The Newsroom (1×04) – I’ll Try to Fix You


When you try your best but you don’t succeed
When you get what you want but not what you need
When you feel so tired but you can’t sleep
Stuck in reverse

And the tears come streaming down your face
When you lose something you can’t replace
When you love someone but it goes to waste
could it be worse?

And high up above or down below
When you’re too in love to let it go
But if you never try you’ll never know
Just what you’re worth

 Estava óbvio, desde o primeiro instante, que I’ll Try to Fix You não seria um episódio semelhante ao que a série apresentou até o momento. Os três primeiros episódios de The Newsroom focaram na preparação do News Night 2.0, na aceitação do mesmo e nas conseqüências que esta reformulação trouxe. Já este quarto episódio é focado nos relacionamentos, é focado na tentativa de Will de se consertar e na tentativa dos demais personagens de consertar pequenas partes de suas personalidades. Fora um episódio que apresentou algo completamente diferente do que a série havia nos acostumados e, em momento algum, senti-me incomodo ou entediado.

 Esta é a principal característica de The Newsroom. Apesar de quase uma hora de episódio, os acontecimentos ocorrem de forma fluida, podemos dizer até mesmo espontânea, fazendo assim o fluxo do episódio correr mais rapidamente, não nos dando tempo de olhar ou tentar perceber quantos minutos já se foram. Simplesmente, quando você menos espera, a tela final aparece e o episódio encontra o seu encerramento.

 Por ser um episódio totalmente centrado em relacionamentos e no desenvolvimento de alguns personagens, I’ll Try to Fix You não esqueceu o lado critico que me fez apaixonar pela série desde o primeiro instante. Novamente a série ataca deputados e representantes partidários americanos, algo que já havia feito nos episódios anterior, porém o mais interessante fora o ataque direto aos tablóides, as temidas colunas de fofoca e a falta de ética profissionalista que tais jornalistas que se propõe a realizar tal tipo de notícia. Sendo o alvo principal das criticas que o episódio realizou, o tablóide também é o principal vilão do episódio, principalmente quando este encontra Will como seu mais novo alvo.

 Acontece que Will não está bem, este apenas finge, mas nunca está totalmente bem. Will ainda não superou a traição de Mac e não está por suportar o fato de que esta está por seguir em frente e namorando novamente. Então o que Will faz? Age infantilmente, tenta procurar em outras mulheres o que havia visto em Mac e acaba por não encontrar. Ao invés das qualidades de Mac, Will encontra apenas defeitos nas mulheres com quem tenta ter um encontro decente, criando assim pequenas situações, situações que se tornam alvo dos tablóides e acaba, de certa forma, por prejudicar a opinião pública sobre o apresentador.

 E é exatamente esta desculpa que Leona precisa para poder despedir o jornalista. Confesso que me senti completamente surpreso ao final quando fora revelado que todo o que estava por acontecer era apenas um plano de Leona para derrubar Will. Acontece que não será tão fácil assim para esta encontrar razões para demitir Will sem demonstrar sua submissão aos parlamentaristas americanos, e Will, ainda mais agora, não irá ceder em suas acusações e na exposição da verdade. Uma guerra está por começar, lados estão por ser escolhidos e dados estão por ser lançados.

 Um momento que gostei bastante fora a revelação da mudança na clausula do contrato de Will. Este acaba por revelar que apenas aceitou ficar três anos fora da televisão caso fosse demitido se pudesse demitir Mac no final de qualquer semana. Isto mostra o quanto o ódio, e conseqüentemente o amor, do personagem é forte por Mac, este colocou uma clausula que pode ocasionar no fim de sua carreira apenas para poder ter a chance de se livrar da presença de Mac quando desejar.

Outro relacionamento que é desenvolvido é o de Jim e Maggie. No episódio anterior fiquei com duvidas sobre os sentimentos da garota em relação a Jim, porém neste episódio ficou mais claro o sentimento de ambos e agora é questão de tempo até que ambos acabem juntos, até mesmo Don já percebeu da ligação que ambos estão por criar.

