Glee (4×08) – Thanksgiving


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Oh Cheesus, porque? PORQUEEEEEEE!

Lembram da magia que senti, a sensação super poderosa de infinito com o episódio anterior? Pois é, nada disto retornou neste episódio e mesmo que esteja tentando ser “light” com a série, assistindo-a sem compromisso algum, não me afetando mais com o que ela trás ou não de novo, “Thanksgiving”  me fez agradecer uma coisa com certeza: graças que não tenho mais expectativas e vícios com a série. Admito que vire e mexe tive , mas os tempos mudaram….

Já sabíamos que o episódio iria ousar por demais em colocar o feriado mais popular norte-americano junto com a primeira competição de corais, mas não imaginei que fosse ficar tão abaixo da média, pois normalmente episódios competitivos como este não decepcionam, bom com algumas exceções como “Special Education”, mas enfim…

Outra coisa que irão perceber é que a partir de agora mudarei meu padrão de review, algo que já queria fazer a um certo tempo, tornando-os de certa forma mais dinâmicos. Fiz isto por dois motivos: minha vida mudou por demais nos últimos meses, me envolvi em outras atividades e o tempo que dedicava ao mundo das séries foi reduzido e como só me arremesso ao vicio nos finais de semana, decidi reformular meu “Glee Writing Way”, tentando não me delongar por demais, pois sei que soa cansativo a muitos e até mesmo pra eu aqui, que não consigo mais ser a mais dedicada das Gleeks.

Então vamos lá meus caros….

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Relembrando que o núcleo do NYC existe e tem “algo a dizer”, – enquanto a turma do McKinley se prepara para as Seletivas – Kurt e Rachel decidem ficar na cidade, após o triste retorno a Lima durante a produção de Grease. Foi realmente estranho revê-los após um episódio fora, muito disto porque senti que estava revendo Lea e Chris a caminhar pelas ruas de NY e olha que até então nunca havia me objetivado contra a mudança física da protagonista. Tirando este mero detalhe, Rachel retorna a suas aulas de dança que desta vez será ministrada pelo Avatar, mostrando que uma boa “pimbada” (desculpem o termo crianças) fez bem pra sua moral, principalmente se isto lhe rende um “dia de professor”, mesmo que nem saiba se mexer numa performance.

Acidez a parte, o garotão está com a corda toda e mesmo com a Rachel a fazer “mimimi” por descobrir que ele dormiu com a Tia Julina, o que fala  tenho que vir a concordar, afinal considerando sua pose de metidão putão garanhão (tsc tsc) e o fato de que eles vivem no “Adult World”, a escolha da Ms. Berry por voltar para Ohio deu um plus pra movimentar o bonde da Julina, que embarcou em sua estação, fazendo o maquinário trabalhar, seja apropriado ou não.

Brody: You’re not in high school anymore, okay? We’re adults. We’re making adult choices. You made yourself unavailable. Don’t be that crazy girl who expects people to read her mind.

Rachel: Oh, I’m sorry, but you don’t have to be a mind reader to know that she is my mortal enemy. Did it at least suck?

Brody: Are you kidding? It was amazing. Have you seen her ass?

Por mais que tentem empurrar este flertes entre os dois, ainda falta consistência no núcleo e se achávamos que Lea segurava as pontas sozinha, nem seu talento interplanetário tem feito milagre se o roteiro não ajuda. Resolvendo ceder um pouco com a crise com “dormindo com o inimigo”, o graxinha diz que o que ocorreu com a professora não irá se repetir, tudo isto por que Rachel disse que está definitivamente linda leve e solta, o que dá a deixa pra se convidar para cozinhar no “Jantar Orfão de Ação de Graças”, considerando que ela é epic fail na arte do fogão.

vlcsnap-2012-12-06-16h31m55s46SJP reaparece com sua doce chefe Isabelle, sonho de qualquer estagiário no ramo da moda. Seu semblante solitário em plena noite festiva faz com que o Porcelana a convide para a Hummelberry Party e mesmo sendo o ser humano mais surreal considerando o ambiente a qual administra, a sweet boss se preocupa com a relutância de seu estágio favorito em ceder, nem se for como uma trégua, com seu ex-namorado, este que continua a mandar pedidos frenéticos de desculpa.

