Glee (4×04) – The Break-Up


Acho que devem ter percebido, mas além de Glee, a pessoa aqui também aproveitou o hiatus, na verdade não aproveitei, fui obrigada a me ausentar um pouco por causa das correrias e meu trabalho, afinal senão o fazê-lo, Ryan Murphy que não pagará meus honorários no final do mês. Então por isto, peço desculpas pela ausência e atraso de praticamente um mês da review, ainda mais que a série retorna a sua programação regular nesta próxima quinta-feira.

Confesso que em toda esta longa jornada com a série, tiveram vezes que realmente tive preguiça em pegar no batente para falar de certos episódios, o que não fora o caso de “The Break-Up”, o altamente comentado e aguardado episódio, diria tão quanto ao “The First Time”. Assim como o episódio da primeira vez de Finchel e Klaine, este traz um teor maduro e intenso, considerando os deslizes que estávamos acostumados no passado.

“The Break-Up” fez perceber que por vezes tais mudanças parecem fazer bem a “pele” de Glee, mas claro que não podemos esperar episódios assim sempre, até porque eles querendo ou não são pontuais, servindo para fechar um ciclo e iniciar outro logo em seguida, nem sempre com a coerência esperada e a importância devida, o que espero prove o contrário daqui em diante.

Precisei rever o episódio novamente para poder finalmente escrever, mas ainda assim percebo que tenho certas limitações sobre o que este episódio aborda, mas acredito que farei o meu melhor, considerando a sensibilidade do assunto, de como se comportar ao dividir ou não a vida com alguém, alguém neste caso que ama e escolheu amar, seja antes, agora ou depois.

A vida é feita de escolhas. Este é o maior e mais sensato clichê humano que poderia escolher neste caso e é assim que o episódio dos “rompimentos” se desenrola. Nunca amei de verdade, então um pouco da profundidade dos momentos em que Wemma, Brittana, Klaine e Finchel passaram neste episódio só posso analisar como uma mera expectadora da vida, afinal esta falta de ar, solidão, abandono e expectativas só remetem a aqueles que já sentiram algo assim tão intenso.

Ainda não entendo como tentaram manter o núcleo do McKinley ativo neste e mesmo com a cena de abertura, com Marley e Jake a desabafar sobre suas dificuldades financeiras, mesmo que eles simbolizem o “young love” como Britt e Blaine mesmo apontam a distância, percebo que começo a me incomodar com o vai e vem de núcleos, algo que achei que não ia ocorrer considerando o pouco que ocorreu até então.

Voltando ao que interessa, vemos Rachel a conversar com Kurt na cozinha, dizendo quão estranha e calada foi a noite com Finn, este que chegara sem avisos, surpreendendo-a. Confusa com sua presença, Rachel questiona porque ele está ali e não no exército conforme imaginara, mas o motivo é logo revelado quando confessa que pateticamente enquanto limpava Rachel, seu rifle, acabara por dar um tiro em seu dedão, o que o garantiu um afastamento honorário dos serviços militares após dezesseis dias alistado. Aqui o revés de sua personalidade fica bem claro, pois aquele rapaz que parecia confiante e cheio de expectativas com seu futuro, até mesmo com coragem sobre-humana para deixar ir a garota que ama, parece andar pra trás novamente com suas inseguranças e é isto que ele se segura para justificar a falta de contato com sua amada, por vergonha de ser visto novamente como um “Lima Loser”.

Tentando fazê-lo enxergar as coisas por outro angulo, Rachel propõe que ele aproveite a oportunidade de estar na melhor cidade do mundo junto a ela para descobrir seu novo sonho, começando por assisti-la em suas aulas na NYADA, local que porque não, pode guardar seu novo sonho. Kurt leva uma vida corrida também e com seu estágio na VOGUE seus momentos com Blaine, seja por skype ou telefone tem sido cada vez mais restritos e isto fica evidente quando tenta falar com seu engomadinho favorito mas o telefone de sua chefe não para de tocar.

