Pilot Review: Elementary (1×01) – Pilot


“Elementar meu caro Watson…”

E se a CBS resolvesse fazer uma versão americana do famoso e querido Sherlock Holmes? Pois bem escusam de procurar respostas imaginárias e podem começar a ver Elementary a fim de chegarem a alguma conclusão. Sherlock e o seu fiel amigo Watson serão sempre uma dupla intemporal, frases como elementar meu caro Watson perpetuarão na história dos romances policiais. A pergunta que agora se impõe é e se levássemos o Sherlock Holmes para Nova Iorque e transformássemos o seu fiel amigo Watson numa mulher, Joan Watson? Tudo isto parece ser uma afronta aos fiéis fãs da personagem e da série da BBC. Mas apesar de trocar as voltas aos fãs da personagem criada por Sir Arthur Conan Doyle, Elementary tem todos os elementos para ter sucesso em terras americanas, tem um personagem com uma personalidade peculiar, uma dupla com potencial, o nome da CBS associado e constitui mais um procedural, sim é só mais um no meio de milhares mas parece que há americanos suficientes para todos eles.

Sherlock muda-se para Nova Iorque a fim de encarar o seu problema com as drogas e fugir ao que tudo indica, uma desilusão amorosa. Depois da desintoxicação, Holmes está pronto para entrar de novo em ação, mas desta vez conta com a presença assídua de Watson. Confesso que ver Watson representado por uma mulher é inicialmente estranho, mas penso que se os argumentistas forem inteligentes podem criar aqui mais uma excelente dupla onde provavelmente a atracão física mais cedo ou mais tarde irá vir ao de cima, quem sabe não nascerá aqui uma nova parceria do tipo Bones-Both, Lisbon- Patrick Jane. A série foi inteligente na maneira como começou, desde o início somos apresentados ao caso do episódio, com a presença de elementos fundamentais para a análise posterior feito por Holmes. Um marido psiquiatra, uma esposa rica, um paciente conturbado são os ingredientes deste episódio. O psiquiatra resolve aproveitar o comportamento compulsivo e violento de um dos seus pacientes para assim conseguir deitar mão à fortuna da esposa, fortuna essa inacessível devido ao acordo pré-nupcial.

Para isso convence a mulher a mudar de estilo de modo a entrar nos padrões do paciente. Apesar de Holmes descobrir o verdadeiro culpado a falta de provas deixa-o sem rumo. Pois bem nada como uma alergia e um saco de arroz para o caso ser resolvido e encerrado. No fim duas mortes, um único culpado, uma dupla formada, e uma série lançada. O facto de ter como base as histórias inventadas por Conan Doyle levará certamente a inúmeras comparações, transformar Watson em mulher e levar a personagem para Nova Iorque foi um risco e certamente os mais fervorosos fãs da personagem mostrar-se-ão revoltados e relutantes perante este novo cenário. Confesso que ao assistir à série lembrei-me bastante de The Mentalist, será que estamos perante o The Mentalist II com publicidade gratuita devido aos alicerces Holmes? A série não dececionou se nos esquecermos da envolvência Holmes, mas num mundo cheio de procedural será que Jonny Lee Miller e Lucy Liu terão bagagem suficiente para carregar a série às costas?

Aspetos positivos:

– O início da série, com a visualização do assassinato e elementos fundamentais da análise de Holmes.

– A inovação, arriscada é certo, mas depois de tantas adaptações das personagens à que tentar fugir um pouco à regra e tentar marcar pela diferença.

– A dupla tem potencial, tudo depende como os argumentistas guiarem o destino dos dois personagens.

Aspetos negativos:

– Caso demasiado visto e previsível.

– A personagem Watson demasiado apagada e sem sal neste primeiro episódio, Lucy Liu precisa dar mais carisma à personagem.

– A escolha dos nomes poderá trazer publicidade mas também muitas críticas por parte dos fãs mais religiosos das personagens. Irá a série perante as mudanças conseguir conquistar esses fãs receosos e resistir à comparação inevitável com a série da BBC?

Trailer:

A Casa não continuará com reviews da série, sendo este um caso excepcional por se tratar do piloto. Caso esteja interessado em fazer reviews desta série aqui na casa entre em contacto com a equipa.

3 thoughts on “Pilot Review: Elementary (1×01) – Pilot

  1. Bom, já começo por dizer que Elementary não é uma série tão ruim… Mas sofre pela ambição de seus escritores e pela ambição de sua emissora.

    Não há, simplesmente não há como não fazer comparações com Sherlock da CBS, e é no momento que são feitas estas comparações é que percebemos o quanto a idéia geral da série é limitada e sem conteúdo.

    O Sherlock de Miller é mais parecido com o protagonista de The Mentalist do que com o verdadeiro Sherlock dos livros ou o Sherlock de Muffat e ainda nem vou falar de Watson.

    E a trama é apenas mais uma procedual, o gênero mor da CBS e provavelmente esta será mais uma série que fará um singelo sucesso no canal.

    Enfim, não estou decepcionado pois era exatamente isto o que esperada de Elementary. Mas sei que poderia ser feito algo muito melhor, afinal, Sherlock de Moffat é um épico, uma das melhores séries da atualidade e segue da mesma premissa do que a mediana Elementary

    Atts

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