Com a aleatoriedade em alta, se antes achávamos que a turminha de Ohio que precisava sambar pra agradar, aqui vemos mais um momento irrelevante do pessoal da cidade grande, a começar com Rachel a sensualizar o peru de mãozinhas dadas com o Avatar. Jurando que Isabelle iria curtir o feriado somente com eles, a chefona traz sua trupi de glamourosos e esquisitos e num momento digno de sua personagem, que adora mash-ups, a produção rende mais um, desta vez juntando Scissor Sisters e o musical Promises, Promises.

vlcsnap-2012-12-06-16h32m34s195Desconhecia a filosofia “kiki”, mas ela pareceu funcionar para afastar a solidão de todas aquelas almas abandonas no feriado mais celebrado na Terra do Tio Sam e apesar de estranha musicalmente falando, “Let’s Have a Kiki/Turkey Lurkey Time” foi um número divertido, mesmo que SJP não saiba cantar, o que consegue compensa rcom seu carisma, ainda mais que fez Kurt refletir sobre sua situação com seu Engomadinho Sem Meias, rendendo a cena “uown que fofo, mas ufa, que bom que estão a se resolver, porque ninguém aguentava mais os carões e os “mimimis” de vocês”.

Kurt: You’ve said you’re sorry a million times, and I believe you. And I’m trying to forgive you, but I’m just not there yet. But it’s Thanksgiving and it’s sectionals, and I miss you like crazy, and I can’t stand not talking to you even though I’m mad at you, because you’re still my best friend.

Blaine: You’re mine, too.

Muito se esperava do retorno da velha guarda, principalmente como eles seriam inseridos na trama, considerando que as direções estariam opostas a aqueles que ali permaneceram. O retorno de Mike e Mercedes serviu ao propósito de ajudarem na peça musical; Puck por sua vez já veio prestar socorro ao seu rebelde meio irmão e Santana, além do término com Brittany, também ajudara na produção de Grease, restando somente o retorno da personagem mais inconstante dentre todas: Quinn Fabray. Depois de muita especulação sobre o envolvimento ou não de Lady Di nesta temporada, eis que sua Fabray retorna com o intuito de cumprir a promessa que fizeram ao final do ano letivo: passar o Ação de Graças juntos.

O plot de Ohio surge de forma aleatória, onde vemos Quinn de repente no palco do McKinley, iniciando o mash-up de “Homeward Bound/Home”, junção da bela canção de Simon & Gurfunkel e a do último vencedor do Idol, Phillip Phillips. Conforme a canção desenrola, os bons e velhos rostos surgem, juntando a ela no palco, Puck, Finn, Mercedes, Mike e Santana. A música funcionou bem quando a ouvi no meu Ipod, mas não surtiu impacto projetada logo para abrir o episódio, contrário por exemplo de “How Will I Know” do episódio tributo a Whitney Houston, que mesmo colocado de supetão, provocou arrepios na alma de tão bela.

vlcsnap-2012-12-06-16h34m15s179Os formandos do McKinley estão ali para celebrar o feriado e também para servirem como mentores para a  turma nova, tudo isto após um momento descontraído com Finn no Breadsticks, que inclusive rende o comentário da ausência de Kurt e Rachel, que escolheram passar o feriado em Nova Iorque.E é de volta a sala do coral, que o novo “mentor” do New Directions faz um mash-up entre os veteranos e os novatos, com Marley sob as asas de Santana; Jake aos cuidados do Big Bro Puckerman; Ryder com Mike; Mercedes com seu irmão/irmã gêmeo/gêmea Wade/Unique e a junção mais clichê de todas: Kitty ficará com Quinn, o que ajuda a ressaltar o lado mais freak stalker da Avatar Girl.

“I knew it. Mercedes was cloned.”

As interações são bem superficiais, pois não há nenhuma enfase a Mercedes, Mike e mesmo Puck com seus pupilos, ficando o destaque quase total para Kitty e Quinn e um pouco de Marley e Santana, mesmo que indiretamente, principalmente a falta de autenticidade com as loiras, considerando que a nova cherrio entrara pra ser uma versão descarada da ex-cherrio. De comentários bizarros a fotos no armário, Quinn apesar dos comentários maldosos de Santana, fica lisonjeada ao perceber que seu legado, seja lá qual este foi, deixou frutos no colégio. Por falar em interações, além do reencontro da “Unholy Trinity”, que mesmo com  dom paranormal de somente olhar para banda e uma para outra pra já saber tudo a respeito de ” Come See About Me” das The Supremes, proporcionou um nostálgico momento, que deixa os novatos cheios de energia e expectativas com o que encarariam dali pra frente.

