Glee – 3ª Temporada (2011)


A quase um mês do inicio da nova temporada, olha a Glee Mamma aqui outra vez a falar desta série que amo e odeio desde 2009. Acho que fazer um resumo da temporada não se faz necessário, até porque meus quilométricos reviews já fazem isto semana a semana….

Minha jornada com a série foi realmente surreal e em milhões e milhões de palavras e com os olhar atencioso e carinhoso dos poucos ainda corajosos, expressei através das minhas reviews tudo aquilo que a série simboliza a mim, seja a positiva ou negativa.

Tornei-me PHD no quesito “Loser Like Me”, mas este “grande poder” trouxe “grandes responsabilidades” após tamanhos tropeços e trollagens da temporada anterior. Glee entrou em seu terceiro ano, o ano da formatura, com um “compromisso” praticamente impossível: recuperar a boa brisa que ventava a seu favor, esta proporcionada por sua temporada de estréia.  Mas foi seu segundo ano que lapidou consideravelmente suas chances, afinal tanto a mídia, como o publico, pareceu se incomodar ou no linguajar direto, “encheu o saco” de acompanhar uma série cheia de temas e morais da história exageradas, além dos problemas estruturais, seja de desenvolvimento da trama como de suas personagens.

Os primeiros seis episódios desta temporada apresentaram uma maturidade e continuidade há tempos desconhecida, rendendo claro mais drama do que comédia – um dos grandes percalços de Glee – mas ainda proporcionando simbologias, fortes relacionamentos e principalmente, a abertura de ciclos antigos e novos, como o futuro de Rachel e Kurt, a relação de Mike e seus pais, a exploração da sexualidade de Santana e a tão aguardada aparição de Beth, a pequena filha de Quinn e Puck, adotada ao final da primeira temporada pela Shelby.

Apesar de muitos sentirem que a trama do musical “West Side Story” se arrastou por demais, ela conseguiu integrar diversas personagens, dando funções a alguns que ficavam de plano de fundo, como Artie, que se aventurou no mundo da direção e mesmo pra criar suberfugios, deu a Mercedes Jones o papel de Diva que ela tanto clamou. Alguns problemas recorrentes voltaram com força total e a personagem mais instável e mal elaborada, Quinn Fabray, continuou a andar as escuras, principalmente quando emerge como revoltada do McKinley, cujas ações auto-destrutivas somem num piscar de olhos saem de cena, quando esta resolver iniciar sua saga psicótica para recuperar a pequena que escolher abandonar.

Estas pareceriam ser as preocupações iniciais da temporada e se o ritmo se manteve-se assim, pelo menos minimamente estável, acho que Glee conseguiria recuperar o status que tinha, ou pelo menos, a visibilidade que tinha e isto não digno somente em números no rating.

O grande problema sempre será a famosa “Campanha Eleitoral Comportamental e Socio-Cultural”, ou seja, a constante tentativa de levantar e abordar temas recorrentes da sociedade. Ao meu ver não há problema algum em fazê-lo, porém se achávamos que o aumento da equipe  técnica e o staff de apoio na sala de escritores fariam as coisas melhorar, hum, acho que por um lado não melhoraram tanto assim.

Qual o propósito de abordar a adoção e as dificuldades de uma mãe solteira se ao fim a coloca a dormir com um aluno, que por sinal é o pai de sua pequena filha? Qual o propósito de tirar uma garota lésbica do armário se no momento seguinte a coloca a cantar o hino clichê “I Kissed A Girl”? Onde está a profundidade em inserir uma trama minima onde uma personagem apanha do marido em meio a outros acontecimentos? Quão apelativo foi recuperar uma personagem a tempos esquecida e colocá-la a cometer suicídio, por melhores que tenham sido as intenções de discussão deste grave tema. Estas são algumas das tramas que só preenchem espaço, este que já é bem limitado a considerar o molde dramédia musical da série.

Por outro lado, Glee continua a acertar com maestria em sua produção, a utilizar de diálogos ágeis, contemporâneos e ácidos para ditar o ritmo; também acerta boa parte das vezes em seus números musicais, estes que normalmente dão o fio central da história e como não se apaixonar com os episódios das Seletivas, Regionais e o melhor deles, as Nacionais, porém nem tudo é feito de boas quotes e grandes hits, chegando ao ponto, alias a um certo tempo, de nos deparar com um programa de TV no qual não se pode e deve por motivos de saúde mental e física, – sugestões de quem sabe do que fala – conseguir exigir mais do que este pode nos dar.

