The Vampire Diaries – 3ª Temporada


A terceira temporada de The Vampire Diaries foi realmente uma montanha russa. O clima de luto com relação à Jenna foi deixado para trás e mais uma onda de insegurança abalou a vida de Elena e de Mystic Falls. Stefan resolveu largar tudo de mão e ir embora com Klaus em uma turnê sanguinária para que o Original formasse seu exército de híbridos. Damon ficou incumbido pela segurança de Elena e, claro, deu intensidade ao sentimento direcionado a ela. Os Originais dominaram a cidade e personagens novos conseguiram realizar com sucesso mais uma trama envolvente e uma temporada bem satisfatória.

A temporada poderia ter sido perfeita se todos os personagens fossem respeitados. Enquanto alguns se sobressaíram, outros permaneceram em stand by com uma premissa patética. Caroline Forbes é um exemplo. Desde que foi transformada em vampira, nada de bom acontece com ela. A jovem só sofre e, nessa temporada, a personagem viu sua vida ruir da pior maneira possível. Se não bastasse ter lidado com a mãe e a dificuldade dela em aceitar seu novo lifestyle, o pai dela não foi nada gentil e só a fez sofrer de uma maneira horrível.

Jeremy deveria ser descartado o mais rápido possível da série, pois ele não ofereceu nada de bom também. Nem o relacionamento com Bonnie deu um novo viés ao personagem que continua tão chato quanto Elena. O papo de ver fantasmas e trazer Vicki e Ana de volta não surtiu o efeito esperado. Os Gilbert conseguiram ser mais dramáticos que o normal e, admito, que perdi a paciência com eles inúmeras vezes. A ideia brilhante da temporada foi terem tirado Jeremy por alguns episódios. O irmão de Elena é um exemplo de personagem que não faz falta e as coisas parecem que funcionam melhor sem ele para atrapalhar.

Bonnie também não ficou na melhor forma, por mais que ame Kat Graham. Ela só conseguiu destaque importante quando Abby apareceu na trama, mas nada que a fizesse parecer extraordinária quanto à temporada passada. A bruxinha ficou apagada, serviu de auxiliar de Damon com relação aos caixões de Klaus, sem contar a rixa espiritual dela contra as bruxas, por ter revivido Jeremy de maneira praticamente ilegal. Até Tyler se sobressaiu mais que ela, por ter se tornado capacho do híbrido e querer seu livre-arbítrio de volta.

De uma maneira geral, a estrela da temporada foi Stefan Salvatore. O vampiro levou a temporada nas costas, sozinho. Klaus e ele renderam os melhores episódios, especialmente quando estavam voltados para os caixões dos Originais, onde estavam presos os queridos irmãos do híbrido. Sem contar sua frieza com a tentativa de Damon e a equipe Mystic Falls criarem o plano perfeito para aniquilar Klaus e cia. de uma vez por todas. Nem Esther, com toda sua imponência, conseguiu roubar o brilho do Salvatore mais novo que sofreu uma transformação inesperada.

Stefan saiu da segunda temporada com o organismo entupido de sangue humano. A ideia persistiu ao longo da terceira temporada e assistimos a versão ripper do personagem vir à tona. Simplesmente, o ovacionei em todas as vezes que ele chutava Elena, em que ele dava patadas cheias de ironias para Damon e se fazia de cínico para cima de Klaus. Foi mágico ele ter se passado de ordinário para cima de Rebekah, tão falso que dava gosto de assistir cada episódio de The Vampire Diaries e tentar descobrir até quais limites do fundo do poço Stefan atingiria.

Paul Wesley realmente merecia um prêmio por sua atuação impecável, pois ele conseguiu despersonificar o Stefan apaixonado e devotado a Elena, para um mini-monstro que queria encontrar motivos para tentar destruir Klaus e se livrar dele. Dava um aperto no coração com o fato dele querer Elena e só ter como opção fingir que não a amava mais, pela segurança dela. Ele perdeu o livre-arbítrio por amor e esse sacrifício foi perfeito e muito bem encaixado, pois é algo que o vampiro jamais faria. Stefan abriu mão da liberdade dele por Elena e se viu na beira do precipício ao encarar a possibilidade de perdê-la para Damon. Isso sim que é prova de amor!

Ele foi o personagem que mais cresceu na trama e ganhou toda minha admiração. Stefan nos guiou ao lado promíscuo dos incríveis Originais e foi responsável em causar dezenas de momentos de insegurança em Klaus e desconfiança naqueles que um dia botaram toda a fé na capacidade de julgamento dele. O Salvatore mais novo, frio e calculista, foi sem dúvidas o ponto altíssimo da temporada.

