia dos caçadores, Alexander, que não pensou duas vezes em tentar matar os Mikaelson com carvalho branco. A garota prova desde os primórdios que é carente e é guiada pela necessidade de se sentir inclusa e querida. Isso a faz cair em emboscadas sem ao menos perceber. E foi exatamente isso que aconteceu com a vampira ao longo do episódio e os resultados não foram dos melhores.

Para não perder o costume, Klaus usou a irmã e não hesitou em reforçar que ela é uma tola incorrigível, fato que tenho que concordar, pois ela é habilidosa, mas se leva muito fácil por causa da sua carência afetiva. Ninguém em Mystic Falls se mostrou disposto a perdoá-la pelo acidente que “matou” Elena, e Stefan foi a única voz que ela permitiu que entrasse em sua mente e coração, sem perceber que era um estratagema do irmão. Depois de uma cena bem articulada entre Stefan e Rebekah, Klaus conseguiu o que queria: descobrir onde está enterrada a espada. Eu acreditava que ela só sairia magoada, como sempre acontece. Não esperava que o híbrido fosse ser tão baixo a ponto de empalhá-la. Ela poderia atrapalhar os planos, claro, mas foi uma atitude puramente malvada e que só comprovou mais uma vez que o ego de Klaus sempre virá em primeiro lugar.

A relação dos Mikaelson sempre foi controlada por Klaus, seja por devoção ou medo. Não é à toa que os pais dele sempre tentaram impedir seus planos mais ínfimos. Finn se foi, Kol não deu sinal de vida e Elijah é o único com compaixão que manteve certo equilíbrio na família, talvez por ter a idade muito próxima de Klaus e ter convivido muito mais tempo com ele. Eu não sei se fico com ódio do híbrido em ter sabotado Rebekah, pois ela sempre foi a mais fiel a ele e nunca hesitou em ajudá-lo. Também estou sem palavras por Stefan ter apoiado Klaus, mas a plaquinha com o nome Elena Gilbert sempre será prioridade do Salvatore.

Eu não consegui ficar com tanta raiva de Klaus, pois levei em conta a trama. Rebekah é uma das personagens que precisava de um stand by, pois ela não tinha mais nada a acrescentar. Se a loira ficasse, seria aquele círculo vicioso atrás do perdão de Matt e da amizade dela com April. Mas não posso deixar de comentar que a maneira como a personagem se impôs e manteve seu orgulho aflorado, até ser apunhalada pelo irmão, foi lindo. Klaus foi covarde, isso é inegável, e Stefan parado, assistindo a cena, sem fazer nada, foi insensível demais. Rebekah amadureceu bastante desde seu primeiro aparecimento na série e esse parcial término dela não poderia ter sido mais chocante e conveniente, com direito a um tom de desafio regado a decepção.

Enquanto os impasses rolavam em Mystic Falls, Elena, Damon e Bonnie partem para uma empreitada na faculdade e fomos apresentados a um novo personagem, o professor Shane. Ele é todo engajado em bruxaria, conhece os Bennett por causa de Sheila, mas a importância dele vai muito além de livros e palestras sobre bruxas. Como vimos no começo do episódio, uma feiticeira guia a formação dos cinco caçadores de vampiros e não duvido nada que o interesse repentino dele por Bonnie seja justamente por isso. Temos Connor na praça e Jeremy. Me pergunto se aparecerá mais três para fechar o círculo contra o sobrenatural. O professor tem tudo para colaborar com a temporada também, por estar envolvido justamente no assunto que movimenta Klaus e companhia do outro lado da cidade. Seria ele um terceiro caçador? Ah! Nem duvido!

Damon e Elena se uniram em uma balada regada a muitos drinques de sangue. Eu aceitei a possibilidade do Salvatore ser um bom treinador e realçar o vampirismo da protagonista, mas tinha me esquecido do mero detalhe que Damon é um vampiro mortal. Ele não tem nada a perder e sempre será assim. A única pessoa que ele prezava, no quesito amoroso, escolheu Stefan. Por mais que ame Elena, ele nunca vai mudar para atender as necessidades de outra pessoa, nem oferecer segurança e bem-estar para a garota que se diz apaixonado. O Salvatore a quer para ser tão brutal quanto ele, para dar formação a uma dupla irremediável. Como Bonnie pontuou muito bem, o vampiro quer que Elena seja como ele, tão mortal e insensível. O vampiro não está nem aí se ela desligar a humanidade, pois é ganho dele.

