Supernatural (8×01) – We Need to Talk About Kevin


Primeiro de tudo, agradeço e muito por não ter sofrido de extrema ansiedade com relação ao hiatus de Supernatural. Sim, senti falta dos meninos, do relacionamento deles, das piadas, dos momentos cheios de drama, mas admito que, depois desse episódio, eu não sei mais o que esperar da série. Está certo que é o primeiro episódio de uma nova temporada, novo showrunner e nova premissa que tentará superar a anterior, mas o retorno dos Winchester não me deixou empolgada para o que virá na semana que vem.

A história começa com Dean em Maine. Ele não perdeu o bom humor ao assustar um casal de namorados e fugir com uma mochila deles em mãos. Quando vi a cabana, imaginei que o episódio começaria com algum caso a ser resolvido e praguejei comigo mesma. Se a meta é sair do clima de perrengue que foi criado por Sera Gamble, nada mais sensato que fugir da última premissa que ela criou. Ou seja, nada de sessão nostalgia! Para meu alívio, isso não aconteceu, pois o arco de tempo pulou para Dean perdido em Louisiana.

Levei um susto quando a alma gosmenta de um ser das trevas se mexeu no braço do caçador e foi jorrado em uma ossada. À primeira vista, achei que ele queimaria alguém, mas eis que surge Benny, amiguinho dos tempos de purgatório do Winchester. Confesso que gostei do personagem por ser bastante misterioso, mas fiquei em choque com essa aliança um tanto quanto exótica. Quero só ver o que o novo personagem oferecerá para esta temporada de Supernatural, pois deve haver um motivo muito grande para Dean ter se aliado a ele, além da oportunidade de sair do inferno.

Depois do ato, Dean encontra Sam, que realmente vivia da maneira como eu esperava. Um ano sem o irmão o fez ter uma casa, por assim dizer, uma garota, o Impala e até mesmo um cachorro. A vida do Winchester mais novo realmente foi um fator importante de evolução e um exemplo de reviravolta que nunca aconteceu na vida dele. O espantoso foi a maneira como Dean tentou engolir a nova realidade do irmão mais novo. Ele reagiu totalmente ao contrário do esperado, até mesmo para Sam.

Ao invés dele apoiá-lo, Dean simplesmente agiu daquela maneira que conhecemos bem quando nada sai como o combinado: egoísta, egocêntrico e ranzinza. Algo que eu detesto! Eu o amo, mas quando ele começa a agir como criança birrenta, porque alguém seguiu a vida e ele não, me dá nos nervos. Se ele quer ser compreendido é bom oferecer um pouco de compreensão, algo que o Winchester não faz, desde os primórdios. Dean gosta do papel de alma torturada e entendo que ele queira o irmão empacado na mesma vida até que a morte os separe.

Quando vi o pequeno atrito entre os irmãos, parecia que eu reassistia a quarta temporada, quando Dean volta do inferno. Ele ficou cheio de traumas, receios e angústias e eu compreendi. Quando Sam foi parar no mesmo buraco, na jaulinha de Lúcifer, Dean tocou a vida, com direito a uma mulher e a uma criança (que não era dele). O Winchester mais novo não meteu bedelho quanto a isso, embora tenha se feito de vítima inúmeras vezes. Eu não gostei das reações de Dean e das piadinhas sem graça. Ele é o irmão mais velho e deveria agir como tal.

Eu senti que forçaram demais e de maneira desesperadora o fato de Dean sempre ter que representar o irmão mais velho, que roteiriza toda a situação. Peraí, Sam não pode ser feliz? Quando ele estava quieto, na faculdade e com a Jess, Dean foi pentelhá-lo porque John havia desaparecido. Agora, Sam fica sozinho depois da morte de Dick, sem ninguém como ele mesmo disse, pois todos (Bobby, Castiel e Dean) haviam “morrido”. Para uma pessoa que viveu inteiramente como caçador, é realmente de se ficar sem eira e nem beira. Até porque, Sam sempre ficou no meio do agito e se mantinha ocupado por ser alvo das coisas malignas.

O momento em que Dean fica revoltado sobre Sam ter abrido mão da vida de caçador, por ele não o ter procurado no período de um ano e não ter atendido o celular à procura de novos casos, não me fez ficar com dó dele. O Winchester mais novo merecia uma vida nova e Dean, pela primeira vez, deveria ter admirado o irmão por ter conseguido viver sem caçar. Aquele joguinho de family business também me aborreceu, pois achei inconveniente. Se eu tivesse no lugar do Sam, também tentaria tocar minha vida.

O episódio se dividiu entre muitos lugares e flashbacks da vida de Sam e Dean, após a queda de Dick, um ano depois. O Winchester mais velho curtiu uma nova temporada no inferno, mas do lado mais tenso e tenebroso, que é o purgatório. Ao ver as cenas de Dean perdido em uma floresta ampla, literalmente, ele viveu em um spin-off de Jogos Vorazes, só que contra leviatãs e outros seres em sua pior forma. Eu posso até compreender uma parte da ira de Dean com relação a Sam ter tocado a vida, pois enquanto ele estava no purgatório, o irmão mais novo tinha comida e roupa lavada. Mas, depois de pensar que Sam também sumiu e Dean foi bem servido na ausência dele, a solidariedade desapareceu.

