The Vampire Diaries (4×01) – Growing Pains


Demorou, mas chegou. O episódio que lançou a quarta temporada de The Vampire Diaries foi repleto de altos e baixos, muito amor, mas também de ódio, discórdia, vingança e resoluções. Tudo que foi deixado em aberto na temporada passada, de certa forma, foi resolvido para que a nova trama de caça aos vampiros ganhasse espaço, dando um novo viés para a série. Agora, resta saber se a empreitada de extermínio aos representantes sobrenaturais de Mystic Falls  injetará adrenalina na nossa corrente sanguínea e, claro, conseguir nos manter satisfeitos.

Por mais que tenha ocorrido toda a perseguição de vampiros, quem roubou a cena foi Elena. Eu me emocionei com ela do começo ao fim do episódio. Adorei a maneira como focaram a transição dela, com todos os efeitos de confusão, sensibilidade à luz e, o mais importante, os sentimentos interiores duplamente intensificados. Quando ela teve a primeira crise de choro misturado com riso com relação a sua nova condição, meu coração ficou pequeno pela personagem e pelas feições preocupadas de Stefan, totalmente de mãos atadas por não saber se a permite beber sangue ou se espera Bonnie encontrar uma saída para impedir a transformação.

I know that I love you, Stefan. I know that. But my future? Our lives together? Those were things I was supposed to deal with as they came along. I was supposed to grow up. Decide if I want to have kids and start a family. Grow old. I was supposed to have a lifetime of those choices, and… now? That’s all gone.

I don’t want to be a vampire, Stefan. I never wanted to be one

Apesar dos pesares, admiro Elena por causa da sua firmeza em sempre querer se manter humana. Ela nunca quis ser vampira. A confirmação disso aconteceu no episódio 2×20, que frisou que a jovem jamais cogitou a ideia de querer a vida eterna. Ela sempre se mostrou independente, sem cogitar fazer sacrifícios estilo Bella Swan, por mais que amasse o Salvatore mais novo. Sabe, confesso que estou cansada de mulheres inclinadas a obedecerem os homens em livros ou séries. Elena apresentou um diferencial e isso me deixou bastante orgulhosa, principalmente quando afirmou que preferia morrer a estar prestes a se transformar no que nunca quis.

Damon poderia muito bem ficar fora de cena ou se manter de boca fechada. Elena estava mal e confusa, e seria pertinente ele beber sua dose de uísque, ter poupado as bobagens e o comportamento de criança mimada para cima de Stefan. Às vezes, me perguntou quem é o Salvatore mais velho nessa história toda. Sei que Damon está magoado demais por causa da escolha de Elena pelo irmão, mas ele deveria ter sido mais ameno. Eu remeto essa ira do vampiro, não só por causa do seu amor não correspondido pela protagonista, como também pela sua frustração em ser o que é, algo que ele não queria e culpa Stefan pela eternidade por isso. Não é à toa que ele não demorou a jogar o problema da amada na cara do irmão mais novo. Por outro lado, Damon se mostrou mais uma vez mais indigno de ter o amor de Elena, pois quando ele fala que não existe porta número 3 e que ela precisa se alimentar, foi o sinal que precisava para mostrar que ele não a conhece e nem a merece.

Damon se acha no direito de ter Elena por presumir que ser formidável, lindo, atraente e insensível, ou qualquer outro adjetivo, é mais suficiente que o amor. Ele não consegue me convencer de que seria um bom partido para a personagem por causa dessa petulância desumana. Para começar, a jovem está extremamente sensível, algo que só Stefan consegue compreender, e isso faz com que ambos tenham uma química natural em comparação a Damon e ela, que é algo mais carnal. Enfim, o Salvatore mais novo merece o posto de número um, pois ele sempre soube e entendeu as necessidades de Elena e ela ficou feliz pelo amado ter respeitado seu desejo em salvar Matt. Achei sensacional ele ter jogado na cara do irmão mais velho o fato da jovem prezar a humanidade dela e que ele não estava presente quando ela afirmou isso.

Damon me irritou do começo ao fim do episódio. Eu gosto dele descontrolado, prefiro ele assim, mas a sacanagem de culpar Matt e Stefan pelo ocorrido com Elena foi demais para a minha paciência. Ele ama tanto a jovem que não sabe dosar este sentimento, de forma que sempre perde pontos com ela. Mesmo muito inconformada com as atitudes do Salvatore com relação aos dois rapazes, gostei da abordagem do vampiro com ódio de Matt, pois ambos estão destinados a se detestarem desde as linhas escritas por L.J. Smith. Só faltou um Mutt para me deixar feliz. Por outro lado, fiquei indignada com a culpa extrema que o Salvatore jogou nos ombros de Matt, algo que achei muito hardcore e sem necessidade.

