Dexter (7×10) – The Dark… Whatever


Depois da conclusão da storyline de Isaak, pensei para mim mesmo: “E agora? O que é que vai segurar a temporada por mais três episódios?” Tive duas teorias instantâneas: George ou o caso de Bobby, o incendiário fantasma. Este episódio cortou completamente as minhas hipóteses e mostrou uma conclusão para estas duas tramas.

Então qual será o rumo dado a partir daqui? Laguerta parece ser a resposta. A latina tem a resposta debaixo do seu nariz, mas estão sempre a persuadi-la da verdade, mas eventualmente ela irá chegar à verdade.

Confesso que já senti saudades de Isaak. Aquele jogo de gato e rato que fazia com Dexter era interessante de ver, e era uma boa dinâmica. Após a sua morte, ficámos com George a comandar o clube de striptease e, obviamente, a não fazer um bom trabalho.

Por falar em bom trabalho, finalmente Quinn fez alguma coisa acertada. Apesar do método não ter sido o mais viável, o detetive deu um fim ao desprezível George.

Pareceu-me um bocado precipitada, esta conclusão de George. Com a morte de Isaak, pensava que ia ganhar algum cargo mais importante e que iria atrás de Dexter, causando-lhe problemas por alguns episódios, e ganhando mais destaque. Mas afinal George não servia para muito, afinal só servia para manter Nadia como prisioneira dele.

d1Quinn deu-lhe um tiro, e obrigou Nadia a atirar no braço dele para simularem uma reação de autodefesa. Batista, como o sargento inteligente e perspicaz que é, notou logo que algo não batia certo, mas mais uma vez Quinn arrastou-o para as suas burrices. Só que desta vez foi perdoado, pois fez alguma coisa de jeito para o desenvolvimento da série.

Assim está resolvido o drama da stripper sem passaporte, e espero não ouvir falar mais deles tão cedo.

Falando agora de Dexter, ele avançou mais um passo no seu processo de cura. E curiosamente, foi preciso menos tempo para Hannah conseguir entrar na mente de Dexter e alterar alguma coisa no seu ponto de vista, do que Debra tem tentado conseguir desde que descobriu que o seu irmão é um assassino em série. Pelos vistos Hannah mexe mesmo com Dexter e ele ouve-a. Apesar de Debra dizer coisas tão ou mais certas que Hannah, não entram na mente de Dexter, ele não dá tanta importância ao que ela diz e tenta fugir aos concelhos dela. Com Hannah é diferente, e os resultados estão à vista. Mas mexer com a consciência de Dexter pode não ser uma coisa boa.

Fomos apresentados a Clint, o pai de Hannah. Este tratava-a mal na sua infância, chegando a atirá-la para um lago, à espera que ela aprendesse a nadar sozinha, deixando-a quase a morrer afogada.

Ele volta da prisão e decide visitar a sua filha. Este tenta pedir-lhe desculpa e dizer que sempre a amou muito, e a florista acaba por ceder ao amor do pai. Os dois começam a dar-se melhor até que Clint pede um empréstimo a Hannah, e ela nega-lho. Clint desespera e enfurece-se. Diz-lhe coisas terríveis e mais tarde acaba por destruir a sua estufa com o seu carro. Aponta-a como a vergonha da família, chegando a afirmar que Hannah foi a razão da mãe dela ter morrido. Dexter consegue afugentar Clint, mas ele dá notícias rapidamente.

Clint aparece em casa de Dexter a chantageá-lo. Um golpe muito baixo, certamente. Clint tem provas de que uma ex-colega de quarto testemunhara um assassínio de Hannah e que depressa a podia mandar para a prisão. Para que as provas não fossem entregues à polícia, Dexter teria de dar a Clint o dinheiro que pediu anteriormente a Hannah. Claro que não seria para o seu negócio de lagostins, mas para o seu problema com o jogo.

Enquanto isto, havia desenvolvimentos na parte do caso do Phantom. Desde o início desconfiava de Bosso. A sua atitude sempre me pareceu meia suspeita e a maneira como agia e falava transmitia alguma coisa que me fazia acreditar que ele estava envolvido naqueles incidentes. Seria tão conveniente haver um bombeiro incendiário. Dexter teve o mesmo pressentimento que eu – talvez eu também esteja a ganhar o lizard brain dele – mas as suas suspeitas acabaram por se mostrar erradas.

d3Ao encontrar amostras das impressões digitais no autocarro onde ocorreu o último incêndio, Dexter encontra uma correspondência com Joseph Jensen, um rapaz que aos 12 anos incendiara o seu colégio. Ele saiu de um hospital psiquiátrico há pouco tempo, ao mesmo tempo que os incêndios começaram. Dexter decidiu então fazer-lhe uma visita.

Depois de envolver Joseph no seu tradicional ritual de plástico, o incendiário diz-lhe que é por causa de Bobby que ele mata pessoas e que não depende dele. É aqui Dexter percebe o ponto de vista de Hannah. Ele tem o poder de controlar a sua ânsia de matar, e talvez até o dark passenger não exista. Com isto, Dexter poupa Joseph, mas não sem entrega-lo à polícia.

Ter ficado com a noção de que ele tem o poder de controlar os seus impulsos pode ser muito perigoso. d4Hannah pode ter acordado um monstro muito pior do que Dexter era. Um assassino sem princípios, sem código.

Não foi a primeira vez que Dexter matou uma pessoa inocente, mas Clint foi o primeiro que Dexter sabia que queria matar. Enquanto outros foram azares do destino, ou momentos inevitáveis, Dexter tinha na sua mente a necessidade de matar Clint, mesmo sabendo que ele não era um assassino, apenas o incomodou a ele e a Hannah.

Isto pode não se tornar uma cura, mas sim uma doença ainda pior. Dexter está sem limites e pode matar todos os que se meterem nesse caminho. Bom trabalho, Hannah.

Antes de morrer, Clint não pode deixar de entregar a confissão da colega de quarto de Hannah à polícia, e todos sabem que Debra está mortinha para colocar a loura na prisão, e será apenas uma questão de tempo.

d2Por falar em mortinha, Laguerta está a passos largos da verdade. Descobre que o Ice Truck Killer era o irmão de Dexter e que Jimenez, o homem que tinha alugado a cabana que acabou por ser a última morada de Doakes estava envolvido no assassínio da mãe de Dexter. Tudo isto daria um motivo a Dexter para ser o BHB, além de todas as coincidências com o seu barco. Mas Matthews está sempre a cortar as teorias de Laguerta, a proteger Dexter. Não sei até que ponto ele não sabe de alguma coisa.

Apesar de já não sentir aquela química com a série que sentia nas temporadas anteriores, a qualidade da série continua alta. Alguns erros e coisas desnecessárias, sim, mas continua a surpreender aqui e ali e a fazer-nos querer continuar a ver.

Falta 1 episódio para a season finale, e há coisas que se prevêm desde o início da temporada, e isso não é bom. É preciso abanar as coisas por aqui.

8,6

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