“Every day I ask myself ‘What would Quinn Fabray do?’

Colocar Quinn e Santana frente a frente é inevitável que ocorreria uma “cat fight,” ainda mais no que diz respeito a influência negativa de Kitty com Marley veio a tona, o que a Fabray recusa a aceitar a critica da latina, afinal pra ela é ótimo ter alguém novamente a babar na sua, ainda mais agora que ela encontrou formas de vangloriar sua nova vida, pois agora em Yale, conseguiu por em seu intenso currículo de vida um affair com um professor de 35 anos. Entendo que o descaso de todos com a situação de Marley será abordado ao final, considerando a virada de eventos, mas ainda não consigo ver grandeza com este plot e acredito que Glee focou tanto em parecer intenso com suas discussões sociais, que perdeu a visão para abordar outros problemas, estes tão relevantes quanto.

A falta de espontaneidade se dilui a meros insultos entre as duas amigas e rivais e mesmo com dois tapas na cara uma da outra, o que apesar de compreensível considerando quanto atrito elas já tiveram, não teve sentido, assim como as intromissões da loira no inicio do romance Jarley, o que faz até Puck recuar, conhecendo bem o perfil da garota que ele encomendou a entrega da cegonha. O apelo de colocá-las como mentoras, assim como Finn a substituir Schuester, mostra quão imatura a série sempre foi, afinal problemas reais se encontram em frente a cada um deles e nenhum consegue enxergar, o que claro depois que a bomba estourar, irão apontar dedos a todos cobrando explicações e sensatez.

vlcsnap-2012-12-06-16h36m13s50O que realmente tem funcionando com esta turminha nova é a relação entre Ryder e Jake, muito mais convincente do que qualquer Cat Fight ou até mesmo triângulo amoroso que insistem em colocá-los. Entendo que Marley é a rosa perfumada e bela da vez, mas novamente se não os desenvolverem por si só, terão mais papeis de parede e pesos de papel dentro o elenco. Mesmo sabendo que esta fase irá durar pouco, é bom ver os garotões interagirem, ajudando um ao outro a se prepararem para a primeira grande competição de suas vidas, que por sinal será um grande desafio étnico, já que “Gangnam Style”,  o hit grudento sul-coreano foi a canção escolhida para o New Directions. Considerando que Ryder terá o destaque dançante na performance, Jake o ajuda e mesmo mostrando insegurança, tenta se convencer que dará conta do recado, mesmo sabendo que o Puckerman tem os “moves like jagger” da turma, inclusive a revelação que o garoto é treinado até em ballet veio a surpreender a todos, não só Ryder.

Jake: Did you do an apple pie 500 times before you had sex?

Ryder: I did, but I wore a condom so I didn’t make any apple fritters.

Wade está de volta com o seu verdadeiro eu e mesmo com toda a conversa da eterna batalha em tentar provar que tem que ser “verdadeiro com quem es” para Marley, percebemos que a garota esta extremamente vulnerável, tudo isto porque continua com sua jornada a exaustão e fome, causada pela introdução de seu novo BFF,  os dois dedinhos. Outro que retorna, escapando para ver seus eternos pupilos é Will, que reencontra com sua amada na platéia do McKinley, para o desaprovo completo de Sue Sylvester.

Acho que já estava mais do que na hora de inventarem um novo coral rival, afinal não aguento mais ver e ouvir os passarinhos da Dalton a sacolejar pelo palco, ainda mais com a horrenda “Whistle” do Flo Rida e o mais novo insuportável hit do 1D, “Live While We’re Young”. Mesmo com o tal de Hunter a levar os vocais na primeira e o Sebastião Pedrinha Pedrão com o segundo, nada inova e inspira em termos de competição.