O problema de Damon é que realmente ele não tem humanidade e Elena, mesmo sendo uma recém-vampira, que ainda duela com inúmeros sentimentos desconhecidos (o que já deveria ter terminado, pois a fase de drama dela saturou), ainda encontra em sua personalidade a compaixão que sempre a moveu e que faz parte dela. Por mais que a jovem tenha um comportamento voraz, enlouquecido e libertino como vampira, talvez, isso faça parte do lado que ela nunca conseguiu colocar à tona para explorá-lo, por sempre estar atada a alguém ou a alguma situação.

Os pais dos Gilbert morreram e, mesmo com Jenna, ela teve que responder por Jeremy. Elena tem muitas raízes familiares que podem ser quebradas, mas fico feliz que Plec respeite essa parte sensível da garota. Elena simplesmente não acordaria como uma vampira com inclinação para matar qualquer pessoa. Ela pode ser uma vampira amena ou virar uma estripadora de primeira. As duas possibilidades são viáveis e possíveis. Nenhum ser humano lida bem com excesso de poder e Elena mostrou isso muito bem. A garota gosta de ter o domínio da situação, esse fator faz parte do lado curioso e incorrigível dela. Para Damon, todo mundo pode ter uma mãe, um pai, um filho, e isso não é o bastante para fazê-lo parar de beber sangue humano. Mas para Elena, trata-se de uma pessoa que poderá ficar órfã, deixar pais desesperados e assim por diante. A jovem acaba de chegar ao ponto que tem que escolher duramente um dos dois lados que, para complicar ainda mais, está definido com as placas Damon e Stefan.

Ficou nítido e óbvio que Damon tem um amor egoísta e alucinante por Elena. Eu cheguei a ler uma review que uma garota afirma a necessidade dele em querer que a garota seja sua nova Katherine. É um pensamento impossível, mas não deixa de ser plausível. O Salvatore não tem amor próprio e ele quer que a amada siga o mesmo percurso. Se ele apenas estivesse interessado em treiná-la, algo que Stefan faz com relação aos reflexos dela, seria um ponto positivo para ele conquistar a afeição dela, devagar. Mas, como sempre, ele tem que estragar tudo e passar dos limites. Damon é uma causa perdida e, por mais que ele se mostre um cavalheiro algumas vezes, dono de uma compreensão que não combina em nada com seu caráter, o vampiro não dá a mínima para o que Elena precisa. Tudo se resume a sangue e morte, fim.

Sim, ela pode ficar mais legal com ele, mais divertida, mas Elena não pode virar uma versão mais nova de Katherine. Damon não tem nada. Elena tem amigos e o resto da família que é seu irmão. Stefan pode ser um chato e tê-la vetado de muitas coisas no decorrer da transição dela, especialmente sangue humano, mas ele sempre respeitou os desejos da jovem. Pesando na balança, a garota não pode simplesmente desligar a humanidade por capricho e pelo surrealismo que o sangue direto da veia lhe proporciona. A vampira confiou em Damon, mas não quer ser como ele. Quem vai sair perdendo se ela optar em ser uma estripadora será ela mesma, e voltar atrás do prejuízo será impossível.

Mas também não coloco Elena como santa. Ela provocou Damon. Ela incitou as possibilidades dele em tê-la. O Salvatore se iludiu mais uma vez com a possibilidade de ser consorte da garota. O vampiro levou tudo na brincadeira e na perspectiva que sairia vencedor. Elena levou Damon ao auge, especialmente quando começou a agir com descaso na escolha das vítimas, hipnotizando Deus e o mundo para beber sangue. No começo, ela quis pagar de justiceira ao escolher o “traficante”, mas depois desandou, sozinha, mas ainda sim ela teve a pachorra de dizer que a culpa foi do Salvatore. Enfim, os dois são culpados.

Elena poderia sumir. Ela não faria falta. O ápice da minha raiva foi quando ela é chamada à realidade ao ver Bonnie. Era como se um disco tocasse em slow motion. Ela se vê entregue a um momento surreal e a ficha caiu quando percebeu o que fez na companhia de Damon. Não sei dizer se isso foi bom ou ruim, mas deu para criar mais birra da personagem depois do que aconteceu nesse episódio. A vampira gostava do que fazia e, do nada, ergue a bandeira branca e diz que foi horrível e tudo mais. Sem contar na capacidade dela destruir Damon com um estalido ao afirmar que Stefan quem deveria estar com ela, ajudando-a a passar por aquele momento difícil e não o Salvatore mais velho, o que contradiz o que ela falou a Stefan na abertura do episódio.

Da mesma forma que Damon a usou na possibilidade de finalmente moldá-la a sua maneira, o choque de realidade de Elena causou um efeito dominó, de falsa ideologia, de fingimento e o resultado não poderia ser outro a não ser um desastre.

