The Vampire Diaries (4×06) – We All Go A Little Mad Sometimes


Para Klaus foram 52 anos, 4 meses e 9 dias para se livrar da lembrança dos cinco caçadores que matou. Para Elena foram apenas 40 minutos de tormento, tempo mais que suficiente para definir seu caráter. Eu não sou uma das pessoas que gosta da personagem, ela me desagrada tanto no livro quanto na série, e eu cheguei a confirmação de algo que já sabia há muito tempo. Elena é hipócrita. Ela entrou para o hall da hipocrisia sem fazer nenhum tipo de esforço e agradeço e muito à Katherine por ter exposto isso com a mesma excelência de sempre.

A questão dos caçadores foi posta de lado, pois todos se voltaram para Elena. Todos querem ajudar Elena. Elena precisa se sentir bem. Elena mimimimi. Chega! Quando eu achava que ela se tornaria uma personagem melhor, ela retorna para o fundo do poço e volta a ser muito dramática para quem é uma vampira. Honestamente, eu não suportei esse duelo mental dela, entre a versão humana e o que ela é, e todo aquele looping sobre ela ser um monstro e merecer morrer. A verdade é que Elena não sabe o que quer da vida e, depois de seis episódios, é provável que esta indecisão continue, algo que não deveria.

Em meio às chorumelas de Elena, as estrelas do episódio foram Connor e Katherine. Eu lamento muito pelo caçador ter tido uma morte tão prematura, pois gostava dele por ser uma ameaça de grande porte ao sobrenatural de Mystic Falls. Ele era páreo duro e, arrisco a dizer, sua presença foi muito mais marcante em comparação à trama que envolveu Klaus. O híbrido causou todo aquele pânico no começo, mas depois descalçou as pantufas. Connor era o tipo de cara destemido, que tinha um foco e não amoleceria com facilidade. Ele não hesitaria em destruir tudo e todos para saber suas origens, e eu gosto muito de personagens assim, de personalidade, que não mudam da água para o vinho e se mantêm fiéis ao que são até o final.

Por falar em personalidade, é inegável que a presença de Katherine realmente faz falta em TVD. Tem como mandar Klaus ir embora, produção? Eu realmente fiquei preocupada com a forma que a vampira seria inserida na trama, pois já foi falado que ela não voltaria enquanto o híbrido mor mantiver estadia em Mystic Falls. Mas a palhinha da vampira mais linda do mundo deu para matar um pouco das saudades. Além de nos dar a chance de rever como Nina Dobrev é bem melhor encarnando Katherine. O confronto entre as duas personagens, na verdade as indiretas mais que diretas por parte de Katherine, foram excepcionais. Só mesmo ela seria capaz de dizer umas boas verdades à Elena (até sendo fruta do cogumelo alucinógeno) e, de certa forma, ela a ajudou a reconhecer qual lado da força quer permanecer.

A parte que mais chamou minha atenção no confinamento de Elena foi quando Connor a força a dizer que gostou de tê-lo matado. Sim, ela gostou e não entendi porque a poker face dela e mais uma onda de mimimi. A jovem adorou a mordida que deu nele, seguida do pescoço quebrado. Já começa a hipocrisia daí. Se gostou, fala logo, não fica chorando. Está na hora de Elena virar uma personagem estruturada, pois todos esses conflitos não ajudam em nada e só deixa tudo muito chato e repetitivo. Como comentei em outras reviews, ela gostou de ser libertina, algo que vimos no episódio de Dia das Bruxas, e seu lado protetor fará com que ela passe dos limites, como ela fez para proteger Jeremy. Se ela será carniceira ou não, são detalhes que precisam ser trabalhados com urgência, pois os surtos sanguinários de Elena já passaram do ponto.

Entre as alucinações de Elena, parece que Stefan se tornou carta fora do baralho. Eu não sei o que pensar sobre isso e volto para a questão da hipocrisia da protagonista. Concordo que ela na versão vampira fica melhor com Damon, pois ele lhe dá brecha para ela ser o que realmente é, sem preconceitos ou receios. Tem que ser vampira mesmo e matar geral. Essa é a essência da coisa, não brilhar como o Edward Cullen. Assinei embaixo quando Katherine disse a Elena que Stefan pode odiá-la se ela se transformasse em um monstrinho, pois isso de fato pode acontecer. Só não sei se o Salvatore transitaria do amor ao desprezo por Elena, por parecer extremamente impossível, graças à devoção que o vampiro tem por ela.

