The Vampire Diaries (4×02) – Memorial


O segundo episódio de The Vampire Diaries foi bastante sanguinário. Não porque houveram muitas mortes, mas porque Elena Gilbert entrou na fase de treinamento com relação à sua nova condição de vampira e não conseguiu manter uma gota de sangue no estômago. Além disso, o dilema da jovem em se habituar às emoções elevadas e rejeitar sua nova fonte de energia gerou mais um impasse entre os irmãos Salvatore. Stefan é a favor dos animais e Damon a favor dos humanos. Nada pertinente!

Embora o tema do episódio tenha sido o memorial, outros fatores se destacaram. Primeiro, fomos convidados a conhecer novos personagens, como a linda April que me fez ter saudade de Amy, personagem da série cancelada The Nine Lives of Chloe King. A filha do pastor Young começou bem na trama, mas terminou nas rédeas da maldade, algo que era fácil de imaginar que aconteceria, ainda mais por ela ser bastante sensível, uma Elena Gilbert mais nova. Ao lado dela, surgiu o novo caçador de vampiros, Connor, que agitou as coisas com uma atuação e presença impecáveis para corrigir os erros sobrenaturais de Mystic Falls.

Gostei bastante de Connor, o novo caçador de vampiros, pois adoro personagens petulantes e que me irritam. Eu sou fã da sensação de poder xingar alguém que tenta machucar minhas figurinhas favoritas, em qualquer seriado. Tudo bem que ele começou a agir certo ao balear Tyler, personagem do qual não simpatizo desde a primeira temporada. Mesmo que ele seja o namorado top de Caroline, acho injusto ele ter uma dose de híbrido, pois o garoto nunca acrescentou nada de interessante, a não ser ficar pelado quando virou lobisomem.

Claro que Elena voltou a ser a vítima da situação toda, mesmo ela sendo vampira agora. Achei muito boa as tomadas dela na floresta com Stefan e por ter sido ressaltado que o sentimento dela ampliado é a compaixão. Realmente, a personagem não é o modelo ideal de vampirismo, pois ela é solidária demais, perdida no misto de razão e emoção, que a faz impotente de machucar ou matar as pessoas. Eu gostei disso, sabem? Porque fiquei extremamente preocupada com a possibilidade dela ser uma supervampira recém-nascida, uma máquina mortífera de uma hora para outra, coisas que TVD gosta bastante de fazer sem pensar.

Essa passagem de tempo com relação à transição de Elena foi importante. Há alguns pontos que não conhecemos tão profundamente, mesmo tendo acompanhado a transformação de humanos para vampiros, como aconteceu com Caroline. Stefan pede para que Elena teste seus reflexos, item que poderia não precisar de treino por ser, teoricamente, nato de um vampiro. Outro ponto que apreciei e muito foi a questão da primeira hipnose da protagonista aos persuadir April a esquecer do ocorrido com ela na igreja. Foi uma cena muito bem construída que ganhou o toque certo com o diálogo entre Elena e Caroline – que serviu de alguma coisa, pois ela só é usada para aparecer seminua, ser raptada, torturada ou quase morta.

A cena do banheiro da qual Elena tem uma crise de vômito de sangue foi desesperadora. Se vomitar em si já é ruim, a sensação de fazer isso sendo vampira não deve ser das melhores. Elena teve a pura sensação de que está prestes a morrer e eu pensei na hora sobre o fato dela ser doppelganger, porque deve ter alguma coisa a ver, como comentou Damon em seus raros momentos de sabedoria. Mesmo toda abatida por falta de alimentação, eu achei que deram à personagem uma suavizada nos traços faciais. Ela não apareceu tão carregada como na versão humana – embora o fardo de ser vampira seja imenso – mas, diante da luz da igreja, foi possível ver que Elena realmente nasceu de novo, diferente, mais pura, algo que realmente esperava que acontecesse, sem apelar para o lado Katherine (da qual sinto muita falta).

Nesse episódio, Damon mostrou que sabe ser Damon. Deu para entender? Semana passada, ele estava no limite da razão, achou bonito colocar a culpa nas pessoas e se sentiu o vampiro mais injustiçado do planeta, sem contar as partes irritantes de criança chorona. Agora, eu vi o Salvatore como ele costumava ser, com frases épicas que me fazem rir e adorá-lo, e não odiá-lo. Também acho que, se o vampiro sempre fosse tão compreensivo com Elena como aconteceu ao longo da trama, sutil e sincero, seria muito mais tolerável assistir os dois juntos. Não peço para que o vampiro seja uma cópia de Stefan, pois ele é sincero demais para isso, mas um fofo moderado, como ele foi diante da amada, seria de extremo bom grado.