Parecendo encaixar perfeitamente na situação atual dos dois, Blaine e Finn dividem os vocais em “Barely Breathing”, canção que não conhecia até então mas que já se tornara uma de minhas favoritas. Mesclando o caminhar solitário de Blaine no McKinley e o deslocamento de Finn em NYADA mesmo que a contemplar Rachel, o momento prova que a realidade destas quatro personagens não está muito compatível para que consigam superar todas as dificuldades de um relacionamento a distância. Finn percebe como estar em NYADA dá mais e mais vida a Rachel e sem dúvida ali é lugar a qual ela pertence, porém para ele não parece ser tão simples assim. O mesmo ocorre com Blaine quando este se vê tentado a corresponder o flerte de um tal de Eli em seu celular.

Continuando a mostrar a “vida em NYC” a ele, Rachel o arrastara para a “Karaokê Night” no Callbacks, um bar onde os alunos de NYADA vão para cantar, mas antes disto Kurt é surpreendido ao atender a campainha do apartamento, se deparando com seu amor a segurar flores, uma surpresa antecipada, considerando que este viria somente dali duas semanas. A presença do Mr. Anderson surpreende a todos, mas mesmo assim é realmente maravilhoso ver o quarteto junto numa noite badalada na cidade que nunca para.

Mesmo sem saber o que aconteceu após Finn ver o Avatar a tomar champagne com Rachel no apartamento, aqui é o momento que os rapazes tem uma conversa, até então amigável porém a atitude do Mr. Hudson logo em seguida comprova que ele não ficara tão a vontade assim com a proximidade do Avatar, fazendo então Rachel cantar com ele o dueto que ela vinha insistido para eles cantarem juntos. Realmente não entendi a  afirmação dela ao dizer que “Give Your Heart a Break” ficaria melhor se for cantada a dois, pois aonde a presença do Avatar favoreceu a linda canção de Demi Lovato? Ignorando o assassinato nos versos de Dean, Lea faz um excelente trabalho, comprovando que uma parceria futura com a própria Demi seria mais que válida. Além disto,  o momento valeu para fazer Finn perceber a conexão ou troca de energia entre sua amada e o Avatar, mesmo que todos ainda percebam que ela tem mais química com o microfone e o piano do que com seu “novo interesse amoroso”.

Mesmo não sendo um aluno, Blaine consegue o passe livre com o piano e o microfone do bar, um momento sentimental e intenso para aqueles que bem conhecem a trajetória do relacionamento dele com Kurt. O primeiro momento que eles se viram foi quando Blaine cantara ainda na Dalton “Teenage Dream”, um dos covers que teve maior repercussão em Glee e que colocou Darren Criss respeitadamente no mapa, mesmo ele já sendo uma potterhead celebrity. A simbologia da canção traz a tona diversos sentimentos, mas a maneira com que o Sr. Engomadinho a personifica deixa evidente que algo não está bem, pois maior que seja a emoção, parece mais deprimido do que qualquer outra coisa.

Após uma noite de cantoria, Klaine e Finchel caminham pelo Central Park porém o desfecho daquela noite realmente mudaria o curso de suas vidas e acredito que da própria série, provando que as coisas não são e não tendem mais a ser da maneira que eram, principalmente porque estas personagens devem, pelo momento atual que se encontram, passar por mutações constantes e seria até utópico exigir certas posturas de um adolescente, pois sabemos que certas coisas são ideais, ainda mais considerando personagens tão queridas ao publico, mais aqui não há certo ou errado e sim uma reviravolta de acontecimentos ocasionados por escolhas de cada um delas, claro que os meios não justificam os fins, mas ainda assim cada um deles aprenderá muito mais, pois por mais duro que seja, são os acontecimentos mais marcantes e cortantes de nossas vidas que nos transformam e nos fazem aprender.

Finn faz então a fatídica pergunta “Qual é a sua com este teu “amigo” Brody?”, o que ela naturalmente engasga para responder alegando que por não saber onde e como ele estava, acabou rolando um beijo com o Avatar, o que o deixa transtornado, condenando até mesmo sua atitude de tê-la “deixado ir” naquele triste momento no carro perto da estação de trem.

