The Glee Project (2×09) – Romanticality


Como começar esta review?

Bom, o “Previously on The Glee Project” aos mais atentos não poderia ser mais sútil do que sempre é, pois desta vez colocam os holofotes naquela que ironicamente nunca “causou muito”, mas sempre excedeu com seu talento, fazendo um excelente trabalho todas as semanas, mas sua discrição em termos de personalidade talvez tenha sido seu “erro”.

Aprendi que por vezes a antecipação é melhor do que a surpresa e esta teoria literária se aplica e muito no desafio romântico desta semana. Após agarrarem com unhas e dentes o olho do tigre na semana passada, os sobreviventes Ali, Aylin, Blake, Lily, Michael e Shanna encaram um lado mais soft e vulnerável, tendo que expor sua “Romanticalitty”.

A tarefa da semana será “More Than Words” do Extreme e o próprio vocalista fará uma participação tocando violão durante a grudenta canção. Tentando ser democráticos, os competidores devem escolher um parceiro e assim, resolvem bater o olho um no outro, o que para tristeza da Lily Mae, Blake acaba a olhar. Shanna e Michael se escolhem e tchan tchan tchan, Lily e Aylin terão que viver um romance, nem que seja durante os minutos da canção, inclusive as bonitas resolvem esquentar as coisas, ao decidir dar uma bitoca durante a performance.

Shanna que anteriormente quase não falava nada a respeito dos competidores, agora parece sucumbir à pressão, afinal faltam somente dois desafios antes da grande final. Sua parceria com Michael a preocupa, devido à instabilidade vocal constante do papel de parede matemático. Quando o outro pode colocar o teu na reta, é hora realmente de elevar ainda mais seu jogo, pena que…

Robert surge então com o convidado da vez, Mr. Darren “Teenage Dream” Criss. Aqui tenho que concordar novamente com a escolha dele como mentor, pois o inicio de seu romance com Kurt na segunda temporada foi um dos mais sinceros e vulneráveis dentre os casais de Glee.

O trio de casais se posiciona e cada escolhe uma forma de conectar-se, seja de um jeito leve e honesto como Ali e Blake, um jeito relutante, porém flertante como Aylin e Lily ou o embaraço desconfortável, que querendo ou não pareceu natural (nada positivo) entre Michael e Shanna. Fica evidente quem se destacou, afinal por vezes o esforço em parecer “apaixonado” é tão apelativo que não dá em nada. Ali e Blake obviamente ganham os elogios e o rapaz é coroado pela primeira vez o vencedor da lição de casa, fato que bem humorado até brinca, pois não aguentava mais o pega de orelha das garotas a dizer “I WON, I WON”.

“We Found Love” é a escolha da produção e mais uma vez a insuportável da Diva Mae começa a reclamar quando Blake escolhe novamente Ali para ser usa duplinha, pois segunda ela,  a tensão que  tem com o garotão é muito fácil de trabalhar do que com Michael. WHATA? Blake é altamente “flertável” e todas o querem, até mesmo nossa tímida Nellie conseguia se soltar perto dele, mas esse comentário foi desnecessário, fofa.

Mesmo sabendo que isto é uma competição, não me senti a vontade com a nova faceta de minha querida Shanna, que agora uniu forças com Aylin, aquela que a meu ver sempre tentou demais “parecer” ao invés de simplesmente “ser” e isto, as transforma desde o inicio, em personagens totalmente distintas dentro da competição. A dupla estava realmente empenhada em liberar o “Lesbian Inner Side” uma da outra, mas elas sem dúvida esqueceram do lema “Less Is More”, dito pela Ms Rivera semanas atrás.

Nikki muda a estratégia dentro dos estúdios e pela primeira vez creio eu, os aspirantes a Gleek gravam seus versos na presença de outro competidor, neste caso sua dupla de romance. O improvável até então acontece: Shanna e Blake tem dificuldades, principalmente pela enorme responsabilidade que carregam como “The Golden Girl & Boy” nesta temporada. Shanna não consegue modular sua voz de acordo com o esperado e Blake se perde naas harmonias, o que Nikki mesmo diz que pode ter finalmente encontrado a “rachadura em sua armadura”. Suas duplas, a contrário deles saem bem, recebendo  elogios por parte da mentora.

Figgns como professor da detenção foi impagável, mas a participação do diretor do McKinley comprovou quão troll no twitter a alguns meses atrás, quando o queridão postou e logo deletou uma foto junto a seis competidores, estes mesmos óbvios que compõem o Top 6.

Lily Mae apesar de reclamar um pouco de ter que interagir com Michael, vem por surpreender durante as gravações do vídeo, com um lado doce e leve, até então desconhecido considerando a postura dura e cheia de atitude que vinha apresentando. Nikki diz que a considera a “Studio Queen”, ressaltando a qualidade vocal que apresenta no cubículo toda a semana. Seu par, o até então papel de parede – que por milagre  saiu-se bem no estúdio – também encontra uma química natural com ela.

