Ontem, Hoje e Amanhã: Stefs Lima


Quando se é adolescente, existem muitas expectativas com relação ao futuro. Você está no colegial, à espera do dia em que as aulas infernais chegarão ao fim, para traçar o caminho rumo ao desconhecido. Minha mente funcionava exatamente dessa maneira, alimentada por dramas adolescentes. Eu queria me ver livre da escola e ser gente grande. De fato, seriados teens têm a tendência em oferecer um mundo surreal, onde as coisas dão certo e isso justificava a minha inclinação em ser fã deles.

Mas daí você cresce e se torna mais exigente, não só com a vida, mas com as coisas que faz, assiste e até mesmo se veste…

Ontem – One Tree Hill

A primeira série adolescente que acompanhei do começo ao fim foi Dawson’s Creek, mas nenhuma me representou tão bem, como ainda continua a representar, quanto One Tree Hill. Quando assisti ao piloto da série, percebi que tinha ouro nas mãos, pois a trama, por mais que seguisse o mesmo padrão de tantas outras, tinha um diferencial do qual me identifiquei desde o princípio: os personagens eram pessoas criativas.

Muitas pessoas que assistiram OTH, com certeza, se sentiram inspirados pela amizade entre Haley e Lucas, pela caminhada conturbada da adorável Brooke Davis, pelo dramas – por vezes desnecessários – de Peyton Sawyer, pelo casamento perfeito de Nathan e Haley, pelo desejo de bebericar um café no Karen’s Cafe, entre muitos outros fatores. Confesso que todos esses exemplos que citei, me emocionaram e me farão sentir saudades da essência primordial que me fazia chorar litros a cada episódio.

Os quotes de escritores famosos e conceituados que abriam cada episódio, as músicas de bandas que não eram conhecidas e os desenhos de Peyton são alguns pontos que me ajudaram a mudar algumas vertentes distorcidas da minha mente. Jovens precisam de cultura, precisam se impor com relação ao que gostam, precisam se sentir inspirados por algo e alguém, e foi isso que One Tree Hill trouxe para mim no passado.

Os personagens eram artísticos e isso exerceu influência sobre mim. Lucas era escritor, Peyton desenhava muito bem, Brooke tinha dotes de designer e Haley era musicista. Acrescidos a tudo isso, ocorreram as lutas que todos enfrentaram na transição da adolescência para a vida adulta. O combate deles em aceitar quem são e não temer o futuro foi muito mais realista e de fácil identificação, se comparado a outras séries teens que, em suma, garantem um final deslumbrante para todo mundo.

Toda vez que eu escutava I don’t wanna be era como se encontrasse meu caminho de volta para casa. A turma de Tree Hill foram meus melhores amigos e eu passei a pior fase, como também a melhor, da minha vida ao lado deles. Entre trancos e barrancos, eu perdi muita gente ao longo da caminhada com OTH, como ganhei uma das minhas melhores amigas, a minha anja Brooke Davis. Nós temos muitas histórias para contar, como se realmente tivéssemos vivido em Tree Hill e, no final de tudo, de tudo mesmo, nos mantivemos no mesmo caminho.

Tree Hill realmente foi o lugar perfeito para se viver.

Menções honrosas: Dawson’s Creek, Gilmore Girls, The OC e Everwood.

Hoje – Doctor Who

Séries adolescentes não chamam mais minha atenção com a mesma facilidade que antes, embora as assista de vez em quando. Hoje, prefiro uma dose de fantasia e Sci-Fi. Qualquer um dos gêneros que estiverem sobre a mesa, eu abraço. Troquei a choradeira do universo teen, de início, por Supernatural e não trocaria os irmãos Winchester por uma dose de melodrama nem que me implorassem. Eu tentei me render a outros dramas adolescentes, como ser gleek, mas desisti. É bem mais legal ser caçadora, vampira, companion ou até mesmo uma serial killer como Emily Thorne.

Dessa forma, o que me representa hoje mais que tudo é Doctor Who (e Supernatural e The Vampire Diaries). Por mais que ame de igual para igual minhas séries sobrenaturais ou científicas, o Senhor do Tempo é o primeiro nome que esvai dos meus lábios quando alguém me pergunta qual é minha série favorita nos dias de hoje. Doctor Who me diverte, sem exigir suntuosos níveis de emoção (mentira! O Doutor me faz chorar até mesmo de boca fechada!).

O Senhor do Tempo é meu melhor amigo imaginário (roubei sua ideia, Amy Pond), aquele que me tira do buraco negro por meio de viagens entre o tempo e o espaço, e me inspira com suas ironias e virtudes. Doctor Who simboliza o momento de arriscar, de ver possibilidades em busca do melhor, em querer o universo para si e desvendar o desconhecido. Não há julgamentos no universo Who, pois o Doutor te aceita como você realmente é, pois ele é apaixonado pelos seres humanos e sua magia.