Matt havia acabado de se recuperar de um acidente e as coisas poderiam ser mais leves para o lado dele. Por mais que tenha expectativas que ele cresça na temporada, o rapaz já começou errado também, com lamúrias sobre o ocorrido com Elena. Ele não tinha nada que se sentir tão culpado pelo acidente e pelo fato da ex-namorada ter se tornado vampira. Ele poderia ter ficado chateado e tudo mais, mas ao ponto de murmurar sobre a culpa e o incômodo que sentia o episódio inteiro? Ainda bem que Stefan tomou minhas dores e afirmou lindamente que ele tinha que agradecer por estar vivo, pois Elena se sacrificou por ele, sem ao menos saber se continuaria viva.

Eu fiquei preocupada se Elena se lembraria dos apagões causados por Damon. Imaginei que dariam foco a isso depois da transição e não durante. Pelo menos, tiveram a dignidade de resgatarem a cena mais linda e perfeita entre Damon e Elena. Fiquei comovida com a declaração dele e o sofrimento que ele manifestou na primeira vez que a vi, pois foi algo honesto, gentil e sem desespero. Sem dúvidas, é a cena mais top dos dois, pois foi sincero, principalmente por parte de Damon.

Stefan e Elena sempre serão o elo forte. Quando ambos foram mantidos em cárcere pelo pastor Young, isso ficou muito mais evidente. O Salvatore abriu mão da liberdade dele por Elena e continuou a cuidar dela, mesmo sem saber se ele foi escolhido por ela ou não. Stefan se manteve lá, firme e com a culpa, por ter respeitado a decisão dela em ter salvado Matt primeiro. Isso diferencia os Salvatore. Damon é egoísta e, mesmo que odeie, ele aprecia ser vampiro por ter o big bang nas mãos sempre que tem necessidade. Stefan tem um toque mais humano e é algo que Elena aprecia e precisa, pois ela nunca foi fã do sobrenatural. Eles, presos em jaulas diferentes, realçou o amor que sentem um pelo outro, o quanto se importam e o quanto todas as dificuldades do mundo os mantêm mais unidos. Isso, na minha opinião, é que é amor de verdade.

Stefan mata um dos policiais para dar sangue a Elena depois de ter lutado muito contra isso. Era uma realidade: ela seria vampira. Foi difícil a jovem ter aceitado a ideia no começo e não me espantei em nada ao vê-la se comportar totalmente diferente no final do episódio. Ela desistiu de ser humana muito rápido e isso foi inadmissível para quem presava tanto isso. Tudo bem que Elena estava prestes a morrer e sem opção, a não ser se alimentar, mas esse lado Mulher Maravilha dela me irrita. A garota não é uma máquina, mas, em toda temporada, ela sempre tem que ser a mártir durona que não chora, sempre escolhe o que é certo e salva o dia.

No meio do desespero em querer viver ou morrer, ela conta ao Salvatore que ele foi o escolhido e que foi a melhor decisão que ela fez na vida. Não tem como discutir contra isso, nem muito menos tentar escrever o que senti, pois é lindo como tudo entre Stefan e Elena tem o timing perfeito e certeiro. Como já disse em muitas reviews, eles sabem que se amam e não precisam declarar isso o tempo todo. Stefan tem seu valor e até Rebekah, na jaula vizinha, reconheceu isso em silêncio. Eles possuem um sentimento puro e o Salvatore faria tudo por ela, como fez para protegê-la ao virar quase um pau mandado de Klaus. Ele se sacrifica sempre por amor e a jovem reconhece isso, sem que nenhuma palavra seja trocada.

Quando Elena toca o sangue nos lábios e chora, ela sabe que foi condenada a ser o que jamais quis, pois, apesar de todos os impasses que viveu, a jovem jamais desprezou a vida humana. Isso me fez lembrar do flashback da vida dela na season finale, e fiquei bastante triste. Ela não tinha saída, a não ser se alimentar e dar início a sua transformação. Como muito se especulou, o lado amplificado dela, sem sombra de dúvidas, será a proteção. Adorei como ela interferiu entre Damon e Matt (mesmo sendo surreal demais ela ter surgido como a vampira alfa de repente), e salva o amigo, com direito a mais um sermão e desilusão para o lado de Damon.