O “pacto” de sangue entre Elena e Damon, me desculpem, parecia uma cena de sexo, mas com a mão (não é à toa que emendou direto na cena caliente de Caroline e Tyler). Eu fiquei meio abobalhada com a cena. Achei que carregaram demais no deleite que não foi só de Elena, como também do Salvatore. Por outro lado, foi bacana ele ter aceitado ajudá-la e deixar as piadas de lado ao fazer algo que preste e que não envolvesse pescoços quebrados. Mas, como Stefan disse, esse gesto entre eles só serviu para piorar as coisas, pois compartilhar sangue entre vampiros é algo íntimo. Fico imaginando se eles farão algo meio True Blood, como Sookie e Eric – o que seria um mega plágio. Mas, como nada hoje é 100% original, não duvido que Damon consiga sentir a presença de Elena a mil metros de distância e vice-versa. Detalhes para apimentar o triângulo.

Stefan, como sempre, é o peso essencial da balança. Ele sempre buscará formas de ajudar Elena, mesmo que evite ao máximo às soluções mais óbvias, como fez ao evitar dar a ela logo de uma vez sangue humano. Eu posso amar Stefan demais, mas, às vezes, a humanidade do Salvatore nem sempre é conveniente. Nesse quesito, eu tenho que concordar com Damon. Você é vampiro. Você bebe sangue. Você mata as pessoas. Não tem saída. Na transição, foi aceitável dar uma ponderada, pois Elena nunca quis ser o que é agora, mas essa fase passou no momento em que ela triscou sangue nos lábios.

Mas Stefan sempre leva em conta a personalidade de Elena e eu acho isso certíssimo. É um sinônimo de respeito, algo que Damon não consegue ter. Não tiro a razão do Salvatore mais novo em ter impedido a amada de beber sangue humano, pois isso são coisas que só ele sabe manejar. O vampiro sabe que a jovem é uma pessoa afetuosa, que se apega e que, se matasse alguém, não aguentaria o peso da culpa que levaria para toda a eternidade. Sem contar o risco dela desligar a humanidade pela atrocidade que poderia cometer.

O Salvatore mais novo tentou ser otimista. Eu acho isso bonito nele. Não é à toa que o vampiro foi responsável pela cena épica do segundo episódio de TVD, ao fazer o próprio memorial da panelinha, com direito a acender uma lanterna para cada pessoa que morreu na lambança sobrenatural de Mystic Falls. Bateu uma saudade imensa de Lexi, Jenna, Alaric, Anna… Nessas horas, eu queria que nenhuma dessas vidas tivessem sido sacrificadas em nome dos resultados, pois foram personagens queridos, que deram certo, que cativaram e que precisavam ter ficado. Como nada é perfeito, só nos restou relembrar e se emocionar com essa cena extremamente perfeita.

Damon pode ser o vampiro durão, mas, se fosse humano, já estaria no AA. Além de Elena, ele tem que engolir em pequenas golfadas a morte de Alaric. De fato, Ric foi o único amigo verdadeiro que ele teve, cujo companheirismo fez de Damon um vampiro mais ameno e tolerável com certa coisas. Sem contar que ele era mais divertido. O vampiro, sentado diante do túmulo do professor, tomando o velho e bom uísque, foi realmente de entristecer e nos fazer enxergar que de frio e relaxado o Salvatore não tem nada. A cena em si foi uma surpresa, confesso. Eu acho o irmão de Stefan muito patético, não vou mentir, mesmo gostando muito do personagem (apesar de preferi-lo nos livros). Mas de uma coisa ele tem razão: quando perdemos uma pessoa, só nos resta um buraco no peito que não dá para substituir.

Elena e companhia têm muitos buracos no peito e, às vezes, me espanto como eles conseguem ser tão fortes e equilibrados. Sabe, isso não é normal. Olho para os Gilbert e não consigo imaginar dois adolescentes saudáveis e felizes depois de todos os traumas que passaram. Isso não existe. Não é natural. Chorar por alguns instantes e depois aparecer como se nada importasse é desumano. A atitude de Elena ao questionar para Stefan porque ainda chorava e porque sua vida continuava no looping de eterno funeral, foi um dos poucos momentos que ela se mostrou realmente enfraquecida e abalada. Ela sempre foi a Xena guerreira da história, e uma hora tudo teria que cair por terra. Digo o mesmo para Jeremy, que sofreu muito mais que a irmã, teoricamente, e já deveria estar no manicômio.

Sobre o restante da trama, eu gostei e muito. Achei que Connor foi a sacada brilhante para essa temporada, uma rixa maravilhosa entre humanos e criaturas sobrenaturais. Quero muito saber quais serão os novos passos dele e o que ele realmente procura. Estou curiosa também com relação à inserção de Jeremy nessa bagunça toda, por ele ter visto a tatuagem do caçador de vampiros. Do jeito que o irmão de Elena anda meio revoltado com esse papo de sobrenatural, não duvido que ele aceite se alistar. Pode ser a chance do personagem me fazer gostar um pouco dele, porque essa tarefa sempre foi difícil.

Só tenho elogios ao episódio e darei um dez por ter contribuído em muita coisa e por ter sido bem conduzida (na rapidez, claro!), especialmente por terem respeitado o timing de Elena como vampira, pela cena do memorial e, claro, por mais uma cena de Damon beberrão diante do túmulo de Alaric remoendo o quanto sente falta dele.