Kurt um pouco pra trás questiona o comportamento estranho do namorado e até mesmo a maneira com que ele cantara a canção homenagem. A razão por trás da visita repentina e a canção avassaladora é sinalizada Blaine diz que esteve com alguém, ou seja, o traiu por se sentir sozinho e pelo fato de Kurt não estar mais ali com ele, o que por fim não justifica, pois em NYC, o Sr. Porcelana passara pelas mesmas tentações mais por respeito e amor nunca faria isto com o que eles tem.

“I’m so sorry”

“Don’t Speak” foi de longe um dos números musicais mais belos que Glee já produziu, tanto no aspecto técnico a considerar as mudanças da câmera e divisões de imagem até o nível de atuação e os vocais de Lea, Cory, Chris e Darren. Expressando exatamente a dor da “traição” por assim dizer, aqui vemos dois casais tendo que lidar com algumas verdades, sejam elas duras e insuportáveis de encarar no momento. Independente das motivações de cada um deles, o que realmente importará aqui é como eles irão se encaminhar daqui pra frente, mas de certa forma o status da relação dos dois principais casais da série traz um revés interessante para a trama, pois talvez finalmente iremos conhecer Rachel, Finn, Kurt e Blaine e não somente Finchel e Blaine como acontecera ultimamente. O desenvolvimento individual parece ser o caminho correto para eles e diferentemente para Klaine cujo motivo fora a traição, veremos mais pra frente que o que separou Finchel não foi propriamente o Avatar, principalmente considerando a escolha de Finn em partir pela manhã, sem ao menos sinalizar alguém, com exceto seu Little Bro, numa bonita e cortante cena de desabafo entre eles.

Apesar de não servir para nada, só para comprovar quão lixo enlatado a personagem de Kitty é, a trama do “Deixados pra Trás”, menção a saga cristã literária, faz uma ligação entre o relacionamento Brittana, principalmente porque Britt se agarrara as reuniões do grupo do McKinley, estas lideradas por Kitty. Marley resolve juntar ao grupo naturalmente porque Jake o frequenta já que este namora ou sei lá o que com a Robot Cherrio. A tentativa de transformá-la num mash-up de Quinn e Santana nunca ficou tão evidente mas é justamente por isto que sua personagem continua a não ter nenhum apelo, pois não é autêntica nem na cor de seu cabelo. A bizarra cena que todos alopram com a tal de Dottie, simulando que ela tinha sido deixada pra trás chega a ser triste considerando tudo que vinha sendo tratado no episódio, mas é quando Santana, que voltara para o McKinley para lavar suas roupas e visitar sua namorada, diz que elas precisam sair dali pois o grupo não é nada saudável para Britt, o que ela acaba por ouvir que esta é a sensação que teve quando ela partiu para a faculdade, ou seja, Ms. Lopez deixou pra trás a Ms. S. Pierce.

Acho que Glee chega num ponto que não podemos mais ater muito ao que ele foi e sim ao que ele quer ser e acho que a personagem que mais simboliza isto é Finn, por toda sua confusa trajetória de autos e baixos. O protagonista masculino age como esperamos que ele agiria e este busca refúgio, após a dolorosa ida a NYC, no local que mais o acolheu e o fez parte de algo, porém maior que o próprio McKinley, é sua relação com William Schuester. O grandalhão busca o ombro daquele que sempre enxergou como um mentor, um bússola que lhe permitiu, mesmo sem saber as vezes, que ele tivesse uma nova direção sempre que quisesse, para além do nome do próprio coral que fizera parte, este mesmo coral que o recebe de braços abertos ao vê-lo ali parado a contemplar as cadeiras que a seis meses atrás ele sentou toda a semana.

“You’re family and you’re always welcome”

Sua presença ali com os velhos e novos rostos do ND acaba por tirá-lo de sua zona de confusão, nem que seja por breve minutos. Quando acompanha a discussão da turma a respeito do novo tema para a produção teatral do colégio, o ex-líder expõe sua ideia, sugerindo que eles produzam Grease, afinal não existe musical mais universal que este, cuja música e história atinge garotos, garotas e até mesmo adultos.

