Revolution (1×01) – Pilot


O que aconteceria se todas as fontes de energia se desligassem completamente? Os nossos computadores, telefones, carros e até mesmo a luz dos candeeiros, desligados para sempre? Estamos em pleno século XXI e cada vez mais somos dependentes de tecnologia, de eletricidade, de fontes de energia. E se tudo isso nos fosse tirado? É disso que trata Revolution. Adaptação. Como sobreviver a um blackout massivo.

Este episódio piloto cumpre os seus objectivos , apresentando-nos todos os personagens e mostrando-nos a sua direção, bem como quem é quem e quem está do lado de quem.

Charlie é a personagem principal desta série. O seu pai morreu – na minha opinião, uma morte injusta, esperava ver muito mais do pai de Charlie -, e deixou o que parece ser uma pen drive com informações sobre como voltar a “ligar o mundo”. Ao proteger o seu pai e esses dados, o seu outro filho, Danny foi capturado, escoltado para um tal de Monroe. Monroe é pelo visto o bad guy, mas que antes era conhecido das personagens principais, pois o cliffhanger do episódio foi a cena no carro, quando foi revelado que o tio Miles estava com Monroe, ou o que costumava ser Monroe. O que acontecera ali? Será que ele sabia o que estava a acontecer? E o que pretendia ele ao estar próximo de Miles? Queria chegar ao pen drive de Ben, que por sinal já sabia que isto tudo ia acontecer? E porquê é que ele sabia? Tantas perguntas, que têm tanta área onde ser exploradas, e que não tenho ideia onde poderão levar-nos.

Com esperanças de encontrar Danny e obter algumas respostas, Charlie parte em busca do tio Miles, fazendo com que este a ajude.

Uma das maiores falhas de Revolution é a equipa, chamemos-lhe assim, formada. Charlie, a sua madrasta enjoada e Aaron, um Seth Cohen com peso a mais, que por sinal não deve ter muita resistência para andar nas florestas densas onde estes andaram. O trio é pouco funcional, as diferenças de idade são muito grandes entre os três, e isso acaba por distanciá-los, pensam de maneiras diferentes, e não nos fazem torcer por eles. Ninguém quer saber da madrasta, que personagem mais dispensável. Mais valia terem-na levado a Monroe e Danny ficaria então no grupo, seria mais funcional e mais likeable. Come on, quem é que quer ir numa aventura com a madrasta às costas?

 A atriz ainda não deu o seu melhor, mas vejo potencial em Charlie. Gosto de personagens principais  femininas fortes. Agora é moda a mulher guerreira ser a protagonista.

Acho Revolution um pouco parecido com Hunger Games, no que toca à luta pela sobrevivência, na tal revolução que se avizinha e também na personagem principal, que faz  lembrar uma versão mais “plastic top model tv star” de Katniss Everdeen,  interpretada pela ótima Miss Jennifer Lawrence. A semelhança entre as duas personagens foi um dos factores que me levou a ver Revolution.

A meio do caminho, Charlie e os seus mosqueteiros encontraram o bad boy magia da série, Nate. É óbvio que este vai ser o interesse romântico de Charlie, e vão fazer encontros secretos, onde ele possivelmente trairá Monroe para ficar do lado dela  e assim viverão felizes para sempre. Tudo bem, é válido, tem de haver uma ponta de romance, e a adição de Nate ao team de resgate será interessante, claro que depois podiam livrar-se da madrasta.

Após uma cena no avião para mostrar que a madrasta pode ser também alguma coisa útil, a ponto de colocar qualquer coisa na bebida dos assaltantes, o grupo chegou a Chicago.

Deteriorada, mas bela, a cidade não parece a mesma. E passamos então para, provavelmente, a pior parte deste episódio. Como é que foi tão fácil a viagem para Chicago? E mais importante ainda, como é que conseguiram encontrar Miles à primeira?

Miles é o tio fugitivo que sabe demais. Anda a fugir da lei e renega a família. Ao encontrá-lo, é descoberto pelos soldados de Monroe, e numa cena que ultrapassa os limites de surreal, muito além dos combates de Nikita, onde esta se mostra imortal, segue-se uma cena de luta onde Miles dá porrada a toda a gente e não fica com um único arranhão.  Apesar de alguma negação inicial, Miles concorda em ajudar Charlie e os outros a descobrir a verdade e consertar o equilíbrio do mundo, tudo isto por causa da conversa semi-comovente  de Charlie, o típico “you’re my family.”

No final, a senhora que acolheu Danny e o ajudou, ligou outra pen a um computador. OK, como é que a senhora tinha acesso à eletricidade? Porque é que ela tinha outra pen, igual à que Charlie possui? Estaremos prestes a embarcar na busca dos horcruxes de Monroe?

