Person of Interest (1×19) – Flesh and Blood


Maniqueísmos em Person of Interest!

Foi bem curioso o episódio começar com a detetive Carter levando o filho adolescente para a escola. Os diálogos serviram para colocar as características de Taylor: Estudioso (quando citada a bolsa de estudos), atencioso e preocupado com a mãe (se prontificando para pegar o metro), responsável (Eu posso lutar minhas próprias batalhas). Esse é um artifício para criar uma rápida empatia do expectador com o personagem, logo não foi difícil perceber que ele teria uma relevância para o episódio.

Passada essa introdução, sabemos que o Onipotente Elias voltou para se vingar do pai, matar todos os lideres da máfia e assumir o controle do crime na cidade, enfim, um cara nada modesto.  Logo a investigação das detetives Carter e Lablanca (Lola Glaudini na vida pós Criminal Minds) topa com as ações do homem de terno         .

Gosto do Elias, gosto do como ele tem o clássico cavalheirismo mafioso e como ele mata as pessoas com as bombas sob os carros (uma referencia a “Poderoso Chefão”?), mas diálogos como “Eu nunca aprendi a dividir. Minha mãe poderia ter me ensinado, mas ela não teve chance”, realmente não ajudam a melhorar o personagem. Bom, sem resalvas, é Mark Margolis, que tem um timming perfeito para os poucos diálogos que tem no episodio. Outro elemento legal com relação a Elias foi a genealogia do personagem que o episódio apresentou. Todas as cenas do passado foram bem feitas, com suas variações de fotografia e arte.

Para acalmar a briguinha de casal da Carter com o Reese, nada melhor do que atirar em um policial corrupto, é melhor que cartão de dia dos namorados. E pra não falarem que ele apareceu de mãos abanando, o cara deu a bolsa de armas do Rick de The Walking Dead de presente. O romantismo está em alta.

Depois de perceber que não pode confiar em ninguém além de Fusco e Reese, Carter seqüestra os lideres da Cosa Nostra e os leva para um local que Finch considera seguro. Me incomodou o fato de todos os homens dos mafiosos terem sido comprados? Sim, pois alguns deles devem ter uma relação de confiança com os patrões, esse pequeno incomodo poderia não ter existido se houvesse um curto plano de algum capanga morto, mas é detalhe.

E chegamos a conclusão do episódio e a razão da frase inicial: Elias seqüestra o filho da Carter para que ela entregue os mafiosos. Como espectador, não acredito que Carter arriscaria a vida do próprio filho em troca de vários mafiosos. Não que eu não acredite no quão boa e ética é a nossa detetive, mas é inverossímil que alguém seja tão politicamente correta ao ponto de nem negociar com o seqüestrador que ameaça o próprio filho. Pode ser um clichê, mas seria muito melhor se Carter ficasse entre atirar ou não nos malvados e ser salva no ultimo segundo pelo Reese, ou desistindo de atirar no ultimo segundo, dando mais tensão que a toda a cena.

Cena final e Elias é preso, não antes de matar o próprio pai, ao som de Ne Me Quitte Pas (música que marcou a infância de muita gente ao ser o tema principal de “Presença de Anita”). Um bom episódio, muito mais equilibrado que seu antecessor.

Artigo escrito por Murillo Martins

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