Doctor Who – 6ª Temporada (2011)


A 6ª temporada de Doctor Who foi um misto de comédia, revelações, suspense e choradeira. Já ouvi muitos whovians comentarem que esta foi a temporada mais fraca, o que me faz discordar. Na minha singela opinião, ninguém amarra uma trama tão perfeitamente bem como Steven Moffat e a equipe por trás do seriado britânico, que realmente extrapolaram nas expectativas com relação à nova storyline do 11º Doutor e seus companions. Pode ter faltado aquela sensação de querer saltar da cadeira, como aconteceu na virada da terceira para a quarta temporada, mas o elenco conseguiu fazer ótimos episódios.

Confesso que esta temporada não é minha favorita, mas a amei de qualquer jeito. Sou suspeita para falar de Doctor Who, mas simplesmente não consigo apontar tantas falhas no roteiro, como acontece em muitas outras séries das quais assisto (Pretty Little Liars, por exemplo). Viver no mundo do Senhor do Tempo e torcer para que algum dia a TARDIS estacione na porta da minha casa, me faz esquecer de muitos seriados espalhados por aí. Por mim, só existiria Doctor Who e tudo ficaria lindo para sempre.

Lembro que, quando assisti The Impossible Astronaut, o primeiro episódio desta temporada, quase dei um chute no meu computador. A série retornou a fim de arrancar o coração dos fãs por causa da cena em que o Doutor “morre”. Foi realmente desesperador! Quando me dei conta, abri o berreiro ao lado de Amy Pond e admirei o autocontrole de River Song com o que acontecia diante dos olhos dela. Estava tudo acabado! Foi uma maldade extrema ter que imaginar como seriam os próximos episódios “sem” o Doutor que “havia” batido as botas.

Foi aí que percebi que as coisas ficariam mais quentes. Quem mataria o Doutor? Por quais motivos? A resposta veio com as criaturas de pele lodosa, The Silence, que foram as estrelinhas da temporada. Foi realmente bem pensado a maneira de lidar com estes seres e como eles acarretaram um comportamento bizarro entre Amy, Rory e River. O episódio que se seguiu, Day of the Moon, foi eletrizante, um dos meus top 5 desta temporada, e que me deixou feliz por ter dado uma dobradinha de Mark Sheppard, meu amado Crowley de Supernatural.

Estas figuras prenunciaram o futuro do Doutor, ou seja, a morte dele. A curiosidade era saber como o “silêncio cairia” e quem seria o responsável pelos tiros no peito do Time Lord. Claro que as respostas não foram dadas de cara, Doctor Who nunca faz isso, pois o objetivo da trama sempre foi nos deixar envolvidos para raciocinar de acordo com o QI de Moffat, pois ele é mestre em soltar dicas sutis ao longo dos episódios. Foi preciso ter uma mente fotográfica ou rever os episódios para tentar adivinhar alguma coisa na nova storyline.

A evolução do eleventh

Matt Smith teve a responsabilidade de ocupar a vaga deixada por David Tennant, o Doutor preferido pela nação whovian espalhada ao redor do mundo, desde a quinta temporada. Foi uma responsabilidade gigantesca nas costas do ator que era um novato e que foi responsável em dar um up tecnológico em Doctor Who. Tennant fez um incrível trabalho em três temporadas e Smith conseguiu um sucesso muito positivo, pois caminha para a terceira rodada como o Doutor. Algo bem merecido, pois esta temporada foi a que mais exigiu da sua interpretação e ele não decepcionou.

A carga emocional do 11º Doutor foi um tanto quanto surpreendente, pois estamos acostumados a ver o alienígena (em suas versões anteriores) abatido por motivos de guerra; irônico com algo que, particularmente, foi mal dito; revoltado quando machucam as pessoas que ele ama; e chateado quando ele não consegue reverter algum problema do presente, do passado ou do futuro. Achei o personagem no limite da razão nesta temporada, em um misto de raiva e redenção por saber que seus dias estavam contados. Mas ele continuou firme na missão de explorar o universo ao lado dos companions.

Foi na quinta temporada que o Doutor teve importantes experiências humanas, como o jogo de futebol com o amigo Craig.  E é no final da temporada, em Closing Time, que o alien de dois corações recorre ao amigo de novo, volta a sentir a graça de ser humano e se apresenta mais sensibilizado por saber que ele não escaparia da morte iminente. Ri demais quando acharam que o Doutor e Craig eram homossexuais e nem preciso comentar da relação dele com Alfie e sua habilidade em falar língua de bebê.

O Doutor estava diante da morte, não pela primeira vez. Se fosse só isso, tudo bem, mas a responsável que interromperia sua viagem entre o tempo e o espaço era River. Esta revelação realmente me deixou em êxtase, pois imaginá-la como uma malvada e sem coração era algo impossível. Se não bastasse ter ciência de que morreria, o alienígena teve que encarar a mulher que o ama, guiando-o a um desconhecido e fantástico final.

Ficou evidente em todos os episódios, mesmo que superficialmente, o quanto o Doutor estava muito emotivo e lutou contra os sentimentos mais obscuros e os mais ligados às sensações humanas. Quem não chorou quando ele derramou as primeiras lágrimas, todo sorridente, ao rever os Pond no especial de Natal?

River Song aka Melody Pond

Amy e Rory começam a sexta temporada muito bem casados e são pais de uma criança que foi concebida na TARDIS. Demorei um pouco a entender os motivos de Amy ter sido tão perseguida, mas ela é marcada como uma peça importante na vida do Doutor desde a rachadura no quarto dela. Amy tem em seu ventre a arma que mataria o Senhor do Tempo, ou seja, Melody Pond. O bebê dos Pond seria aquele que apontaria para o alienígena na roupa de astronauta, lhe permitindo um último suspiro antes de padecer, sem chance de se regenerar.

