Fringe (5×01) – Transilience Thought Unifier Model-11


“We must take care of our families wherever we find them.”

“They’re coming”. Este foi o aviso de “Setembro” no último capítulo transmitido e mesmo perante a expressão de duvida de Walter, sabíamos que tudo iria mudar com a chegada daqueles que antes eram meros expectadores das atividades humanas e dos grandes acontecimentos históricos. Depois de uma mitologia criada sobre seu papel na trama, eis que compreendemos após o salto temporal, que eles vieram para dominar tudo e todos, ou seja, sua forte influência e participação em diversos acontecimentos tiveram um propósito, mesmo que este ainda seja explicado aos poucos no decorrer. Esta chegada trouxe consigo uma realidade dura e jamais vista, nem mesmo quando presenciávamos a colisão dentre dois universos .

O começo do fim de Fringe chegou e mais uma vez estarei aqui na Casa de Séries a me despedir de uma série pra lá de especial a mim, valendo lembrar que ainda me recupero da despedida de One Tree Hill de alguns meses atrás. Preparada ou não, prometo dar meu melhor nestas treze reviews que farei até o gran finale, este que concluirá o destino de suas personagens centrais e claro, de toda a humanidade. Se com isto teremos todas as respostas, prefiro não opinar até o momento chegar, mas tratando-se de uma produção de J.J Abrams tudo é possível, ainda mais que ainda não processei as series finale de Alias e Lost, sendo a última uma das maiores revoltas de toda a minha vida.

As aberturas de Fringe sempre ditaram o curso que a temporada em questão seguiria e desta vez, contrário a todas, o sobrenatural e a ficção abrem espaço para sensações, escolhas e qualidades puramente humanas, no sentido mais visceral de cada uma delas. Este aspecto humano sempre esteve presente na série , alias foi ele que a tornou tão diferente e apaixonante, pois apesar de ter dificuldades para classificá-la perante as inúmeras sensações que ela me transmite, a vejo como uma série humana-científica, muito além da mera ficção a qual a classificam desde sua estréia.

“Community, Joy, Individuality, Education, Imagination, Private Thought, Due Process, Ownership, Free Will and Freedom”

A grande dúvida que ficará ao finale da quarta temporada foi aonde estaria Olivia, considerando que Peter, Walter e Astrid foram libertados do âmbar que os confinou por vinte anos. O desencontro da protagonista bate de encontro com a aparição de Etta, sua filha com Peter. A separação da família é explicada durante o flashback/sonho do fatídico dia. Com passos lentos após o emocionado reencontro em “Brave New World (Part 2)”, Peter tentará recuperar o tempo perdido, principalmente por sentir-se culpado pelo desaparecimento da filha, mas no momento, o que mais importa é o paradeiro de Olivia. Walter consegui direcioná-los ao local que recebeu a última ligação antes dela desaparecer, local que fazia parte da missão para recuperar um objeto que o ajudaria a conectar as partes do plano em seu cérebro, plano que salvaria a humanidade segundo Setembro, pois segundo o Observador aliado, tudo ficará mais claro a respeito do que eles terão que fazer.

“What a miserable world”

Após certas decepções alimentares com o “palito de ovo”, o quarteto parte em busca de sua quinta integrante, mas é este contato externo que os fazem perceber quanto o mundo mudou. Os observadores não só controlam tudo, como ditam até mesmo a maneira que os humanos respiram, isto mesmo, considerando que o oxigênio é nocivo a sua existência  dos carecas, eles destruíram qualquer fonte natural ao ser humano, substituindo arvores por tanques de monóxido de carbono, tal substância encurta a longevidade de todos os demais. O ritmo dos acontecimentos parecem acelerados, mas pelo contrário, em momento algum atrapalhamna narrativa de mais um episódio emotivo da série, apesar do nome extremamente cientifico do episódio. Ao que tudo indica Olivia ativou o dispositivo âmbar, isolando toda a estrutura de um prédio, porém as recentes atividades dos chamados “Ciganos do Âmbar” os obrigam a caminhar pelo mercado negro em troca de informações sobre seu paradeiro.

