Falling Skies (2×08) – Death March


Após uma pequena pausa, Falling Skies dá continuidade a sua trama nos apresentando um episódio que teve como função mostrar as conseqüências das ações ocorridas no episódio anterior. Death March poderia muito bem ter sido uma bomba perante os demais episódios, possui uma trama e um ritmo lento, porém a série encontrou uma maneira correta e dinâmica de contar a sua história, mostrando diálogos melhorados e um drama mais complexo.

Falta ação, mas não falta drama nas tramas mostradas por Death March. O episódio mostra como estão por se sentir os personagens principais após a invasão do hospital, e também explora este mesmo ângulo de visão através de alguns personagens secundários que antes nem importância tinham. Toda a estrada até Charleston fora um caminho de reflexão, um caminho para se discutir o futuro e até sonhar com o mesmo.

As conseqüências às ações provindas do episódio anterior foram trabalhadas em grande maioria do episódio, por diversos personagens e diversos ângulos. Temos o efeito que a ausência de Ben causou em Matt e até mesmo o pequeno destaque ao luto de Lurdes pela morte de seu amado, as tramas não ficam presas apenas ao luto, também temos um grande passo na relação de Hal com Maggie e mais revelações sobre a mesma.

A aparição daquela menina, a Jenny, não serviu apenas para nos mostrar como Matt está após a partida de Bem, ao menos espero isso. Algo me diz que esta servirá como um bode expiatório, uma vez que Matt, em sua inocência, revelou todos os planos de ir para Charleston. Alguns podem até questionar o fato de como a 2nd Mass acolheu mais uma criança com arreio, porém devemos sempre lembrar que estes são humanos, sujeitos a emoções humanas, nem tudo é sempre uma guerra e estes tentaram salvaram quantas vidas forem possíveis.

A parte mais fraca do episódio, e que se mostrou mais desnecessária, fora o desenvolvimento da relação de Maggie e Hal. Não me importei com o passado da garota, muito menos quando esta revelou que se drogava e que roubava as coisas por aí, e a única utilidade desta trama é nos mostrar como algumas pessoas ganharam uma segunda vida com a invasão alienígena, porém isto é perceptível em qualquer uma das tramas dos demais personagens. Esta parte do episódio também serviu para criar um suspense básico, que já fora nos respondido ao final deste mesmo episódio.

Gostei da conversa de Weaver com Tector no caminhão. Foram pequenos diálogos e pequenos momentos que expôs a fragilidade, os receios e os medos daqueles que estão no campo de batalha. Nunca imaginei que a morte de um personagem tão secundário como Boon poderia ocasionar em um dos melhores diálogos que a série tivera. Fora um tanto quanto clichê, porém ainda assim fora satisfatório.

Confesso que senti a dor dos personagens quando estes chegaram a Charleston e se depararam com o vazio. Dava para ver a decepção estampada na cara de cada um deles, um sonho que nunca chegara a se realizar. Ao final temos uma grata surpresa e até mesmo um final feliz, Charleston é real e todas as promessas que havia sobre este lugar podem se tornar real. Porém não estou por acreditar que a 2nd Mass encontrará a tão esperada paz que busca em Charleston, alguma coisa sobre este lugar soa-se como uma armadilha das grandes.

E desenvolvendo tramas, personagens e situações que Falling Skies nos apresenta mais um bom episódio. Estamos a dois passos de mais um Season Finale e esta segunda temporada vem por se mostrar bem mais interessante do que sua anterior e espero que esta seja capaz de finalizar sua história no clímax, deixando-nos ansiosos para o que virá na terceira temporada.

Artigo preparado por: Well Fernandes

2 thoughts on “Falling Skies (2×08) – Death March

  1. Só tive tempo de assistir ao episódio hj e gostei muito do que vi. Tinham comentado comigo que o episódio havia sido monótono e com poucos acontecimento. Claro, comparado com o episódio anterior, não tivemos nenhuma ação, mas achei rico em informações.
    A menina com o arreio e seu “irmão” nos mostraram o que acontece com as crianças que foram arreadas há muito tempo e ainda nos deixou a dúvida se eles estão do lado dos aliens ou da revolução Skitter. Matt passou muitas informações….
    Tivemos o desenvolvimento o de alguns personagens como Tector, Waver e Lourdes (ainda sinto falta de um melhor desenvolvimento da Anne….ela me parece apenas uma “escada” de diálogos para o Tom).
    A história da Maggie….tb achei meio avulso tudo aquilo…e o Hal, aparentemente, já aceitou tudo aquilo então não vejo como eles podem voltar a essa história em algum outro momento.
    E finalmente….Charleston. Confesso que acreditei veementemente que a viagem tinha sido a maior furada da vida deles, mas no fim não foi. Muito curiosa para ver a cidade.
    E Terry O´Quinn (eterno John Locke) como uma espécie de “governador” (lembrei muito de The Walking Dead heheh)….pelo menos foi assim que deu a entender a promo.
    Seanson finale chegando e FS vai deixar saudade e curiosidades muitas para a próxima temporada😉

    • Concordo plenamente contigo, a série apresentou sim um episódio mais calmo e mais focado em dialogos e ações, porém conseguiu nos passar um episódio informativo, um episódio onde alguns personagens foram desenvolvidos e pequenas surpresas aconteceram.

      Estou muito ansioso para ver o que O’Quinn irá aprontar em Falling Skies, adoro o ator e sei de sua mega especialidade em deixar as coisas ainda melhores do que são.

      Enfim, a temporada está quase acabando e confesso que este ano também sentirei falta de Falling Skies, a série realmente melhorou muito em relação a sua temporada anterior.

      Atts

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