Um dos pontos altos de Revolution são os seus cenários. Como amante de fotografia que sou, tenho um fetiche por edifícios em ruinas, cercados com ervas selvagens, e estes cenários deliciam-me completamente. Esta é a verdadeira definição de selva urbana. E tem um aspeto muito realista – pausa para momento nerd – é que os diretores de fotografia e os que ajudaram a criar este cenário virtual tão belo e tão real e convincente.

Penso que a grande pergunta desta série é: Porquê? Porque é que de repente decidiram cortar todo o tipo de energia, privar esse acesso à humanidade? Ainda mais numa escala mundial? Será uma sociedade ambientalista radical ou algo do género? Espero que brevemente esse tipo de perguntas seja respondida, pois não terá interesse acompanharmos uma série, um mundo, onde não sabemos por alma de quem é que eles não conseguem ligar absolutamente nada.

Revolution não excedeu as expectativas, mas não foi mau de todo. A série tem muito que trabalhar, e muitas mudanças a fazer. Mas foi bonzinho, tem aspetos bastante positivos, tem potencial e tem muita margem para fazer uma boa história. Conseguiu fazer o seu serviço de introduzir a sua história, e espero que comecem a responder perguntas, pois eu não faço ideia que caminho é que isto irá tomar.

9 thoughts on “Revolution (1×01) – Pilot

  1. Bom, realmente o eps foi isso mesmo: Bom! Apenas!

    Não surpreendeu muito a mim, mas foi legalzinho de se ver, não gostei do fato de passarem 15 anos e eles ficarem desse jeito, ficou meio sem nexos!

    E não está na cara que a Mãe da Charlie está viva (:
    Gosto muito da atriz, que esqueci o nome agora, mas é mais injusto ainda ela só ter alguns minutos em cena… Poxa, ela vai voltar, vc vai ver hehe

    Olha eu não concordo muito sobre parecer com Jogos Vorazes.
    Jogos Vorazes é bem mais complexo, acabou ficando mais “real e aceitavel” sobre a sociedade, é tudo mais organizado e tal, mas claro que ela tem energia e bem mais tempo, só que Revolution acabou ficando meio perdido em alguns momentos… ‘-‘

    Mas vou arriscar e vou pegar essa série pra ver na fall, espero não me arrepender, espero que a audiência fique de boa, e que a série venha a crescer mais e mais!
    =)

    Review ótima! Parabens Dinis hehe
    Começou bem!
    Vamos nos ver muito por ai \o/
    Me aguente se puder hahaha🙂
    Até mais \o

    • Muito obrigado Anders, espero bem que apareças sempre por aqui, és muito bem vindo!
      Sim, Revolution não foi uma explosão de qualidade, mas foi, legalzinho, como dizes, deu para acompanhar bem sem ter vontade de dormir. Eu tenho esperanças que ainda melhore um bocado, pois tem imenso potencial.
      Agora que falas na mãe da Charlie, eu confesso que não lhe dei muita importância no início, mas agora que penso, sim, és capaz de ter razão e ela estar viva.
      Sim, Hunger Games é muito mais bem feito, mais real, e mais complexo, eu sou super fã de HG! Revolution é mais mal aproveitada, mas tem alguns aspectos, que de facto, fazem lembrar, como as protagonistas, por exemplo. Os temas são diferentes, mas acho que encaixam em algum ponto…
      E fazes bem em ver esta série, eu vou precisar de companhia para o que vier daqui para a frente!
      Espero ver-te por aqui mais vezes!
      XOXO

      • Pode deixar que estarei sempre nas reviews aqui, e torcendo para que a série dê aquele “UP!” e nos surpreenda de vez ;D

        Também curto muito Vorazes❤
        Talvez a protagonista lembre um pouco, mas jamais chegaria aos pés da linda Katniss ;D

        Até mais \o

  2. Uma mistura de Jogos Vorazes com o filme Cidade das Sombras, mas que ao final deu certo.

    Confesso que achei alguns persoangens clichês demais, porém ainda assim me senti atraído por esta trama de conspiração e mistério e a série tem todos os elementos para crescer positivamente.

    Espero que esta seja mais um grande acerto da NBC, a emissora está por merecer grandes acontecimentos nesta temporada.

    Atts

    • Hello Well, obrigado por passares por aqui!
      Sim, apesar de algumas falhas, Revolution deu certo. Como dizes, alguns personagens são bem clichés, mas acho que podem ser bem trabalhados, e a história pode mesmo ir longe, vamos torcer para que ela não tenha o mesmo destino que Terra Nova.
      Espero ver-te por aqui mais vezes!
      XOXO

  3. Gostei da serie, vou continuar a ver.
    Quando vi a mae de Charlie fiquei “oh a Julliet” e logo a seguir ela morreu … mas estou com o Ander ela deve estar viva.

    Aquele ataque de asma foi o pior que eu já vi, mais parecia um ataque de coração

    • Então parece que fui dos únicos que nem sequer pensou na ideia dela estar viva quando vi o piloto…
      Ainda bem que gostaste, e espero que venhas comentar nos próximos episódios!
      XOXO

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