Dexter (7×06) – Do The Wrong Thing


Alguma coisa foi errada neste episódio. A temporada estava a ir muito bem, o desenvolvimento da trama estava a agradar-me imenso, até chegarmos a este episódio.

Como um todo, não foi um mau episódio. Dexter continua à frente de muitas séries atuais em termos de qualidade, isso é inquestionável. Mas os rumos que este episódio tomou, e o seu desfecho não me agradaram nada.

Mas vamos começar pelo início. Dexter começa a suspeitar da inocência de Hannah McKay cada vez mais, e então decide investigá-la. Descobre então que o seu marido morreu misteriosamente com um ataque cardíaco, sendo que este se encontrava em boas condições de saúde.  Ao saber disto, Dexter decide visitar Hannah, na tentativa de descobrir algumas informações pela mesma. Ao pedir desculpa, Dexter entrega-lhe o relatório de sangue adulterado que comprova que Randall não teve ajuda para matar o casal, o que faz com que Hannah seja inocente. Ao ganharem mais confiança, apesar da enorme tensão entre ambos, começam a falar de suas vidas pessais. Ambos já passaram por bastante, diga-se de passagem. Na conversa, Hannah fala da sua antiga patroa, Beverly, que misteriosamente também morreu de ataque cardíaco, deixando a estufa para Hannah, sendo esta a única herdeira.

A curiosidade de Dexter aumentou desmedidamente com esta revelação, e decidiu ir à procura de mais. Curiosamente, aparece em Miami Metro Sal Price, um escritor que escreveu um livro detalhado com toda a história sobre Randall e queria saber mais detalhes sobre os resultados das análises dos corpos encontrados. Conveniente para Dexter, pois Price estava à procura de dados para escrever um livro sobre Hanna e os seus crimes. Dexter compartilha algumas opiniões com o escritor em troca de convencer Debra a sair com ele. Dexter descobriu então que uma pessoa ligada à adolescência de Hannah morreu devido a veneno de rato. Foi aí que tudo fez sentido. Veneno. Hannah envenenava as suas vítimas, e estas morriam de ataque cardíaco. Eficiente e sem deixar rastos.

Mais tarde Dexter decide ir a casa de Price para obter mais informações sobre Hannah. Numa cena de grande suspense, Dexter consegue além de ficheiros sobre Hannah, os resultados do exame de sangue de Beverly, a ex-patroa de Hannah. Beverly foi envenenada por uma planta que provoca ataques cardíacos, planta essa que se pode encontrar na estufa de Hannah.

Numa conversa com um ajudante da estufa, Dexter obtém todas as certezas que precisa: Hannah é uma assassina. Ela estava encarregada de tomar conta de Beverly, então era a única que tinha acesso ao que ela comia, por isso seria muito fácil envenená-la.

Dexter decide então chamar Hannah para um encontro. Num local convenientemente escolhido, um parque de diversões fechado, vemos um lado mais romântico de Dexter, onde a sua criatividade seria muito positiva, se não fossem as intenções por trás de todo aquele cenário.

Hannah nunca tinha tido contacto com neve, e Dexter cuidadosamente lembrou-se disso e impressionou-a. Assim, o assassínio era fácil.

Mas chegado o momento decisivo, Dexter vacilou e acabou por não matar Hannah, mas sim ter relações sexuais com ela, numa cena bastante desconfortável.

Dexter precisa de alguém que o compreenda e que o apoie. Debra não é essa pessoa, pois os métodos dela são o oposto dele. Rita também nunca poderia ser essa pessoa, muito menos Lila. Os motivos de Lumen para matar não correspondiam aos de Dexter, ela pretendia vingança pelo que lhe fizeram e assim que a obteve, o seu dark passanger desapareceu. Hannah é a indicada para Dexter, tem o dark passanger dentro de si, escondido numa bela cara angelical e cabelos louros. Ela mata para chegar onde quer. Claro que os fins dela são diferentes de Dexter, mas ambos compreendem a necessidade de matar e como os faz sentir. Desde que vi Hannah, sempre fui a favor da união dos dois. Mas não desta maneira. Foi muito sem sentido, não fez lógica nenhuma. Esta resolução para juntar os dois pareceu muito forçada, apenas para provocar choque nas pessoas. E conseguiu, só que não de uma maneira positiva. Vamos ver o que vai acontecer depois disto. Confio na série para melhorar as coisas e dar uma boa continuação a esta cena, mas por favor não façam mas coisas destas. É desnecessário.