Stefan pode ser bem passivo e apático com relação à Elena, mas nada o impede de abrir mão da garota, pela milésima vez. Já virou um vício chato esse vai e vem de Stelena. E também acho um absurdo sempre colocarem Damon no meio dessa bagunça emocional. O Salvatore mais velho sempre é o mais machucado nessa lambança toda e eu não acho isso justo. Damon ama Elena, mas eu ainda acho que a fidelidade ao irmão fala mais alto que o amor. E o papo da cura esquentará mais as coisas. Se ele quisesse trollar Stefan, como nos velhos tempos, ele já teria feito e roubado Elena, sem demora. Mas as coisas não são tão simples assim…

Aqui é cabível aquela história de melhores amigos que não quebram uma amizade por causa de uma garota. Os Salvatore aparentam estar prontos para isso, mas não estão. Eles prometeram um ao outro que um deles deveria ir embora quando Elena fizesse a escolha, mas nada disso aconteceu. Eles têm um elo, muito forte, e não conseguem se distanciar do que sentem por Elena, mas mudam de atitude quando o assunto fica mais sério. Eles são orgulhosos sim, preferem se odiar, mas no final do dia são os dois e ponto final. Algo como os Winchester. Sempre haverá o mais molenga e o mais carrancudo, mas eles sempre unirão forças para vencer. Team Defan whore speaking!

Acho que Damon lida melhor com as negativas de Elena por ter sido colocado de lado muitas vezes, mas Stefan ainda tem todo aquele chamego pela garota que o escolheu e que ficou com ele desde o início. Acho que o Salvatore mais novo não vai lidar muito bem com o término, mas é algo que estava propenso a acontecer. Eu achei muito importante terem colocado na boca de Damon uma defesa com relação ao irmão, algo que ele simplesmente poderia ter pulado para arrancar um beijo de Elena. Mas ele contou sobre o comportamento estranho de Stefan a ela. Ele foi honesto e, pelo menos, qualquer coisa que venha a acontecer entre Delena, em parte, há uma consciência tranquila de algum lado (ou não!).

Eu achei que o término de Stefan e Elena ficou nas reticências. Os spoilers são muitos e eu não confio neles. O que tirei de lição foram duas perguntas: ou Stefan abriu mão dela ou lutará por ela (a promo já me respondeu isso!). Eu acredito que seja a primeira opção, pois não faz sentido ele intervir entre Elena e Damon, ainda mais agora que ela – em seus raros momentos – conseguiu ser honesta ao admitir que sua paixonite pelo Salvatore mais velho se intensificou. Mesmo amando Stefan e Elena como casal, não posso negar que no momento ela precisa de Damon e, se Stefan realmente tomou a decisão de pular fora, assino embaixo, pois ele não precisa sofrer de novo, nem ser humilhado a troco de nada. Foi uma safadeza sem tamanho por parte de Elena essa confissão, pois parece que ela esqueceu que, quando estava zoada, indecisa e desesperada, quem segurou a mãozinha dela foi o Stefan.

Talvez essa seja a ironia do momento que condiz com a fala de Katherine de “sempre existir Damon”. Tudo bem que não gostei da colocação, pois Damon sempre sai como o estepe da situação, mas não deixa de ser verdade. Katherine perdeu Stefan por ter revelado suas verdadeiras intenções ao mundo e distorceu a mente de Damon com falsas promessas, mesmo amando o Salvatore mais novo. Em todos os ângulos, sempre existe Damon, mas sempre será o Stefan. Katherine é a prova disso e, como ela mesma disse, Elena é a versão atual dela. Já imagino a vida da Pierce se repetindo com a Gilbert.

Com relação aos outros arcos, dispenso April. Já é a segunda vez que ela pergunta sobre Rebekah e acho que Matt e Jeremy poderiam anunciar que a vampira saiu da cidade, por exemplo. A funcionalidade da personagem chega a dar pena, pois até agora ela só foi útil em reconhecer Shane, amigo do seu pai, e fez Matt colher informações, trazendo utilidade para o personagem. Para ser bem honesta, eu tinha esquecido a explosão e eu só quero ver a relação disso com os caçadores – embora seja um pouco óbvio, basta Shane abrir a boca e nos contar mais uma história feliz.