Pelo menos, ela reconheceu que é dominada por sensações ruins que nunca fizeram parte dela e que não está disposta a sentir de novo. Quando Elena se faz de coitada fico completamente estressada. A jovem estava muito bem na festa, furando o pescoço da galera, sambando na cara da sociedade… Só foi ver Stefan que ela coloca as orelhas para baixo e faz um chororô, toda arrependida e temerosa de ser uma vampira estripadora. Em menos de segundos, ela conseguiu dar um tapa na cara de Damon ao afirmar que não quer ser como ele e volta a cair nos braços de Stefan (o que não acho ruim, diga-se de passagem) desamparada e desolada, algo que ela não mostrou durante a festinha na faculdade.

Elena é ótima em fazer jogos mentais com os Salvatore e não canso de afirmar que sou Team Defan acima de tudo e acho que eles poderiam jogá-la na cela junto com Connor. Não gosto como ela brinca com os irmãos, ponto final.

Para Elena deixar de ser bipolar, resta a tal cura. Stefan não pensou duas vezes ao se aliar a Klaus, mesmo sabendo que os resultados beirem ao caos. Acho muito fácil julgar o Salvatore pelo pacto firmado com o diabo, como o híbrido chamou a nova parceria entre eles. Tenho certeza que Damon teria feito a mesma coisa, senão pior, se fosse incluso na tarefa de descobrir onde estaria a espada que completaria o mapa e o levaria rumo a cura de vampiros que salvaria Elena. Nem preciso repetir mais uma vez que o Salvatore mais novo optou pela aliança por amar a jovem e, no final do episódio, todas as motivações dele ficaram bem claras. Elena não vai se dar bem como vampira, sem conseguir se descontrolar.

Nem mesmo ela sabe se sobreviverá, pois há muito amor, bondade, compaixão dentro dela e, se isso for desligado, adeus Elena. Repito que ela tem muito a perder se agir nas rédeas de seus desejos mais ínfimos. Desligar a humanidade não é só um problema, pois pensando bem, a vampira pode até enlouquecer de tanta culpa que pode sentir. Stefan, mais uma vez, abre mão da liberdade para ajudar Klaus, mesmo que os objetivos de ambos sejam totalmente diferentes. O Salvatore quer curá-la por ainda agarrar a lembrança que Elena nunca quis ser vampira e Klaus quer a cura para ter o sangue precioso da doppelgänger. A dupla pode até encontrar a substância juntos, mas essa relação vai se quebrar, pois Stefan protegerá a amada contra o híbrido, e o Original vai usar dos artifícios da chantagem para se dar bem no final do dia.

Assim como Bonnie não fez falta na semana passada, digo o mesmo para Caroline. Amo a personagem, mas não há mais espaço para ela em TVD, pelo menos, não para agora. Claro que adoraria vê-la no Dia das Bruxas, organizando a festa na escola como sempre faz, mas tanto ela quanto a bruxa andam perdidas na trama desde que Elena se transformou e não há muito que se fazer por ambas. Até mesmo Matt e Tyler – outro que não participou e não deixou saudade –, que só entrarão em ação quando a fofoca da cura ganhar Mystic Falls e isto pode demorar um bom tempo.

Connor conseguiu se soltar (algo que achei um absurdo. O caçador é quase um He-Man, minha gente) e foi ao encontro do professor Shane. Qual é o plano que regerá agora que mais uma tatuagem nasceu no corpo do caçador e tem a ver com o pentagrama – se é que posso chamar assim – que existe na parede da sala do docente? Agora é tudo ou nada, pois o auge da trama foi alcançado. Resta saber como ela se desenrolará para deixar todo mundo feliz.

Embora o episódio tenha gerado muita revolta por causa da ladainha de shippers (o que acho um mega desperdício de tempo, pois quem é fã da série deve estar careca de saber de que lado os produtores estão. Kevin é Team Plec), eu gostei bastante, e ainda sou a favor de alguém dar um tiro em Elena. Quero os Salvatore como irmãos camaradas de volta, chega dessa separação desnecessária. Juntos, eles poderiam crescer a trama muito mais.

Audiência: a vampirada de Mystic Falls teve um aumento notável de 15% com relação à semana passada, e atingiu a média de 1.5 no ranking. No total, foram 3.170 milhões de entes sobrenaturais ligados em The Vampire Diaries.

One thought on “The Vampire Diaries (4×04) – The Five

  1. gostei do episódio, mas não gostei nada de fazer que há uma cura para os vampiros, na minha opinião foi a pior coisa que fizeram na serie

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