Entre muitos flashbacks dos resultados após o duelo com Dick, a estrela do episódio aparece. Kevin passou uma temporada no spa com Crowley e realmente estava irreconhecível. Ele foi responsável em nos apresentar o que a nova temporada de Supernatural nos trará como trama principal. A possibilidade de fechar os portões do inferno para sempre é realmente tentadora e inesperada, pois nos guia à probabilidade da série se encerrar (for good!). Sem demônios, não há porque Sam e Dean continuarem como caçadores. Ainda mais agora que só restam eles na lupa das entidades infernais.

Além de Kevin, quem deu uma apimentada nas coisas como sempre foi Crowley. Vocês não fazem ideia como piro desde a primeira aparição de Mark Sheppard na série. Espero e muito que ele permaneça por bastante tempo. Seria bem interessante se ele se tornasse fixo como o Misha, pois ele dá um up em Supernatural e ele foi o responsável em dar um gás na trama da sétima temporada. Todo aquele sarcasmo, inserido no sotaque perfeito, me fez vibrar, pois sabia que pelo menos na mão de alguém, metade do futuro da série estará garantido.

A pulga atrás da orelha, além da possibilidade de selar o inferno para sempre, é a relação de Dean com Benny. Eles devem ter matado muitas entidades malignas antes de abrirem o portal que foi o responsável em trazer o Winchester de volta à vida mundana, com um novo amiguinho no braço de brinde. O chamativo é que ambos se tratam muito bem, com cordialidades e prometem se ligarem quando as coisas ficarem feias. Benny o chama de brother, então, presumo que Dean deve ter feito muita bobagem no purgatório, algo muito pior ao que ele foi submetido quando foi enviado para o inferno. Aquele tom de mistério de “não falamos mais sobre isso” foi um dos pontos que me deixou curiosa.

De fato, Dean deve ter muita coisa para contar. Assim como Sam e sua vida normal. Espero que essa onda de volta ao passado não continue, pois quero que as coisas se agitem logo. Kevin entrou no banco de trás do Impala, sem chance de voltar atrás, e os meninos estão otimistas com relação à probabilidade de obterem a nova pedra com a palavra de Deus, acabarem com demônios e se verem livres do pesadelo que os perseguem desde que eram crianças.

Outros fatores que achei afáveis foi a pitada de rock clássico, com o intuito de dar aquela nostalgia com relação à série, Dean comendo seu adorável hambúrguer depois de muito tempo e Sam representando o lado nerd para me deixar feliz. Adorei a menção de Mary e Jess, as causas primordiais de terem colocado os Winchester na estrada. Para o próximo episódio, espero que Dean esteja melhor, pois estava a ponto de acertar um sapato nele.

No geral, o retorno de Supernatural foi fraco, como era de se esperar, a trama se arrastou nos quase 40 minutos do episódio e tudo foi monótono. Achei um escorregão tremendo terem inserido a aparição de Crowley após o flashback muito fofo de Sam com Amelia e o cachorro. Fiquei com um mega ponto de interrogação na testa.

Como disse, não estou ansiosa para o próximo capítulo da vida dos Winchester, por mais que eu os ame. Me dói ter que dar bronca em Supernatural, mas é o que tem para hoje.

A pergunta final de tudo isso é: onde está Castiel? Morto? Vivo? Sem memória? Virou covarde e pulou fora? Só sei que quero Misha de volta logo!

Audiência: como era de se esperar, Supernatural não atingiu a marca esperada e atraiu apenas 1.80 milhões de telespectadores, um início em baixa se comparado ao retorno da sétima temporada ano passado. O rating foi desanimador também, com 0.8. Acho melhor a série voltar para as sextas-feiras. A queda na audiência também pode ser reflexo da mudança com relação ao dia da semana.

6 thoughts on “Supernatural (8×01) – We Need to Talk About Kevin

  1. primeiro tenho que falar do cabelo do Sam e fazem mais um temporada e ele não corta aquele cabelo chega ao chão!
    agora quando ao episódio, nada de especial, quero ver qual é a relação do Dean com o Benny, também estou carioso o que é feito de Castiel, pelo que li o Misha esta confirmado para 8 episódios no mínimo!
    e há outra coisa coisa que não percebi Sam saiu assim do nada e abrandou a namorada?

    • Realmente, o cabelo do Sam está grande, nem parece que se passou um ano Hahahahaha

      Eu tbm fiquei interessada na relação de Dean com Benny, acho que foi a única coisa boa da premiere de SN mesmo, pq de resto, foi tenso.

      Sim! Os Winchester abandonam as pessoas sem avisar Hahahaha mas com Sam ficou muito no ar ~ estou fungindo ~ ou algo assim, como se ele soubesse que Dean voltaria.

      Beijão!

  2. No começo fiquei decepcionado, depois estranhei e no final me senti completamente isento de opinião…

    Para ser sincero, nem sei o que pensar… Só sei que eu queria um pouco mais do Purgatório…

    Atts

    • Eu tbm fiquei meio em choque com o final do episódio. Se eu pudesse teria feito apenas um parágrafo para resumir minha chateação. Mas a raiva foi tão grande que acabou ficando grande do mesmo jeito Hahaha

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