Além de Stefan e Elena terem se destacado nesse episódio, Bonnie lidou com conflitos pertinentes. Ela terminou a temporada passada meio do lado das trevas e este foi o ponto que se sobressaiu. A bruxinha realmente passou dos limites, por sofrer do mesmo mal que Elena: querer salvar o dia. Eu acho maravilhoso como respeitam a amizade das duas garotas e admirei Bonnie por tentar safar a amiga da transição, sem poupar nenhum feitiço, por mais pesado que fosse. O toque da presença da vovó bruxa (Sheila) foi uma surpresa, mas essencial para a tomada de decisão da personagem que poderia ir muito fácil para o dark side, sem medir consequências. Espero que deem um aval melhor à Bonnie, pois ela ficou apagada demais na temporada passada e ficar só sentada com feitiços em latim não ajuda em nada.

Minhas expectativas também estavam voltadas para Michael Trevino e ele conseguiu me surpreender como Klaus. Não esperava que ele fosse se sair tão bem e o ator bebeu certinho da fonte de Joseph Morgan, ao respeitar os trejeitos e até mesmo a forma de falar do personagem. Pena que o sotaque não foi incluso, o que achei um deslize, mas nem tão importante assim. Gostei da interação dele com Caroline, a ponto de tirá-la do sério como sempre e surtar Bonnie por querer o corpo de volta, com toda a ignorância e petulância que o Original possui. A cena em que ele salva Caroline e deixa Rebekah para trás foi brilhante, sem contar o ar de indignação da irmã em ser trocada pelo interesse amoroso do híbrido.

Falando nela, Rebekah também conseguiu chamar a atenção. Damon queria matá-la (quem ele não queria matar nesse episódio, pelo amor!) e ela conseguiu sair por cima por breves segundos, até ser capturada pelo time anti-vampiros. Depois de tantos conflitos, foi bem legal terem deixado o toque humano e compreensivo que a personagem guarda para si aflorar, ao estar diante da cena Stelena. Ela nunca experimentou uma vida “normal”, por ter sido transformada muito cedo. E, deu para notar, que a vampira nunca teve tempo de se apaixonar de verdade. Ela sempre viveu em função de Klaus e não foi de espantar nem um pouco o quanto o coração dela ficou partido por ele ter escolhido Caroline ao invés dela.

No final de tudo, Klaus volta ao seu corpo e está pronto para dar continuidade ao plano de ir embora e criar a família de híbridos. Rebekah bota um fim à lealdade ao irmão, o humilha e se vê livre da devoção que tem por ele. A opção mais inteligente que deram a ela foi a responsabilidade de destruir os sacos com o sangue de Elena para que os objetivos dele chegassem ao fim. Eu achei a atitude excelente, pois seria um dispêndio de energia fazer o Original continuar o ciclo vicioso em querer mais híbridos. Convenhamos, essa história já deu tudo o que tinha que dar, e sou a favor de uma nova vida e causa para os Mikaelson.

Eu fiquei feliz pelo dilema entre Elena e Damon ter sido resolvido, pois não aguentava mais aquele lenga, lega, de chove e não molha. A jovem salva Matt, já transformada, e cutuca a ferida do Salvatore ao deixar claro que, mesmo que ela lembrasse que ele foi o primeiro Salvatore que conheceu, sua escolha seria inalterável. Os dois personagens precisavam de um ponto final, mesmo que seja temporário, pois não estou nem um pouco a fim de reviver os dilemas de Damon, nem muito menos assisti-lo todo emotivo e sensível por causa de Elena. Está mais que na hora do vampiro voltar a ser como na primeira temporada, pois insisto em dizer que ele não é assim. Damon Salvatore dos livros já!

No final das contas, o segredo é viver um dia de cada vez. Elena começou mal, lutou por breves minutos contra seus instintos em querer ser humana e terminou bem, algo que achei importante e ao mesmo tempo forçado, pois ninguém muda de estado de humor tão rápido quanto ela. Mas foi bom a jovem ter parado de choramingar, pois a trama não tem mais espaço para isso. Gostei das palavras dela em querer lutar por si mesma. Isso mostra que Elena tem amor próprio e isso é bem-vindo. O mais bacana foi Stefan não ter escondido nada dela com relação ao fato da vida de vampiro. Sim, será o pior momento da existência da amada, pois ela terá que aprender coisas novas, especialmente, controlar as emoções e o desejo por sangue – algo que eu sei que não dará certo, pois Elena se mostrou bastante explosiva.

O episódio como um todo foi muito bom por ter concluído assuntos importantes e ter dado abertura para outros pontos que merecerão nossa atenção daqui para frente. Fiquei chocada com a atitude do pastor em ter explodido todo mundo dentro da casa que serviu de cativeiro para os vampiros, mas algo me diz que ele saiu vivo dessa. Alguns ganharam, outros perderam, mas esta é Mystic Falls. Quero muito saber o que acontecerá daqui para frente e, com todos os vampiros à solta, nem duvido que o atentado explosivo caia sobre os ombros deles.

