The Vampire Diaries (4×05) – The Killer


Ainda me recupero do impacto desse episódio de The Vampire Diaries. Eu não tenho palavras para descrevê-lo, de verdade (mentira, tenho sim!). Gosto muito quando a série apela para o lado da ação e deixa as coisas do coração de lado. A trama focada em um ponto funciona muito bem e espero que o gás da série continue, mesmo sabendo que quem segurou as pontas até aqui foi Connor. A atuação do caçador foi impecável do começo ao fim da sua participação em TVD e não esperava sua morte. Só de pensar que a responsabilidade agora foi transferida para Jeremy, é bom se preparar para o famoso Gilbert melodrama.

Mas vamos falar de coisa boa. O professor Shane mostra aos poucos para que veio e eu não estava tão errada ao afirmar que ele tem interesse especial por Bonnie. Claro que todos os assuntos que envolvem as figuras sobrenaturais da série precisam de uma bruxa. A jovem estava bloqueada e, no final de tudo, recuperou a magia que há dentro dela. O que eu não gosto na personagem é como ela se admira com facilidade com pessoas estranhas e assuntos que envolvem suas origens. Ela confia fácil e isso nunca é bom. Por mais que um docente me falasse que entende de bruxaria e afins, eu jamais daria o carão tão rápido. Tudo bem que Bonnie tem sido a menor personagem da série e, de alguma forma, é preciso inseri-la, mas muito me aborrece quando as coisas acontecem com um estalido dos dedos.

Enquanto Bonnie se resolvia do outro lado de Mystic Falls em um show de hipnose, Connor dominou a cidade. Na verdade, o Mystic Grill. Claro que quem tinha que se dar mal é o bloco humano da série. Jeremy – por mais que não seja totalmente humano, ainda pertence a este círculo até mostrar serviço -, Matt e April ficaram como reféns para loucura dos Salvatore e de Elena. Se eu cansava de dizer que Caroline só se dava mal, parece que a fraqueza foi transferida para a pobre da April. Eu fico com dó dela para ser honesta, mas, em questão de participação, essa fragilidade dela pode não ser bem-vinda no futuro. A situação dela precisa de uma mexida antes que se torne tediosa. Tipo o Jeremy que só se dava mal e era hipnotizado.

Connor assumiu tudo like a boss, sem se importar com quantos matariam para ter a tatuagem completa e saber suas origens. Eu só queria entender os motivos do comportamento de arma mortífera dele, mas só na próxima encarnação. Por ter matado a amiga vampira, o impasse justificaria o desequilíbrio mental dele, pois foi assim que a primeira tatuagem apareceu. A armadilha que Connor desenvolveu com veneno de lobisomem foi sensacional. A explosão – a série tem gostado do bombarda – me deixou em frenesi, mas não tanto quanto os efeitos causados em mais um híbrido de Klaus, com vidro estilhaçado no corpo e um rombo no coração. Assim, foi a cena mais @#@$ do episódio, sem dúvidas!

Não foi novidade Connor incitar a loucura dos Salvatore, de Klaus e até mesmo de Elena para salvar o trio de reféns. O caçador manteve seu orgulho até morrer e criou uma confusão digna entre os vampiros. Damon queria matá-lo. Elena queria salvar Jeremy. Stefan queria mantê-lo vivo por causa da cura. O caçador salientou o comportamento dos três personagens principais e deixou em foco a personalidade de cada um, acho que para reforçar a influência que os Salvatore têm sobre Elena. Stefan mostrou mais uma vez que virou cachorrinho de Klaus. Tudo bem que o motivo é justo, mas é algo que chamou a atenção de Damon e eu achei isso muito bom. Às vezes, a série faz passar despercebido o que é muito óbvio, só que desta vez o comportamento de Stefan foi descoberto antes mesmo do próximo episódio.

