So You Think You Can Dance (9×13) – Top 6 Performs & The Final 4 Reveals


Estamos a dois programas a descobrir o vencedor e a vencedora desta temporada, temporada recheada de talentos únicos e por vezes até exóticos, mas de fato, uma temporada diferente de todas as demais, principalmente a considerar o grupo de pessoas que compõem o Top 6. Já foi-se o tempo que os dançarinos contemporâneos dominam as votações e agora vemos que existe espaço para as artes marcias, ballet, animação, dança de salão e jazz, estilos destinos, cada qual com sua particularidade, mas que tornaram esta temporada uma das mais prazerosas de acompanhar.

Sonya Tayeh vive sua mais inspiradora e criativa fase e mais uma vez, agora coordenando o sexteto, cria um baile de máscaras repleto de referências contemporâneas com marcantes batidas eletrônicas, o que permite que imprima sua “assinatura de movimentos”.

Rotina #1: Tiffany & Benji (Season 2)
Gênero: Jive
Música: What I Like About You”—Lillix
Coreógrafo: Jean-Marc Généreux

Review: What I Like About You, Tiffany? Eu diria que tudo. Quando a criatividade enérgica de Jean-Marc ressurge, só podemos esperar uma incrível rotina, ainda mais quando pela primeira vez, temos a presença do All Star Benji, vencedor da Season 2 e uma das personalidades mais carismáticas que o programa já teve. Foxtrot é um dos gêneros mais dinâmicos, que exigem uma sincronia de técnica e personalidade pontuais, além da conexão entre os parceiros. Com Benji ao seu lado, nunca duvidaria que Tiffany tiraria de letra este desafio. Radiante, o suor pingou por todo o palco e com um “standing ovation” dos jurados e plateia, a pequena grande dançarina deu mais uma vez todos os motivos para que gostássemos dela.

Nota: A+

Rotina #2: Cole & Melanie (Season 8)
Gênero: Jazz
Música: “Too Close”—Alex Clare
Coreógrafo: Sonya Tayeh

Review: Estamos tão acostumados com a intensidade bizarra e assustadora de Cole que ao vermos Sonya tentar suavizá-lo, fica nítido que o impacto não é o mesmo. Cole recebeu três figuras controladoras e medonhas para interpretar durante as semanas e agora, mesmo ao lado de Melanie, uma All Star que possibilita seu potencial, algo ficara faltando. As elevações foram bem executadas e a vulnerabilidade foi expressa, pois desta vez quem cumpria o papel dominante era a mulher, mas foi como vê-lo  vestir uma carcaça que agora se repele, tudo isto porque ficara fadado a determinadas personagens.

Nota: B-

Rotina #3: Eliana & Twitch (Season 4)
Gênero: Hip-hop
Música: Please Mr. Postman” (District 78 remix)—The Marvelettes
Coreógrafo: Christopher Scott

Review: Nigel parece não ter gostado, porque o gênero e até mesmo a rotina não potencializou o talento de Eliana, mas não vi desta forma. Tudo que envolve Twitch na minha reles opinião reluz brilhantismo, sejam pelo talento nato ou por sua personalidade conquistadora, então “só” por isto, Eliana já ganha muitos pontos ao tê-lo como parceiro. Chris Scott encontra a musicalidade perfeita, cuja temática da rotina não foi lá muito criativa, mas conseguiu proporcionar que o casal exibisse muita personalidade, além da química também presente.

