Nashville (1×04) – We Live In Two Different Worlds


Adoro Connie Britton, não conheci o seu trabalho em Friday Night Lights, mas a vi ser completamente versátil em American Horror Story, um papel que lhe tirou da zona de conforto que sua série anterior lhe dava. É inegável o fato de que Connie está fantástica em Nashville, sua personagem é forte, decidida e determinada, característica que a atriz possui em comum com Rayna. Mas, me desculpem os fãs da atriz, quem está por roubar a cena em Nashville é Hayden Panettiere, que em nada se assemelha a garota de duas faces que trabalhou em Heroes.

We Live In Two Different Worlds é o meu episódio favorito desde o piloto, pelo simples fato deste mostrar a fragilidade de Juliette, que aos poucos está se tornando a melhor personagem da série. Já as demais tramas seguem rumos previsíveis, porém não decepcionantes e conseguem manter a função de nos entreter.

Rayna continua sendo uma personagem forte, porém sua trama mostra-se um pouco estagnada, a personagem, assim como Deacon, permanece na mesma indecisão, no mesmo rola e não rola. Porém o final do episódio abriu portas para um desenvolvimento, a grande discussão entre Rayna e Deacon parece ter separado o casal definitivamente, dando assim a oportunidade destes buscarem novos caminhos.

Não sei o que pensar da traição de Teddy, aliás, não sei nem dizer se é realmente uma traição. Peggy pode ser amante do marido de Rayna, mas também pode ser cúmplice no esquema fraudatório que este cometeu a algum tempo atrás, ou pode ser as duas opções. Mas a parte política da série não me interessa e sinto que Rayna se torna uma mulher fraca e é constantemente manipulada pelos elementos desta trama.

Mas o melhor do episódio fora Juliette e as conseqüências pelo seu pequeno delito no final do episódio anterior. Juliette Barnes, a cantora, é uma máscara que esconde toda a dor que Juliette, a pessoa, está por sentir, com isso Barnes é manipuladora, abusiva e arrogante, não faz o que lhe pedem e acha que possui uma coroa na cabeça. No momento em que estas duas Juliettes colidem são os momentos onde somos apresentados a verdadeira personalidade da personagem, que não passa de uma garota frágil e amedrontada pelo grande mundo que existe lá fora e os perigos que este traz.

Juliette tem uma grande missão pela frente, terá que se reinventar e superar os erros cometidos neste episódio para conseguir reencontrar seu espaço no mundo musical e levantar novamente a sua carreira. Confesso que acreditei que a personagem roubou o esmalte apenas para chamar a atenção, mas quando esta revela a verdadeira intenção por detrás do delito fiquei realmente comovido e ainda mais envolvido com a mesma.

Avery reagira exatamente como imaginei em relação ao recente sucesso que Scarlett está por adquirir. O personagem na verdade é um egoísta e não está apoiando a investida de sua namorada em sua carreira de compositora. Mas Scarlett também está por me irritar com sua demasiada inocência e tranqüilidade, a personagem precisa reagir de alguma forma aos ataques de Avery, senão este apenas a trará para baixo junto com ele.

Enfim, fora um episódio emocionante, forte e soube apresentar um bom desenvolvimento para a trama. Só queria que Rayna saísse um pouquinho daquele núcleo político no qual está ennfiada e que Deacon não se torne um personagem de idas e vindas. Mas, de qualquer forma, a série permanece grande e continua agradando e se continuar por apresentar episódios belos e frágeis como este, eu é que não irei reclamar.

Audiências: Após ter mostrado sinais de uma estabilização no episódio anterior, este quarto episódio marca uma queda para a série, conseguindo apenas 1.8 na demo e 5,.8 milhões de telespectadores.

4 thoughts on “Nashville (1×04) – We Live In Two Different Worlds

  1. Concordo que Barns tem roubado a cena desde o piloto mas discordo que Rayna seja um personagem forte, cara. Achei que o episódio correspondeu a audiência e, se não apelar pra temas/assuntos/conflitos mais marcantes que o roubo de um esmalte, dificilmente volta pra uma segunda temporada.

    Abs

    • Acho sim Rayna uma personagem forte, principalmente quando se trata de sua carreira. Apesar desta ser manipulável por este meio politico que seu marido está por viver, Rayna confronta o seu pai em diversos momentos e não teme os atos do mesmo. Gosto disso na persoangem.

      Já sobre os temas mais marcantes, sinto falta de algo mais explosivo, porém gosto deste realismo da série, o que aconteceu com Juliette já aconteceu diversas vezes no mundo real. Mas o certo é a série fazer um meio termo, nada de surreal, mas também sair um pouco da simplicidade.

      Atts

  2. Nashville está muito bom, adorei a história de Juliette. Hayden é uma excelente atriz, e a sua personagem tem um lado vulnerável muito bonito.
    A única coisa que não me está a agradar é a falta de diálogo entre Rayna e Juliette, estava mais à espera de confrontos de divas mais frequentes e picantes!
    XOXO

    • Concordo plenamente com o seu parágrafo inicial, Hayden está excelente e possui a melhor personagem da série para lhe dar cobertura. Simplesmente fantástica.

      Sim, também estava a espera de mais cenas entre Rayna e Juliette, mas no momento não estou sentindo falta deste smomentos, mas sei que quando estes acontecerem, serão fantásticos.

      Atts

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