Continuei a me emocionar, a torcer por certas personagens – Rachel Berry em suma – principalmente com tanto caminhos diferentes que ela trilhou nesta temporada, mmas percebi que assisti esta fase final com o sentimento de despedida completo e não foi preciso só o título da Season Finale, “Goodbye” para me fazer compreender, entãoquando se dedica a algo tão intensamente como fiz neste anos, certas coisas tornam se inevitáveis.

Glee encerrou sua JOURNEY da maneira mais DONT STOP BELIVIN possível e mesmo com tudo que pretendem para a Season 4, a qual ainda me oponho, não terei motivação a torcer por este reboot, pois a tirar o núcleo NYC com minha amada pequena grande estrela, todo o resto parece ser o mesmo do mesmo, principalmente com o aumento excessivo de personagens e a considerar que dividirão um episódio entre dois ambientes.

Se ainda nutrem expectativas ou minimo de curiosidade com que está por vir, estou no pico da incredibilidade, afinal já disse meu “Goodbye” sem aquele gostinho de “See you later”, pois prefiro preservar quanto esta série mudou minha vida a ponto de vê-la liquidar tudo que mesmo a sua forma bipolar e equivocada, conquistou. Como diria a Cher “Do You Believe in Love after Love?”.

Então peço a vocês, caso consigam, que mantenham a chama acessa, pois a minha por agora entrou em extinção e nem as pedras e os homens das cavernas conseguirão

E abaixo, considerando que Glee é feito de momentos, eis aqui minha indicações do melhor e do pior nesta temporada:

Glee Awards Season 3

Melhor Trama: “O Sonho em conquistar NYADA” com Rachel e Kurt

Pior Trama: “Eu, Meu Pai e Minhas Duas Mães”com Beth, Shelby,Puck e Quinn

Melhor Personagem: Rachel Berry

Pior Personagem: Mercedes Jones

Personagem Surpreendente: Becky Jackson & Sugar Motta

Personagem Insignificante: Joe Hart

Melhor Relacionamento: Hummelberry

Melhor Episódio: “Nationals”  e “The First Time”

Pior Episódio: “I Kissed A Girl” e “Spanish Teacher”

Melhor Episódio Temático: “Michael”

Melhor Citação: ”Mr. Schue, when i met you i was just an annoying jewish girl with two gay dads and a very big dream. Today, i stil have two dads, and i’m still jewish, and i’m probably just as annoying but i stand before you headed to NYC come hell or high water and i can honestly say that i couldn’t have done it without you, and i will carry you every step ot the way, so congratulations. No one deserves this more than you. We love you and this is for you”

Melhor Momento “Tô em choque”: Suicídio do Karofsky

Melhor Momento “Rouba Cena”: “Boogie Shoes”  com Unique

Melhor Momento  “Vergonha Alheia”: “Little Less Conversation” com Mr. Schuester

Melhor Solo: “Without You” e “Because You Love Me”

Melhor Dueto: “Smooth Criminal”

Melhor Performance de Grupo: “Paradise By Dashboard Light”

Melhor Glee Version: “Rumours Has It/Someone Like You” e “How Will I Know”

7 thoughts on “Glee – 3ª Temporada (2011)

  1. Hello! Concordo com praticamente todas as nomeações, sem dúvida. Com detaque para o dueto em Smooth Crimina, em que realmente foi dos melhores esta temporada… Vi e revi vezes sem conta! Toda a cena está espectacular, sem falar que gosto bastante de ouvir Naya. Muito bom que tenham dado mais destaque a ela em termos musicais nesta temporada! De resto, o momento choque não poderia ter sido outro senão o do suícidio, e Becky foi realmente uma agradável surpresa…

  2. Faço de tuas belas palavras, as minhas palavras Mama…

    Uma jornada se encerrou no final desta temporada e não sabemos ao certo o que esperar da próxima.

    Porém curti esta temporada em momentos, o ame ou odeie esteve em demasiada evidências e os momentos unicos que apenas Glee consegue nos transmitir estavam bem escassos.