As privações em cima de Elena se tornaram mais intensas. Stefan, por saber da cura, quer mantê-la viva e fora do campo de batalha. Damon quer que ela vá e mate Connor por ele. Eu fico no meio de tudo isso e tento entender quem seria bom para a personagem. Só sei que o Salvatore mais velho terá que trabalhar muito para me convencer que ele seria o par ideal de Elena. A única coisa que me faz botar firmeza entre eles dois é que Damon a provoca e a faz revelar o lado que ela luta contra. Tudo bem que amor é tudo nessa vida, mas a jovem precisa agir como vampira e com Stefan não há essa abertura, a não ser que ele mude os pensamentos sobre o assunto. E se a cura não der certo? Elena seria condenada a ser uma vampira tonta para sempre?

Não seria justo nem com ela e nem com a trama, pois adorei o comportamento mais forte de Elena. Foi excelente vê-la mais confiante, mesmo se repugnando. A pequena luta entre Damon e ela foi realmente muito boa, pois mostrou o pouco do estrago que a jovem pode causar, por mais que não queira ser o que é. Nunca gostei dos dramas da personagem e, ser vampira, foi a solução para deixá-la mais atraente, pois até Katherine brilha mais que ela. Todo o protecionismo de Elena é bonito, ainda mais por realmente só ter Jeremy na sua vida. A vampira precisa, em nome de Honoria Fell, se aceitar e apresentar um ótimo desempenho para proteger as pessoas que ama.

Ela me surpreendeu por ter matado Connor. Na verdade, eu nem esperava que ele fosse morrer, pois ele animou toda a trama e deu um viés incrível aos personagens. O que me deixa encucada é que Jeremy seguirá as rédeas da trama. Desculpe quem gosta dele, mas o rapaz não tem firmeza para assumir a posição de caçador. Eu espero que ele me surpreenda, mas o histórico de melodrama dos Gilbert me faz ficar com um pé atrás. Por isso mesmo que prefiro Elena na versão Damon a versão Stefan. Jeremy e Elena são chatos por serem certinhos demais. Quando a jovem quebra o pescoço de Connor é nítido que ela precisa se libertar e, feliz ou infelizmente, o lado obscuro dela vence. E Elena gosta de ser assim. Ela gosta de ser a “killer” e esse sentimento crescerá em nível preocupante já que a personagem é muito protetora.

O tom de desafio da personagem contra Connor teve uma boa entonação. Pode ter sido um pouco forçado ela ter arregaçado as mangas, ainda mais depois da fraquejada do episódio anterior, mas sou a favor de qualquer demonstração de ira de Elena (mas nada que fuja muito da personalidade dela, como aconteceu na festa). E, para uma recém-vampira que matou a ameaça mais forte de vampiros, lobisomens e híbridos, este é um sinal para levá-la um pouco mais a sério (embora ela jamais mataria um caçador como Connor sozinha, mas beleza). Claro que toda a pose de machona caiu por terra, pois como Stefan sempre disse, a culpa a mataria por dentro, assim que fizesse a primeira vítima. Como sempre, ele não errou, pois conhece a amada muito bem.

Stefan é um dos personagens mais admiráveis da série. Sei que muita gente o prefere como estripador, mas o senso de respeito dele somados a preocupação, a dedicação e a promessa de amar Elena em qualquer versão me fez perdoá-lo por ter se tornado pau mandado de Klaus. Sim, é revoltante vê-lo obedecer ao híbrido, ainda mais depois de tudo o que ele causou em sua vida, mas quando se trata de Elena, o vampiro fica de mãos atadas. Foi o amor puro e verdadeiro que o fez “trair” o irmão de novo, por conta da impulsividade dele em sempre querer matar ou se regozijar, e nunca pensar no que a garota precisa – no caso, Stefan quis proteger a fonte que o levaria à cura e isso só seria possível sem Damon.