 Por alguns momentos durante o episódio encontrei-me irritado com toda aquela história do Pé Grande, o pior ainda era o fato de que existe alguém que realmente deseja fazer uma matéria sobre aquilo. Confesso que ainda não entendi o propósito desta trama, porém, ao final, fiquei curioso para saber quais os argumentos que Neal possui para afirmar a existência de tal criatura com tanta convicção.

 Não há palavras que possam descrever o que senti ao assistir os últimos minutos deste episódio. Atuações no limite, um clima tenso e propicio para um drama de qualidade invejável, uma trilha sonora espetacular. Todas as cenas que deram seqüência a reportagem sobre a tentativa de assassinato de uma deputada americana foram de arrepiar. Fora, sem duvida, uma das melhores cenas que já presenciei na telinha este ano.

 Enfim, este fora um episódio que mostrou outra faceta da série e mesmo assim não decepcionou. Claro que prefiro quando a série está mais afiada e mais critica, mas gostei deste episódio e da mensagem que este tentou nos transmitir. Mesmo com tantas criticas negativas da mídia especializada, está por ser difícil não gostar de The Newsroom, não achar esta série magnífica em todos os sentidos. Será que estou cego e surdo ou será que os demais críticos que estão por ser exigentes demais? De qualquer forma, nada mudará minha opinião, a série vem por apresentar uma grande temporada e está por ser a melhor estréia do ano, até o momento.

Lights will guide you home
And ignite your bones
And I will try to fix you

 

Artigo preparado por: Well Fernandes

9 thoughts on “The Newsroom (1×04) – I’ll Try to Fix You

  1. Sou leiga em politica num geral e ainda mais a norte-americana, inclusive irei rever os episódios ao lado de meu pai, pois meu caro intelectual professor de história rende boas discussões sempre que assistimos algo assim juntos.

    Uma palavra define este episódio: Humano. The Newsroom sobrevoou esta faceta, mas concordo,gosto mais do tom ácido, critico e do corre corre dos episódios anteriores, porém precisam dissecar as pessoas responsáveis pela entrega.

    Will mostrou-se um pouco além, mas bem mais vulnerável com seus sentimentos, porém é a forma com que se posiciona como profissional e porque não ser humano, que o torna interessante, somado ao talento de Jeff Daniels contribui.

    Mac mesmo disse “Ele não é assim, ele se tornou assim” e a grande culpada foi ela, mas deixando o lenga dos dois, o que mais chamou atenção foi o tema “ARMAMENTO”, curiosamente na mesma semana a qual os USA encarou mais um massacre, este agora numa pre-estreia hollywodiana.

    O conflito COMERCIAL vs. IDEAL do programa News Night pode sim render uma boa sequência a série, principalmente pq este idealismo humano proposto por Mac e abraçado por Will bate de frente com os negócios daqueles que estão no TOPO DA ESCALA.

    Não entendo mto de orientações republicanas e democratas, mas o fato de Will ser republicano, partido Anti-Obama pode trazer boas discussões a mesa, apesar de particularmente virar o nariz ao partido do ex-presidente Bush.

    O roteiro tenta dar uma visão liberal e humanista através da figura de Will e a ideia de criar um jornalismo informativo através do News Night 2.0 é super romântica, porque na real sabemos que é pequena a parcela que gosta de ser instruída, gosta de absorver a verdade, gosta de viver fora da ostra da alienação, principalmente num dos países mais superficial e materialista do mundo.

    Não entendo mto de orientações republicanas e democratas dentro do USA, o fato de Will ser republicano, partido Anti-Obama pode trazer boas discussões a mesa, apesar de particularmente virar o nariz ao partido do ex-presidente Bush.