Eu fiquei muito surpresa com o desenrolar da história de Amy e Rory. Não esperava que ambos fossem engrandecer na série e ficar tão fortes a ponto de receberem uma trama tão bem elaborada e bastante meticulosa, que ficou muito convincente. Eu jamais teria pensado em uma reviravolta tão grande com relação ao casal e River Song, como aconteceu em A Good Man Goes to War, que foi o episódio decisivo e responsável em revelar quem era River.

River aparece na série desde a quarta temporada e lançou o famoso e adorável spoilers para enfurecer o Doutor e nos irritar também. A mulher cresceu ao longo da quinta temporada, chegou de mansinho como se fosse apenas uma vingadora do futuro, e arrasou ao revelar que era a filha de Amy e Rory, aka Melody Pond. River tem o sarcasmo da legs e o lado engraçado do nose, e foi estranho e divertido olhar para mãe e filha, que deveriam ocupar posições contrárias, na season finale.

Let’s Kill Hitler foi um dos melhores episódios da temporada, pois o outro lado de River é revelado. Não tem como explicar como este episódio foi lindo e perfeito. River é uma “Senhora do Tempo”, por ter sido “feita” dentro da TARDIS. Achei sensacional terem colocar uma mulher com as mesmas capacidades de um Time Lord. Ela pode manejar a nave do Doutor e se regenerar. Fico até em dúvida em quem cria mais caso com a regeneração, se é River ou o Doutor. Bem que eles poderiam passar por este momento de embaraço juntos na sétima temporada, seria um máximo.

No geral, Matt Smith e Alex Kingston tiveram uma interação incrível e, sem sombra de dúvidas, formam um casal brilhante e que merece ser explorado na próxima temporada.

The Legs and The Nose

A história da infância de Amy Pond e Rory Williams foi pertinente, pois vemos como a relação deles se moldou e amadureceu. Não que precisasse de uma explicação, pois a maneira como a ruiva tratava Rory era realmente muito autoexplicativa. A ruiva “nunca foi de ninguém” e sempre foi sapeca, com o ácido sarcasmo escocês. Rory sempre foi muito tímido para dizer que gostava da garota e continuou destrambelhado e inseguro com o aparecimento repentino do amigo imaginário da esposa. Este plot foi muito engraçado e não me canso de revê-lo.

Também gostei da maneira como o casal evoluiu na sexta temporada de Doctor Who. Inserir Rory nas viagens entre o tempo e o espaço, de maneira que ele não ficasse perdido, foi uma opção arriscada, mas que deu certo. Os Pond receberam forte atenção, tiveram uma storyline bem conduzida, que foi concluída com extremo sucesso. Quem não dava nada para Amy e Rory deve ter se espantado um pouco, pois nem eu acreditei no quanto eles seriam importantes, a ponto de serem pais da River. Foi algo inesperado e, ao mesmo tempo, genial.

Se comparado às demais companions, Amy e Rory só perdem em grau de importância quando o assunto é Rose, que ficou tão marcada ao lado do 10º Doutor, que parece que o 11º não sente nada por ela. Eu achei meio falho isso, mas tudo bem. Donna e Martha também foram especiais, talvez foram as que mais trabalharam ao lado do Doutor, mas infelizmente, não passaram de uma temporada para a tristeza de muitos whovians. Pode até ser meio injusto, pois até eu queria que Donna ficasse mais na série, mas não foi possível.

A guinada que os Pond tiveram respondeu todas as lacunas que guiavam, especialmente Amy, desde a infância. O episódio The Girl Who Waited deixou evidente o quanto sua confiança no Doutor extrapola limites e o quanto ela lutaria por ele, sem contar que o coração, por vezes egoísta dela, pertence a Rory.

Episódios Favoritos

Além dos citados neste texto, na minha lista também estão The Doctor’s Wife, pois foi incrível ver a TARDIS na sua “forma humana”, ideia maravilhosa do meu querido Neil Gaiman. Listo também The Wedding of River Song. Não curti muito The Rebel Flesh, porque ele foi meio sem pé e nem cabeça, e as atuações foram bem fracas.  Porém, ele deu viés à trama principal da sexta temporada de Doctor Who, a descoberta da identidade de River.

Não tenho do que reclamar desta temporada, pois ela foi uma verdadeira caixinha de surpresas. O lado maravilhoso de apreciar Doctor Who é que as chances de você se decepcionar são nulas, pois você é automaticamente alimentado com curiosidade e expectativa, além de ficar envolvido a um universo sci-fi que sempre garante episódios de qualidade, mesmo que alguns sejam mais fracos que outros.

A série retorna no dia 1 de setembro, marquem na agenda whovians!

E eu estarei aqui para desvendar a pergunta mais antiga do universo:

Doctor Who?

 

3 thoughts on “Doctor Who – 6ª Temporada (2011)

  1. Nao gostei da quinta temporada. A serie ficou muito fraca, estou desistindo de assisti-la por causa dessa temporada. Foi muito ruim, nao empolgou e nao teve cenas brilhantes como nas 4 temporadas anteriores. Os episodios foram maçantes, nao trouxe episódios que empolgassem.

  2. Ia ser mais divertido e emocionante se. A. Dona voltasse o melhor “Doctor Dona” como uma senhora do tempo e ela lenbrace de tudo. O que tinha acontecido imagine três Doctor Dirigindo a tardis ia ser emocionante imagine três cérebros pensando au mesmo tempo ia ser brilhante cada um tendo uma chave sônica salvado o universo juntos como uma equipe

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s