Damon estava excelente nesse episódio. Adorei terem colocado uma conversa franca entre Stefan e ele, pois faltava um pouco da relação de irmandade que ambos demoraram muito para desenvolver sem trapaças. Quando Stefan conta a ele sobre a cura, lembrei do quanto ele  sente falta em ser humano, a sua ânsia tão amarga. Duvido muito que Damon ficará focado apenas no bem-estar de Elena quando descobrir que a cura é mais real do que imagina, pois ele sente falta de ser “normal” e o Salvatore não pensará duas vezes em tentar conquistar nem que seja uma gota para voltar a ser o que era antes. Eu espero mesmo que os irmãos se mantenham unidos, ainda mais agora que Elena mostrou do que é capaz e que não precisa mais de babá.

O final do episódio foi provocador. Quase um pedaço do filme Carrie. Eu imagino o que a culpa pela morte de Connor acarretará em Elena. Se Stefan é o estripador, o episódio deu nome a nossa assassina Elena Gilbert. Estava realmente muito fácil a garota bancar a durona e foi até legal vê-la cair no desespero por se sentir tão mal pelo que fizera. Meu coração ficou apertado quando a vampira julgou Stefan e Damon, sem motivos, e eles se defendem. Realmente, ela não precisa saber que matou a pessoa que poderia guiá-los até a cura, pois isso a surtaria ainda mais. Adorei a parte do espelho e do banheiro cheio de sangue. Parece que os produtores de The Vampire Diaries tiveram aulas de como fazer um filme de terror sanguinário entre vampiros, porque a quantidade de sangue que implodiu desde o retorno da série só serviu para mostrar com as coisas andam tensas em Mystic Falls.

Mudando de assunto, achei bacana a questão da hipnose ter voltado à tona, como fonte perturbadora da mente dos humanos. No começo foi Caroline, depois Jeremy e agora April. Ao contrário dos dois primeiros, a filha do padre é a figura mais fragilizada de Mystic Falls. Achei um doce Jeremy ter dado a ela a pulseira com verbena, pois ele sabe melhor do que ninguém o que é viver no vazio, com a mente apagada, rodeado de segredos que ninguém acha que ele seria capaz de engolir. Eu simpatizo com April, mas não boto tanta fé que ela engrandeça. Agora que ela está protegida contra a hipnose, só imagino os traumas que a jovem terá na vida assim que descobrir que o sobrenatural realmente existe na cidade.

Esse episódio de The Vampire Diaries me fez sentir em casa. Suspirei quando a ideia dos diários voltou por meio das narrações de Elena e Stefan. Esse ponto se perdeu desde meados da segunda temporada e eu não fazia ideia do quanto sentia falta até ver isso novamente. Sem contar que Damon parecia o velho vampiro do passado, só obcecado em matar e apertar o coração do irmão para ter as verdades que lhe são omitidas. E, claro, Stefan e seu amor eterno pela garota que agora é vampira. Era como se eu voltasse no tempo e assistisse TVD pela primeira vez. Isso foi muito, mas muito bom.

Mas e aí, minha gente! Vocês botam fé em Jeremy como caçador? Klaus vai chegar à cidade soltando farpas pelo nariz e Stefan terá que responder por isso. A ideia brilhante do híbrido será torturar o irmão de Elena, sem dúvidas, para incitá-lo a matar para ter a tatuagem completa. Agora, a herança dessa missão está nas mãos de quem não deveria, e me pergunto como o personagem lidará com isso.

E o que Klaus fará com a espada? Tenho medo das decisões dele depois do ocorrido com Rebekah. Sem contar a cura, que vai se tornar algo meio X-Men, onde todo mundo vai querer. Caos vem aí!

E há boatos que a Katherine também se aproxima…

Audiência: a galera afrouxou as pantufas, mas a média permaneceu no mesmo lugar com 1.5. Porém, contudo, entretanto, alguns milhões largaram Mystic Falls rendendo 3.020 milhões de antenados na cidade onde não ser vampiro é um porre.

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