Doctor Who (7×04) – The Power of Three


Every time we flew away with the Doctor we’d just become part of our life. But he never stood still long enough to become part of ours. Except once. The Year of the Slow Invasion. The time the Doctor came to stay.

Depois desse episódio de Doctor Who, só cheguei à única conclusão: realmente eu não estou pronta para a despedida dos Pond. Por mais que eu tente ser otimista, só consigo pensar no pior. Imaginar a saída de Amy e Rory me dá um aperto no coração, ainda mais ao saber o que os aguardam na próxima e última semana deles ao lado do Senhor do Tempo. A partida dos Pond me entristece antes da hora, na verdade, desde que este fato foi confirmado. Eu não gosto do clima de adeus, especialmente quando se trata de personagens que sou completamente apaixonada. Como viverei sem eles? Fico triste só de pensar!

Mas, vamos mudar de assunto.  Diga-me: você escolheria entre a vida real ou a vida com o Doutor? Certas aventuras nunca acontecem de uma hora para outra e você não receberá o convite duas vezes. Amy e Rory estão nesse impasse por não saberem se preferem viver como um casal comum e pacato ou continuar a viajar na TARDIS ao lado do Senhor do Tempo. Eu simplesmente adorei o viés da trama centrada na vida dos Pond, pois ela nunca foi mostrada com riqueza de detalhes. Depois do Pond Life, realmente foi alimentada a necessidade de saber como ambos vivem sem o Doutor.

Achei uma graça eles preocupados com as compras, sentados no jardim na companhia de uma xícara de chá e cada um dedicado ao seu trabalho. Nem preciso dizer que fiquei absolutamente feliz quando Amy diz ao Doutor que escreve artigos para uma revista de viagens quando não está na TARDIS. Minha amada ruiva largou a vida de modelo para ser jornalista. É muito amor! Vale mencionar que o impacto da vida dos Pond veio ainda mais forte com as cenas da abertura do episódio que mostraram fragmentos da vivência deles ao lado do Senhor do Tempo.

Eu olhei aquilo tudo e parece que foi ontem que Amy Pond reencontrou seu amigo imaginário. Foi um baque relembrar tudo o que o casal já viveu com o Doutor e o quanto suportaram os milhões de conflitos e perdas no meio do caminho. A história de amor entre Amy e Rory é uma das mais lindas que já assisti. Eu fiquei meio nostálgica ao olhar para o rosto de bebê que eles tinham na quinta temporada e agora todos estão mais velhos e, de certa forma, mais maduros. O trio apresentou uma química perfeita e acredito que o final do casal será épico.

Enquanto os Pond se torturam para resolver a indecisão de continuar ou não a aventura na TARDIS, eis que surge a motivação da trama, os misteriosos cubos de Shakri que possuem o “pequeno” objetivo de exterminar a humanidade. Não sei se foi apenas impressão minha, por estar emocional demais antes do episódio chegar na metade, mas os objetos não causaram tanto impacto. Eles não foram temerosos o bastante. O intuito deles estarem na Terra foi bem fraco, mas era preciso inventar alguma situação que movimentasse a história para não ficar focada o tempo nos Pond (o que na verdade aconteceu, mesmo que a tentativa fosse desviar para o enigma da vez).

Os cubos permaneceram quietos em grande parte do episódio. As causas da existência deles e as motivações de estarem na Terra não foram tão impressionantes se comparado às maravilhosas surpresas dos episódios anteriores. Os objetos foram totalmente ofuscados pela relação do Doutor com os Pond. Não senti firmeza neles e nem fiquei chocada com a história de Shakri em querer aniquilar a “praga humana”. Ele não é o primeiro a querer isso, certo? Contudo, foi excelente reviver as sensações de caos no planeta causado pelos cubos misteriosos que acionaram a atenção da UNIT, agora liderada por Kate Stewart.

