Doctor Who (7×02) – Dinosaurs on a Spaceship


A alta tecnologia dos dois primeiros episódios de Doctor Who realmente me espantou. Para quem acompanha a versão moderna desde 2005, deve estar tão boquiaberto quanto eu depois desse novo capítulo da saga do Senhor do Tempo e dos Pond. Depois dos Daleks, o trio, ao lado de companheiros ilustres, enfrentaram adoráveis dinossauros. Digo adoráveis, pois amo essas espécies e, sem sombra de dúvidas, agiria feito o Doutor, toda destrambelhada e encantada aodar de cara com eles e, o mais surreal, dentro de uma espaçonave.

A surpresa (nem tão surpresa assim para aqueles que acompanharam os spoilers referentes à sétima temporada de Doctor Who) foram às participações potterianas de Mark Williams (o amado Sr. Weasley) como Brian e David Bradley (o Sr. Filch) como Solomon; e Rupert Graves, o Lestrade da série Sherlock, como o caçador Riddell. Vai me dizer que esse episódio não foi realmente um estouro de gente linda e respeitada pelos whovians, potterheads e sherlockians?

O Doutor começou o episódio com pinta de garanhão e conseguiu mais uma mulher para ficar grudada em seus calcanhares, a rainha Nefertiti do Egito. Deixa a River saber que a rainha queria tirar uma casquinha do Doutor. A cena foi muito engraçada e sempre rolo de rir quando ele tenta fugir das armadilhas da sedução geradas pela mulherada que se encanta pelo poder do Senhor do Tempo com muita facilidade. Depois de Marilyn Monroe, a rainha do Egito também não resistiu ao encantador alienígena e, juntos, renderam uma genial cena de abertura.

O impasse da vez foi uma espaçonave com percurso em direção à Terra. Ao lado de Neffy, o Doutor resolve reunir sua gangue, porque simplesmente ele nunca teve uma gangue, para dissolver o mistério. Para aniquilar o impasse da nave espacial, que está ameaçada em ser destruída por mísseis, o Doutor usa e abusa da cara de pau e da inconveniência ao surgir dentro da sala dos Pond, como se fosse esperado pelo casal.  Achei o máximo o Doutor materializar a TARDIS dentro da casa de Amy e Rory e levar Brian Williams (Pond) de bicão. Foi realmente de gargalhar vê-lo brigar com Rory, ao dizer que a TARDIS não é serviço de táxi.

Brian participou pela primeira vez de uma aventura entre o tempo e o espaço, isso porque ele só tinha a intenção de concertar o lustre da lâmpada da casa dos Pond. Eu tive uma sensação de pura nostalgia com Mark, pois achei o pai de Rory tão abobalhado quanto o sr. Weasley. A cena clássica de Arthur encantado com o patinho de borracha se repetiu com Brian estarrecido ao descobrir que está no espaço, em uma nave cheia de dinossauros. O homem ganhou de recordação até uma lambida do tricerátopo, que rendeu uma reação muito Weasley. A inserção do ator realmente ficou adorável e mal posso esperar para vê-lo mais uma vez.

Como havia dito, eu amo dinossauros e esse episódio foi um prato cheio para mim. Desde o tricerátopo até o pterodátilo, revivi um momento Power Rangers. Com a gangue reunida, a trama de Doctor Who foi dividia em dois plots, onde Amy, Riddell e Nefertiti ficaram na nave com os dinossauros e o Doutor, Rory e Brian ficaram nas garras de Solomon, dos robôs e dos pterodátilos. Digam-me, o que foram esses robôs? Estou apaixonada por eles, sério! Eu adoro quando são criadas ou revividas criaturas insolentes no universo Who, pois eles tendem a ser muito engraçadas. Os robôs conseguiram ser inconvenientes, não tanto quanto os Daleks, folgados e prontos para tirar todos do sério. Foi mais uma criação brilhante, sem dúvidas.

Dinossauros no espaço não é coisa que se vê todo dia e foi nesse cenário, com um clima de pura aventura, que vimos o tipo de relação que Rory e Brian possuem. O pai do Pond está confirmado para o episódio final dos companions e isso, honestamente, me preocupa. Na cena em que ele aparece pela primeira vez, Brian pergunta a Amy o que Rory disse a ela para que se casassem. Depois, quando o pai é atingido pelo robô, o filho se prontifica a cuidar do ferimento e dá uma deixa ao afirmar que, pelo menos uma vez, Brian vê as habilidades de enfermeiro dele.

