House – 8ª Temporada (2012)


Não importa os erros que House apresentou, a série sempre será um ícone na história da televisão. O que a série representa, as mensagens que esta transmitiu e a inovação que esta trouxera em sua época de estréia, sempre ficarão marcados nas memórias daqueles que compartilharam quase uma década de sua vida com a série. Gregory House também sempre será um ícone, um ídolo que representa toda uma classe de personagens sarcásticos, egoístas, manipuladores e estupidamente inteligentes. Personagens perdidos que não sabem o que buscam em sua vida e temem o que o futuro lhe reserva, personagens que possuem seus medos e receios porém que tomam a decisão de não revelá-los, de não expô-los. Enfim, não importa o que eu diga aqui, sempre sentirei que minhas palavras não são capazes de expressar o que House significou para mim.

 Mas estava na hora de tudo acabar. Alguns podem até mesmo dizer que passou da hora da série ter um final, e em alguns momentos concordo com esta afirmação. Durante esta oitava temporada ficou clara a sensação de que os roteiristas estavam perdidos, sem saber mais o que fazer com a série, com os personagens e com as tramas. A série apresentou um desgaste único nesta temporada, que, em minha humilde opinião, fora a temporada mais fraca da toda a história de House.

 Dentre 22 episódios apresentados, apenas sete realmente valem a pena serem visto, serem lembrados. A série passou grande parte da temporada sem uma trama central, utilizou-se de tramas repetidas, descaracterização de personagens e algumas tramas absurdas para tentar nos transmitir a sensação de que estávamos por ver algo realmente novo. A temporada só começou a mostrar vestígios de uma qualidade que antes a série tivera em sua reta final, porém o estrago na temporada já havia sido feito e não podemos fechar os olhos apenas porque esta fora uma Season Finale.

 Twenty Vicodin, Nobody’s Fault e Chase foram os únicos episódios, com exceção da reta final, que realmente importou. Depois tivemos a inserção do câncer de Wilson para dar segmento a reta final da temporada, onde nos fora apresentado a melhor seqüência de episódios da mesma (do 8×18 até o 8×22).

 O último episódio, Everybody Dies, finalizou a série, ao menos a meu ver, de forma magnífica e espetacular. A série mostrou um roteiro rico, atuações marcantes e momentos únicos em seu episódio final, mostrou os efeitos de todas as transformações que House sofrera com o tempo, mostrou-nos um final agridoce onde House finalmente consegue alcançar a felicidade, um final em aberto onde nunca pararemos de nos perguntar o que será que estaria por vir a seguir.

 Dizer que Cuddy não fez falta a temporada é uma mentira. Por mais que não morria de amores por sua personagem, a ausência destas fora sentida e as novas personagens inseridas, Park e Adams, não conseguiram trazer algum interesse para a temporada e apenas mostraram serem cópias mal feitas de outros personagens que já marcaram a sua presença na série.

 Enfim, fora uma temporada abaixo dos padrões para House, porém ainda assim a série consegue manter o seu status na televisão, consegue manter intacto o seu legado e a sua história. Esta temporada pode não ter sido uma marco para a série, porém quando a série necessitou que esta crescesse e apresentasse seus últimos suspiros, esta fez tal em uma belíssima execução, lembrando-nos as razões pelas quais amamos esta série, as razões pelas quais amamos Gregory House e as razões pelas quais esta pode ser considerada uma das melhores séries médicas que a televisão já nos apresentou.

Artigo preparado por: Well Fernandes

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