Revolution (1×04) – The Plague Dogs


Este episódio de Revolution dividiu muito a minha opinião. Por um lado temos o ataque de cães que foi completamente aleatório e desnecessário, mas por outro lado serviu para conhecermos mais dum membro da equipa de resgate de Danny: Maggie.

Maggie era uma mulher britânica que estava nos Estados Unidos. Aparentemente, ela tinha algum cargo importante, pois pela conversa que teve com os seus filhos ao computador, ela estava bem vestida e produzida, como se fosse para uma festa.

Foi nessa noite a última vez que Maggie viu os filhos: a noite do blackout.

Desesperada e sem saber o que aconteceu, Maggie percorreu o país à procura de alguém que a pudesse levar de volta às terras de Sua Majestade, mas ninguém estava disposto a correr o risco de viajar no mar sem qualquer tipo de condições, devido à falta de eletricidade.

Maggie entrou em depressão ao saber que nunca mais iria ver os seus filhos novamente, tentou o suicídio. Mas foi aqui que Ben apareceu a tempo de salvar a vida da loura.

Acolhendo-a na sua povoação e tratando-a bem, Ben acabou por se apaixonar por Maggie. Não achei muito coerente o facto da Charlie criança gostar de Maggie, e a Charlie da atualidade não a suportar – pelo menos a Charlie do episódio piloto não a suportava, já que neste episódio pareciam mãe e filha – a relação das duas nunca foi muito bem explicada, e as coisas andavam meias estranhas, talvez porque Charlie pensava que a sua mãe, Rachel ainda ia voltar.

Com o absurdo ataque de cães, todos fugiram aterrorizados, e quando Aaron foi atacado por um dos cães furiosos, Maggie lançou uma flecha de Charlie para acertar o cão, acabando por abatê-lo.

A poucos quilómetros de distância, estava Danny e Tom Neville, a lidarem com um furacão. Outra falha muito grande neste episódio era a distância que supostamente era tão curta entre eles e a equipa de resgate, mas no lado de Charlie e companhia brilhava um sol radiante, enquanto que no lado de Danny estavam a passar por aquela imensa tempestade. OK que o clima não é igual em todo o lado, mas se eles estavam tão próximos, um furacão não é uma coisa que se note apenas no foco da tempestade.

Geografia à parte, Danny e Neville vivem uma relação de amor-ódio. Não acredito que Neville seja uma pessoa má, apenas um peão no meio da milícia. No fundo ele importa-se com Danny, e o sentimento é mútuo, pois Danny salvou-o de morrer esmagado por um pilar de madeira. Após ele se terem conectado, Neville acaba por dar força ao seu lado mau, e captura Danny novamente pois ele tinha escapado.

Voltando ao grupo de resgate, vimos novamente o ataque de cães, no dia seguinte, e Maggie foi apanhada pelo que aparentava ser o dono dos cães, que não ficou contente por ela ter morto um dos cães, e decidiu furar a sua perna, cortando uma artéria principal, fazendo-a perder muito sangue. A partir daqui o destino de Maggie estava selado.

Na confusão também reapareceu Nate, que os quer tentar ajudar, mas Miles está com receio do que ele possa fazer.

Tenho de admitir que Miles me irritou um bocado neste episódio. A dúvida dele se há-de ou não ajudar Charlie é muito aborrecida, e ainda bem que Charlie é persistente e chata, consegue convencê-lo a ficar, pois ele é a única família dela.

Miles é um bom personagem, mas esta hesitação toda não lhe cabe bem. Ele é um homem de poucas palavras, e muita ação, e este pensamento todo de desistir não é a personalidade dele. Felizmente conta também com a persuasão de Nora, de quem eu suspeito que tiveram um caso romântico antes.

Ao ver Maggie nas suas horas finais, Charlie começa a lembrar-se da sua mãe, Rachel. A matriarca dos Matheson teve de deixar os filhos para trás, com muito sofrimento para procurar comida, assim dizia. Charlie ficara muito triste e a partir daí sabia que talvez não voltaria a ver a sua mãe. Talvez por isso é que agora se sentia tão apegada a Maggie, uma vez que esta a apoiou quando Rachel estava ausente, e Charlie nunca deu muito valor a isso.