“You are ready for this. You look really good. Your voice is strong. It’s time to make a little girl’s dream come true. I’m so hungry. But at least my dress fits.”

vlcsnap-2012-12-06-16h37m40s138Considerando que faltam poucos minutos para encerrar o episódio, a ideia que já vem a cabeça é “cliffhanger”, ou seja, pela primeira vez na história de Glee, o resultado de uma competição não é dado no próprio episódio a qual lhe compete. Depois de um monólogo digno de Rachel “Golden Stars” Berry no inicio, com Marley a proclamar seus sonhos de infância, o grande momento de sua vida chega e considerando toda a pressão que coloca sobre si mesma, até mesmo Jake, que mostrou-se mais sensível que seu Big Bro, resolve encorajar sua garota, dando a brecha para Ryder colocar-se de lado novamente, fingindo um machucado, que o impedirá que ele seja o destaque dançante na performance.

Heyyyyyy Sexy Lady, depois de muita polêmica e criticas, até mesmo com o fato da produção ser racista em colocar Tina para cantar em coreano, –  o que chamariam do mesmo jeito se fosse Blaine a cantar – o New Directions traz mais um momento “guilty pleasure”, pois assim como “Call Me Maybe” na season premiere, este é mais um exemplo de música que odeia admitir, mas que está sempre a cantarolar e considerando a fama de Glee, o fandom jurou mesmo que eles não fariam isto?

Com replicas dos movimentos do vídeo clipe mais visualizado deste ano, o grupo mostra que sabe rodar o laço sob a cabeça e até mesmo montar no cavalinho, porém o destaque dado a Tina Cohen-Chang, depois de muito pastar, vai por água abaixo quando Marley desaba no palco, fazendo assim cair as cortinas do episódio, deixando tudo em aberto, até mesmo o destino do New Directions na competição.

vlcsnap-2012-12-06-16h41m34s184Aqui o que mais preocupa para além de vencer ou não, é como irão dar continuidade a trama de Marley Rose, afinal os meios não justificam os fins e ela provou isto da pior maneira, o que soara o alarme entre todos, inclusive com o destino do próprio grupo. Não me surpreende que por um milagre natalino, ela já esteja curada desta grave doença e Kitty faça um curso intensivo com Sue em “Como ser Boazinha de vez em quando”.

Um episódio sonífero, sem muito desenvolvimento, mas que me ajudou com a manter o meu humor, por não ser mais aquela “Gleek That I Used To Know”.

Desculpe se venho a decepcionar com as reviews, mas de maneira alguma disse que esta temporada seria diferente para mim, claro um ou outro episódio surtiu efeito, fazendo bater forte meu coração, mas fora isto, temos o mesmo do mesmo.

Toca “Holding Out For a Hero”, porque tá precisando…..

Ps: Um ressalve especial ao querido Ander, que me fez enxergar que as vezes preciso voltar a ser a boa e velha Glee Mamma, mas como lhe disse, bebo deste xarope com muita moderação e aconselho a fazer o mesmo meu caro, mas pode deixar que serei mais critica, ok!

Audiência: E não é que apesar de tudo a audiência aumentou? Dou os créditos ao PSY só pode, este que conseguiu conquistar 2.2 rating (aumento de 0.7 em relação ao episódio anterior) e 5.39 gleeks sintonizados neste “especial” episódio de Ação de Graças.

5,8

3 thoughts on “Glee (4×08) – Thanksgiving

  1. Olá!
    Até que gostei do formato enxuto do review, Mary. Quanto à série… Bom, quando a temporada 3 acabou falei que não iria reclamar da quarta temporada e não vou… Tenho sentido que os roteiristas têm honestamente tentado algo novo, mas não têm conseguido…
    Um abraço!

  2. Eu adorei o episódio, por acaso xD Péssima song choice com Gangnam Style, por isso não vão longe na competição.
    Gostei de ver todos de volta, principalmente Quinn. A música do início foi bem comovente. Gostei da interação à là Glee Project entre os formados e os alunos, foi bem divertido de ver, e sessão de verdades de Quinn e Santana foi bastante interessante.
    Eu não estou a conseguir a gostar de Marley, acho ela tão sem sal, sem personalidade. Ok, nem todos precisam ter a língua afiada como Santana, mas custa muito ser uma pessoa mais viva? Não é fácil torcer por ela, ainda mais com a desprezível Kitty a provocá-la daquela forma, e Marley é tão ingénua que não faz nada a respeito.
    Também detesto Kitty, acho-a uma péssima personagem, de mau gosto mesmo. É uma wannabe híbrido Quinntana muito mal feito.
    E pontos para o episódio que não contou com um dueto de Blaine e que Tina falou mais do que duas palavras!
    xoxo

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