The Walking Dead (3×05/06) – Say The Word / Hounded


Depois de dois ótimos episódios, TWD tem de pisar um pouco no freio e retornar para o seu lugar comum. Importante notar que ela já foi muito pior nisso.

Nenhum bom audiovisual pode funcionar bem encavalando vários clímax. É necessário que o expectador tenha algum tempo para conhecer mais dos personagens fora das situações limites, para que a empatia se forme e a tensão se justifique quando necessário. O equilíbrio entre os momentos comuns e os clímax é um elemento muito importante que pode afundar ou elevar um audiovisual, pois se a balança pender demais para um dos dois lados a urgência em assistir pode facilmente se perder (muitos clímax me fizeram perder o interesse em “SpeedRacer” e “Transformers 2”). Me parece que The Walking Dead começa a aprender essa lição.

Na segunda temporada tivemos o ótimo clímax da Sophia, que foi muito bom em seu ápice, o problema foi que os passos que levaram até ele foram por demais lentos e mal construídos, o resultado é um monte de episódios que enrolam até o seu clímax  É importante que episódios mais calmos ajudem a trama a se construir, dando a impressão de importância para eles. Mesmo que “Say The Word” e “Hounded” tenham muito pouca da tensão construída pelos antecessores, eles servem para avançar com a trama.

Em “Say The Word” temos o Rick se expurgando da morte de Lori que, parando para pensar, foi o responsável. Mesmo que ela tenha sido uma personagem muito pouco empática, é possivel compreender todo o luto do xerife. O uso do som e da câmera lenta usada no começo do episódio é acertada ao demonstrar a angústia do Rick, afinal, as expressões de Andrew Lincon são ótimas (a Michoone precisa de algumas lições).

O fato de os episódios terem focado mais em Woodbury faz sentido dentro da cadeia eventos, pelo fato da desconfiança da Michoone ter evoluído muito rápido nos episódios passados. Mostrar o rápido envolvimento entre a Andréa e o Governador também me parece acertado, levando em conta que era bem óbvio aonde isso ia dar. As descobertas da Michoone levam a dar um ultimato a Andrea em “Say the Word”, que faz com que a loira se aproxime do Governador, o que leva a consumar a relação dos dois. Esse é um exemplo da razão que me fazem crêr que TWD tenha melhorado nos seus episódios mais calmos: a cadeia de eventos que leva de um ponto a outro (A+B=C). O mesmo funciona para Michoone, que sai da vila para encontrar Maggie e Glen, e com isso, leva Merle até eles. Outro exemplo é que a filha recém nascida do Rick justifica a busca por comida de criança, o que justifica o casal Glen estar fora da prisão e serem sequestrados, o que vai justificar o encontro de Woodbury e os sobreviventes da prisão.

Com elementos como esses citados avançando modestamente a trama, me é mais fácil aguentar a falta de expressão da Michoone, a gratuidade do MMA zumbi em Woodbury  e toda a discussão chata que isso causou entre o Governador e a Andréa, mesmo a deslocada conversa entre o Daryl e Carl, perde seu poder de incomodar.

O grande embate será o entre o Governador e o Rick, e todos sabemos disso, o que importa mesmo é construir bem o caminho até lá. The Walking Dead parece estar aprendendo isso.

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