O combo Ali e Blake continua a funcionar em todos os lugares, seja embaixo d’ água, na sala de coral, sala de aula ou num quartinho super-romântico. Eles possuem a dinâmica mais natural dentre todos os casais, mas os deslizes de Blake no estúdio ainda assombram.

Chega então à vez das “Wannabe Lesbo” e o que já estava forçado, torna-se deprimente de olhar, ao ponto de Zach apelida-las de “Swing Dancers”, afinal em vez de mostrar paixão e romance, estavam mais interessadas em passos marcados e expressões carregadas, que no fim sabemos não entregariam nada de sincero.

Com exceção das duas, os demais corresponderam ao desafio proposto por Eric, deixando meio claro quem seria lançado ao Bottom Three. Robert, Zach e Nikki se posicionam para aquele que classifico como o mais épico dentre todos na história do programa.

Ainda tentando convencer a si mesmo e também aos telespectadores que “Only one will win”, os mentores começam a elogiar aqueles que sem duvida mereceram o destaque, afinal abraçaram o tema da semana. Lily e Ali são as primeiras a garantir um lugar no Top 5, restando Aylin, Blake, Michael e Shanna.

Fugindo do fardo da berlinda, Michael é salvo, deixando armado um duelo de titãs entre Aylin, Blake e Shanna, o Golden Top 3 da segunda temporada. Shanna chegara até  esta etapa sem ao menos mostrar seu olhos azuis da cor do mar para a Gazela Murphy, o que aos mais justos, mostra talento, estabilidade, constância e empenho em manter-se na competição, porém tratando-se do reality mais troll da TV atual, o que sempre foi um céu, pode se transformar em inferno em apenas uma semana. O grande problema que a colocou no Bottom Three foi seu comportamento, deixando de lado todo o trabalho duro e espontaneidade adotado desde o momento que vencera o primeiro desafio na abertura da temporada.

Aylin incorporou a ideia de “parecer” junto a Shanna e assim foi selecionada pelos mesmos motivos, mas vale lembrar de alguns desafios anteriores, pois não foi a primeira vez que os mentores criticam os exageros da turcolina. Blake é colocado querendo ou não vai pela primeira vez no Bottom 3, considerando que fizera um dueto com Nellie na única vez que enfrentou o ataque da Gazela. O motivo por compor os menos esta semana é evidente: mostrou imperfeições no estúdio ao falhar em harmonizar a canção, um dos quesitos de grande peso na produção, pois bate de frente com a versatilidade exigida do Gleek em questão.

Cortando pro que interessa, Blake canta “Losing My Religion”, cuja melodia casa perfeitamente com seu timbre de voz e desta vez, o garotão compensa suas imperfeições, recebendo bons incentivos do Gazela, afinal é obvio o brilho nos olhos dele e também dos três mentores fixos, com destaque aos bracinhos delicadamente cruzados do Zach.

Aylin desconhecia o clássico de “The First Time I Ever Saw Your Face” da Roberta Flack – mais um aspirante a Gleek que nem sabe que a canção já foi usada na série – e acaba por deixar isto a atrapalhar, esquecendo alguns trechos da música, o que ainda assim não manchou sua bela rendição, nada ao cacique da original ou do quarteto de Glee, mas ainda sim digna. Novamente vou deixar claro que este papo de “Sou Turca-Muçulmana” já esgotou e se a Gazela acha que ela não é um estereótipo, afirmar tanto que não, só afirma que pode ser ao meu ver. Sua família pelo visto nem parece saber que ela está lá, pelo constante ” Imagina se minha mãe ver isto” ou talvez eles sejam realmente moderninhos como ela, o que invalida essa “quebra de barreiras sócio-religiosas”. Podem condenar, mas ela nunca conseguiu me vender o peixe turco dela.

Chega então à vez de Shanna ficar cara a cara com a Gazela e sua turma. Com a vocalmente exigente “Stronger” da Kelly Clarkson, a intocável até então prova que sabe o que faz e mesmo esquecendo a letra novamente, seu sorriso largo e sua capacidade natural de improvisação, conclui o desafio, restando a fatídica pergunta: “Você acha que mereceu estar no Bottom Three?”

Bom, respondendo a esta pergunta, mesmo achando que não merecia, esta semana não foi nada bem durante o desafio, porém concordo com sua sincera resposta, dada após a Gazela rebater “Você acha que o Michael deveria estar no seu lugar?”.

