Downton Abbey (3×04) – Episode 4


Família Crawley e C&A, espero que me perdoem pela ausência e acumulo de episódios deixados pra trás, mas agora prometo que estarei junto a vocês em mais uma curta temporada, esta que espero não ser a última, pois já basta ter que me despedir de Fringe este ano.

Matthew: A situação surgiu e não tenho certeza de qual caminho seguir. 

Violet: Óbvio, se veio a mim

Este diálogo do final do episódio dita a premissa que a série tende a seguir daqui em diante, considerando que um casamento ocorreu e outro não e a situação financeira na Abadia foi resolvida, bom pelo menos é o que parece. Downton Abbey continua a administrar com maestria seu roteiro e apesar das diversas tramas que correm pelos cantos neste, sejam elas primárias ou secundárias, tudo parece se encaixar de certa forma, ainda mais por considerar a importância de cada personagem, seja do topo ou de baixo do castelo, inclusive não negando a crucial sabedoria da Sra. Violet, que sempre será a grande voz dentre todas.

A trama que envolvia Bates e Anna estava meio nebulosa, inclusive vinha a desconfiar da inocência dele após algumas atitudes, mas este quarto episódio foi responsável por relembrar porque eles são um de meus casais favoritos na televisão. Como já era esperado, Bates começa a sentir os reflexos de ter “enganado” um dos guardas, este que veio sedento a incriminá-lo durante uma das varreduras arranjadas pelo colega de sela Craig. Até então nada desconfiava, mas começa a estranhar a falta de noticias de sua amada, esta que longe dele também começa a sentir um peso em seu coração com a possibilidade de ter-lhe acontecido algo, pois também não recebera a algumas semanas nenhuma carta.

Bates tem a oportunidade de se vingar de Craig e com ajuda de um outro preso, aquele mesmo que lhe avisara sobre a tramoia, consegue fazer o mesmo, só que desta vez quem escuta tal rumor é outro guarda, um mais confiável e assim Craig é punido após encontrarem um “pacotinho estranho” em sua cama. Tal acontecimento faz com que Bates recupere sua popularidade na prisão, o que magicamente o faz ser contemplado com diversas cartas acumuladas de Anna, esta que também recebe grande quantidade as cartas boicotadas do presidio. Foi bonito de se ver o alivio de ambos ao receberem notícias um do outro, seja ela por saber que ele está vivo e ele por confirmar que ela não o abandonara.

Já pelo castelo, a order parece ser restaurada e para a alegria de Mr. Carson, finalmente consegue aprovação para preencher as lacunas de seu staff, o que faz Daisy finalmente ser promovida, contratando assim uma nova ajudante de cozinha, juntamente com um novo lacaio chamado James Kent, que por sinal é bem afeiçoado e chama bastante a atenção da mulherada e claro de Thomas, o eterno enrustido.

O propósito de Ethel foi revelado e esta se perdeu na vida devido as dificuldades, caindo no triste mundo da prostituição,ainda tendo que manter seu pequeno lindo filho Charlie. Mrs. Crawley que sempre tenta fazer a diferença a aqueles que precisam, se reaproxima dela, considerando que coordena um grupo de ajuda a mulheres, mas isto não parece ser o suficiente para acalmar o coração de Ethel, que confessa que gostaria de deixar o menino com os avós, ideia que inicialmente fora proposta, mas que por desejos de seu coração resolvera negar. Mrs. Hughes faz a ponte deste encontro após receber uma carta desesperadora da ex-funcionária do castelo. Como a governanta da Abadia possui um coração imenso, aceita  encontrá-la na casa de Mrs. Crawley, prometendo marcar um encontro com os avós de seu filho. O momento da separação parece ser evidente, mas mesmo assim a avó propõe ajudá-la financeiramente, para que assim não teria que se separar de Charlie. Sua decisão está tomada e desta vez age pela razão, pensando que seu filho merece ter uma vida de verdade, vida esta que ela não conseguiria dar em suas condições atuais. Acho que qualquer um ficou com o coração partido ao ver uma mãe tendo que abrir mão de seu filho, mas algo me diz que Ethel ainda aparecerá mais vezes, principalmente porque a Mrs. Crawley ainda acha que ela tomara a atitude errada.

Deixando a ala de baixo, chegou o momento de falar sobre os dramas dos Crawyley. Se existe alguém que se encaixa perfeitamente com todos do elenco, seja a positiva ou a negativa este alguém é a Sra. Violet. A vovó de Downton que já consegui respirar tranquilamente ao ver o legado da família ser salvo, acaba seguindo com seu papel de bisbilhoteira da turma, mas seu olhar atento e língua afiada não tiram sua razão, principalmente quando o assunto é Lady Edith e sua deplorável situação pós-abandono no altar.

“Edith, minha querida, você é uma mulher com um cérebro e habilidade razoável. Pare de se lamentar e encontre algo para fazer.”