Nota: B+

Rotina #4: Chehon & Kathryn (Season 6)
Gênero: Contemporary
Música: “Eli, Eli” (A Walk to Caseara)—Sophie Milman
Coreógrafo: Tyce Diorio

Review: Há quatro anos, quando Tyce criou a rotina do câncer, lembro que me senti extremamente vulnerável, mesmo sendo esta, uma experiência distante a mim. Antes mesmo de falar de sua nova e pessoal rotina, tenho que confessar que 2012 é o melhor ano do coreografo, este que nunca recebeu grandes elogios de minha parte, surpreende com suas inspiradoras e criativas rotinas. Quando se vem de uma família de imigrantes ou sobreviventes de guerra é fácil criar uma conexão, principalmente ao saber das dificuldades encontradas neste recomeço. Chehon ao lado de Kathryn conseguiram expressar com uma precisão quase cirúrgica este sentimento. A jornada do bailarino é de fato a mais bela dentre todas até agora e ver sua entrega e comprometimento em cada movimento de seu corpo e no arrepiante grito abafado foi realmente de arrepiar, impossibilitando qualquer comentário, só restando bater palmas até as mãos se cansarem.

Nota: A++

Rotina #5: Witney & Marko (Season 8)
Gênero: Lyrical Jazz
Música: “No Nothing”—Curtis & Reinhard feat. Blaire
Coreógrafo: Ray Leeper

Review: Como é bom ver Marko de volta aos palcos do programa, principalmente a lembrar de quão másculo e apaixonante es quando dança e se conecta com sua parceira. Witney tem o prazer de tê-lo ao seu lado numa emocionante rotina que balanceia paixão e autocontrole, onde representam as dúvidas após um pedido de casamento, mas este é mais forte. Mais uma vez uma excelente música dá tom a toda a rotina, nos envolvendo do começo ao fim nesta bela história.

Nota: A-

Rotina #6: Cyrus & Comfort (Season 4)
Gênero: Dubstep
Música: “Cinema” (Skrillex remix)—Benny Benassi feat. Gary Go
Coreógrafo: Christopher Scott

Review: Este pode ter sido a primeira rotina mais compatível a Cyrus, alias com Chris Scott por trás da criação, tudo ficou bem mais fácil ao favorito do público. Criativo e inovador, o coreografo trouxe um novo gênero ao palco do programa e com a ajuda da sempre excelente Comfort, impulsionou o animador a um outro nível e mesmo que seja um território mais familiar a ele, não se pode desmerecê-lo. Brincando entre a realidade e a fantasia do cinema, o casal mostra muita química, magnetismo que irradia da grande telona do cinema e vice versa.

Nota: B-

Rotina #7: Chehon & Witney
Gênero: Cha-cha-cha
Música: “Where Have You Been”—Rihanna
Coreógrafo: Jean-Marc Généreux

Review: Ai meu caro Chehon, por onde começar? Deixando os All-Stars de lado, chega a vez do Top 6 dançar entre si e para a tristeza de Witney, ela ganha como parceiro de cha-cha-cha a pessoa no qual os quadris mentem pra valer, contrário a música de Shakira. Esta foi sem dúvida a rotina mais desconfortável de toda a temporada e mesmo com a extrema força que o bailarino tem junto a suas parceiras, não foi possível evitar os erros gritantes de execuções e até mesmo de elevações, que deixaram a especialista Witney em maus lençois, afinal o homem na dança de salão tende a conduzir e isto não podemos exigir desta vez de Chehon como fizera no Tango, não é mesmo? Seu jeito adorável, reconhecendo que flopou lhe deu certo crédito, mas a expressão de frustação de Witney ao final era mais do que esperada, pobre moça.

Nota: D-

Rotina #8: Eliana & Cole
Gênero: Contemporary
Música: “Adagio for Strings”—Brno Philharmonic Orchestra
Coreógrafo: Mia Michaels

Review: Mia Michaels transcende qualquer gênero, tema ou etnia, pois suas criações são fora deste mundo de tão impares. Quem poderia elaborar uma rotina a respeito da disputa selvagem entre dois antílopes e ainda assim superar quaisquer rotina apresentada na noite? Em termos de técnica, esta foi uma obra de arte do começo ao fim. Explorando a intensidade presente em Cole e Eliana, esta peça mostrou que a dança é um jogo de confiança mútua e que a força de seu parceiro pode tornar-se sua própria força. Destaque para a bailarina a empurrá-lo com a cabeça com este a rolar pelo chão e por fim, o urro bestial, mostrando a disputa pela superioridade na selva.

