Revolution (1×03) – No Quarter


Para começar, fiquei muito satisfeito que Revolution tenha garantido uma temporada completa, embora não queira dizer que seja renovada, há grandes hipóteses de isso acontecer, visto que, por enquanto, tem sido uma estreia bastante forte, ainda mais competindo com gigantes como Castle, HIMYM e Bones.

Esta semana são-nos dados alguns avanços interessantes. Miles, Nora e Charlie chegam à união rebelde que quer destruir a milícia de Monroe e restaurar os USA. Miles diz que é uma missão impossível, pois eles são poucos e fracos. Depois de verificarem que faltava um integrante, chegaram à conclusão que alguém fora capturado pela milícia e que lhes contou sobre a sua localização. Alarmados, tentaram fugir, mas não tiveram tempo, pois sofreram um ataque da milícia.

Entretanto, numa pequena girls talk, Nora revelou que não acreditava no sucesso da rebelião, mas que necessitava de fazer parte dela, uma vez que a milícia tirou um homem da vida dela: o seu filho.

Para tentarem sair do sítio onde estavam sem morrer às mãos da milícia, os rebeldes tiveram a infeliz ideia de escavar um túnel, e claro que essa ideia não resultou. Foi revelado que Miles fora um dos organizadores da milícia e treinou-os para se tornarem o que hoje são: pessoas perigosas e inteligentes que são capazes de tudo. Foi também revelado que ele foi um mentor de Jeremy, o soldado encarregado do ataque aos rebeldes.

Após esta revelação, Charlie ficou chocada. Afinal está a lutar lado a lado com o criador de exatamente o que ela está a lutar? Charlie tem desenvolvido lentamente, apesar da personagem ainda ser um bocado chata, é possível criar uma empatia com ela, a rapariga tem bons motivos para todas as suas preocupações, e apesar da atriz não ser a melhor, consegue uma evolução gradual da sua prestação.

Durante o episódio nos são mostrados flashbacks de pouco tempo depois do blackout. Estes flashbacks são bastante interessantes, que, como o do episódio passado, ligam-se aos acontecimentos atuais e explicam algumas coisas. Desta vez vemos Sebastian e Miles a começar a perceber que a vida depois do blackout não vai ficar nada fácil. Não há polícia, não há governo, é uma anarquia total. Então eles terão de começar a jogar pelas próprias guerras. Na minha opinião, a milícia foi toda uma ideia de Miles, pois um womanizer como Bass não seria capaz de fazer um feito tão grande. Penso que a ideia inicial de Miles seria estabelecer alguma paz, alguma ordem no país. As coisas ficaram fora de controle, e então este teve de sair. Muito provavelmente o poder subiu à cabeça de Bass, o que o fez tornar-se no que ele é hoje.

Para provar que mudou e que agora está contra a milícia, Miles entregou-se em troca da liberdade de todos. Claro que ninguém estava à espera do fantástico ataque que a dupla Charlie e Nora planearam para soltar Miles.

Assim começa uma storyline envolvendo os rebeldes. Gostava que esta trama se alongasse, seria interessante ver a criação duma rebelião consistente contra a milícia, e talvez assim acontecesse o que dá título à serie: a revolution.

Na outra parte do episódio, vemos uma storyline interessante a ser protagonizada por dois personagens menos interessantes. Aaron e Maggie chegam a casa de Grace, e descobrem que a antiga moradora daquela casa construiu um computador. Foi-nos também revelado que Aaron era uma espécie de Bill Gates Junior, um milionário nerd de computadores. Tentou então construir um computador de raiz, sem sucesso. Comecei a gostar mais de Aaron neste episódio, mostrou-se um personagem mais funcional e com mais utilidade. Continuo a não suportar é Maggie, que não serve para rigorosamente nada.

Aconteceu então o inesperado: fez-se luz. A pendrive que Aaron possuía contém alguma informação que permite que haja eletricidade de novo. Então foi aí que os dispositivos eletrónicos envolventes se ligaram durante um curto período de tempo, incluindo o iPhone de Maggie, onde ela pode ver a imagem dos seus filhos.

Temos também a storyline de Danny, esta semana mais fraca, onde ele se vê a rivalizar com um dos soldados da milícia, pois Danny matou um amigo do soldado. Achei desnecessário, pois como Danny também disse, a milícia também matou o pai dele. Vemos também que Captain Neville não quer que maltratem o irmão de Charlie, fazendo com que o soldado o agredisse quando o Capitão não estivesse por perto. Mas Danny não se deu por vencido, e utilizou a sua asma para provocar o soldado e então ter a sua vingança pelos seus maus tratos.

Revolution, de semana a semana vai ficando mais consistente. Penso que a história está a acertar em tudo no geral, e é agradável assistir, apesar de alguns erros, tanto técnicos, criativos ou de casting. Há ainda muito pano para mangas. Veremos então para onde a história nos vai conduzir.

Audiências: a enfrentar gigantes à segunda-feira, Revolution conseguiu um sólido 4º lugar, com 3.2 de rating, 8 de share. Foi vista por 8.32 milhões de pessoas.

7 thoughts on “Revolution (1×03) – No Quarter

  1. Episódio melhor do que os seus antecessores, porém Revolution está por pecar demais nos quesitos técnicos, principalmente na escolha do casting.

    Miles é o meu personagem favorito e sua personalidade enigmática acaba por atrair a minha atenção. Já Charlie melhorou um pouquinho, assim como a atriz.

    Atts

    • Concordo com o que disseste, caro Well, o episódio desenvolveu mais do que os anteriores, e os atores (principalmente Charlie) estão a mostrar progressos.
      Miles é demais mesmo, fiquei mesmo perplexo quando ele disse que fez parte da milícia.
      XOXO

  2. estou a gostar de ver Revolution! a minha personagem preferida também é Miles, e gostei de ver “luficer” não sei o nome do actor, sou fã dele, desde de supernatural

    • Penso que Miles é a única personagem bem construída da série, penso que é por isso que todos o preferem.
      Lucifer (ainda estou na primeira temporada de Supernatural, por isso não conheço) é o Jeremy? O que disse que foi aluno de Miles na milícia? Sim, também gostei dessa personagem.
      XOXO

  3. Um bom eps, nada tão surpreendente, mas conseguiu me prender.

    Já esperava mesmo que Miles fosse o criador de tudo e etc, isso não foi surpresa alguma! Tanto por ele ter esses talentos ai que mostrou ao decorrer dos eps.

    Esperando melhoras pq a série tem potencial pra isso!!!

    Até o próximo Dinis

    • A série tem vindo a crescer muito lentamente, e se bem aproveitada pode melhorar muito, pois potencial não lhe falta!
      Já da outra vez adivinhaste que Rachel estava viva, what kind of sorcery is that? hahah
      Espero por ti no próximo review!
      XOXO

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s