Revolution (1×05) – Soul Train


Após a morte de Maggie, é-nos apresentado o melhor episódio de Revolution até agora. Quem diria que a personagem pudesse fazer tanta diferença? Não pela sua presença, claro, mas pela sua ausência.

Um problema que achava que Revolution tinha até agora é que havia dois a três cenários distintos: as aventuras do team de resgate, a parte interessante, com Charlie, Miles e Nora em busca de Danny e da eletricidade; a parte aleatória do episódio onde aparecia Monroe e Rachel, num cativeiro que ainda não foi bem explicado; e o cenário que ninguém se importava mesmo, Danny e Neville e a sua jornada para a terra de Monroe. Não havia conexão entre os três, a não ser que andavam todos uns atrás dos outros. Desta vez foram quase todos reunidos e funcionou muito bem.

Ao saberem que conseguiram colocar um comboio a funcionar, de modo a levar Danny para Philadelphia, Charlie, Miles e companhia vão a caminho da estação que está bastante perto deles.

O que me espanta é que foram precisos quinze anos para que o comboio funcionasse. Tudo bem que não seria fácil arranjar um comboio a vapor, mas eles existem em museus, por exemplo, e seria fácil colocá-los a funcionar, pois não precisam de qualquer poder elétrico.

Ao chegarem à cidade onde o comboio está, Charlie depara-se com Neville. É aqui que estes têm o primeiro contacto. Mas ao contrário de Charlie, Neville não conhece quem está à sua frente, então a moça tem a desculpa de dizer que está a espiar o namorado. Neville aparenta simpatizar com ela e deixa-a em paz. Cada vez gosto mais de Charlie, não sei se a atriz está a ficar mais à vontade na personagem ou esta está a ser escrita doutra maneira, mas a jovem está muito mais interessante e menos chata do que costumava ser.

Outro que surpreendeu neste episódio foi Tom Neville. Foi-nos dada a conhecer a história do terrível capitão.

Tom era uma pessoa triste e monótona, que era desprezado e troçado por todos, tinha um emprego deprimente e tinha sido despedido. Tinha também um pequeno rapaz, seu filho, por quem nutria muito amor. Para descarregar a sua raiva com o mundo, com aqueles que não deixavam o seu filho dormir, Tom dava socos num saco de boxe.

Depois do apagão, era cada um por si. Então o seu vizinho entrou em sua casa à procura de mantimentos. Para proteger a sua família, Tom acabou por matar o seu vizinho à pancada.

Este tipo de pessoas danificadas costuma tornar-se pessoas maléficas quando este tipo de eventos acontece. Toda a maldade é justificada com uma história de vulnerabilidade e sofrimento e toda a história de amor de Tom e o seu pequeno filho foi muito bonita. O blackout foi o que ele precisava para se revoltar com o mundo e tornar-se no que ele é hoje.

Nora continua com o seu movimento rebelde, só que desta vez acabou por estragar os planos de toda a gente. Ao construir uma bomba disfarçada de tronco de madeira e colocá-la entre a lenha do comboio, apercebeu-se que era cedo demais, uma vez que Danny já estava no comboio e Charlie e Miles ainda não o tinham retirado de lá.

Começa então uma corrida contra o tempo para desligar a bomba e salvar Danny. Ao tentar parar o tempo, o rebelde “amigo” de Nora esfaqueia-a, de modo a que ela não estrague o plano de explodir o comboio. Mais uma vez, vai Aaron brincar às enfermeiras. Desta vez não deixa ninguém morrer, menos mal.

Miles e Charlie roubam cavalos e ambos correm atrás do comboio, que já se encontra em movimento. Enquanto Miles ia tirar a bomba do comboio, Charlie tinha a tarefa de resgatar Danny.

Ao tentar salvar Danny, Charlie acaba por ser apanhada por Nate, que também se encontrava no comboio. Enquanto isso Tom apontava uma arma a Danny, e pedia para Nate lhe levar Charlie. Ele desobedeceu e atirou-a para fora do comboio.

Em lágrimas, Charlie lamenta a perda do seu irmão, enquanto Miles a consola e lhe diz que irão parar Monroe. Gosto da química entre os dois, tem vindo a fortalecer-se e Charlie tem-se tornado menos irritante, o que torna as coisas mais interessantes.

Ao chegar a Philadelphia, Tom cumprimenta a sua esposa e é revelado que Nate, que na verdade se chama Jason, é filho de Tom. A mesma criança frágil que Tom ensinava a lutar num saco de boxe, pouco tempo depois do apagão.

Confesso que fiquei surpreendido com esta revelação. Antes deste episódio não via a ligação entre os dois, mas ao ver o pequeno moço nos flashbacks havia a hipótese de ser um filho morto ou perdido, ou de ser Nate.

Por fim Rachel revela a Monroe que existem doze pendentes, e que estes são a resposta para todas as perguntas de Monroe, e para as de toda a gente. Mas agora onde estão os pendentes? Sabemos que Aaron tem um, que a senhora que ligou um computador tem outro. E os outros? Estarão espalhados pelo mundo?

Fiquei surpreso com a qualidade deste episódio, que demonstrou bastante potencial, apesar de ter ainda muitas falhas e precisar de trabalhar muito para ser uma ótima série.

2 thoughts on “Revolution (1×05) – Soul Train

    • Sim, a série melhora a cada semana, e é definitivamente melhor do que Terra Nova! Mas também concordo que falta algo, mas não sei bem explicar o que é. Talvez a personalidade dos personagens, que ainda são um bocado fracos, à exceção de Miles e Neville.
      XOXO

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