Eu gostei bastante da atuação de Kate, embora ela não tenha feito nada de muito importante. O impacto da UNIT também foi excelente, pois as coisas precisavam ficar mais agitadas fora da TARDIS, no planeta em que os Pond vivem. As aventuras do casal e do 11º Doutor realmente se resumiram a outras dimensões de espaço e tempo e precisava de algo mais próximo da vida real. Quando a UNIT invade a casa de Amy e Rory, revivi os momentos de angústia causados pelo Mestre e seus tambores, que rendeu sérias dores de cabeça ao 10º saudoso Doutor. Mesmo com pouca funcionalidade, o trabalho da equipe sempre fez parte de Doctor Who e não teve como se segurar na cadeira ao assisti-los em ação.

 I hate being patient! Patience is for wimps

Quando o Doutor soltou essa frase, me deu vontade de apertá-lo até dizer chega, pois compartilhamos da mesma ideia. Eu também sou impaciente, odeio e muito esperar e não aceitaria ficar parada no aguardo da boa vontade dos cubos se manifestarem. Dessa forma, o Senhor do Tempo revive seus momentos como humano – me deu saudades do Craig – e se rende as embaixadinhas, a pintar o cercado, cortar a grama, jogar Wii… Ações que aumentam a personalidade infantil do nosso amado alienígena de dois corações. Achei o máximo ele agir com desprezo com relação às redes sociais, especialmente o Twitter, e ficar entre os Pond enquanto assistem TV e comem guloseimas. O Senhor do Tempo é o terceiro Pond, sem dúvidas.

Sem contar a cena maravilhosa do hospital, quando os corações do Doutor o traem. A sacada do desfibrilador foi sensacional e a maneira como o Senhor do Tempo volta, todo descoordenado, me fez passar mal de tanto rir.

Os cubos empenharam o papel de unir os Pond e o Doutor, a fim de render uma tortura psicológica. O dia em que o Doutor ficou é marcado pela estadia dele na casa de Amy e Rory, por ele sentir falta dos companions que cobram a presença do alienígena na vida deles. O Senhor do Tempo sempre tem esses momentos depressivos e achei uma graça ele ter assumido logo de uma vez como sente saudades do casal. A amizade do trio foi muito bem construída no decorrer da quinta e na sexta temporada e, confesso, que jamais imaginaria que eles teriam um plot tão interessante e marcante. Eles eram um casal de adolescentes quando entraram na TARDIS pela primeira vez e agora estão prestes a se despedir como adultos.

What happen to the other people who travelled with you?

Some left me. Some got left behind. And some… not many, but… some died. Not them, not them, Brian. Never them.

Eu acho que, quando você embarca nas aventuras do Doutor, você esquece quem realmente é. Ao aceitar a companhia do adorável alien para conhecer universos que jamais pensaríamos que existiria, é realmente fácil se deslumbrar. Todos os companions do Senhor do Tempo tem uma vida chata, por vezes, sem motivação alguma. Rose e Donna é o forte exemplo da versão moderna de Doctor Who, por estarem perdidas na vida e não fazerem ideia de como melhorar a rotina da qual estavam empacadas, para se destacarem e se sentirem completas. O Senhor do Tempo proporcionou a elas um universo de possibilidades e ninguém em sã consciência recusaria isso, ainda mais se a vida estiver fora dos eixos.

O 11º Doutor foi “feito” sob medida para combinar com o lado sapeca e infantil de Amy. E Rory foi o achado perfeito para balancear a infantilidade do Doutor em certos assuntos. Quando o marido da ginger simplesmente diz que a profissão dele é mais importante que viajar no tempo, foi como se um buraco tivesse abrido nos pés do Doutor, pois ele se acha mais importante que qualquer coisa. Ele tem uma TARDIS, ele viaja no tempo, ele tem uma chave de fenda sônica. Ora, o Doutor é muito mais impressionável que um emprego qualquer. Adorei quando Rory simplesmente se impôs. A verdade é que o Senhor do Tempo não consegue mais se desligar deles e o baque da perda será difícil de aguentar.