O alienígena de dois corações abraça todas as/os companions e eu largaria tudo para ser uma delas. Graças ao me encontro com ele, não consigo mais me render a séries adolescentes como antes.

Sendo assim, larguei Tree Hill, visitei os Winchester e pulei para me aventurar na TARDIS. De vez em quando, eu também brinco de ser caçadora e finjo ser uma vampira Original, só para dar luz à imaginação. A criatividade dessas séries moldam parte do que sou agora, uma pessoa que tem papel e caneta como melhores amigos e, quando empaco, é só abrir o Photoshop para esquecer a ansiedade e voltar a me sentir inspirada.

E toda essa preferência por coisas mágicas foram iniciadas graças à tia Rowling…

Menções Honrosas: The Vampire Diaries, Supernatural, Game of Thrones, Revenge (a mais ‘n’ da lista).

Amanhã – Revolution

Aonde Eric Kripke vai, eu vou junto (ficou meio trio elétrico, mas beleza!). Minha atitude com relação ao ex-showrunner de Supernatural é basicamente igual aos fãs de Lost e Fringe que perseguem J. J. Abrams. Revolution é mais uma carga para alimentar meu imaginário e contará com essas duas figuras brilhantes no cargo de chefia.

Quando soube de Revolution, confesso que fiquei empolgada, pois com Supernatural, Kripke fez as coisas darem muito certo até a quinta temporada. Lost funcionou até meados da terceira temporada (Fringe continua no pódio com o ouro), mas isso não importa. Trata-se de dois cérebros geniais que tentarão fazer essa nova série ser meu novo hit. Além de ter o nome de Kripke e Abrams, a trama envolve ficção científica e eu já a coloquei no topo das prioridades, cheia de expectativas.

Não estou animada com as novas séries que estrearão na fall season e só Revolution ganhou minha simpatia e curiosidade. Eu espero algo genial vindo de Kripke (especialmente dele por ser o boss da coisa toda) e Adams, pois trata-se de uma série que ganhará vida por meio de dois ótimos produtores que, de certa forma, sabem o que fazem. Esse papo pós-apocalíptico, futurista e, o mais curioso, um mundo sem tecnologia, me atraiu e estou empolgada para a estreia.

Menções honrosas: Broadchurch (adivinhem que fará? Acertou quem disse David Tennant e Arthur Darvill) e Hannibal.

4 thoughts on “Ontem, Hoje e Amanhã: Stefs Lima

  1. Eh Person, sei bem o que é ter boa parte da vida regada por dramas teens. Ah como nos transferimos a eles, não é???
    Sou ligada totalmente aos dramas familiares, because of reasons rsrsrs, então OTH, The O.C e principalmente Everwood ditaram meus caminhos, minhas fugas, minhas perguntas e a eterna busca por respostas, que as vezes pareciam sair da boca destas personagens que tanto amei e me identifiquei.

    O Sr. do Tempo, este ai preciso embarcar, mas um dia chego lá, prometo prometo mesmo SyFy não sendo meu genre favorito.

    Esqueço que o Mr. Kripke é o cara por trás de tudo que tu gostas rsrssrsr, então faz sentido sim ter expectativas com Revolution, mesmo o piloto sendo um zzzzzz, assistirei pelo querido Billy Burke, sim amo o Papa Swan – coitado – então darei uma chance, mas tudo que envolve Kripke e Abrams sabemos o destino, então é bom curtir enquanto dá.

    XOXO

    • Dramas tem horas que funfam e tem outras que não são convenientes. Eu cansei de drama só isso Hahahahaha mas não quer dizer que não assista, vc sabe, mas acabo achando besta kkkkkkkkkkkkkkkk

      O Docktah já desisti de vc cha*HAUHAHUAHAUAHUAHUAHU

      Billy Burke é divo, além do Kripke ele foi a motivaçao de assistir tbm. Curto o tio Hahahaha

  2. Tb devorei One Tree Hill nas primeiras temporadas, mas tal como tu a primeira serie teen que acompanhei foi Dawson Creek.Mas OTH era um vício, quantas vezes fiquei acordada até ás tantas para ver todos os episódios dispoiniveis. E claro a Brooke Davis a minha personagem favorita. Quanto à de Hoje já ouvi falar mt em Doctor Who mas n sei se fará mt o meu genero. Qnt a revolution já saiu o piloto já vi, não apaixona mas pelo menos não desilude. ****

    • Nossa, além de ficar varada na noite com OTH e assistia todos os episódios de novo, tinha aquelas comunidades de quotes no Orkut, era mto surtada com OTH Hahahahahaha

      Revolution eu gostei gentxi HAHAHAHAAHHA é mto amorrr (L)

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