Só pela promo já fiquei agonizada em saber que algo terrível aconteceria com Tom e Sybil na Irlanda e é quando Lady Edith recebe uma apressada ligação da irmã, esta que diz que teve que sair de casa as pressas, que toda a família entra em desespero, apesar de achar que ficam muito tranquilos, principalmente quando recebem uma visita surpresa logo mais. Tom aparece sozinho após uma longa corrida a caminho de Downton e os murros que dá a porta assustam a todos durante o jantar, mas somente Mary e Matthew o recebem ensopado pela chuva, mas a pedidos, mantêm a descrição até o Bispo e alguns convidados se retirarem.

O cerco fecha para o recém chegado membro da família com Lord Grantham a esbravejar a irresponsabilidade que ele teve como marido ao abandonar sua filha caçula grávida numa situação perigosa como esta. O que realmente aconteceu foi que Tom fora visto a “contemplar” o casarão em chamas dos Drungore, ato provocado por instigadores da rebelião separatista da Irlanda. Tom sempre deixara bem claro suas convicções liberais, porém garante que não teve nenhum envolvimento, afinal não acredita que com violência possam buscar mudanças no país. Sua presença no castelo torna-se um peso, principalmente porque não tem ideia do paradeiro de Sybil, mas ao que tudo indica o combinado foi que eles fugissem para Downton, mas como a polícia estava atrás dele, precisou partir antes.

Lord Grantham resolve então pelo bem de sua filha viajar a Londres para conversar com o advogado da família, este que poderá ajudá-los com algum recurso para o caso que Tom se envolvera, mas as coisas ficam mais complicadas para o lado do irlandês quando descobrem que ele frequentou algumas das reuniões do grupo de rebeldes, o que o impossibilitará de retornar a seu país, gerando conflitos entre o casal, afinal mesmo com o desejo dele que a criança nasça lá, Sybil não pode se arriscar sua gravidez por causa das convicções politicas e ideológicas de seu marido. Precinto mais e mais drama para estes dois, ainda por considerar que logo o mais novo pequeno membro da família está pra chegar.

Mesmo com tudo em aberto em relação ao destino de Sybil, Tom e o bebê, quem parece estar com muitas coisas a ocupar a cabeça é Matthew, que agora como co-administrador de Dowton, tenta se atualizar de toda a papelada e finanças do castelo, assunto a qual tenta discutir diversas vezes com seu sogro, porém nunca obtêm exito. Lord Grantham age com soberba afinal nunca fora obrigado a viver com menos do que sempre teve, mesmo tendo sido salvo duas vezes, uma pela família de Cora e outra por Matthew. Mesmo com todos estes percalços, o patriarca gosta de manter a pose, a começar por ostentar o visivelmente exagerado número de  empregados da casa, este que voltara a crescer recentemente ou até mesmo pelos constantes jantares e recepções que dão, como se nada tivesse acontecido.

Após tanto menosprezo, Matthew recorre a pessoa mais indicada a ouvi-lo, mesmo que as opiniões desta batam na contramão com as deles. O motivo da visita a avó de sua esposa é simples: Downton está sendo mal administrada e nem Robert e Mary serão capazes de ouvi-lo, afinal tal assunto será de extrema ofensa ao padrão e aos costumes da família. Esta acabando sendo a visão deste pai e filha, ambos não conseguem abrir mão de nada e ainda se fazem acreditar que este dinheiro que fora investido para salvá-los irá durar para sempre. Acho que a lua de mel de Mary e Matthew irá terminar, mas fora isto, tenho pressentimentos que algo muito ruim acontecerá em Downton…..

– Como faço isso sem ferir o orgulho das pessoas? 

– Meu querido, duvido que aja uma maneira de conseguir isso. Você deve fazer o que precisa ser feito,claro, mas acho que posso dizer que muitos orgulhos serão feridos, certamente.”

3 thoughts on “Downton Abbey (3×04) – Episode 4

    • Ai querido nem me fale, minha mãe ontem acho que soltou um spoiler e saiu correndo pra cozinha antes que eu a xingasse. Meus pais tb assistem, mas como eu tava atrasada, já assistiram.
      Precinto mta merda, eu sei! Tentarei ver hoje!

      XOXO

  1. Acho que esse foi o episódio que teve mais desenvolvido da história para todos os personagens. Foi interessante rever essa face do Bates que eu estava achando que estava perdida nas temporadas passadas, espero que ele continue assim porque eu adoro a Anna e ela não merece mais sofrimento.

    A cena entre a Ethel e o filho foi linda e tive que segurar minhas lágrimas.

    Fiquei com um pouco de raiva do Tom na hora que ele abandonou minha querida Sybil na Irlanda, mas depois entendi que o feito que ele fez foi para protegê-la de alguma forma.

    Ah Matthew que parada dura que você irá enfrentar! Espero que de tudo certo.

    Prepare os lenços porque o 3×05 é DAQUELES

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s