Doctor Who (7×01) – Asylum of the Daleks


Quando vi a confirmação do nome do primeiro episódio da sétima temporada de Doctor Who dei saltinhos em círculos. Para quem me conhece bem, sabe que os Daleks são as criaturas que mais adoro e senti muito a falta deles nas duas temporadas passadas. Eles fizeram algumas pontinhas até aqui e, pela falta de um, ganhei milhões deles cheios de entusiasmo e honrarias com os jargões brilhantes que fazem qualquer whovian vibrar. Neste retorno da saga do Senhor do Tempo, os inimigos tops do alienígena de dois corações não deram folga e trouxeram uma grande surpresa: a participação da nova companion, que ainda não é companion, Jenna-Louise Coleman.

A história começa com a narrativa sobre o homem que morreu no tempo e, de acordo com a lenda, ele tinha sobrevivido. Em clima de muito suspense, eis que o Doutor surge na penumbra para enfrentar os Daleks em Skaro, o planeta natal deles. Tudo parecia ser uma batalha de vida ou morte, mas os lindos “saleiros” surpreenderam tanto a mim quanto ao Doutor, por pedirem para serem salvos. Se eu estava com saudades de alguns Daleks, Moffat me deu inúmeros e a tomada de câmera no Parlamento dos Daleks fez meu coração bater na garganta em êxtase. Eu realmente sentia falta deste bando de insolentes.

Mas não celebrei tanto quanto a aparição de Amy e Rory. Para quem acompanhou a minissérie dos Ponds (Pond Life), sabe que foi um “spin-off” que antecedeu o novo status do meu casal querido, o de divorciados. A ruiva que se rendeu ao mundo da moda, algo que Karen Gillan sabe fazer muito bem, se apresentou como uma pessoa totalmente diferente e Rory nem parecia o cara molenga das temporadas passadas, totalmente frio com a garota que ama desde a infância. Eu fiquei chocada com a maneira como eles se trataram, pois estava mal acostumada devido a fofura que eles têm um com o outro.

Quando Rory diz que ela estava ocupada fazendo beicinho para as câmeras fugi para as colinas, pois a fala foi sensacional, algo que jamais imaginaria que sairia da boca dele sobre Amy. Os Pond foram capturados pelos Daleks e embarcaram na missão do Doutor no Asilo dos Daleks, no Alaska. As cenas foram eletrizantes e compensaram os meses de abstinência do seriado. No local estavam os velhos Daleks, aqueles que não deram certo na conversão, com a fantasia de “saleiro de metal”, minha versão favorita. Achei demais misturarem a palavra ‘eggs’ com ‘ex’ que, na verdade, deu voz à minha amada palavra: EXTERMINATE. Outros pontos que Moffat me fez feliz foi reviver o ego dos Daleks e seu conceito de beleza. Não tem como não rir toda vez que um deles fala isso. As criaturas roubaram a cena como a muito tempo não faziam e eu gostei muito.

Eu cogitei uma batalha entre o Doutor e os Daleks, mas isto não aconteceu, ainda bem. O Senhor do Tempo foi o predador responsável pela invasão no Asilo dos Daleks. Aquele coro de save the daleks ainda está na minha mente como uma música, pois a alta tecnologia desta cena me deixou de queixo caído. Ficou espetacular! Entre fazer os Daleks felizes e evitar que Amy se tornasse um dos fantoches das criaturas malignas, um deles se sobressaiu e foi aquele que pertenceu a Jenna. A atriz interpretou Oswin, a garota do suflê e ela teve como missão encantar a nação whovian antes de virar a companion que substituirá os Pond.  Confesso que até gostei da atuação dela, mas a personagem me lembrou demais a Amy no começo da quinta temporada. O jeito serelepe e as insinuações para o Doutor ficou muito parecido com o da ginger quando era solteira.

Contudo, adorei as cantadas dela para o Doutor e a menção do queixo saliente dele (do Matt, na verdade). O mesmo vale para Rory, quando Oswin mencionou o nariz do personagem (do Arthur, na verdade). Moffat e sua aptidão em dar destaque às partes mais inusitadas (e sexies) do elenco. Oswin deveria ter soltado uma cantada para as pernas de Amy também, achava digno, ainda mais porque ela teve uma fase onde uma tal Nina era seu interesse amoroso. O que importa é que morri de rir com o Doutor e com o jeito espontâneo de Oswin.