Etta prova-se uma forte adição a esta reta final e algumas de suas atitudes provam que ela realmente é filha de seus pais. Após muito barganhar, os ciganos fornecem o endereço para qual Olivia fora transportada, que por fim surpreende ser o apartamento do dono da livraria Markham, um eterno apaixonado pela Agente Dunham. O alivio mistura-se com a agonia ao vê-la presa aquela substancia, mas o mais importante é que a família finalmente esta unida e daqui em diante, bom pelo menos por breves momentos.

Peter sempre teve fortes convicções e mesmo a questionar sempre tudo, nunca conseguiria desacreditar que não reencontraria seu grande amor, ainda mais agora que Etta havia voltado para suas vidas. Logo após saírem do mercadão dos Ciganos, o tal homem que os atendeu vende a informação de suas localizações, criando uma emboscada que deixa Walter para trás, tudo isto por culpa de sua curiosidade intelectual, considerando que Markham possui um acervo surreal de livros.

Poucas séries conseguem me afetar de diversas maneiras e Fringe é uma destas que já me fez sorrir, chorar, questionar e criar várias (??) tudo num mesmo episódio. O maior mérito é a maneira com que conseguem nos transportar para as relações de suas personagens e o momento no qual Peter e Astrid removem Olivia do âmbar é mais um destes fortes momentos, momentos que me trazem uma sensação de que com o fim, arrancarão um pedaço importante do meu dia-a-dia.

Quando os olhares de Peter e Olivia se encontram pela primeira vez, percebe-se que nenhuma palavra precisa ser dita, alias esta sempre fora uma das principais características do relacionamento do casal e a capacidade que Anna e Joshua desenvolveram ao viverem estas personagens é um marco que poucos atores conseguem com tanta naturalidade e mesmo que o elenco de Fringe continue a receber o “Cold Shoulder” da crítica e das premiações, isto não me importa, pois eles sempre serão meus indicados e vencedores de qualquer troféu existente.

Olivia: You’re beautiful.
Etta: So are you.
Olivia: The last time I saw you, you were three years old.
Etta: I always thought I was four.
Olivia: No. Three years, one month and five days.

Dizem que uma mãe pode ficar dez, vinte ou trinta anos sem ver seu filho(a), mas no momento que bater os olhos nele saberá que é seu e sentirá tudo que ele transmite, por maior que seja a estranheza. Mãe e filha são presenteadas com este belo e emocionado reencontro, que só de relembrar já põe meus olhos as lágrimas. As semelhanças físicas são evidentes e mesmo sem ser criada por eles, podemos perceber que a pequena e agora mulher Etta, herdou a fibra e proatividade da mãe e a inteligência e astúcia do pai.

Se antes tiveram que recuperar Olivia, agora é a vez de Walter ser salvo, principalmente porque eles finalmente tem em mãos o “Unificador de Pensamentos” feito especialmente para o uso do doutor. Walter enfrenta um dos piores momentos de sua vida cuja tortura psicológica do Observador trará repercussões irreversíveis para a jornada a qual eles estão destinados a cumprir ou pelo menos tentar cumprir. Persistentemente, o careca tenta decifrar a mente do doutor, mas percebe que tudo ali está embaralhado, uma tática certeira para proteger o “plano de salvar o mundo”.

“We didn’t save the world. Not even by half. She’s still trying, though.”

Frustados com a primeira tentativa de salvar o mundo, Peter e Olivia tem sua primeira conversa após vinte anos presos mais pelo menos quatro anos de distanciamento emocional desde o desaparecimento de Etta. Peter sempre admirou a força dela e foi sua maior fraqueza – sua filha – que trouxe a tona o revés de suas personalidades, acabando por afastá-los quando Olivia decidi partir para NY para salvar o mundo, este que para Peter já estava fadado sem a presença de sua princesinha.

A culpa impregnou a alma dele durante anos mas é com um simples “passamos por muita coisa” que prova que não há mais tempo para arrependimentos e os famosos “e se”  não cabem mais, ainda mais quando tem a chance de ser uma família novamente.