Eu senti que Brian deve ter duvidado e muito da capacidade de Rory em ser um adulto independente. Por mais que eles tenham aparentado uma boa relação no decorrer da trama, acho que esse receio existia e só acabou quando Rory se tornou enfermeiro e se casou com Amy. Entre o diálogo deles na nave de Solomon, eu senti um clima de despedida com relação ao Pond. Ainda não sabemos quem se dará mal, se é Amy ou Rory, mas eu percebi que, de forma sutil, são inseridas doses de carga emocional em cima do casal, já para balançar nosso coração e ativar nossa ansiedade para o que acontecerá com eles.

Solomon honrou a parte de vilão da trama em querer os pobres dinossauros. Achei desumana a cena da qual o robô atinge o tricerátopo que lambeu Brian e que serviu de carona na fuga dele, do Doutor e de Rory das garras do novo inimigo. David é sempre impecável em suas atuações e realmente inseriu suspense à trama, com todo aquele ar ranzinza e insensível. Solomon foi responsável em levar à tona o lado protetor do Doutor, que sempre foi contra qualquer guerra, mísseis e a atitude do ser humano machucar o outro ou qualquer criatura alienígena. Simplesmente, ovaciono quando o Senhor do Tempo se opõe à causas injustas.

Entre tiros e grunhidos de dinossauros, o Doutor se dividiu entre querer corrigir a situação a ferro e fogo, ao mesmo tempo em que agia como uma criança que se achava dentro do Jurassic Park. Foi lindo e hilário quando ele chama o tricerátopo de cutie pie. A sorte é que essa espécie de dinossauro é herbívora, pois do ponto de vista dele, o Doutor, Brian e Rory seriam uma linda torta de carne moída. Eu tenho vontade de apertar o Time Lord quando ele fica abismado com coisas simples, algo que nós deveríamos apreciar de vez em quando. Ser criança uma vez na vida não mata ninguém e o Doutor é um exemplo. Ele tem um lado infantil que nunca desvanece.

Amy estava bem melhor se comparado ao episódio anterior e foi bom vê-la de volta com Rory, com a aliança de mulher casada e toda fofa com o marido. Talvez, ela realmente precisava de um choque de realidade para rever seus sentimentos com relação a Rory. Foi bem o estilo dela bancar de figura histórica importante entre Riddell e Nefertiti, e foi genial a ginger ter tomado as rédeas da ação, ao assumir o posto de “Doutora” para dissolver o mistério da nave da qual se encontrava. Fiquei feliz por terem resgatado os Silurian. A presença deles me fez lembrar do 10º Doutor e da bondade de Donna com relação à espécie que nem sempre foi tão amigável.

Para aumentar meu desespero com relação a despedida dos Pond, o Doutor e Amy têm aquela conversa, pelo fato das visitas do Senhor do Tempo ao casal serem mais demoradas. Nesse episódio, o Doutor reencontra os Pond 10 meses depois do ocorrido no Parlamento dos Daleks e a justificativa dele é plausível, pois Rory e Amy realmente possuem uma vida fora da TARDIS e quase enfrentaram um divórcio.

“You’ll be there till the end of me. Or vice-versa”.

Essa parte da conversa entre o Doutor e Amy, com direito a pausa dramática, ficou na minha cabeça, pois eu não queria que nada de trágico acontecesse com os Pond. Mas, depois do climão de Rory com o pai e, logo em seguida, da ginger com o Time Lord, percebo que choraremos litros daqui alguns episódios e ficaremos de coração partido (ainda bem que whovians têm dois órgãos vitais).

Além da presença de atores estupendos, os outros pontos altos do episódio foram os dinossauros (obviamente!), Riddell e Nefertiti cheios de flerte, Amy sambando na cara da sociedade por se sobressair sem o Senhor do Tempo e a alegria de ver o Doutor pedir para todo mundo correr em nome de Tennant e Eccleston.

Mas nada se comparou ao beijo que o Doutor deu em Rory. Juro que eu tive que reprisar o ocorrido para ter certeza do que vi. A cena me deixou abismada, pois realmente foi algo inesperado e inimaginável. Se a intenção foi impactar, conseguiram com sucesso! Eu fiquei estática na cadeira e depois comecei a rir, pois imaginar Matt e Arthur preparados para fazer essa cena deve ter sido divertidíssimo. Tudo bem que eles são muito amigos e, do jeito que Matt é aloprado, deve ter pegado o colega de trabalho de surpresa, da mesma forma que aconteceu com os personagens. A verdade é que super shippei (judge me if you can!).