O destaque de Will nesta temporada tem sido bem pequeno, até porque considerando as passagens entre os dois núcleos e a inserção de diversas personagens, seus dramas ficaram um pouco em segundo plano, porém desde que  revelara seu desejo em aperfeiçoar-se como professor, talvez aqui seja o momento mais importante da personagem, considerando que este já cumprira seu sonho e de todos os seus pupilos: vencer um campeonato nacional.

A resposta de sua aplicação chega e ela é positiva, ou seja, ele partira para Washington por alguns meses para participar do programa de capitação para profissionais da educação por meio das artes. O grande conflito aqui é que está mais do que óbvio que ele deve deixar o McKinley, o que já imaginei quando Finn retornara para a trama, pois o grandalhão tende a substitui-lo enquanto está fora, porém se isto esta praticamente resolvido, sua situação com Emma não está. A conselheira fica de fato feliz pela conquista do noivo, porém quando este pedi para ela o acompanhar durante o curso é que a os dois começam a repensar seu relacionamento, mas diferente dos relacionamentos juvenis da série, este aqui é um casal propriamente dito, com casamento a ser agendado, uma vida a ser compartilhada, cuja escolhas remetem um ao outro, mas que ainda devem pensar além do outro, ouvindo suas próprias vontades, algo que o Butt Chin não aceita muito bem quando sua Ginger Woman diz ele não pode esperar que enquanto esteja a correr atrás de seu sonho, ela estacione sua vida, esperando sentada num quarto de hotel.

Se Finn reapareceu nos minutos finais de “Makeover”, este episódio trouxe de volta a bitch mais amada do McKinley, Ms. Santana Lopez. Já que usara do pretexto de lavar suas roupas em Ohio para assim passar algum tempo com sua amada, o retorno da agora cherrio bolsista entra no embalo da temática de “The Break-Up”, mas contrário aos momentos dos outros dois jovens casais, este foi talvez o mais simples dentre todos, pelo menos foi o que causou acredito eu menos dor, pois de fato estas duas tem algo que as diferem dos demais: eram melhores amigas que se apaixonaram uma pela outra, ou seja, a cumplicidade existente entre Brittany e Santana é de certa forma diferente, não digo maior ou menor, mas tem uma origem particular e a forma com que Santana relembra como elas se apaixonaram ali naquela sala de coral e como as canções a ajudaram a expressar seus sentimentos diz muito sobre isto, afinal a palavra cantada sempre valeu mais do que mil palavras ditas para elas.

Fazendo jus a esta tradição, com auxilio da banda da escola, Brittany recebe mais uma serenata, desta vez ao som de “Mine”, outra canção de Taylor Swift que aprendi a gostar graças a Glee Version e claro a Naya Rivera, que nunca deixa a desejar. Mesmo com lágrimas aos olhos, a latina consegue expressar que Britt é a melhor coisa que já foi dela mas o certo mesmo, por respeito até mesmo ao que sentem é que elas se separem, pois relacionamentos a distância entre pessoas da idade delas é realmente difícil de manter, ainda mais considerando que terão necessidades ou trocas de energias como ela mesmo disse, que estando separadas não conseguirão dar uma a outra e isto não é só no sentido carnal como muito relacionam considerando a fase hormonal, mas no sentido emocional, a simples presença da pessoa que ama.

“You know i will always love you the most”

Jake e Marley avançam um pouco na história, mas este vai e vem do bad boy acaba sendo um pouco forçado, mesmo considerando suas limitações e reservas, principalmente no que diz respeito a seu papel agora como membro do New Directions. Marley que se mostrara extremamente decepcionada com ele em relação a seu envolvimento com Kitty, agora parece sorrir novamente, nem que seja por breves segundos. Considerando que a Avatar Girl ainda parece se deliciar com as piadas preconceituosas a respeito da mãe de Marley, sua atitude a faz perder seu status de namorada, pois o Little Puck mais uma vez age como um herói em seu cavalo galopante, mesmo relutando com o lado justo de sua personalidade.