“There is no future -There is no past….Thank God…This moment’s not the last…There’s only us….There’s only this….Forget regret…Or life is yours to miss…No other road no other way…No day but today”

Pagando tributo a mente musical de meu personagem favorito, esta linda canção do musical Rent simboliza bem este momento, onde eles deverão deixar qualquer fraqueza para trás, concentrando-se no agora, algo que Etta faz muito bem ao levá-los a um dos esconderijos da resistência, local onde um amigo de confiança desenvolve uma técnica que poderá ajudá-los a recuperar Walter do trágico fim.

Mesmo com os riscos de infiltrar-se no quartel dos Observadores, a técnica inibidora que transforma Peter num “defunto” funciona, permitindo que Etta o reative assim que eles conseguem entrar. Antes disto, a Mini-Oli descobre que seu antigo parceiro, o Agente Foster fora capturado – este ficara preso no âmbar para soltar o trio ao final da temporada anterior – e agora os Observadores sabem que ele fazia parte da resistência, o que a transforma num alvo certo.

Inconformado que não conseguira extrair nenhuma informação importante, o Observador força a mente de Walter a ponto deste começar a ter hemorragias internas, expelindo muito sangue pelas narinas. Mesmo tentando pensar em música, uma imagem especial acaba passando pelo filtro do careca: Etta a brincar quando pequenina. Este pode ser o grande trinfo do torturador, principalmente com o envolvimento emocional e a forte influência que a jovem tem na vida de seus pais e avô.

Apesar de achar bem estranho a falta de estrutura e segurança dos Observadores – algo que espero que aprimore ou que expliquem – principalmente com a máquina central de monóxido de carbono, Peter e Etta conseguem removê-lo da câmara de tortura, mas os sinais de fraqueza e lesões mentais são evidentes, tão evidentes que os obrigarão a seguir outra direção, pois o que sofreu com o Observador destruir certas partes de sua memória, mais precisamente as que envolvem o plano, devido a insistência em acessá-las.

“Afro, do you have any music?”

Astrid vira Asper que vira Afro, mas mesmo a graciosidade desta parceria apaixonante e o sentimental reencontro com Olivia, não conseguem afastar a revolta e frustação que Walter senti, pois como sua neta mesmo disse, suas memórias nunca poderão ser recuperadas. Deixando uma lacuna na parte mais importante do cérebro mais importante de todos, eis que a o “Esquadrão Salva Mundo” terá que encontrar forças para reestruturar o plano, mesmo sem saber ao certo por onde começar.

E a contagem regressiva inicia: 13, 12, 11, 10, 09, 08, 07, 06, 05, 04, 03, 02 e 01……

“Ba de ya – say do you remember…Ba de ya – dancing in September….Ba de ya – never was a cloudy day”

3 thoughts on “Fringe (5×01) – Transilience Thought Unifier Model-11

  1. fringe é uma das series que mais espera pelo seu retorno! adorei o episódio, espero que mantenha a qualidade nos próximos!
    vai ser difícil me despedir de uma das minhas series preferidas!
    uma das minhas partes preferidas foi o fim com walter quando encontrou o cd, musica da esperança

  2. OMG! Não quero o fim!!!!
    EPISODIO SENSACIONAL😥

    Fringe esse ano está com uma responsabilidade muito grande, por se tratar de uma temporada que vai encerrar todas as loucuras e teorias que ela já apresentou, e eu estou com um pressentimento positivo!

    Adorei o encontro da Olivia com Etta *-*
    Foi emocionante, mais emocionante ainda foi a conversa da Olivia com Peter …

    Estou vendo que dessa vez nada vai acabar enrolando, eles estão indo direto ao ponto e isso me anima e me deixa triste, pq o fim se aproxima cada vez mais. =(

    Foi horrível ver o Walter sendo tortura, atuação completamente linda!!!

    Não imagino onde isso vai chegar daqui a algumas semanas, mas estou ansioso e querendo que seja marcante, Fringe merece mostrar pra que veio *-*

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