Audiência: com relação à semana passada houve uma queda, mas nada de assustador, com direito a 2.910 milhões de telespectadores. A média do ranking foi oscilante de 1.3 para 1.4.

10 thoughts on “The Vampire Diaries (4×02) – Memorial

  1. simplesmente prefeito! o novo caçador deve ser algo não humano!
    gostei de voltar a ver o Alaric, é um dos meus preferidos! será que vai voltar?

  2. Confesso que não achei nota 10, mas realmente a série parece voltar a entrar nos eixos, o novo caçador vai ser um osso duro de roer para os nossos vampiros. O triângulo amoroso está mais acesso que nunca, numa disputa intensa entre os manos. Uma das melhores cenas para mim foi mesmo Damon a falar com Alaric, adorava a relação deste dois, pena destruirem no seu final a personagem de Alaric.

    • Eu ainda não criei expectativa com a trama em si, pq de fato ela nem começou. Mas a maneira como alguns pontos estão sendo fechados, dando certa significância, me fez satisfeita, pois é algo que não mostraram na temporada passada. É como se a morte de Jenna não tivesse doído, nem mto menos de Alaric. E isso TVD peca mto, colocar todo mundo como super-herói, sendo que não é assim =[ Foi um episódio bem mais humano, por assim dizer, e essa honestidade mereceu meu 10 *_*

      Alaric sempre fará falta e pra corrigir o erro colocarão ele fazendo pontinha de fantasma UHAAHHUHAUAHAUHUHA Ele fazia o Damon melhor e o Salvatore não engoliu isso mto bem. Surtos e mais surtos pra ele.

      Beijão!!

  3. Achei o episódio muito bom, porém não daria 10, mas entendo completamente os seus motivos. Afinal, fora TVD fazendo o que sabe fazer de melhor.

    Me arrepiei com Alaric ao final, ah como eu queria que Damon pudesse escutá-lo. A cena final de Damon se tornou facilmente uma das minhas preferidas da série.

    Atts

    • Ah sim o 10 foi mais pela questão da simplicidade, pq ainda não tem trama pra rolar. O barraco vai começar a ferver agora HUAHAUAHAUAHUAHHAAUH

      Alaric sempre mto querido. Não perdoo até hj a morte dele =[ Da Jenna eu consegui superar, mas a dele não. Ele era metade do Damon =[

      Beijão!

  4. Eu daria 10 por vários momentos incríveis que esse eps mostrou!!!

    Cada vez mais eu me apaixono pelo Damon, ele é fodastico!!!! sem mais *–*
    Adorei ele no tumulo do Alaric, foi realmente tocante.

    Gostei muito de todas as cenas da Elena, tudo na medida certa e cautelosa!

    Adorei ODIAR esse novo caçador hehe *–*

    Finalmente Elena tomou o sangue do Matt como nos livros, mas podia ser melhor essa cena, mas valeu até =)

    Eps completinho. =]

    Esperando que a série continue só assim, e me mate do coração como sempre hehe
    =)

    • Esse episódio foi realmente incrível, não pelo conteúdo em si, mas por ter sido mto honesto. Isso o fez foda e merecedor do dez *_*

      Eu estava no aguardo das promessas do Ric aparecer, mas acho que o processo vai continuar. Jeremy vai se meter com o caçador e o Ric do além vai ter que DAR UM JEITO NISSOAE HAUHAUHAAUHAUHAHUAUHAUHAUH

      Beijão!

  5. Sinceramente nunca pensei vir a me emocionar com TVD. Comecei a ver esta série sem expetativas, louvo a sua história, mas nunca esteve nas minhas favoritas.
    Mas a cena final com Damon no meu cemitério partiu o meu coração. Muito bom mesmo. E quando Alaric apareceu foi o fim, não me consegui conter. Atuação fantástica de ambos, e o roteiro também.
    Todo o episódio funcionou muito bem, gostei de ver a transição de Elena, mas não consegui deixar de largar um sorriso na cena em que ela vomita na casa de banho. Foi um bocado surreal ela encher o lugar de sangue x) Tudo bem que ela esteja a vomitar, mas até eu nas minhas noites mais movimentadas consigo acertar na sanita ou no lavatório devidamente. Ok, observação estúpida xD
    Caroline a cada dia que passa brilha cada vez mais. Adoro-a e penso que ainda vai estabelecer melhor os seus laços com Elena, agora que são ambas vampiras best friends forever, literalmente.
    o caçador de vampiros também despertou a minha atenção e penso que Jeremy será um possível aprendiz.
    Senti muitas saudades da Rebeccah!
    Ótimo episódio, TVD a superar-se todos os dias!
    XOXO

    • Esse episódio foi todo lindo e fico feliz que realmente esteja gostando de TVD!!

      A cena do vômito foi tensa HAHAHAHAHA eu tenho problemas com isso, mas todo aquele sangue foi barra pesada, até pq ela não tinha tudo aquilo no organismo dela…Pelo menos não que a gente tenha visto Hahahahha

      Beijão!

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