Jeremy começou bem no seu papel de caçador. Claro que não foi nada planejado ele se transformar e bater no peito sobre seu novo trabalho de verão, mas a convicção da qual ele matou Chris foi realmente chocante. O garotinho não pensou duas vezes e concordou em matá-lo, tendo como segurança titio Stefan. Eu senti pulso firme no moço, espero que invistam no personagem, pois, mesmo não gostando dele, acho que ele merece um pouco mais que cair morto (a cena da Elena furando ele foi um arraso) e voltar à vida por causa do precioso anel (call Gollum!).

Menções honrosas para Alaric mais uma vez. Vamos todos fazer campanha em pedir dois drinques em homenagem ao caçador, porque ele merece. Vou aderir à ideia do Damon para minha vida, pois Ric faz muita falta e eu ainda não consigo digerir a morte dele. O tamanho dessa trama, com a presença dele, seria completa e perfeita. Não me agrada o fato de Shane ser metido e pagar de substituto do professor de História (eu me sinto assim quando o vejo). Alaric é único e está perdendo aventuras incríveis por causa da burrice dos produtores em tê-lo matado, é.

Além da Elena maluca com as alucinações do mundo de Alice, o barraco Tyler e Caroline foi merecido. A vampira nunca faz nada certo e, às vezes, nem é culpa dela. Achei desnecessário ela ter se “vendido” para Klaus para que Jeremy conseguisse matar Chris com autorização do híbrido. Outra coisa, não aguento as caras da Hayley (sorry, gente, a Phoebe é linda, mas as caras dela me irritam desde TSC) quando Tyler e Caroline estão juntos ou quando Klaus aparece. Por outro lado, eu gosto do lado protetor da “lobiswoman”, isso é conveniente, ainda mais quando o propósito dela e de Tyler é fazer uma rebelião pela liberdade dos híbridos. Call Hermione Granger!

O episódio se salvou por Katherine e Connor, fim. Eles foram os responsáveis em aumentar a qualidade da trama, guiou todos os personagens sem ao menos estarem fisicamente presentes, e fez todos descobrirem suas verdadeiras posições nessa bagunça toda. Quero mais confusões e menos drama por parte de Elena. Por favor, tem como anular essa coisa de shipper também? As coisas funcionam bem melhor sem essa ladainha toda de romance. Quero ação, gente, e sangue de verdade, não os fakes de Elena.

Audiência: os números caíram e, dessa vez, foi meio feio. Dos 3.02 telespectadores, TVD atraiu esta semana apenas 2.84 milhões, uma queda de 20%. A média também caiu e oscilou entre 1.3/4. É tudo culpa da Elena! Lixa*

One thought on “The Vampire Diaries (4×06) – We All Go A Little Mad Sometimes

  1. Adorei ver Katherine outra vez. Apesar de achar que Nina Dobrev força muito a interpretação da personagem, adoro Katherine e a sua personalidade. Muito melhor que a Elena vampira…
    Por um lado foi bom Elena e Stefan acabarem, Stefan é um chato, protetor demais, e sempre a choramingar. Perfeito para Elena, mas cansa de ver. Mas isso quer dizer que dá hipóteses para Damon. Adoro Damon, acho que é dos personagens mais complexos da série, e dos meus favoritos. Mas com Elena não. A órfã/doppleganger/vampira parece ter o poder de tornar todos os que se relacionam com ela chatos. Será esta a descoberta de um novo ser sobrenatural?
    Estou a gostar muito da história de Jeremy e dos caçadores. Finalmente ele tem uma função realmente útil, e quero ver como é que vão fazer para descobrir o resto da tatuagem sem matar nenhum vampiro do grupinho deles.
    E a injustiça só toca em alguns, né? Enquanto que ao Klaus, foram precisos anos e anos para as alucinações passarem, mas a Elena foram 40 minutos…
    Estou a gostar do rumo da relação de Caroline e Tyler. Hayley é uma personagem inteligente, é destruidora de casais inconsciente, pois não é uma vilã, ao contrário de maior parte dos casos. Quero vê-la com Tyler o mais cedo possível, para Caroline ir para os braços de Klaus e assim Caroline e Hayley serem bestfriends forever! E as caras de Phoebe são bastante engraçadas, come on!
    A série tem mantido uma boa qualidade, e mostra que ainda tem folego para muita história.
    xoxo

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