    Enfim… O primeiro final chegou, vamos ver com o a série se sucede após este

    Atts

  3. Concordo em absolutamente tudo,só uma coisa que não foi falada,é que Glee tenta criar momentos de Tô em choque com o suicídio do Karofsky e o acidente da Quinn ou algo como os seniors se formando e a maioria ainda aparecerá na prox. temporada,e com esses momentos você percebe o quão medroso os roteiristas e produtores são em questão de perder audiência,porque ninguém gostaria de ver o Karofsky morto ou a Quinn em cadeira de rodas para sempre,ou alguns ainda parariam de ver a serie com a saída da Rachel,Santana,do Kurt,ou etc. e por causa desse medo os produtores dão um jeito de encaixar todo mundo na série,as vezes com tramas ridículas só para eles continuarem com audiência.Antes de ser um programa de coral,eles teriam que se lembrar que é um programa de coral no ensino médio,e ninguém fica no ensino médio pra sempre,as vezes valeria a pena tomar um risco,que nem foi com Skins,que na minha opinião só a 3ª geração que foi ruim.
    Mas deixando esses detalhes de lado acho que a 3ª temporada de Glee foi boa,principalmente comparada a anterior,mas teve algumas coisas que me deixam com muita raiva,como personagens mal aproveitados(lê-se Artie e Mike), ou que nem a Santana cantando I Kissed A Girl,ah e detalhe,eles tentam colocar o Finn como herói da Santana,sendo que ele a empurrou pra fora do armário,eu acredito que cada pessoa deveria saber a hora de se assumir homossexual,sem contar que lésbica sendo empurrada pra fora do armário,todos dançam e cantam no final, gay sendo empurrado pra fora do armário,acaba em suicídio. E prefiro nem comentar aquela trama da Shelby,Quinn e Puck,eu pulei todas as cenas deles.
    Agora indo para a parte boa,a linda da minha Naya Rivera teve mais momentos,o que eu dou graças a Deus por isso,mesmo eu achando que o primeiro beijo da Brittana televisionado foi tarde de mais,aquele episódio com a Tina,vai ser um dos motivo para assistir a 4ª temp. com muita esperança de ver ela mais vezes,o mash-up da Adele e Smooth Criminal foram covers que eu não me canso de ouvir até hoje,e o Unique,o que eu achava que iria ser um personagem horrível,foi espetacular.
    Agora vou esperar a 4ª temp. mas honestamente,não estou ansiosa para ela.

  4. As Troubletones, para mim, definitivamente foram o melhor da temporada. Todas as prestações delas foram apaixonantes. Só elas justificam a presença de Shelby na série. Também adorei a adição de Sugar Motta, ela é engraçadíssima, muito mais do que a Big Ass Heart que Puck andava atrás no ano passado.
    Não gosto do destaque dado a Blaine, ele tem muito tempo de antena, e eu acho que ele é muito overrated. Pelo contrário, adorei o crescimento de Santana, que começou de figurante, para bitch que dizia comentários lendários, para uma das melhores personagens da série. Uma salva de palmas em pé para Naya Rivera, excelente atriz e também cantora.
    Sinto que este ano a atuação do grupo foi mais fraca, no 1o ano tivemos Don’t Stop Believing e no ano passado tivemos Sing, ambos muito bons. Este ano tivemos We Are Young e We Found Love, que apesar de terem sido boas interpretações, penso que não foram tão fortes como as anteriores.
    Becky realmente também foi uma ótima surpresa, e também vem crescendo. Adoro os pensamentos britânicos dela.
    Eu estou bem ansioso pela nova temporada, eu gosto de caras frescas, personagens novos, e quero ver o que vai sair dali. E quero ver o que é que Ryan vai fazer para manter toda a gente no elenco, como dará tempo de antena a todos eles, mesmo sabendo que eles não irão aparecer em todos os episódios.
    Aqui espero pelos teus comentários em setembro!
    XOXO

  5. Eu adorei demais essa season 3. No começo da temporada teve alguns altos e baixos, mas a partir do episódio 10 foi só amor com a série.
    Depois de uma season 2 desastrosa, nunca pensei que Glee fosse me emocionar tanto quanto no 3×03, 3×05, 3×06, 3×08, 3×10, 3×14, 3×17, 3×20, 3×21 (♥) e me chocar por fugir do que se esperava no 3×22.

    Os episódios ruins pra mim são o 3×02, 3×04 (o pior de todos), 3×07. Nem acho o 3×12 ruim não, pq mesmo sendo super random, o episódio foi um dos mais engraçados junto com o 3×13 e o 3×20. rs.

    Eu não sei o que esperar da season 4, mas tô MUITO ansioso, principalmente pra conhecer os novatos e suas vozes e histórias e pra ver como vão lidar com a nova dinâmica da série.

    ps. pelas fotos que já saíram das gravações, Rachel não pode mais ser considerada uma underdog né? Rachel tá mais Lea que nunca! ;D

    • Sim, eu posso ter sido mto dura com este resumo de temporada, mas foi uma temporada de qualidade superior a anterior e com diversos momentos,não só musicais, marcantes.

      Qto a Season 4 estou ZERO esperanças, até pq chega de frustação com Glee, agora tb acho, a vibe NYC da Rachel tá mto descaracterizada, sei que o epi se chama THE NEW RACHEL, mas não precisava mudar tanto o visual, as pessoas acham sempre que as mudanças são sempre EXTERNAS, mas enfim é isto ai, esperavam pra ver rs

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