Touch (1×06) – Lost and Found


Sabem aqueles episódios onde tudo fluiu com uma dinâmica inesperadamente crescente e funcional? Lost and Found traz o que estava por faltar em Touch, traz a mesma sensação e os mesmos sentimentos que o piloto, aquela sensação que tudo está por se conectar por uma razão e que apenas um ato adverso pode determinar o futuro de milhares de pessoas. Esta semana Touch acertou em como desenvolver seus personagens secundários e acertou em suas conexões, trazendo-as de uma forma mais simples, porém não menos emocionantes.

Não há como não sentir simpatia pelas tramas paralelas e únicas que o episódio nos trouxe. O resultado final da conexão entre Lanny e Will deixou-me ainda mais maravilhado com o episódio. A forma com que as histórias de ambos se conectaram e a forma com que se enceraram fora criativa e trouxe a melhor conexão que Touch nos apresentou até o momento.

A parte do episódio que explorou a relação de Clea com sua mãe também fora capaz de trazer conexões legais e um bom desenvolvimento da personagem. Gosto da forma com que o roteiro está por desenvolver o relacionamento desta com Martin e cada vez fica mais evidente que esta será uma peça fundamental para a vida de Martin e Jake, principalmente se levarmos em conta os acontecimentos que o final do episódio nos trouxera.

Não há como não dizer, quem moveu o episódio e trouxe toda a adrenalina que este trouxera fora Arthur. O personagem interpretado magnificamente por Danny Glover continua por emanar uma aura misteriosa, que faz nós prestarmos atenção a cada palavra dita pelo personagem e a cada gesto que este é responsável. O episódio respondeu, de certa forma, o mistério sobre o quarto número 6, quarto que tanto atraiu a atenção de Jake em um episódio anterior.

Quem será Amélia? Ao que tudo indica esta é a geração anterior a Jake, uma garota que Arthur tentara ajudar no passado e que lhe trouxe grandes problemas. O episódio nos inseriu algo que poderá fazer parte da trama da temporada e da série em si, uma conspiração envolvendo tais crianças quer são capazes de sentir o universo e entendê-lo. Ainda não fora inserido nenhum fato concreto, tudo o que temos são suposições e teorias compostas naquilo que presenciamos neste episódio, a suposta morte de Arthur também levanta diversa questões, mas será que a série terá coragem de se livrar de um importante personagem como Arthur antes mesmo do final da primeira temporada. Estou bem curioso para saber se o personagem morrera ou não, estou por aguardar ansiosamente o próximo episódio.

Porém nem tudo são flores na série. Apesar de o episódio acertar perfeitamente no desenvolvimento de Arthur e de Clea, este falha novamente ao trazer um desenvolvimento nulo para Jake e Martin, cuja relação devia ser o principal foco da série. Martin até tem o seu destaque, porém o roteiro está por começar a soar repetitivo com este sempre a fazer as mesmas reclamações e sem ter direito a nenhum desenvolvimento em sua relação com o garoto. Já Jake está por parecer a tão misteriosa máquina de Person of Interest, nos entrega um número e apenas isso.

Enfim, um episódio que soube trazer um desenvolvimento significativo e uma ótima sensação ao finalizá-lo. Touch pode não ser a maior estréia da TV Aberta nesta Mid Season, porém está facilmente entre as três melhores, e suas chances de renovações nos deixam ainda mais contentes por estar a acompanhá-la.

PS: Tim Kring é mesmo um grande Troll. Como este me traz um episódio que contém a palavra Lost em seu titulo e me traz um acidente de avião como parte elementar deste?

Artigo escrito por: Well Fernandes

2 thoughts on “Touch (1×06) – Lost and Found

  1. O homem não se limita a dizer “He is trying to communicate with me”, tem um conjunto de 10 frases que repete continua e exaustivamente ao longo do episódio, irrita profundamente.
    De resto, a série esdtá no bom caminho para se tornar algo especial!

    • Exatamente isto que quis dizer, toda esta falta de desenvolviemnto na relação de Martin e Jake está por limitar os personagens, os deixando presos na mesma rotina.

      E, concordo contigo, tirando este fato, a série encontra-se em uma crescente e realmente pode se tornar algo especial..

      Atts

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