The River (1×01/02) – Magus/Marbeley


Após ter assustado diversas criançinhas, mulheres e até alguns marmanjos com o hit Paranormal Activity (Atividade Paranormal, no Brasil), Oren Peli apresenta sua primeira criação para televisão, The River possui referencias claríssimas a sua irmã mais velha, adota toda uma postura semelhante às encontradas na criação original de Peli e consegue reproduzir o mesmo clima de suspense, tensão e medo proporcionado pelo filme. Esse era o grande mérito de Paranormal Activity, não é preciso olhar atentadamente para perceber que ali havia uma falha construção de personagens, um roteiro fraco e diálogos simplistas, o que realmente tornou este um grande fenômeno fora a maneira como esta fora dirigida, Peli conseguiu criar um clima perfeito de tensão no filme, um clima de suspense vicioso e constante, deixando-nos vidrados com o que estava por acontecer nas madrugadas da vida do jovem casal. E este é um dos grandes méritos de The River, a premiere dupla fora eficiente em reproduzir todo esse clima tenso e misterioso, deixando-nos vidrado na telinha a procura de conseguir captar cada detalhe do que estava por ocorrer e a espera que algo grandioso realmente ocorresse.

The River é exatamente como imaginei que seria, utiliza da mesma técnica de direção utilizada em filmes como Paranormal Activity, Apollo 18 e Cloverfield, técnica que possui uma especialidade em deixar o telespectador tenso e sabe criar um clima de suspense mais do que apropriado. Porém vale ressaltar que não são todas as produções que utilizam essa técnica e conseguem atingir alguma qualidade, mas devo já os adiantar que este não é o caso de The River pois como disse, ou escrevi, acima, a série consegue nos apresentar uma direção precisa que usa e abusa de elementos para deixarem o telespectador um pouco mais tenso do que o normal. Já sentia que a série conseguiria acertar precisamente em sua direção, que iria saber exatamente como criar pequenos sustos e momentos tensos. A minha preocupação estava relacionada com o roteiro, Peli não possui quase experiência alguma na televisão, e nem muito no cinema, e a preocupação com em aperfeiçoar a técnica que este trouxe de volta a ativa poderia prejudicar o desenvolvimento do roteiro, da criação dos personagens e do desenvolvimento da trama. Estou contente que isto não tenha ocorrido, ao menos nesta premiere dupla, e apesar deste estar um pouco distante de ser algo fantástico ou original, consegue convencer o telespectador de sua trama e consegue convencer com seus personagens, tornando assim este um piloto promissor, que se trouxer algumas pequenas melhorias podem tornar esta uma ótima série.

Não vou me enrolar e citar os grandes acontecimentos que ocorreram neste piloto, pois acredito que está por ler é porque já conferiste o episódio ou é porque deseja saber se este vale a pena ser conferido ou não, de qualquer forma já viste o episódio e já sabes o que aconteceu ou se não viste não quer ler precisamente sobre o que aconteceu. Vou me contentar, ao menos nesta review, em falar sobre o que gostei e sobre o que não gostei na série. Bom, como todos sabem esta conta a história de um grupo de pessoas que buscam encontrar Emett Cole, um grande explorador que se encontra perdido na selva Amazônica (sim, a trama se passa no Brasil) e nessa jornada eles presenciam coisas que jamais acreditavam existir.

Apesar de apresentar alguns dramas clichês, gostei da maioria dos personagens, ainda não tive oportunidade e nem grandes chances de realmente me conectar com alguém em especial, porém desde já aprecio os protagonistas e os coadjuvantes. Os episódios pouco mostraram sobre os secundários, Magus centrou-se em um todo, focando mais no relacionamento que Lincoln e Tess tinham com Emett, já Marbeley focara no relacionamento que Lincoln possui com seu pai. Pouco fora mostrado sobre os demais personagens, Lena teve um pequeno destaque mas ainda é muito cedo para compreendê-la.

Agora vou intermediar e em vez de falar sobre outro argumento da série que gostei, vou comentar algo que achei muito estranho, um pouco bizarro e até mesmo forçado. Primeiro vou falar sobre os Velenzuela, Emilio e sua filha Jahel, no início estava por achar que estes seriam brasileiros porém não tarda a estes começarem a conversar apenas em espanhol, será que perdi algum momento onde o país de origem destes são citados? Outro fator que achei um pouco estranho, para não se dizer bizarro, fora o fato de uma libélula, ao menos acho que era este inseto, possuir Jahel e mostrar-se ser o espírito ou consciência de Emett. Apesar de ter achado um pouco forçada esta parte do episódio, confesso que me interessei em saber como isto ocorrera e espero que a série nos traga uma resposta para esta pequena incógnita.

Um dos maiores pontos positivos dos episódios foram os pequenos mistérios que este nos deixara, como no final do piloto que temos Kurt a fazer uma ligação muito misteriosa e a estranha tatuagem que Lena possui em sua nuca, tatuagem que deixara Emett horrorizado em um dos flashbacks apresentados em Marbeley. The River possui todos os elementos necessários para criar sua própria mitologia e será através de pequenos e profundos mistérios que esta nos conquistará, apenas espero que as resoluções não se tardem a se apresentar.

Única grande indiferença que tive com a série até o momento fora o fato de que o grupo que está em busca do explorador está por aceitar, até com demasiada facilidade, os acontecimentos sobrenaturais que lhes estão por ocorrer. Pode ser até uma bobagem minha, porém espera um pouco mais de desespero e mais questionamentos dos personagens sobre tais acontecimentos, mas estes foram apenas os dois primeiros episódios, talvez isto ocorra nos próximos episódios, mas de qualquer forma isto não fora capaz de prejudicar toda a experiência que fora assistir a premiere.

Recomendo-lhes sim a assistir The River, ou ao menos dar uma oportunidade para este interessante piloto. Está é uma série que possui um patamar ilimitado para a sua imaginação e se Peli e sua equipe de roteiristas conseguirem a proeza de as colocarem em pratica, The River pode facilmente se tornar uma das grandes surpresas do ano.

Artigo publicado originalmente no Portal de Séries.

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