    Sempre quando “Fix You” é inserida numa cena a canção tem o poder e a grandiosidade em render preciosos momentos como os do final deste episódio. Mesmo com a visão romantizada de “Ela é uma pessoa, então quem deve dar a noticia é o médico, não a mídia”, tá ai a resposta de que mesmo na ficção televisiva, o ser humano pode voltar a compreender o real sentido da palavra HUMANO, mesmo qdo se trata de “DAR A NOTICIA PRIMEIRO”.

    A proposta de The Newsroom é como tu mesmo diz “mesmo do mesmo”, ou seja, não trás nada autentico a mesa, mas talvez seja isto que a TV atual precise, deste brilhantismo e acessibilidade que o texto de Sorkin sempre trás em tudo que ele se propõe a fazer e enquanto tiver disposto a tal, estarei a assistir.

    • Ahh Mama, expressando em lindas palavras toda a essência que The Newsroom está por nos apresentar.

      Esta não é apenas uma série sobre jornalismo, é como tú mesmo disseste, ela é uma batalha entre o COMERCIAL X IDEAL, é uma batalha sobre a humanidade, direitos e deveres, é uma batalha que busca como objetivo o esclarecimento, a verdade, mesmo que esta doa ser dita, ou ser ouvida, as pessoas, os americanos, merecem e devem ouvi-lá.

      O discurso inicial, nos primeiros momentos da série, já apelou e disse tudo o que está quer representar. América não é o melhor país do mundo, mas pode sim receber o prêmio por ser o país mais superficial e materialista. Como tú mesmo disseste, o news Night 2.0 é uma batalha contra a alienação e a enganação, é um programa que assumiu a responsavilidade de entregar aos seus telespectadores a verdade e esta nem sempre é bem-vinda. Will é aonde estes desejos secretos anti-alienação, desejos da verdade, da queda do topo, se espelham. É o antagonista de acordo com a visão governamental, o jornalista idiota que sempre acha que sabe mais do que todo mundo, o âncora irritante que está por provocar grandes pessoas que podem vim a acabar com a emissora. Este é Will, e este expressa o desejo de liberdade de uma nação.

      O momento fora oportuno. A série faz uma breve discussão sobre o porte de armas e o EUA possui uma das semanas mais sombrias de sua história. Vale lembrar que o assassino possui todas as armas legalmente, o que está por gerar atualmente uma grande discussão no governo americano. Imagina o que Sorkin seria capaz de fazer se este pegasse este assunto para ser discutido, gostaria muito que na segunda temporada tivessemos um episódio para mostrar os aspectos jornalisticos desta tragédia e, se conheço as tendências de Sorkin, tal não será tão impossivel de acontecer.

      Como tú mesmo disseste Mama, é um episódio humano, trabalha com relacionamentos e personalidades, trabalha com ato e consequência, trabalha com ódio e culpa. Sorkin pode não ter revolucionado a maneira de se fazer televisão com The Newsroom, o que acredito ser a maior parte das criticas, porém a série é excelentemente escrita, é nua e crua, não deixa pontas soltas ou momentos perdidos. Para mim, é Sorkin em um dos seus grandes momentos e não é apenas Sorkin irritado com a situação atual da América.

      Atts

  2. Eu bem tinha avisado que o final deste episodio era genial. Foi mesmo.

    A série flui, dizes isso e muito bem. Todo o episódio corre como um rio, neste temos um rio calmo que no fim explode.

    As criticas são consequência de SORKIN ser SORKIN. The West Wing é, para mim e para muitos, a melhor série de sempre. Poucas se aproximam, Lost foi a ultima que ascendeu a esse patamar.

    Agora tudo o que vem seria sempre pior para os criticos. Para mim é óptimo porque é mais do mesmo e mais do mesmo de SORKIN é óptimo sempre.

    The West Wing está ali apesar de não ter qualquer relação de trama. Está lá, e por isso está lá tudo.

    • Olha, depois do tanto que falaste de The West Wing dei uma olhada no trailer esta semana e fiquei intensamente curioso… Mas não tenho onde encaixar a série me minha programação, todos os meus horários já estão preenchidos e mal tenho tempo para respirar, é uma pena pois estou com muita vontade de ver a mãe de The Newsroom.

