Touch (1×13) – The Road Not Taken


Não se enganem, não se trata de um episódio que apresenta uma continuação direta de Gyre, o episódio final da temporada de estréia, ou de um episódio que tem como função responder alguns mistérios e deixar um clima mais atraente para a estréia da segunda temporada. Trata-se de um episódio que fora esquecido pelos produtores e pela emissora, um episódio perdido cuja função na trama principal da série é nula e não influencia em nada o que vimos antes. A única razão deste episódio vir a tona neste momento é para lembrar os fãs que Touch está prestes a retornar.

A razão da existência deste episódio mostra uma das principais falhas que a temporada de estréia teve: o elemento procedual. Touch possui todos os elementos para ser uma série marcante e emocionante, porém esta se limitou e fugiu muito de sua trama principal, ocasionando episódios, que assim como este, perdidos e sem grande importância. O estranho é que The Road Not Taken é melhor do que a grande maioria dos episódios proceduais que faz parte oficialmente da temporada.

Sendo assim, estou sem entender a razão pela qual este episódio ficou de fora. Talvez se deva pelo fato de que as conexões mostraram fracas, mas o interessante deste episódio não são as conexões, mas sim o passado de Martin. A trama neste episódio mostrou-se interessante e deixou-me envolvido com o mesmo, interessando-me do inicio ao fim, coisa que poucos episódios na temporada conseguiram este feito.

Como disse anteriormente, acredito que este episódio deveria ter feito parte da temporada, principalmente pelo fato de que este nos apresentou um pouco mais da história do protagonista. Não sei se influenciará muita coisa, mas fora interessante saber como Martin iniciou sua carreira de jornalista e quais outros pesos este carrega em seu ombro. Ver o seu duelo com Henry ao final deu mais credibilidade a personalidade de bom samaritano do rapaz e podemos compreender que tipo de jornalista este era antes de desistir de sua carreira.

Na parte de conexões este episódio se mostrou escasso e sem profundidade. Não entendi a razão da trama do garoto com os pais em falência, principalmente quando esta se juntou ao do chaveiro. Porém gostei quando o episódio mostrou que havia mais o que mostrar sobre o celular, objeto tão importante para o desenvolvimento de algumas histórias. A aparição das carismáticas e viajantes japonesas é sempre interessante e a trama envolvendo o casal britânico fora bem desenvolvida. Lembro-me que adorei a história do rapaz que perdeu o celular contento as últimas imagens de sua filha viva, esta que fora mostrada no piloto da série, e ver o desfecho desta fora incrivelmente gratificante.

Enfim, no geral foi um bom episódio, procedual e sem influência na trama principal, mas ainda assim fora um bom episódio. Espero que a segunda temporada da série saiba manter a essência e o foco que Touch necessita para se tornar uma grande série.

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