Perception (1×01) – Pilot


Uma série policial que possui um especialista excêntrico, até mesmo maluco. Como dizem as línguas mais mundanas: Nada se cria, tudo se copia; e sentindo a necessidade de trazer ao telespectador mais um  cópia de alguma outra grande série de sucesso, somos apresentados a Perception, a nova aposta da TNT para esta Summer Season.

Sim, o fato de Perception ser uma cópia de diversas outras séries não é algo precisamente positivo. Existe uma fórmula e este fórmula costuma funcionar e a série se adaptou a esta forma como garantia de sobrevivência. O principal ponto fraco que a série apresentou neste piloto fora o fato de que não há um diferencial, não há uma qualidade peculiar no protagonista que nós nos identificamos, não há uma trama elaborada, até mesmo complexa, que nos prende à telinha. Não se enganem, Perception não é uma série ruim, esta apenas não possui elemento algum que a destaque, é uma série comum, com elementos comuns. O problema é que não há tempo o suficiente para perdemos assistindo séries comuns, há a necessidade de haver um Fator X, porém não o fora possível encontrar, ao menos neste piloto.

O maior acerto da série é o seu protagonista. Daniel Pierce é excêntrico, maluco e possui suas peculiaridades. E este personagem ganha ainda mais força quando se tem um grande interprete e Eric MacComack consegue dar esta sustância que o personagem necessita, sendo assim o grande trunfo que a série possui. Porém ainda assim este se encontra em um nível abaixo dos grandes mitos do gênero, sua personalidade e suas peculiaridades soa superficiais perante grandes personagens como Gregory House ou Sherlock, mas para o nível que a série apresentou durante este episódio, Daniel é um grande achado.

As peculiaridades de Daniel são interessantes, porém o que mais chamou a minha atenção é as suas visões, tanto positivamente quanto negativamente. Não gostei da forma com que este adivinha os casos na base do ‘eu acho’, e as visões que são uma caracterização de sua subconsciente não foram tão claras em seus propósitos. Já a parte onde esta é utilizada como pequenos detalhes, já achei o elemento mais interessante, como nas cenas deste com sua pseudo terapeuta. A cena onde este sofre com fobia de ficar ao redor de diversas pessoas também fora muito boa.

Com exceção do protagonista, o resto da série é abaixo do normal. O caso apresentado por este episódio tivera demasiadas reviravoltas e não conseguira prender a nossa atenção. Os personagens secundários não possuem base nenhuma e Rachel Leigh Cook não convence no papel da parceira de Pierce, Kate.

Enfim, é uma série nada original e também não fora grandiosamente produzida. É um típico programa da Summer, uma cópia razoável de algum grande sucesso da Fall que tem como função nos entreter durante 40 minutos.

A Casa de Séries não terá reviews semanais desta série, sendo este um caso excepcional devido ao fato de ser Series Premiere.

Artigo preparado por: Well Fernandes

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