Desperate Housewives (8×13) – Is This What You Call Love?


Depois de uma pausa de duas semanas, Desperate Housewives regressa com uma pequena melhoria em relação ao que estava a acontecer antes da pausa. Não que tivéssemos avançado alguma coisa no mistério na temporada, mas pelo menos criaram-se arcos interessantes e resolveu-se um outro mistério com o qual vínhamos sendo confrontados há algum tempo, mesmo que a sua resolução tenha sido a confirmação de um medo antigo.

Bree não acalmou depois da vergonha a que foi submetida na igreja no episódio anterior, pelo contrário, a fila de homens a entrar e sair de casa dela está cada vez pior. E o descontrolo hormonal da senhora é tão evidente que até as suas ex-amigas, Gaby, Lynette e Susan decidem intervir. Eu achei a história bastante estranha, principalmente Lynette a afirmar que não era um problema delas depois do que ela lhes fez? O que é que ela lhes fez? Tentou salvar-lhes a pele, tendo-as livrado da prisão duas vezes? (talvez três, se se confirmar que foi ela quem atropelou Chuck). Por isso não é de admirar que ela lhes tenha virado as costas e dito que não queria ajuda delas, e lhes ter dito na cara que tinham sido elas as responsáveis pela sua tentativa de suicídio. Eu teria dito o mesmo. O episódio termina com as consequências directas da atitude de Bree nos últimos tempos. Era previsível que, com tantas pessoas a entrar e sair de sua casa, alguém perigoso acabasse por aparecer e provocar-lhe problemas. E quando ela se encontrava precisamente em maus lençóis aparece nada mais nada menos que Orson para a salvar, ou seja, sabemos qual a identidade do homem que a tem perseguido de carro nos últimos tempos. Agora, o porquê de trazerem Orson de novo é que não percebi. Orson saiu com uma reputação péssima, com histórias ridículas e desinteressantes, como um mau da fita e claramente para despachar a personagem. E agora regressa do nada, cheio de boas intenções para salvar Bree? Enfim, veremos o que irá fazer.

Lynette decidiu dar uma volta na sua vida e parar de chorar por Tom, que ainda anda longe em viagem com a nova namorada. E para compensar o encontro desastroso que teve com o cabeleireiro de Renne, decide ter um outro, mas desta vez controlável. A noite corre muito bem até que a sobremesa que Lynette promete ao rapaz não é bem o que ela esperava. Entre mais ou menos confusões acabamos por perceber que Lynette não está com nenhum homem desde que casou com Tom e por isso não se sente à vontade. É algo compreensível e funcionou bem no episódio. Pela primeira vez afastamo-nos dos dramas do divórcio e começamos a ver a forma como Lynette está a lidar com a sua nova vida. Eu gostei, e cada vez mais acredito que o futuro dos Scavo será longe um do outro, mas ainda assim felizes.

Além de Orson, tivemos o regresso de mais uma personagem: Julie. Susan está contentíssima com o regresso da sua pequena a casa e prepara tudo para que tenham um reencontro digno, cheio de pequenas memórias da infância. Mas o pior acontece quando ela aparece grávida. Confesso que foi nostálgico ver a menina que cuidava de Susan nas primeiras temporadas aparecer adulta e pronta a seguir a sua vida. Deu mesmo um ar de despedida à série, e penso que cada vez mais será assim até ao fim. A história gira em torno da tentativa de Julie para dar o filho para a adopção e de Susan a tentar evitar que tal aconteça. Neste episódio consegue o que quer, mas acredito que termos continuação no próximo para ver se Julie fica ou não com o rebento, cujo pai desconhecemos.

Gaby teve a história mais aleatória de todas, mas ainda assim foi a rainha da comédia. Ela não, Juanita. Cada vez que esta menina aparece na TV o episódio ganha um toque de magnífica comédia, e desta vez não foi excepção. Com o tema do são Valentim como mote para desenvolver a relação entre mãe e filha, vemos Gaby a tentar ajudar a filha a conquistar o menino de quem gosta na escola e que por acaso não lhe retribui o sentimento. Claro que com baixo senso de oportunidade de Gaby, as coisas correm mal e Juanita fica furiosa com a mãe quando esta lhe diz que mentiu e a carta que recebera fora dela e não do rapaz. E perante as acusações da pequena ao afirmar que já não é uma criança, Gaby vê-se obrigada a contar-lhe o que se passa com o pai. Foram sem duvida dos melhores momentos do episódio e Juanita recebeu a atenção que merece.

Da mistério das cartas, Alejandro e até sobre Renne e Ben nada sabemos. A caminhar-mos cada vez mãos rápido para a final, está na hora de começarmos com os episódios de despedida, com qualidade superior a estes últimos e com algum desenvolvimento dos mistérios. Porque acho que ninguém ficará contente com um final apressado e que não dignifique adequadamente estes oito grandes anos que passamos a acompanhar as donas de casa.

O melhor – Juanita! Simplesmente Juanita.

O pior – A história não avança em nenhum dos pontos por que ansiamos.

Artigo originalmente escrito por Rui Alvites e publicado no Portal de Séries.

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