“This place is kind of our Jerusalem”

Seja você fã ou não do casal, acho que é perceptível a qualquer um o quanto o auditório simboliza a relação entre Rachel e Finn, desde os primórdios da primeira temporada. Foi a primeira vez que eles ouviram a voz um do outro, o primeiro beijo e o pedido de casamento, que deixara não só Rachel surpresa mas como todos os demais. Qualquer casal protagonista está sujeito a uma montanha russa de acontecimentos e emoções, nem sempre estas serão boas, principalmente a considerar que finais felizes por vezes demoram a acontecer. Finchel não está protegido de tal destino, porém contrário a qualquer outra conversa séria que eles já tiveram, até mesmo a conversa quebra-coração e arranca a alma no carro ao final da terceira temporada, este momento os definirá como os jovens adultos que eles começam e pretendem ser daqui pra frente.

A escolha de Finn pelo auditório não foi ao acaso, afinal como mesmo disse ali ele consegue clarear sua mente, se acalmar, porém tal atitude corresponde ao velho Finn, aquele guri que mesmo sem saber quem ele era ou o que ele queria fazer de sua vida, teria o McKinley ao seu lado. Aquela platéia vazia, dá palco somente aos dois e os holofotes que pouco os iluminam, retratam quão sincero e direto é o momento que estes dois estão a vivenciar, fazendo deste o maior momento deles dois, não só como casal mas como indivíduos.

O choque que a mudança “visual” de Rachel causou foi proposital para preparar todos para esta nova postura, pois se antes Finn agira como homem ao deixá-la ir, agora é sua vez de agir como mulher, deixando-o partir, mas antes disto algumas coisas precisaram ser ditas e tal cena tenho que confessar foi uma verdadeira aula de atuação, principalmente por parte de Lea Michele, que modulou as emoções de sua personagem ao longo do diálogo, este que começou firme com a fala forte da “New Rachel” e terminou frágil com a fala da “Old Rachel”.

“Yeah, i would have just, you know, come here first, if you would have picked up your phone or answered my text messages. Instead i had to get on a plane and drive around town, looking for you, like an idiot. You had four months. I hated you for what you did to me at that train station. But then when i got to New York, i thought how much you love me and how hard must have been for you. And i thought, this is what a man looks like. This is how a man loves but you not telling me where you were for four months and sneaking out before sunrise, in the middle of the night, without saying goodbye, that is not being a man, Finn.”

Acredito piamente no potencial de Cory e ele já se provara digno inúmeras vezes com seu conflitante Finn, mas o grande desafio desta temporada será transformá-lo no “Senhor de si mesmo”, pois seu papel no mundo deve e tem tudo para ser maior do que ele imagina e de uma vez por todas, precisa se despregar do passado e do seu  sentimento de “Lima Loser” para assim amadurecer e encontrar sua nova direção, assim como Rachel encontrou a sua indo para NYC.

“I barely graduated High School and my life has absolutely no direction. Wow, what am i gonna do with my life? I don’t have my girl, i don’t have a job, i don’t have a place in this world.”

Rachel diz com clareza como se senti em relação a ele, afinal não importa aonde esteja ou o quão famosa seja, quando se trata de seu Finn Hudson, sempre será a garotinha avoada que o assustou no primeiro ensaio de coral. A raiva que senti quando diz que o odiou por quatro meses desde que ele a deixara partir se transformava num choro avassalador, mas ainda assim, mesmo com a carga emocional, soube dizer quão importante foi o fato dele ser o primeiro que a fez se sentir amada, sexy e visível.

“You are my first love and i want more than anything, for you to be my last but i can’t do this anymore. At least not now. We’re done “

Como cada um dos casais disse em “The Scientist”, neste belíssimo encerramento, ninguém disse que seria fácil, ninguém disse que seria assim tão duro e difícil e mesmo com aquela vontade de voltar para onde tudo começou, Glee tem que saber que não pode e não mais fazer isto, para seu próprio bem diria eu, por incrível que pareça.

