Alcatraz (1×06) – Paxton Petty


Agora sim. Finalmente tivemos um aprofundamento de Hauser. Esse episódio foi dele: tivemos a revelação de que há, sim, uma relação romântica entre ele e Lucy , um pedaço do flashback destinado ao Hauser jovem e até mesmo um tempo no presente destinado ao personagem. Tudo isso se encaixou muito bem para humanizar mais o personagem, estabelecendo as fortes ligações emocionais que ele possui com a investigação. E as diferenças entre o personagem no presente e sua versão jovem são gritantes: o que será que aconteceu com aquele jovem tímido para ele ter se transformado no Hauser que conhecemos? Outro personagem que teve um bom desenvolvimento foi Lucy. No flashback, vimos que ela não faz parte da conspiração (inicialmente, pelo menos) e também o machismo que ela teve que aguentar. Na verdade, ela não “aguenta”, mas responde de maneira muito interessante. Gostei, também, de ter sido ela quem convidou Hauser para sair, o que fortalece a característica dela como uma mulher forte, independente e moderna. Devo dizer, no entanto, que essa caracterização não se refletiu na Lucy do presente, embora tenhamos visto ela em apenas algumas cenas.O problema da série, no quesito personagem, continua sendo Rebecca. A introdução de dois amigos dela certamente tinha o potencial de tornar a personagem mais interessante e complexa, mas só o que fez foi torná-la mais ainda uma caricatura da detetive que não segue as regras, tem habilidades dedutórias acima da média e amigos em posições convenientes. E embora ela tenha ligações muito pessoais com tudo o que está acontecendo, ela não parece muito interessada, pois ela praticamente nunca questiona Hauser sobre, e quando o faz, desiste logo que recebe uma cortada. O prisioneiro da semana teve uma história interessante, mas nada acima do padrão que a série estabaleceu nos episódios anteriores. Enfim, foi um episódio muito bom, especialmente por dar mais tempo de tela ao desenvolvimento de um dos personagens e ao relacionar de maneira mais eficaz o flashback e o prisioneiro aos personagens e aos mistérios da série.

O quê? Como? Onde?

Então, vamos aos mistérios:

* Então, Paxton acordou em algum lugar. Eu já estou ficando irritado com essa parte dos mistérios. Decidam logo, ou os prisioneiros acordam em algum lugar ou não. Acredito que a série não vai colocar duas situações diferentes (uns acordam e outros não), então acho que podemos concluir que os prisioneiros acordam, sim, em lugares estranhos, mas a série não vai mostrar isso (não sempre, pelo menos).

* A revelação mais interessante foi, sem dúvida, quando Paxton diz que foi dormir em 1963 e acordou em 2012. Isso provavelmente cai mais para o lado da criogenia do que da viagem no tempo. Isso confirma, também, o que os outros prisioneiros falam, que eles não sabem de nada. A pergunta que fica é: se é assim, então por que alguns parecer ter missões e outros não? Os que não tem missões são “soltos” por que?

* Lucy também teve sua participação no arco principal iluminada um pouco. Então, ela não faz parte da conspiração. Mas então por que ela não envelhece? Acredito que isso sugira que ela, inicialmente, não fazia parte, mas posteriormente entrou. Aliás, o Dr. Beauregard parece ser um dos chefes da conspiração, então por que será que ele mudou de lado e agora trabalha com Hauser? E será que isso é realmente mudar de lado? E, por fim, o que ele pode fazer para “arrumar” Lucy?

Artigo originalmente escrito por Vinicius Vinera e publicado no Portal de Séries.

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