Once Upon a Time – 1ª temporada (2011)


Eu sou uma pessoa que sempre gostou do mundo fantasioso dos contos de fadas que viraram adaptações cinematográficas da Disney. Só para você ter noção, a Branca de Neve e a Cinderela são os desenhos mais antigos do estúdio. Eu sempre costumava ganhar o VHS (er, velha!) de alguma novidade do universo do Mickey e lembro que os da Branca de Neve e A Bela e a Fera ficaram muito desgastados de tanto que assisti. Hoje, só o da Bela e a Fera sobreviveu (junto com o Pinóquio, diga-se de passagem) e não foi jogado fora, porque não deixei minha mãe tocar nele.

Eis que Once Upon a Time chegou para tentar suprir a mente fantasiosa de crianças que se tornaram adultas. Lembro que, quando li sobre a premissa da série, fiquei empolgada e desconfiada. Ano passado, foi o fim da picada para mim quando anunciaram quinhentas versões cinematográficas da história da Branca de Neve (que foram para as telonas este ano) e fiquei ainda mais receosa por conta de uma série nova, cuja minha princesa favorita seria a protagonista. Era fácil acreditar que era um merchandising que poderia dar ou não certo.

A série, antes mesmo de estrear, prometia dar espaço para outras princesas e personagens populares dos contos de fadas, como meu menino de madeira, o Pinóquio. Mas, minha preocupação maior foi com relação à trama ter dois plots: um em que os personagens teriam uma história com direito a um quase felizes para sempre e a vida real da qual eles não se lembrariam de nada do passado e seriam, de certa forma, infelizes. Todos esses itens tinha tudo para ser um prato cheio de falhas e, claro, para o costumeiro fracasso de séries iniciantes.

Para minha surpresa e de muita gente, a série surpreendeu, cativou e virou um coringa na grade da ABC aka Disney.  A cada episódio, Once Upon a Time nos cativa com histórias empolgantes do passado e presente dos personagens, com um ponto de vista um tanto quanto diferente e inusitado. A primeira coisa que pensei, assim que assisti o piloto, foi nas mensagens subliminares que o povo compartilha em blogs sobre a verdadeira moral da história dos contos de fadas. De certa forma, alguns pontos foram usados, muito sutilmente, mas com uma abordagem muito mais inteligente.

Quem imaginaria que a Chapeuzinho seria o lobo mau da própria história?

A premissa de Once Upon a Time começa quando Emma é abordada pelo filho, que ela abandonou muitos anos atrás. O fofo Henry ressurge na vida dela com a intenção de levá-la para Storybrooke, pois a mulher é a única Esperança para salvar os personagens da maldição da Rainha Má. A vilã fez com que todos os moradores da cidade se esquecessem de quem são, como viviam e aniquilou toda a magia da cidade. A meta de Henry é fazer com que Emma acredite que os personagens dos contos de fadas são reais e que precisam de sua ajuda para recuperarem a memória.

O problema é que Emma é cética e não acredita nesse papo de que todo mundo de Storybrooke seria príncipe, princesa, rainha, boneco de madeira, etc., saídos dos contos de fadas. Ao longo da primeira temporada de Once Upon a Time, o pequeno Henry tenta a todo custo fazer a mãe biológica acreditar que existe uma maldição na cidade, por meio de um livro que reconta a história de cada personagem. Essas storylines coincidem e se encontram na vida real, devido a detalhes característicos da personalidade de cada um, mas nem com isso a protagonista acredita no garotinho. Além de ser A Esperança, Emma é filha da minha princesa Branca de Neve ou Mary Margaret, transportada para o mundo real, antes do céu escurecer para todos. Ela é a única pessoa com a responsabilidade de quebrar a maldição.

Além da curiosidade em saber como os contos de fadas funcionariam em uma série de 40 minutos, o elenco também chamou muito minha atenção, por ser formado por figuras não tão populares. Por mais que Jennifer Morrison tenha estrelado em House, ela foi uma escolha tão anônima quanto Ginnifer Goodwin, que só atua no cinema. Os rostos figurantes em cada pôster promocional da série eram, de certa forma, inéditos. Era mais fácil duvidar da capacidade deles a acreditar que todos renderiam uma ótima temporada.

No final das contas, eles fizeram uma grande temporada de estreia para crítico nenhum botar defeito. Once Upon a Time virou um xodó! Goodwin desempenhou muito bem o papel de Mary Margaret (Branca de Neve) e Jennifer surpreendeu ao deixar o lado médico para trás. Chorei litros quando a cidade se voltou contra a personagem de Goodwin, ao descobrirem do affair dela com James (adorei o nome do personagem), ou Príncipe Encantado, o que gerou a revolta da população de Storybrooke.

Outros pontos que me fizeram sorrir, foram os anões e ver que o mais mal humorado deles, o Grumpy (que era Dreamy), ficou ao lado da Snow, assim como no desenho, pois foi ele que mais chorou quando a princesa foi condenada ao esquife de vidro. Os anões eram muito aguardados e me fizeram voltar a ser criança (eu vou, eu vou, para casa agora eu vou *assovios*). A maior surpresa para mim, foi a escolha de Emilie de Ravin, atriz que sou fã de carteirinha, para fazer o papel da Bela. Tudo bem que não curti o cabelo dela escuro, mas Ravin se saiu bem.

Além da Branca de Neve e da Bela, a minha outra expectativa foi com relação ao Pinóquio, pois o menino de madeira também é muito querido. O reencontro dele com o pai na série foi de quebrar meu coração. Só digo que faltou o Fígaro, o gato insolente, na vida do personagem.

