Arrow (1×04) – An Innocent Man


Todos ficámos surpreendidos por no último episódio Oliver ter-se mostrado a Dig e até cheguei a pensar que eles iriam fazer como é costume em várias series, deixar-nos a pensar numa coisa no final de um episódio mas depois no seguinte mostram que não é bem assim, ou seja, que neste episódio ele não iria lembrar bem do que tinha visto e voltava tudo ao mesmo. Mas neste quarto episódio retomamos a esse mesmo ponto e percebe-se que não, Dig fica mesmo a saber que Oliver é Green Arrow e a partir daqui fiquei curiosa por perceber como iria ser daqui para a frente. Oliver mostra-se propositadamente a Dig pois pretende pedir-lhe ajuda na sua missão, no entanto a reacção do seu guarda-costas não é a melhor e fica a dúvida: será que Oliver fez então uma escolha acertada ao mostrar-se?
A partir daqui vemos durante todo o episódio Dig a debater-se entre aquilo que ele considera ser uma trangressão da lei e o desejo de poder ajudar as pessoas lesadas por todos os corruptos presentes na lista de Oliver, lembrando que também já ele próprio foi lesado pela perda do seu irmão assassinado.

Enquanto isso surge mais um caso para Arrow resolver, um homem condenado à morte por ter morto a sua mulher, no entanto ele diz-se inocente. Sabe-se mais tarde que a mulher trabalhava para Jason Brodeur, um nome que Oliver reconhece na lista que o seu pai lhe deixou. Tendo em conta que este é um nome de mais um corrupto presente na lista do seu pai logo desconfia que estará por trás da morte da empregada de Brodeur. De forma a tentar provar que Declan está inocente decide pedir ajuda à sua advogada preferida para que esta investigue sobre o caso e ajuda-a ao longo do episódio a arranjar-lhe algumas provas. É também uma forma de tentar aproximar-se de Laurel seguindo o conselho da sua irmã em ser ele próprio. Junta assim o útil ao agradável e Laurel embora relutante de inicio acaba por aceitar de bom grado ajudá-lo pois apesar de ir contra tudo o que lhe foi ensinado e em que acredita começa a compreender aquilo que motiva Arrow.

I think there’s too many people in this city who only care about themselves… People who are selfish. I think they need someone who cares about the lives of other people… Someone like you.

Embora eu ainda não esteja convencida quanto ao personagem de Laurel porque depois do que se passou no episódio passado e neste não ter havido qualquer explicação quanto a isso, ainda não ter percebido o que ela quer e ter medo que ela ande assim perdida por demasiado tempo, neste episódio adorei toda a dinâmica entre Laurel e Arrow. A forma como puseram este dois a interagir neste episódio penso que funcionou bastante bem. Não digo a interacção entre ela e Oliver no ínicio porque como disse irrita-me um pouco ela andar perdida sem se decidir se se afasta ou não dele, mas a partir daí o seu aproximar-se de Arrow, a química que se começa a gerar entre os dois e a sua desilusão no final por ter visto nele um relance de alguém que se tornou num assassíno para atingir os seus fins, tornou este episódio um dos melhores até agora.

Quanto ao mistério em que Moira está envolvida, neste episódio fica mais denso com a descoberta por Walter de um desvio de uns bons milhares da empresa. Moira para tentar impedir que Walter aprofunde mais a sua pesquisa decide dizer que a culpa é sua e que ela própria é que tinha tirado esse dinheiro há três anos para financiar um projecto de um amigo. Walter mostra-se pela primeira vez um personagem mais relevante e que poderá adicionar mais interesse ainda à série a partir do momento que desconfia da palavra da sua mulher e pede ajuda para investigar o caso à já apresentada anteriormente, Felicity, um pequeno génio informático e que traz algum humor à série. Devo dizer que estou a adorá-la e espero que continuem a dar-lhe cada vez mais destaque.
No final ficamos a saber que não existe empresa nenhuma mas sim um armazém que Walter acaba por conseguir entrar e descobre que lá dentro apenas existe o barco que afundou há cinco anos atrás levando a vida do marido de Moira e da irmã de Laurel.

Ao longo do episódio vão havendo como de costume alguns relances de memórias de Oliver dos seus cinco anos na ilha, desta vez sobre uma lição que ele teve de aprender e que o tornou no homem que é hoje, um homem que teve de aprender a matar para sobreviver. Mas passados esses anos aprendeu que essa lição também o leva a afastar Laurel de si depois de perceber a sua desilusão pelo que se passou dentro da prisão.

If you want to survive this place, bird is not the last thing you kill.

Bem, se no último episódio ficámos surpreendidos pela rápida descoberta por parte de Dig de quem Green Arrow é, e devo dizer que até agora não achei que estragasse muito a dinâmica da série, neste final o detective Lance ter percebido que Oliver era Green Arrow pareceu-me um abuso. Voltou outra vez o medo de que isto esteja a correr rápido demais…

De qualquer forma, achei um dos melhores episódios até agora por toda a dinâmica gerada entre Arrow e Laurel, por terem atendido um pouco ao meu desejo de desaparecer com o “amigo” de Oliver e esquecerem a parte aborrecida em que este tenta seduzir Laurel e por todo o mistério que começa a adensar em volta de Moira e a organização na qual está envolvida. Aguardo com curiosidade os próximos episódios…

2 thoughts on “Arrow (1×04) – An Innocent Man

  1. Laurel mostrou-se ser bastante interessante e útil neste episódio assim como Diggle. O que eu adoro em Arrow, além de tudo o resto, é os seus finais, São sempre qualquer coisa de breath taking, que nos deixa a morrer para o próximo episódio. Definitivamente já está nas minhas favoritas.
    XOXO

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