Bunheads (1×10) – A Nutcracker in Paradise (Summer Finale)


A summer finale de Bunheads girou em torno do foco principal da série: a dança. Embora a arte que move a vida de Fanny e Michelle tenha dominado cenas bem elaboradas, o episódio em si não gerou uma curiosidade que necessitaríamos ter com relação ao próximo passo das queridas bailarinas. Quem acompanha o seriado, nem que seja um pouco, com certeza sentirá falta das maluquices de Michelle, de suas falas sensacionais e que garantem muita diversão. Confesso que fiquei muito feliz pela grade da ABC Family ter encomendado mais episódios da série, embora isso tenha me custado Jane by Design.

Mas vamos ao episódio! Michelle realmente abriu a trama, agitou-a no meio e a concluiu de uma forma não esperada. Ela agiu como mestre Yoda no decorrer da história e abraçou o mundo ao tentar resolver todos os problemas que ela achou que eram do seu alcance. Primeiro, vimos o resultado da DR dela com Sasha, que voltou ao grupo de balé, e que duela com uma concorrente sem nome, que a irrita como nenhuma outra garota já conseguiu. Achei ótimo a personagem temer a bailarina anônima, pois todo os papéis Fanny sempre dá a ela de mão beijada.

Se não bastasse Sasha, Michelle tenta engatar o relacionamento de Fanny e Michael. No decorrer dos dez episódios da série, vimos a mãe de Hubbell duelar com seus piores sentimentos, o que sempre lhe rende uma crise de humor totalmente bipolar. Ela se transformou com a morte de Hubbell, ficou um pouco no período de revolta pela perda do filho, fugiu da realidade ao viajar e largar tudo nas costas de Michelle e apresentou uma premissa amorosa que jamais pensei que a mulher teria. Fiquei com pena da personagem ao ser abandonada pelo “namorado”. Só achei meio egoísta a maneira como Fanny surtou com Michelle, uma injustiça por assim dizer, que acarretou no afastamento de ambas mais uma vez, algo que não fiquei nada feliz.

Michelle e Fanny levam a série nas costas, não há dúvidas. Depois de muitos atritos iniciais, elas começaram a se entender e formaram uma dupla que poderia dar conta dos negócios relacionados à escola de balé de forma tranquila. Embora o lado divertido delas sejam as ironias fora de hora, com menções geniais a seriados e celebridades (Game of Thrones que o diga!), não gostei delas terem discutido por algo tão bobo. Está certo que Michelle destruiu a apresentação do Quebra-Nozes, mas depois de tanto tempo de convívio, Fanny deveria estar ciente do quanto a nora é atrapalhada, porém, confiável. Foi realmente devastador ver Fanny partir o coração de Michelle de uma forma bem cruel, sendo que a viúva fez de tudo para que as coisas fluíssem bem.

Michelle é a personagem que mais lutou contra si mesma durante a temporada. Ela largou Las Vegas por algo incerto com Hubbell e tomou um tapa na cara ao ser considerada uma peça de má sorte à Fanny. É engraçado repensar o episódio, pois a dançarina guiou as coisas muito confiante, ganhou um beijo de Godot e se viu no buraco negro no final, onde bateu um papo com o falecido marido. Foi realmente muito bonito terem colocado Hubbell de volta, um simbolismo bem bacana da importância dele para Michelle, com o intuito de fazer a dançarina procurar uma nova direção para sua vida.

Achei oportuno Michelle ter cantado Maybe this Time, pois refletiu perfeitamente a maneira como ela se sentia por ter boicotado, sem querer, a apresentação de balé. Só precisava ter tirado o remelexo sensual, pois não combinou nadinha. Quando ela revive o pesadelo costumeiro, achei que ela reprisaria aquela dança cheia de dedos vivos, uma coisa meio As Apimentadas. Era de se esperar que Michelle resolvesse ir embora, ainda mais depois de ouvir as verdades de Fanny. Realmente demorou para a sogra jogar a morte do filho na cara da nora e o timing foi certeiro.

O trio formado por Boo, Mel e Ginny rendeu alguns risos por conta de suas paixões juvenis. Mel é a que mais se destaca dentre as três, já comentei, pois ela consegue ser a única que vê certa seriedade nas coisas. Ela é uma versão Sasha, mas bem amenizada e sem a parte da arrogância. Foi muito bom quando ela deu um fora no amigo do irmão e foi estúpida com a lerdeza de Ginny. Cheguei à conclusão que Boo é muito mais madura que a loirinha que babou o episódio inteiro por Charlie. Falando em Boo, nem sei o que comentar sobre a declaração dela para Carl. Foi bem fofo, mas não precisava da dança, porque foi bem fraca e eles não têm química.

Michelle do jeito que veio, resolveu voltar. As meninas foram umas fofas ao tentarem fazê-la ficar em Paradise, mas a jovem precisa duelar com os monstros do seu passado e, quem sabe, voltar mais decidida ao antro de Fanny. Quero realmente saber se ela vai mesmo para Las Vegas e se voltará a ser “assistente de palco”. Ela se sente culpada pelo ocorrido na apresentação do Quebra-Nozes e o sentimento caiu com um baque dolorido, pois foi ela que organizou todo o evento e botou tudo a perder por conta de um spray. É lamentável, mas por ser Michelle, o que aconteceu não chega a ser um absurdo, pois ela é toda perdida e desastrada.

Entre elogios e berros de Fanny, o elenco formado por dançarinos foi realmente genial neste parcial término de temporada. A dança de abertura que teve Sasha como líder foi de tirar o fôlego, embora não supere o folk com os trajes negros que foram espelhos da revolta da bailarina com relação aos pais. Explorarem o balé na summer finale foi uma bela ideia, pois fixou a premissa da trama.

No geral, foi uma simples pausa de temporada, mas o suficiente para me fazer sentir saudades. Como viverei sem Michelle?  Espero ansiosa o próximo round entre a dançarina e  Madame Fanny.

 

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