Ontem, Hoje e Amanhã: Dinis Pereira


Prestes a entrar na melhor época do ano para um serieólico como eu, a fall season, é a altura indicada para olharmos para trás e refletir sobre aquelas séries que nos marcaram, que já trazem saudade, apertam no coração; aquelas que estão presentes ainda, que são especiais e que significam algo para nós; e aquelas que estão por vir, por estrear, que com certeza irão ficar na nossa memória.

Vamos começar por olhar para o passado.

Ontem: Heroes (2006-2010)

Voltamos no tempo até 2006, ano onde Heroes estreou. Heroes marcou-me imenso. Foi a primeira que vi do início ao fim, que me fez entrar no mundo das séries. Comecei a ver cá em Portugal por volta de 2007/2008, quando já passava a 2ª temporada nos USA. A partir daí nunca mais parei. A série conta-nos a história de um grupo de pessoas, espalhadas pelos US, ou até no Japão, que, depois de um eclipse, ganham habilidades sobrenaturais, tais como viajar no tempo, ou voar, ou auto-regeneração. Eles vão ter de aprender a lidar com as suas novas habilidades e tentar viver uma vida normal com isso, e ao mesmo tempo salvar o mundo, salvando a bela cheerleader (a lindíssima Hayden Panettiere) das garras do comedor de cérebros Sylar (Zachary Quinto). A história foi-se perdendo a partir da 3ª temporada, ficando confusa, e penso que um dos pontos fracos foram que os criadores mataram tudo que é personagem principal, mais importante, mataram as personagens interessantes. A série foi cancelada ao fim de seis volumes, divididos em 4 temporadas, com a promessa de finalizarem a série num sexto volume, numa mini quinta temporada, ou até num filme. Mas até hoje, com muita pena, ainda não houve uma conclusão da saga dos nossos heróis. Entretanto, maior parte do elenco já se encontra a fazer outros trabalhos (incluindo Hayden, que vai entrar em Nashville, uma das novas apostas da ABC). Recordo com saudade Hiro, Claire, Matt, Nikki e os outros, numa série que foi pioneira para mim, e muito lhe devo.

Hoje: Gossip Girl (2007-2012*)                                                 *última temporada ainda não estreou

Saltamos para 2007, até hoje, onde encontramos a outra série que me marcou imenso: Gossip Girl. Com o cancelamento (injusto)de The OC, os fãs precisavam de um novo consolo, e eis que Josh Schwartz criou esta série baseada numa coleção de livros homónimos. Localizada em Nova Iorque, no chique bairro do Upper East Side, Gossip Girl conta-nos a história de um grupo de “amigos”, pela voz de uma blogueira anónima, que dá o nome à série. A trama, nas primeiras temporadas é viciante e tem qualidade, alguns atores são bastante promissores, e outros são mais chatos, mas sempre manteve uma boa qualidade nas suas primeiras temporadas. GG sofreu a sua primeira deformação quando houve a transição do secundário para a universidade, coisa que maior parte das séries teen não consegue lidar bem, e apresentou uma temporada mais fraca. A quarta temporada teve um ótimo começo, até meio da temporada, onde nos mostrou a pior parte de toda a série. Agora nesta quinta temporada, vemos uma GG renascida das cinzas, voltando aos tempos de glória, não na totalidade (não podemos ter tudo), mas está a dar mais gosto assistir. Esta série acompanhou e ainda acompanha toda a minha adolescência, por isso é tão especial para mim. Eu e os meus amigos costumávamos, e ainda costumamos ver, e no fim comentávamos todos. Marcou mesmo estes últimos anos, e acho bonita a coincidência de que a série vai acabar este ano, ano também em que eu entro na adulthood. E será neste ano que se fecha o ciclo, daquela que é o guilty pleasure de muitos, incluindo o meu.

Amanhã: 666 Park Avenue (2012-  )

Damos um salto até aos dias de hoje, mais precisamente para dia 30 de setembro, data de estreia de uma das mais aguardadas séries da fall season: 666 Park Avenue. Adoro o tema sobrenatural, tenho uma preferência por bruxas e espíritos, e assim que vi que a ABC ia adaptar o livro homónimo para série, eu pensei logo “esta série já está na minha lista”. Quando anunciaram Vanessa Williams como um dos principais papéis, eu estava vendido. A série conta-nos a história de um casal que se muda para o Upper East Side (bem, acontece de tudo nesta zona, um dia tenho de ir lá visitar), para tomarem conta de um prédio antigo, só que este parece estar amaldiçoado, sendo que os donos fizeram um pacto com o demónio. Contando com um elenco bastante apelativo, esta promete ser um dos grandes sucessos do ano, e acho que não vai desapontar. Acho que 666 PA vai ser uma grande série, tem potencial para isso, e espero que fique nas nossas memórias, e principalmente, nos nossos ecrãs, por muito tempo.

Acabada esta pequena viagem, só me resta esperar ansiosamente por mais episódios emocionantes destas e de muitas outras séries que preenchem o meu mundo (e o meu computador, e o meu horário, inclusive o meu horário de estudo…)

E soltem a Fall Season!

6 thoughts on “Ontem, Hoje e Amanhã: Dinis Pereira

  1. Heroes é sem dúvida uma das séries do passado! Quanto toda a gente à minha volta falava mal da série, por alturas em que realmente ela começou a descambar, eu mantinha-me uma firme defensora da série. Muita pena que acabou de uma forma aberta, sem darem um final à série… Mas sem dúvida das melhores que já vi, com meus ingredientes preferidos.

    • E eu a pensar que Heroes já tinha sido esquecida! Afinal ainda está bem viva na nossa memória. É verdade, às vezes a sua qualidade era duvidosa, principalmente quando resolviam matar toda a gente, mas eu também lutava até ao fim por Heroes…
      E é verdade, deviam ter dado um final digno, aquele final aberto deixou muitas expectativas!

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