O que me está a agradar nesta sétima temporada é que todos estão a ter o seu destaque, e cada personagem tem a sua própria trama, que acabam por se interligar.

Debra está um pouco pais afastada de Dexter, o que é bom para ela. Passou-se muito nos últimos tempos e ela precisa de fazer uma pausa de tudo e afastar-se de todo o drama com o irmão. O romance com Price não podia ser mais oportuno, tanto para Debra como para Dexter. Price e Debra fazem uma boa dupla, ambos estão interessados em Hannah. Não sei até que ponto é que o escritor não se vai aproveitar da fragilidade emocional em que Debra se encontra, mas espero que algo de bom aconteça à lieutenant, pois ultimamente só tem acontecido desgraças.

Angel está a pensar em abrir um restaurante. É caso para dizer good for him. Ele não tem tido uma função desde o precipitado divórcio com Laguerta, e faz bem em reformar-se. Já passou por muitas experiências e está na hora de assentar. Se bem que não o vejo a ir embora de Miami Metro tão depressa, pois ainda é cedo para dar um final à sua personagem.

Quinn mostra que a cada episódio que passa consegue ser um pior polícia. Rouba provas, ajuda os criminosos que os outros estão a investigar, apaixona-se por uma bailarina e o seu fascínio por ela é tão grande que faz tudo errado. Se ele fosse inteligente, dizia o que se passava a Debra ou Angel, assim haveria mais motivos para capturar George e manter Isaak onde este está.

Por falar no boss da máfia russa, cada vez vemos mais do que ele é capaz. Até dentro da prisão ele consegue monopolizar tudo e todos à sua volta, incluindo os que estão fora das grades. É uma questão de tempo para que ele seja liberto.

Declarando autodefesa, Isaak está a passos largos de sair da prisão, ainda mais depois das provas terem sido destruídas graças à preciosa ajuda de Quinn, pois misteriosamente o bar onde ocorreu o assassinato dos colombianos inundou.

Laguerta continua também com a investigação do BHB. Ela conectou a onda de crimes das raparigas em barris com o Butcher, desconfiando que este teve uma ajuda, possivelmente de uma vítima que escapou. Provavelmente ambos mataram Jordan Chase.

Debra mais uma vez falou com Dexter e descobriu mais um bocado do seu passado sombrio. Lumen. A bela loura era a rapariga que o ajudava a matar a equipa de Jordan Chase. Os três tinham-se encontrado, sem Debra saber da verdade sobre Dexter, no final da quinta temporada, mas Debra deixou-os escapar de propósito, pois de certa forma apoiava o que o casal fazia. Esta é a deixa perfeita para Lumen regressar à série. A personagem de Julia Stiles ainda anda por aí, e pode voltar a qualquer momento, para dar um verdadeiro desfecho à sua personagem. Pois uma vez que não morreu ainda, muita coisa lhe pode acontecer.

Fora um episódio fraco para a média da temporada, com um desfecho que não me empolgou muito, mas não estou preocupado. Dexter tem o direito de ter uma falha de vez em quando, pois a série sabe passar por cima e surpreender.

2 thoughts on “Dexter (7×06) – Do The Wrong Thing

  1. Não gostei da idéia tão rápida de um relacionamento entre Dexter e Hannah, mas neste episódio a situação ficou muito vaga para se julgar, as coisas nos próximos episódios tomarão rumos interessantes.

    Atts

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