Nota: A++

Rotina #9: Tiffany & Cyrus
Gênero: Broadway
Música: “Treat Me Rough” (Girl Crazy)—Debbie Gravitte
Coreógrafo: Spencer Liff

Review: Aqui está uma parceria que não conseguia imaginar, mas que deu um leve aperitivo do que seria ter os dois favoritos deste ano juntos. Cyrus e Tiffany levam a vantagem de nunca terem sido rebaixados até então e agora, com esta divertida e jovial rotina, dúvido que estes dois fiquem longe da grande final. Cyrus dá seu melhor mostrando personalidade com seu lado adolescente safadinho e a pequena Tiffany mais uma vez encanta todos com seu carisma e conexão instantânea com seu parceiro, qualidade esta que mantem semana a semana, pois fica visível que ela é uma dançarina muito fácil de se trabalhar.

Nota: A-

Ausentes da responsabilidade de tirar um homem e uma mulher da competição, Nigel, Mary e Christina aguardam a decisão do publico, estes que pela primeira vez na temporada tem o poder em suas mãos. Analisando agora, vejo que a decisão tomada foi a mais correta.

Tiffany foi vista como a “zebra” da competição, aquela que nem sequer ganhara um vídeo de destaque comparado às outras do Top 20. Desde o primeiro momento que pisou no palco ao lado de Audrey, mesmo com toda a semelhança física, provou que é uma força a ser reconhecida e foi isto que fez semana a semana, fator que a colocou até ali sem nunca ter pisado no Bottom 2 ou 3. Quando Cat Deeley anuncia que ela é a primeira finalista, sua expressão vai de incredibilidade a êxtase, afinal como Nigel mesmo disse “You Don’t Know You’re Beautiful”, parafraseando a grudenta canção do 1D.

Restam então Eliana e Witney, duas distintas dançarinas, excelentes no que fazem, porém a superioridade e maturidade de Eliana a colocam como a segunda finalista, posto este que vislumbramos desde o inicio, afinal era a mulher mais forte dentre as dez do Top 20. Como Christina mesmo diz, ela poderia dançar a lista telefônica se isto fosse possível, ou seja, não há o que não possa fazer, muito menos ficar fora da grande finale. Witney se despede então do programa, mas deixa registrado quão longe uma Ballroom Girl pode chegar, ainda mais se conseguir ser tão versátil nos diferentes estilos.

Este é “Triplo C” mais inusitado e exótico de todos os tempos – sempre sorrio quando cada um se apresenta fazendo os gestos de “C” invertidos “ – afinal quem pensaria que um bailarino, um lutador de artes marciais e um animador chegariam tão longe? Chehon, Cyrus e Cole aguardam a decisão, porém quem imaginaria que o nome de Chehon seria o primeiro finalista masculino a ser anunciado? Minha alegria ao ver sua carinha de surpreso foi o grande highlight da noite, afinal o bailarino não tivera o melhor dos começos, mas com a absorção dos conselhos dos jurados, chegou a este merecido patamar, inclusive meu coração sempre ficara divido entre ele e Cole durante toda a Season 9, dois melhores competidores da história de SYTYCD.

Cheguei a pensar que poderia me deparar com os quatro finalistas dos meus sonhos, mas egoísmos a parte, o favoritismo é da América e não meu então Cyrus fecha o quarteto, decisão mais que óbvia, pois assim como Tiffany, sempre esteve fora do Bottom 2 ou 3, indícios de prediletismo da audiência e até mesmo de sua própria jornada este ano, como o competidor inferior em técnica porém dotado de dedicação em aprender e evoluir como pessoa e dançarino.

Agora é com grande expectativa que teremos o performance finale logo em seguida e a decisão efetiva que coroará pela primeira vez um homem e uma mulher será nesta próxima terça-feira, dia 18 de setembro.

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