Considerando que existem diversas lacunas provocadas pelo apego excessivo aos relacionamentos e a falta de profundidade individual, este é o amadurecimento que a série ainda terá que buscar caso queira mostrar mais de seu potencial como já acredito que sempre fizeram com Rachel ao longo dos anos, mas ainda acho que Finn e as demais personagens podem ter o mesmo cuidado e dedicação, cada uma com sua relevância para a história.

“You have you and that’s better than anyone else on the planet, as far as i’m concerned”

Mais uma vez me desculpem pela enrolação com a review, mas espero que tenha conseguido por em palavras aquilo que ainda não consegui sentir por completo, mas uma coisa eu entendo bem: esta “busca por si mesmo”.

See ya my dear Gleeks

4 thoughts on “Glee (4×04) – The Break-Up

  1. Posso dizer que esse episódio foi uma grande surpresa boa para mim? Eu não sou fã de nenhum casal que se rompeu, mas como acompanho a história sem preconceitos e birras no coração achei que foi um episódio cheio de mensagens boas.
    E as atuações que coisa linda? *-* Tirando o novo núcleo que não me cativou ainda, acho esse elenco tão maravilhoso, só muito mal explorado…
    Ah sim! e depois de um tempinho todas as músicas me agradaram🙂 principalmente ‘Don’t Speak’.

    Acho que o rompimento de Finchel foi o que mais deu para ver o quanto os personagens estão caminhando para um amadurecido que tanto torci para que ocorresse nesta temporada.

    PS: Agora qual a necessidade de sempre o RM fazer o Kurt feliz em um episódio e no próximo ele estar triste? Por favor, Chris Colfer tem esse talento sim, mas me cansei sabe…

  2. Um dos melhores e mais emocionais episódios da série, para mim.

    The Scientist fora simplesmente demais.

    Quando tiver tempo venho aqui comentar melhor Mama… Correndo para colocar em dia as série…

    Atts

  3. Oi Mary e fãs!

    É bom estar de volta! Vou aproveitar e comentar um pouco sobre a temporada, que até agora tenho achado bastante boa. Não tenho certeza de que “Break up” foi excelente, mas com certeza foi um episódio que eu gostei de ter assistido. Foi bem diferente do que estamos acostumados, mas isso era até esperado.

    Gostei do dueto da Rachel no bar, com o Finn de longe, com aquela câmera trêmula e com os enquadramentos imperfeitos, fica a sensação que eles estão realmente tentando reformular a série. Na vez do Blaine cantar já achei “over”, meu estômago chegou até a embrulhar.

    Mas por mais que se tente inovar, com uma mudança radical de clima e ritmo, nada substitui boas histórias com bons personagens, e pra mim o núcleo de NY está deixando um pouco a desejar.

    Nem mesmo quando a Rachel/Lea aparece, o interesse aumenta tanto. Tudo acontece um pouco como o imaginado, e os novos dramas, como a dificuldade com as aulas de dança, não me comovem. Aquele Brody então? Horrível.

    A Marley, por outro lado, é adorável. Nem de longe caricata, tem um drama com que dá facilmente pra se identificar. Ela é realmente a “nova Rachel”, mas diferentemente da Rachel (que eu adoro, claro), que era obsessiva, não aceitava as próprias imperfeições e que tinha uma obstinação desmedida, a Marley parece não ter medo das próprias fraquezas, e curte mais o momento de ser e de estar fazendo algo que gosta.

    Um sopro de brisa fresca, não foi só você, Mary, que teve essa exata sensação. E a alegria no rosto dela ao final do primeiro episódio, ao participar do primeiro ensaio, entrando pra essa nova turma? A alegria de quem chega a uma nova casa. Pra mim o melhor momento da série até agora.

    Pronto. Ficou muito comprido e ninguém vai ler!

    Um abraço!

  4. Só tenho uma coisa a dizer sobre esse eps: NUNCA CHOREI TANTO VENDO UM EPS COMO ESSE!!!!!!!!!😥

    Jamais Glee vai voltar a fazer um eps como esse, JAMAIS!😥

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