O flashback da história dele com Klaus e Rebekah, com a sacada brilhante do colar de Elena pertencer à irmã do híbrido, foi um dos raciocínios mais inteligentes que Williamson e Plec apresentaram no decorrer da trama. Houve o confronto perfeito de Klaus e Stefan, quando o Original ordena que o vampiro desligue seus sentimentos por Elena, mantendo-o preso a ele, em uma parceria mortal. Sem contar a sede de vingança incontrolável do Salvatore em querer dar um fim no híbrido, doa a quem doer, pois ele havia tirado seu bem mais precioso: a doppelgänger.

Stelena versus Delena

Enquanto a história corria na sua oscilação entre momentos felizes, de descontração, de festas, de mentiras e de sangue, tinha que haver espaço para a questão Stelena e Delena. Eu sei que o seriado precisa desse conflito de casais. Não é à toa que esse foi o foco, pois Elena se viu, no final das contas, no impasse de escolher entre Stefan e Damon. Se for pensar em como a trama se dissolveu da primeira e da segunda temporada para cá, podem me julgar, mas essa forçada de barra para ver com que Elena terminará foi exagerada.

É como se a personagem não tivesse nenhuma utilidade, a não ser escolher entre um dos irmãos. As indecisões dela em lutar por Stefan e resistir ao charme de Damon quebrava muitas vezes o ritmo da trama. Ela já faz isso muito bem sozinha e, com a ajuda dos Salvatore para desconcentrá-la, algumas cenas ficavam realmente insustentáveis de assistir, de tão impostas e forçadas que ficavam.

Nos livros de L.J. Smith, realmente há essa pegada de shippers, mas na série tudo se tornou desesperador, como se a vida de Elena dependesse de uma escolha que pode ser feita anos depois. Tornar esse contraponto a alma do seriado é uma perda de tempo, pois dá início ao círculo vicioso de Damon e Stefan brigarem, sendo que não tem necessidade. Isso é um pecado, pois há personagens riquíssimos em The Vampire Diaries que podem ser muito bem explorados, mas perdem espaço para o dilema de Elena que, na verdade, não é dilema nenhum.

Plec já disse que o assunto é Stefan e que as possibilidades de rolar Damon e Elena são viáveis, mas com tanta coisa que aconteceu nessa temporada – Klaus desesperado com medo da mãe dele e os atritos pessoais de Stefan, entre outros –, esse assunto de casais deveria ter sido amplamente ignorado.

Acredito que as possibilidades para a próxima temporada se voltem para a Damon, pois quem leu os livros sabe muito bem que a virada da terceira para a próxima temporada está mais que evidente que segue os passos da transição dos livros Anoitecer para Almas Sombrias. Na obra, Stefan fica ausente e Damon fica no comando com relação à Elena. Claro que isso é uma grande abertura para Delena e não duvido que eles se envolvam, ainda mais depois do fato que me deixou boquiaberta de Elena tê-lo conhecido primeiro.

Não vi nenhum motivo de exaltação para isso, pois é mais motivo para os Salvatore se odiarem e isso já deu, né? Elena jamais se apaixonaria por Damon em sua pior forma, mas confesso que foi bonito aquele quote bem elaborado antes de acontecer o acidente dos Gilbert. Chegou a ser inspirador acreditar que o Salvatore mais velho poderia ser um vampiro melhor desde cedo, se tivesse conquistado Elena antes de Stefan.

Os dilemas de Damon Salvatore

Damon manteve-se na pinta de garanhão, mas eu não gostei nem um pouco da versão beberrão dele nessa temporada. Ele só resmungava, reclamava das injustiças contra ele e agia como uma criança mimada que não ganhou um copo de sangue humano no café da manhã. Essa devoção dele por Elena deixou o personagem chato e tedioso. Ele só foi melhorar na metade da temporada quando a jovem lhe deu um pé na bunda e ele terminou na cama com Rebekah. Achei que aconteceria o nascimento da fênix Damon, mas ele voltou à estaca zero, ao chorar por Elena de novo.

Algumas pessoas dizem que amam a série, mas não são capazes de enxergar os defeitos. Vamos lá: Damon não é assim. Ele não foi criado pela autora dos livros para começar todo vilão e cair no gosto popular, como aconteceu com o Sylar da falecida Heroes, e que ficou insuportável na quarta e última temporada da série. Eu sou uma grande ativista dos livros de L.J. Smith, e repito: Damon Salvatore não é uma criança e muito menos um vampiro emocional que ficaria facilmente chateado por ter levado um fora de Elena. Por favor, The Vampire Diaries está ao lado de Doctor Who nos meus dois corações, mas entendam meu raciocínio. Isso é o sermão da tia, vejam bem!