Quando Brian pergunta ao Doutor o que acontece com os companions, eu compartilhei da tristeza do alienígena. Reviver todas as pessoas que já estiveram ao lado do Senhor do Tempo não é uma tarefa fácil, pois quem curte a série, tem seus preferidos. É difícil engolir como Rose terminou, assim como Donna, que foi proibida de relembrar do Doutor. Amy não tinha muito a perder e embarcou na viagem até como fuga com relação ao seu casamento com Rory. Nunca imaginei que a ruiva seria tão incrível, ainda mais por ser a mais nova na linha do tempo das companions da versão moderna de Doctor Who.

Essa pergunta de Brian só me fez chegar à dura conclusão que Rory sairá prejudicado no próximo episódio. Eu não queria que isso acontecesse, mas aniquilar o rapaz é um estímulo suficiente para que Amy não queira mais ver o Doutor pintado de ouro na frente dela. Por mais que a ginger tenha penado para aceitar Rory, ela sempre o amou e acredito que ele tenha sido o principal responsável pelo amadurecimento dela.

Eu só tive mais certeza disso, quando Rory diz a Amy que sentirá falta das aventuras ao lado do Senhor do Tempo. Posso estar muito errada com essa suposição, mas um dos Pond tem que se dar mal e o propenso a isso, infelizmente, é Rory. A confiança cega que a ginger deposita no Doutor precisa ser destruída para dar justificativa ao fim deles como companions e eu acho que é esse ponto que será a motivação para ela nunca mais querer estar perto do Doutor.

O ponto alto do episódio foi a última conversa sincera entre o Doutor e Amy Pond. Chorei as pitangas quando ele diz que o rosto da ginger foi o primeiro que aquela nova versão dele viu. Muitas emoções afloraram nessa pausa tão linda e particular dos dois, especialmente quando ele questiona se Rory e ela cogitam colocar um ponto final nas viagens no tempo. Amy sempre cobrou o Doutor por ele nunca estar presente na vida dos Pond e só aparecer quando dá na telha. Vou sentir falta desses diálogos entre os dois que sempre geram palavras de conforto e reflexão. A parte mais triste dessa cena foi quando o Senhor do Tempo afirma que ele corre para Amy e Rory, antes que eles desapareçam da sua companhia.

Tudo nesse episódio foi direcionado para a despedida dos Pond. The Power of Three foi a essência pura da relação de Amy, Rory e o Doutor, e como eles funcionam tão bem juntos. Quando o Senhor do Tempo dá a eles viagens no tempo como presente de casamento foi apenas para demonstrar que não teremos mais nada disso e do quanto fará muita, mas muita falta. Faço da pergunta do Doutor, a minha: como os humanos conseguem viver com apenas um coração? De fato, matutei essa questão, pois um órgão vital se despedaça com muita facilidade e não há outro que consiga suprir a dor. Cadê o desfibrilador?

Mesmo com todo esse lado emocional e brincalhão do trio, o episódio em si não agregou nada e os cubos vieram fácil, como também foram embora bem rapidinho. Não teve nada de estrondoso para realmente agitar as coisas, criar suposições e ficar sem respirar. Brian foi realmente o único que levou a situação toda a sério e nem a UNIT representou bem seu papel. Apesar dessa falha que deixou o episódio muito morno e carente de informação se comparado aos anteriores, o amei da mesma forma, pois tenho certeza que o foco da atenção realmente não eram para os cubos.

 Just bring them back safe

Amy, Rory e o Doutor são melhores juntos que separados e, apoiados por Brian, embarcam na última viagem entre o tempo e o espaço. Juro! Eu reagi da mesma forma quando assisto filme de terror e peço para a vítima sair dali quando o assassino está à espreita: saiam dessa TARDIS agora, vocês não vão voltar! Me deixem com meus surtos! (hahaha).

Estarei no aguardo do sábado com o coração na garganta. Acho que sonharei com o próximo episódio no decorrer da semana e terei uma crise de ódio com todas as estátuas que encontrar pela frente. Garantirei lenços e uma caixa de bombom, pois sei que precisarei.

Firmes e fortes para despedida dos Pond? Vocês têm apenas 5 dias para se prepararem psicologicamente.

So that was the year of the slow invasion. When the Earth got cubed and the Doctor came to stay. It was also when we realized something the Shakri never understood. What cubed actually means. The Power of Three.

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