Salve-se quem puder, esta é a nova ordem.

Audiência: The Vampire Diaries voltou bem à CW e subiu um pouquinho se comparado à estreia da terceira temporada, ano passado. A média foi de 1.6, dando a soma de 3.483 milhões de vampiros na frente da televisão para saber o futuro de Elena.

10 thoughts on “The Vampire Diaries (4×01) – Growing Pains

  1. Olá!

    Que review linda *–*

    Adorei a volta, achei algumas coisas forçadas também, mas valeu por eu estar morreeeeeeeendo de saudades!!!!

    Queria tanto Damon e Elena =/
    Enfim hehe

    Nos resta ficar esperando coisas boas desse novo começo, vamos ver se a temporada nos surpreende!!!

    • ALÁ querendo ser da intriga aqui Hahahaha querendo Damon e Elena, vou te jogar da janela brinks HAHAHAHAAHHAHAH

      Sim, realmente teve umas coisas absurdas, como a Elena chorar pela humanidade e de repente abraçar a causa e aparecer toda fuckyeah experiente. Tipo, NADA A VER hahahaahahahaha

      Amanhã tem maisssssssssssssssssssss!

      Beijão!

  2. adorei este episódio, já estava com saudades! estou ansioso para saber o que vai acontecer a seguir agora o que sabem da existência dos vampiros, e Elena é um vampiro quero ver como ela vai reagir a sede por sangue, talvez essa seja a oportunidade do Damon

    • Eu vi umas promos que vai ser o Damon a ajudar – se é que podemos chamar de ajudar – a Elena a beber sangue. Eu até acho bacana, mas os Salvatore vai começar a brigar e isso é bem chato, pois não gosto qdo eles brigam =[ Mas vamos aguardar!

      Beijão!

  3. Um bom episódio, mas senti a série um tanto quanto perdida, sem saber direito em que rumo seguir.

    Mas ainda assim adorei este retorno de TVD, estava com as expectativas bem alta e não me senti completamente frustrado, espero que esta seja mais uma boa temporada desta série que já nos surpreendeu imensamente,

    Atts

    • A série tá sem rumo ainda, acho que no próximo episódio vai dar pra ver qual é a trama da vez. Eles ficaram focados na transformação da Elena e tals, algo que realmente precisava. Mas TVD tem o mesmo problema que PLL: mto personagem pra pouco espaço, daí dá a sensação que tudo é corrido, infelizmente. =[

      Vamos torcer para que seja boa mesmo, pq se flopar, entraremos no círculo vicioso da CW que é dar vida longa às séries

      Beijão!

  4. Gostei desta premiere, concordo com o que disseste no resumo da terceira temporada, Damon com Elena é muito chato, tira completamente a personalidade dele, e enquanto Stefan está com Elena é muito adorável vê-los juntos. Vamos ver se Nina Dobrev consegue carregar agora este dark side dela, e que a sua atuação melhore, pois Katherine nunca me convenceu, parece forçada demais.
    Estou ANSIOSO para ver Phoebe Tonkin em TVD, aliás, não via a série antes de ser anunciado que ela ia aparecer,e vi a série este verão em maratona, pois estava de luto com TSC xD Espero que a personagem dela dure muito tempo!

    • Vc é dos meus então, pois tbm não suporto Damon e Elena juntos, Hahahahaahah Realmente ele fica sem personalidade, fica mais mala, mas de um jeito que fica insuportável.

      Eu tenho medo que façam a Elena mto Katherine, pois é a única personagem de referência para a Nina até agora. Espero que não misturem as coisas =[

      Eu tbm quero ver a Phoebe. Não acompanhei TSC até o final, mas gostava da personagem e da atuação dela. Espero que seja bitch tbm Hahahah

      Beijão.

  5. Eu gosto do Damon e da Elena juntos, mas já se viu que não dá. Sendo assim acho que a Rebeka seria um bom par para o Damon, mas tenho duvidas que isso se vá passar.

    Tenho saudades da Katherine

    • Damon e Elena poderiam dar certo na série se não apelassem tanto, sabe? Fica naquele perrengue todo, se beija ou não beija, fica chato. =[ A Rebekah seria uma boa opção pra ele, master gostei deles juntos fato.

      Infelizmente enquanto houver Klaus não haverá Katherine. Triste =[ poderiam abrir uma excessão =[

      Beijão!

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