Nashville (1×02) – I Can’t Help It (If I’m Still in Love with You)


Blake Shelton, um dos maiores nomes do universo country americano, costuma dizer no The Voice que um cantor, ou cantora, country não necessita alcançar notas altíssimas ou notas complicadas, não precisa ser o melhor vocalista do planeta. Para ser um verdadeiro cantor country é necessário ter emoção, ter uma história para contar, contá-la, passar toda esta emoção, todo este sentimento aquele que a está por ouvir. Nashville não é uma série inovadora, ou revolucionária, é uma série que conta uma história simples, com personagens de fáceis interpretações e sem grandes reviravoltas em seu roteiro, porém a maneira sensível com que esta história está por ser contada merece um destaque.

Aqui damos continuidade a trama apresentada na premiere: a ascensão de Juliette e a queda de Rayna. Devo dizer que ambas as atrizes encontra-se confortáveis em seus papéis, a pequena cena onde ambas se interagem fora um dos grandes eventos do episódio e a dinâmica entre ambas as personagens nos faz desejar ver mais duelos, debates e até uma amizade entre as duas.

Mesmo tendo histórias completamente diferentes, Juliette e Rayna possuem muito em comum. Vamos deixar de lado o estilo country, vamos focar um pouco mais na personalidade de ambas e aí poderemos encontrar tais semelhanças. Ambas possuem uma personalidade forte, um desejo de lutar por aquilo que anseia, um força de vontade para chegar a vitória, cada uma delas utiliza-se das armas que possuem para tentar alcançar seus objetivos, porém ambas são garotinhas perdidas e indefesas quando ninguém está por olhar. Juliette sofre por não ter uma carreira sólida, é apenas mais uma tendência adolescente e nenhum outro público é capaz de levá-la a sério, já Rayna sofre pelos problemas familiares, o pai controlador e manipulador, um amor que se perdeu há tempos atrás e a inapropriada carreira política de seu marido.

E no meio de ambas as personagens encontra-se Deacon. Juliette busca Deacon para tentar encontrar uma versão mais madura de si mesma, ou apenas uma pessoa com quem ela possa ser ela mesma e não quem o seu empresário quer que ela seja. Já Rayna possui toda uma história com Deacon, uma história que durou onze anos e alterou o curso da vida de ambos os personagens. Interessante o recurso que o roteiro utilizou para nos contar um pouco sobre a história do casal, emendando histórias e utilizando-se de várias tramas, complementando-as.

Fica difícil para Juliette competir com Rayna, competir com anos de história e parceira. Mas a cena final deixou claro que ainda há sentimento nesta relação, que Rayna e Deacon não deixaram para trás toda a história que tiveram no passado.

Outra trama que chama atenção envolve o pai de Rayna, Lamar Wyatt. O poderoso empresário de Nashville quer comandar a cidade através da eleição de seu genro, Teddy, e não se importa quem terá que atropelar, quem terá que manipular, para conseguir tal feito. Até mesmo Rayna sofre pequenas ameaças do pai, uma vez que um grande segredo está sendo encoberto pelo mesmo.

Única parte da série que não está por chamar tanta a minha atenção envolve o triângulo amoroso formado por Scarlett, Gunner e Avery. Mas não é algo que seja totalmente dispensável, possui seus momentos bons porém não se destaca perante a força das demais tramas, esta soa demasiadamente inocente.

Enfim, fora um bom episódio e Nashville mostrou ser muito mais do que apenas um bom piloto. A série possui todos os elementos que podem torná-la única, humana e sentimental e está no caminho certo para alcançar tais realizações.

Audiências: Nashville não se saiu tão bem nesta segunda semana, a série caiu 29% em relação a audiência alcançada pelo seu episódio de estréia. Este episódio conseguiu marcar 2.0 na demo e quase 7 milhões de telespectadores.

8 thoughts on “Nashville (1×02) – I Can’t Help It (If I’m Still in Love with You)

  1. Eu adoro a Rayna, simplesmente fiquei fã da actriz Connie Britton em Friday Night Lights, não vi o seu papel em American Horror Story pois a série não era muito o meu genero, mas ela aqui volta novamente a mostrar a enorme capacidade. Adorei o momento com Deacon, tenho uma química inegável e o choro de Rayna diz tudo no momento final. Adorei a maneira como nos deram indicações do passado dos dois, 11 anos de namora e mais uma decada de companheirismo não se apagam assim de um dia para o outro. Eu também gosto de Deacon com Juliette, pelo menos nos breves momentos que estão juntos eu consigo gostar da personagem. Espero é sinceramente que não façam do Deacon um vira-casacas constantes, eu gosto muito da personagem mas se este continuar a fazer jogo duplo não sei não.

    Bom review fellow!!!!😛

    • Cometo o pecado de ainda não ter assistido FNL, porém sempre soube da excelência de Connie e ela está mesmo muito mais confortável em Nashville do que em American Horror Story.

      Assim como ti gosto de Deacon com ambas as personagens, este faz desabrochar o melhor que há na personalidade de ambas e sua história romântica com Rayna nos faz torcer pelo casal, mesmo que estes não sejam um casal ainda.

      Estou com o mesmo receio que você, espero que Deacon não se perca em tantas reviravoltas. Mas estou bem positivo em relação ao futuro da série.

      Atts

  2. Nashville, a par de Arrow, Last Resort e Go On são as melhores estreias da temporada!
    Nashville é uma série deliciosa, um dramalhão com reviravoltas interessantes tal como eu gosto de ver.
    Gosto muito de Hayden Panettiere, era das minhas favoritas de Heroes, e Juliette está fantástica. Podiam dar um pouco mais de destaque à sua vida, sinto que por enquanto é tudo ainda all about Rayna. Gostei da história da mãe dela, e da sua rejeição, penso que pode render bons momentos!
    Rayna é fantástica, adoro Connie Briton, e a personagem é carismática e interessante. Adoro a química dela com Deacon, e penso que o casamento de Rayna não está para durar muito, especialmente agora que ele vai concorrer para presidente de Nashville.
    A história de Scarlett, Gunner e Avery é que ainda não me conquistou. Estou mais curioso para conhecer as duas divas do que para assistir a este triângulo amoroso musical.
    XOXO

    • Nashville está realmente conquistando a todos né?

      Bom, estou por gostar de ambas as divas country por agora. Ambas possuem personalidades fortes porém são bem fragéis, Rayna está por ter um pouco mais de destaque devido ao fato de que esta é a verdadeira protagonista, mas acredito que logo Juliette e seus dramas familiares entrarão em evidência.

      O triângulo amoroso é o que está pecando na série, mas como disse na review, não é nada assim tão grave.

      Atts

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