Por outro lado, sempre há algo de intrigante em cada episódio de Doctor Who e, dessa vez, foi a preocupação do Doutor em existir. Quando ele encontra Solomon, o vilão o escaneia e ele não é identificado. Nas palavras dele, o Senhor do Tempo não existe. Ver a tensão nos olhos dele com relação à sua existência foi bem importante, pois voltamos a questão: Doctor Who?. Para o universo, o Doutor é uma lembrança e, não ser reconhecido, foi a prova de que viver nas sombras, sem que ninguém saiba da sua existência, tem dado muito certo. Foi uma sacada ótima apresentarem esse dado importante e que pode refletir em River.

Eu comentei na review anterior que a atuação de Matt está incrível e nesse episódio esta minha afirmação fica mais plausível. Depois de ter um plano de última hora, o alienígena derrota Solomon, consegue libertar Nefertiti e livra a nave dos dinossauros. Para que isso acontecesse, ele faz com que os mísseis sigam a nave do vilão, algo que não esperava, pois o Doutor não faz esse tipo de coisa. Ele odeia violência! Pode ser o pior inimigo do universo, mas ele tenta ser maduro. Nesse caso, o Senhor do Tempo se guiou pela emoção e não tiro a razão dele. Depois de ter visto o dinossauro morrer, também teria mandado Solomon para o raio que o parta.

Nós vimos o Doutor começar o episódio na posição antiguerra, firme na ideia de proteger todos a fim de mantê-los vivos. Vê-lo mudar de opinião e de comportamento foi um baque até que agradável, pois o Senhor do Tempo aderiu às sensações humanas. Ou seja, ele está muito mais propenso a agir de forma mais humanizada, sem pensar nas consequências.

O Doutor começou o episódio feliz e terminou triste, pois os Pond o abandonam. Foi linda a cena de Brian vendo a Terra sentado na TARDIS, enquanto fazia uma boquinha na companhia do filho e da nora. A aventura com os dinossauros o fez mudar de pensamento com relação ao asco de viajar e foi um orgulho ver as fotos no mural dos lugares que Brian visitou, inclusive, uma foto no mural ao lado do Cristo Redentor. Achei sensacional o fato de Rory e Brian terem salvado a nave por conta da genética deles. A atitude mostrou a importância que um tem para o outro, independente se existiu conflitos no passado.

Agora, estou realmente empolgada com o próximo episódio de Doctor Who que será no meio do faroeste. Nossa, é difícil começar a segunda-feira e ficar com o pensamento no sábado para assistir a um capítulo fresco dessa série que sempre me surpreende. Eu ainda estou abobalhada com a tecnologia da sétima temporada, algo primoroso. Os dinossauros ficaram muito perfeitos, honestos e rico em detalhes. Doctor Who, sem dúvidas, beira a uma fase de perfeição (não que nunca tenha sido).

Alguém percebeu que o estilo de fonte da abertura da série muda de acordo com a temática do episódio? Podem reparar, pois muda!

Com tristeza, vejo vocês no próximo final de semana, com todo meu autocontrole para não arrancar os cabelos até lá.

2 thoughts on “Doctor Who (7×02) – Dinosaurs on a Spaceship

  1. Amei sua review, que ótimo episódio, sinto q realmente haverá muito choro na despedida dos Pond. Moffat gosta de acabar com a gente. A cena do beijo é inesquecível kkkk

    • Ownn obrigada por ter deixado um comentário, fiquei MEGA FELIZ, FATO! Hahahahahaha Adoro falar de DW, fato!

      Tbm acho que a despedida dos Pond será de matar qualquer fã da série, ainda mais se for apaixonado por eles como eu sou. Eu queria que a saída deles fosse mais suave, pois eles são casados e tudo mais =[ Não deveriam ter um final tão triste (olha eu aumentando já Hahahaha). Mas enquanto esse dias não chega, vamos curti-los enquanto podemos.

      O beijo foi SENSACIONAL HAHAHAAHA Meu novo OTP. Amy que não tome cuidado, pq eles são shipper UHAHAHUHAUAUHAHUA

      Obrigada pelo comentário vui?
      Beijão!

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