Mas Rachel não fora buscar alimentos. Num flashback da mesma, vemos a personagem a chegar ao encontro de Miles, que na altura ainda estava na milícia. O porquê de ela estar ali não nos fora revelado, mas é revelado que Rachel receia não ver os filhos de novo. Facto é que ela passou o tempo com a milícia até aos dias correntes.

Voltando ao restaurante abandonado onde se encontravam Charlie e os outros, o dono dos cães capturou Charlie, montando uma armadilha letal. Miles e Nate foram atrás dela para a salvar. Após muito risco, conseguiram salvá-la. Quota de ação do episódio cumprida.

Esta cena serviu maioritariamente para Miles criar um mínimo de confiança com Nate, que certamente se juntará a eles.

Voltando ao restaurante, Maggie está nos últimos momentos, e morre em paz. Conseguiu ver os seus filhos uma última vez, graças à pendrive. Aaron e Maggie não contaram aos outros o que aconteceu, mas é uma questão de tempo para que Aaron revele a verdade.

A morte de Maggie, bem como a sua história, teriam sido mais impactantes se a personagem fosse boa. Nunca me interessei muito pela personagem, aliás, queria sempre vê-la fora de cena. E desde a cena em que ela foi atacada pelo dono dos cães, previa-se a morte dela. Outra falha deste episódio foi a trama previsível. Agora que Maggie saiu, as coisas podem ficar mais interessantes.

 Audiências: As coisas andam a correr bem para Revolution, alcançando 3.0 de rating, 8 de share, tendo sido vista por 8 milhões de pessoas.

6 thoughts on “Revolution (1×04) – The Plague Dogs

  1. Revolution tem potencial, mas se perde em sua própria produção.

    Este episódio tentou fazer o que The Heart is a Lonely Hunter (Once Upon a Time) fez: desenvolver um personagem de uma forma que nós conectamos com ele e matá-lo ao final, dando-nos a sensação de reviravolta e de luto. Mas não conseguirá o mesmo efeito que o excelente episódio de OUAT conseguiu, neste apenas me senti frustrado pelas mesmas razões que ti: a série está com muitos furos básicos em seu roteiro.

    Mas vamos ver como que as coisas se desenvolvem, espero uma significativa melhora mais a frente.

    Atts

    • A única diferença entre Once Upon A Time e Revolution é que aqui a morte da personagem era mais que óbvia, e a história dela, por mais bonita que fosse, não nos fazia torcer pela personagem, talvez por falta de carisma.
      Já nos “livramos” duma personagem que era uma falha, vamos ver se Revolution vai conseguir detetar todas as suas falhas até ao final da temporada, para ver se consegue ser uma BOA série.
      XOXO

  2. Eu por acaso amei este episódio, sempre fui fã de Juliet de Lost, principalmente depois do envolvimento desta com Sawyer, portanto gostei do destaque dado à personagem. Contrariamente ao que temia inicialmente Charlie tem evoluído e bastante bem e MIles tornou-.se na personagem mais intrigante da série, até Danny foi suportável neste episódio.

    • Eu achei o episódio mais fraco, exatamente por causa da performance de Maggie, que não nos conseguiu entregar uma personagem que nos fizesse torcer por ela, e penso que não conseguiu carregar o episódio nas suas costas…
      Mas sim, Charlie tem vindo a crescer muito, para agrado de todos, e Miles cada vez tem mais mistério. Eu até gosto de Danny, só que acho que ele ainda não teve tempo de brilhar…
      XOXO

  3. Depois de mais 2 episodios, a serie conquista-me pouco a pouco. Mas continua a achar que o pessoal que fez o casting estava doido ou bebado. As personagens principais nestes primeiros 4 episodios são do pior que tenho visto. A actriz de Charlie não tem estofo para carregar uma serie tão promissota, é mt paozinho sem sal

    • Felizmente já se livraram do nome mais fraco do casting, e o restante está a evoluir, basta ver Charlie que está muito mais suportável. Mas sim, concordo, quem fez o casting estava sob influência de alguma substância xD

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