A fidelidade dos trajes dos contos de fadas e da história de cada personagem, com algumas alterações muito pertinentes para gerar um suspense maior, foi notável. A empolgação que me dominava toda vez que Once Upon a Time começava, acontecia na abertura da série, com indícios de quem seria a história do novo episódio. Isso foi um atrativo muito bem aplicado, pois gerava curiosidade.

Todos sabem que tenho queda por vilões e com Regina não seria diferente. Lana Parrilla roubou a cena em todos os episódios, especialmente, o que recontou seu passado e os motivos que a faz odiar a Snow White. Ela foi o destaque da temporada, sem sombra de dúvidas. Por mais que todos os personagens tivessem tramas bacanas e conclusões de deixar qualquer um boquiaberto, não há como negar que a Rainha Má levou a série nas costas ao lado de Mr. Gold. Regina foi responsável por grandes perdas, como Graham que tinha uma afeição por Emma e que sempre fará falta, mas ela agregou um suspense inquietante que, por vezes, gerava muita raiva.

No final das contas, Regina provou que não aderiu a uma vida frustrada à toa. Ela é revoltada, pois não conseguiu um final feliz. Por não ter sido bem-sucedida, nada mais justo que tirar a felicidade alheia. O amor a mudou, de maneira que ela se tornasse uma figura insolente e exploradora dos mais fracos. Eu acredito no amor dela por Henry. Se ela não o amasse, o garoto não teria o nome do pai dela (que por sinal, ela sacrificou em nome da vingança) e jamais teria colocado tantos empecilhos para que Emma não conseguisse ficar com ele. Regina só não faz mais atrocidades em Storybrooke, pois sabe que seus atos refletirão na relação com Henry.

Mr. Gold ou Rumplestiltskin foi outro personagem de suma importância, pois deu um gás excelente para a trama ao lado de Regina. Foi muito difícil imaginar a vida dele antes da maldição pegá-lo de jeito e torná-lo uma caricatura mágica (aquela sacudida da cabeça com o dedo indicador erguido é tendência). De fato, acho a história dele a mais interessante de todas. Regina e ele mostraram que as pessoas não nascem más, pois elas ficam malévolas incitadas por algum motivo. Mr. Gold amava Bela e Regina a tirou dele. Sem contar a perda do filho. A Rainha Má vivia em um lar opressivo pela luxúria da mãe e perdeu o amor pela inocência de uma garota.

As expectativas para a segunda temporada de Once Upon a Time são muitas, pois a maneira como a primeira terminou foi uma mega baixaria. Eu fiquei bons minutos parada, pois não botava fé que a maldição seria quebrada tão cedo. O interessante é que o acontecimento teve o timing certo e não deu um sentido ilógico à trama. Outra coisa que merece ser mencionada é que todas as storylines se alinharam no final das contas e se encaixaram de maneira a ter sentido, sem nenhum escorregão.

Emma finalmente deixou de ser cética, quebrou a maldição e todos voltaram a se lembrar de quem eram. Henry sai de um coma (achei genial a sacada da torta de maçã) e o mundo mágico desses personagens incríveis começará a ruir, pois Regina está pronta para a batalha. Juro que nos minutos finais da season finale da série, imaginei que a vilã ficaria sem os poderes, mas lá estava ela, com o sorrisinho sacana para provar que ninguém a derrubará tão fácil.

Minha pergunta é: como Emma lutará contra Regina? Teoricamente, ela não tem nenhuma magia, a não ser a genética herdada pela Branca de Neve e o Príncipe Encantado, e ambos não possuem poder algum. E, outro problema, é que ninguém mais tem poder contra a Rainha Má, só o Mr. Gold. Por isso mesmo que imaginei que a maldição ainda demoraria a se quebrar, pois não há ninguém no nível de Regina para se entregar a um duelo entre o bem e o mal.

Uma guerra entre os personagens de contos de fadas terá início. Quero muito assistir o empenho de Emma e Regina, e se A Esperança conseguirá ter a custódia não oficial de Henry, depois do incidente com a torta de maçã. Quero também que Mary Margaret assuma nessa batalha a personalidade mais voraz (da qual desaprovo) da Branca de Neve, a de caçadora. Quero duelos de todos contra Regina.

Sem contar que estou ansiosa com as participações especiais da segunda temporada de Once Upon a Time. Quero muito ver a atuação do fofíssimo Julian Morris, o Wren de Pretty Little Liars. Fiquei chocada ao saber que Sarah Bolger, a filha injustiçada de Henry da série The Tudors, será a princesa Aurora. Ela mereceu o papel, porque depois de The Tudors não a vi atuar em algo decente. Sem contar em Jamie Chung como Mulan (algo meio ilógico, porque ela não é japonesa), a personagem que foi o marcou o fim do meu interesse pelos contos de fadas, pois tietar o Leo DiCaprio passou a ser mais interessante.

Once Upon a Time foi uma das melhores estreias do ano passado e promete vir com tudo na season premiere, no dia 30 de setembro. Sem dúvidas, assistiremos tramas muito mais ricas e envolventes, que fará qualquer fã da série se descabelar e se emocionar.

5 thoughts on “Once Upon a Time – 1ª temporada (2011)

  1. Temporada realmente ótima… Além de criativa, dinâmica e interessante, nem mesmos a péssima qualidade dos efeitos visuais conseguiram afetar esta linda história que OUAT nos contou…

    Realmente uma temporada que vale a pena ser lembrada…

    Atts

    • Tem esse detalhe dos efeitos especiais Hahahahaha morro com as raízes da Regina na versão Rainha Má. Sem contar o efeito do espelho mágico, TERRÍVEL!

      Mas é mimo Hahahahaha

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