A cena da qual o Doutor encontra Oswin na verdadeira versão de Dalek foi um baque tremendo. Senti falta de ser pega de surpresa pela trama de Doctor Who e desta vez não foi diferente. Foi muito estranho ver um Dalek insistir em dizer que é humano e ficar entristecido por ter se tornado uma criatura vil e cruel. Para não ser um Dalek, basta não ter QI. Por ter sofrido a conversão completa, a jovem tentou convencer o Doutor de que não é um monstrinho em forma de saleiro e eu comecei a chorar feito uma boba. A participação da garota do suflê foi realmente de suma importância, pois além de fazer o Time Lord vencer mais uma batalha ao lado dos companions, ela fez com que os Daleks se esquecessem dele. A ideia foi genial, mas fiquei chateada porque, pelo visto, não haverá mais a presença dos inimigos do Doutor (pelo menos, por enquanto).

O bom entendedor deve ter percebido que o episódio teve duas jogadinhas básicas (cadê a River para pronunciar spoilers?). A primeira foi quando Oswin pede para que o Doutor se lembre dela e a jovem lança aquele olhar sapeca como se desse o recado para quem assistisse também. A segunda foi a questão da perda de memória dos Daleks que, juntos, entoaram em uníssono o lindo Doctor Who?. A pergunta mais antiga do mundo virou até hit para uma dancinha do Senhor do Tempo dentro da TARDIS e deu para perceber que a questão não será respondida tão cedo por mais que nos descabelemos para saber.

Toda a ação do episódio foi ofuscada, de certa forma, por Amy e Rory. Eu fiquei sem chão quando ele resolve ser frio e lógico e diz para, até então, ex-esposa que é a pessoa que mais ama dentro do relacionamento e resolve se sacrificar por ela de novo. Os saleiros aniquilam o amor primeiro e, por saber como Rory é louco pela Amy, acredito que isto demoraria semanas. O sentimento que os une é muito forte. O golpe baixo da briga do casal foi quando ele menciona à espera de dois mil anos pela garota. Este foi o marco da história deles e achei lindo ter voltado à tona em um momento tão crítico.

Entre muitos tapas na cara de Rory, eu não sabia se chorava ou se dava um abraço imaginário nos dois. O Doutor agiu como cupido pela milésima vez e atiçou o terreno dos Pond para que eles acertassem as coisas logo de uma vez. Amy pode ser fria em alguns momentos, mas ela jamais deixou de amar Rory. Ela o escolheu no lugar do Time Lord. Meu coração ficou aos pedaços quando a ginger revelou a verdadeira motivação de ter expulsado o marido de casa. Ela abriu mão dele para não submetê-lo a uma vida sem filhos e sacrifícios deste tipo nunca são fáceis de fazer.

Também fiquei sentimental pela causa do divórcio. Demon’s Run ( do episódio A Good Man Goes to War) acabou com o sonho dos Pond em serem pais pela segunda vez e não adianta dizer que eles têm River, pois não é a mesma coisa. A filha deles é uma perdida no tempo e nada se compara para uma mãe e um pai ver o filho crescer sob seus cuidados. As lágrimas da ruiva me doeram bastante, pois de uma forma ou de outra, ela é esforçada. Não poder engravidar nunca mais realmente balança qualquer casamento e eu fiquei desesperada com medo de que eles se separassem para sempre (veja bem, eles vão sair da série e já me preparo para uma tragédia. O mínimo que deve acontecer é ambos estarem juntos para lidarem com os weeping angels).

O Doutor assumiu o papel de predador e mostrou toda a sua revolta e desgosto com relação aos Daleks. Matt me surpreendeu demais nesse retorno da série, pois ele realmente incorporou a raiva do Senhor do Tempo com relação aos inimigos. Eu não imaginava que ele fosse conseguir ser tão intenso com a ira eterna com relação às criaturas, tão irônico com o pedido de ajuda deles, tão humano por tentar salvar Oswin e não ter perdido o bom caráter, só porque a garota tem um formato de saleiro. O Doutor estava brilhante, se deparou com a morte algumas vezes de maneira a me fazer gritar e honrou o papel de vela quando aconteceu o beijo dos Pond.

Steven Moffat foi o autor deste episódio incrível, impecável, impactante, cheio de suspense e muito emotivo.  Eu assisti o retorno de 3 personagens que amadureceram muito. Doctor Who terá um gás incrível para as próximas tramas que prometem ser tão boas quanto esta. Eu fiquei realmente sem ar com a nova abertura da série e a qualidade dos efeitos especiais. Por um episódio como este, dá para esperar e imaginar o que nos aguarda daqui para frente. Eu adorei tudo do que começo ao fim e mal posso esperar para o próximo sábado.

Posso dar um DEZ? Posso sim, porque merece!

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