Uma competição deste porte, que avalia tantos quesitos, não deveria levar em conta uma semana em questão, então sim, Michael deveria estar no Bottom Three, no lugar inclusive de Blake, mas dada a preferência e a crença que têm no papel de parede matemático, este se livrou novamente, pelo simples fato de que Blake precisava passar por isto, enfim…

Sinceridade bate no peito quando Shanna afirma que considerando as constantes criticas a Michael, acreditava que seria dele o posto no Bottom, o que surpreende de maneira positiva tanto Nikki quanto a Gazela.

Agora vai a minha pergunta….

“Como exigir continuidade, coerência e constância, o famoso Triplo C, de um reality show que é filhote de um programa que ignora isto há três anos? “

E assim vemos uma excelente competidora sair pelas portas que deveriam acolhê-la mais uma semana, mas enfim é como pareceu ser: Shanna não preenche o que eles querem e seja lá o que for, este jeito Disney, sorridente e positivo pode não vir a agregar nada a série.

Então eis aqui meu recado a ti Ryan Murphy: BURNNNNNN.

Artigo preparado por: Mary Barros

5 thoughts on “The Glee Project (2×09) – Romanticality

  1. O nono episodio das 2 seasons fazem o ryan ficar doido. primeiro a Marissa e agora a Shanna. Ele deve pensar que o eliminado no 9º episodio ganha. Só pode ser isso.
    Aposto em LiLy ou Michael para sairem na proxima

  2. Isto realmente não é normal… Vemos semana após semana Michael a levar na cabeça e quase sempre pela mesma razão, e razão essa que é importante se quer entrar no programa, que é conseguir dar uma nota de jeito no estúdio… No entanto, mandam embora Shanna porque numa semana a coisa não lhe correu assim tão bem. Não podia mais concordar com a resposta que deu no fim.
    Espero que Michael saia a seguir! E espero que Blake ganhe, porque do que sobram é sem dúvida o que gosto mais.

    ***

  3. Enfim, este episódio, mais uma vez desapontou. Shanna era dos concorrentes mais completos, e talvez a mais profissional deles todos. Ela passou por coisas como um vestido de carne e mesmo assim é eliminada enquanto outros *cof cof * Michael *cof* nem passam para as LCP. Achei a sinceridade dela quando lhe perguntaram se ela deveria estar ali, em vez de Michae, impressionante. Acho que ela tem toda a razão, considerando todo o percurso, e não apenas a semana. Achei que Nikki fora sincera ao dizer que gostou da honestidade de Shanna, mas Ryan não me convenceu. Quem faz frente a Ryan, ou questiona a sua autoridade (vejamos Abraham ou até Nellie, que quando lhe foi colocado o papel de Britney ela resmungou “Why do you keep doing this to me?”, e foi usado contra ela na decisão de eliminação) está fora. e Foi o que aconteceu. Poor Shanna. Mas mesmo assim, daqueles três que foram (mal) selecionados para o bottom 3, escolheria ela. Acho que a performance dela foi a mais fraca dos 3, ela não tinha a energia que ela costuma ter, parecia abalada por estar ali. É claro que não estava à espera, nenhum de nós estava…
    Quanto ao resto do episódio, gostei da participação de Nuno Bettencourt (que atualmente é guitarrista de Rihanna, a cantora do tema do vídeo da semana), admiro o trabalho dele, e a vitória de Blake foi justíssima. Adorei o comentário dele a satirizar as raparigas que já ganharam o HWA.
    O vídeo ficou bem simples, podiam ter feito melhor. Esta temporada tem alguns vídeos excecionais, mas este não foi um deles. O da temporada passada, Teenage Dream, conseguiu ficar melhor. A música, mesmo assim ficou melhor na versão de Glee do que de TGP, apesar de achar que a voz de Lea Michele não combina com este tipo de músicas… (e ainda ficou melhor numa versão por Nellie e Dani, que se encontra no youtube, dêm uma olhada, está espetacular).
    Não vou dizer quais são os meus palpites para o/a próximo/a eliminado/a porque já vi o episódio e os meus palpites estavam certos…
    Keep holding on, Shanna, e que quando der na cabeça do Ryan para juntar os melhores concorrentes de TGP e metê-los no Glee Club, que tu estejas lá.
    XOXO

  4. Esta eliminação é a prova concreta de que os homens, principalemente Ryan, de TGP não gostam de XANNA.

    Estou por sentir o mesmo que senti quando Marissa foi eliminada, mas fazer o quê?

    Agora pouco me interessa quem vai ganhar, só sei que o lugar de Michael não é ali.

    Atts

  5. Esta eliminação é a prova concreta de que os homens, principalemente Ryan, de TGP não gostam de XANNA. +1 KKKKKKKK

    Achei ridículo o Michael não ter ido par ao bottom 3, sinceramente, ME POUPEEEEE!!! Ele já tá eliminado, só não queriam deixar um menino na competição, ridículo!

    Fiquei decepcionado com essa eliminação, mas o eps em si foi legal. (:

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