Eu sei que não sou a única a reclamar que sente falta de Damon vilão e mal-amado. Essa é uma parte da essência dele. O Damon dos livros também ama Elena, ama muito diga-se de passagem, e a faz uma pessoa diferente, como Stefan também fez, mas ele nunca viraria anjinho da guarda de ninguém. Eu prefiro a versão dele com Sage e Rebekah. Esse é o Damon que eu conheço, preocupado com sua vaidade e necessidades carnais. É bom amar alguém? Para Damon é sim, pois ele aprendeu a respeitar limites, embora os quebre de vez em quando. Mas a arrogância dele jamais o faria ser tão tolo como ele foi nessa temporada.

Os Originais

Além de Stefan, Klaus conquistou meu respeito da mesma forma que o perdeu. Ele se mostrou um vampiro incapacitado de sentir nada, mas era só triscar em Rebekah que a coisa toda mudava de quadro. Ele começou bem, mas depois só me rendeu risos. A cena em que ele pega o botijão de gás para tentar explodir a casa dos Gilbert, só porque queria Elena para ir embora de Mystic Falls, foi muito bizarra. Foi impagável a cara de frustração da criança quando os Salvatore o informam que ela está sob as garras de Alaric.

Elijah também rendeu uma ótima atuação. Sou suspeita para falar do personagem, pois é muito amor. Rebekah se saiu muito bem, uma joia rebuscada da temporada, e gostei bastante a abordagem que deram sobre a vontade dela querer, mesmo que só para si, uma vida humana. Ela como rival de Caroline na escola, tomando partido da organização das festas foi excelente. Nem preciso comentar nada sobre o envolvimento dela com Damon, pois me tornei bem militante de Debekah.

Falando em junção de nomes, também apoiei a investida Klaroline, pois não gosto do Tyler. Gostaria que Caroline voltasse a ficar com Matt, mas como isso não é possível, acharia mágico um agarramento vindo de Klaus e ela. Vejam bem, agarração com o Joseph Morgan e não com o Michael Trevino, algo que ficou no ar na promo da quarta temporada da série.

As expectativas

Estou realmente curiosa para ver como Elena se sairá como vampira, pois The Vampire Diaries entra na temporada decisiva. Calma, gente, não é a última das nossas vidas, é que no meu ponto de vista, TVD entra na fase de ou tudo dá certo ou tudo dá errado. A série está no auge e é inevitável que o estrelismo suba à cabeça dos produtores e showrunners. Isso sempre aconteceu e seriados de boa qualidade despencam sem mais nem menos, ainda mais quando eles pertencem à CW, que adora estender temporadas sem necessidade. Vejam o que aconteceu com Supernatural e Gossip Girl. Ambas já deveriam ter acabado há muito tempo e, se fosse no auge, seria muito mais bonito.

Estou curiosa também para saber os efeitos colaterais do acidente da season finale em Matt. Eu gosto muito dele e meu sonho é ver o Damon chamando-o de Mutt. Ele sempre será o único humano da história, até porque o irmão de Elena possui o anel da ressurreição, então, ele já tem meio pé no sobrenatural. Eu gostei muito da importância que ele teve em consolar Elena, de demonstrar que ainda a ama e que continuará fiel a ela, seja o que acontecer, assim como nos livros. O relacionamento deles é muito bonito e espero que seja preservado.

Alaric partiu meu coração, mas há boatos que ele voltará algumas vezes como fantasma, pois Jeremy tem esta habilidade – nada – fantástica. Fiquei revoltada com a morte dele. Parece até que The Vampire Diaries conta com a ajuda de Shonda Rhimes nas finales, pois sempre alguém tem que morrer, ainda mais se a pessoa for ligada aos Gilbert. É para chatear mesmo, ainda mais Ric que era tão querido e o único alicerce de Elena e Jeremy.

Não vejo a hora de quinta-feira chegar para matar toda a minha curiosidade. A única coisa que eu sei é que a série entra na roleta da sorte ou revés, pois da mesma forma que The Vampire Diaries está em um período de magnificência, um único deslize, ainda mais se continuar com a ladainha de brigas entre os Salvatore pelo amor de Elena, e a transformação dela for bem sem graça, o encanto será levado pela Rainha Má.

Eu espero que as investidas mirabolantes de Williamson e Plec deem certo. A nova temporada estará nas costas de Nina Dobrev e nas expectativas da sua personagem em versão vampira. Será que ela dará conta? Só assistindo para saber!

4 thoughts on “The Vampire Diaries – 3ª Temporada

  1. Temporada muito boa, mas não tão boa quanto a anterior…

    Achei o primeiro ciclo de episódio um tanto quanto decepcionante, principalmente quando envolveu os fantasmas. Porém a reta final deu uma boa guinada na série e esta voltou a me surpreender como nos velhos tempos…

    Muito ansioso por este retorno.

    Atts

    • nada a ver a caroline ficar com o klaus
      vcs nao para pra pensar quanto mal ele causou para todo mundo

      e a historia de tyler e caroline é tao bonita
      i love tyroline

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