      Sim, lembre extamente do seu comentário e de mais alguns sobre o final do episódio e este fora realmente magnifico, perfeito em todos so sentidos. Enfim, fora um episódio que realmente não deu para notar a passagem de seu tempo, a trama flui com perfeição e quando desejamos mais, este encontra o seu final.

      Sendo, ou não, sombre de The West Wing, The Newsroom continua sendo uma série excelente e até o momento não apresentou razão alguma para se dizer o contrário.

      Atts

      • Foi um episódio especial.

        Mas deixa acrescentar uma coisa sobre novidade (como falado acima). A novidade não é sinónimo, numa série, de qualidade. Na verdade, algo por ser novidade não é, por si só, necessariamente bom.

        Inovar, trazer algo novo, é mais arriscado mas pode trazer mais proveitos. Contudo muita coisa é novidade e sai mau demais para ser verdade. E muitas outras coisas saem como mais do mesmo e acabam por ser do melhor que tivemos oportunidade de ver.

        Tudo depende não do ser novo ou não mas sim dos roteiristas e do modo como a história é desenvolvida. Isso sim é o mais importante.

        LOST inovou e trouxe algo do mais memorável que já tive a chance de ver. Não sei se viste mas para mim foi uma jornada épica que terminou da melhor forma possível: adorei o series finale. Contudo ^TERRA NOVA também inovou e, sem ofensa, devo dizer que é uma trampa da pior espécie. É mau demais para ser verdade. TERRA NOVA inovou mas era mau por causa dos roteiristas, não se safou e não merecia se safar.

        SUITS não é propriamente inovador, é mais do mesmo. Mais advogados num ambiente cómico/dramático. Contudo pouco há de melhor na summer season, é uma série fluída que transmite a tensão vivida ao espectador e é muito bem representada. Já ROOKIE BLUE, dando exemplo de summer season, também não inova mas por causa dos seus responsáveis caiu a pique em termos de qualidade.

        Que quero dizer? É tudo questão de roteiristas. THE WEST WING (não tens tempo guarda para quando tiveres mas guarda mesmo pois é uma excelente jornada) inovou para a época e foi brilhante. THE NEWSROOM não inova mas flui e prende como poucas.

        A qualidade está na escrita e na aplicação do que é escrito. Por isso posso dizer que, por exemplo, FALLING SKIES já foi mau (1ª temporada….) e agora deu episódios excelentes como este ultimo.

        Eu não quero inovação quero qualidade e qualidade nada tem que ver com inovação.

  3. Mais um episódio fantástico de The Newsroom,já estou com uma paixão imensa pela série.

    Mesmo esse episódio ter sido diferente dos outros,ainda foi muito bom,o ataque aos tabloides foi uma coisa totalmente inesperada para mim,e foi muito bem executado,mostrando não só as mentiras que os tabloides inventam e várias fofocas que ninguém além da própria pessoa falada no tabloide deveria saber,no caso aquela mulher do Real Housewives,mas também na influencia que tem sobre as pessoas que ficam comentando isso,o que pra mim foi algo que nunca foi falado, sempre falam que os tabloides só tem um monte de mentiras,mas ninguém fala do poder que isso tem sobre as vidas da pessoa.E o final com o Charlie falando que isso só foi um jeito da Leona demitir o Will foi brilhante.

    E como já foi dito em um comentário acima o conflito Comercial vs Ideal,eu acho que não só pode,mas vai render ótimos episódios as séries,se continuarem a ser executadas desse jeito.E a missão do Will de civilizar é ótima,é uma critica maravilhosa a como está os noticiários ultimamente, e o que todos deveriam fazer.

    O final do episódio foi o ponto alto,tive uma emoção tremenda quando estava assistindo,e digamos a verdade,todo mundo comemorou quando foi confirmado que a deputada estava viva e o Will foi o primeiro a anunciar.Isso é outro ponto forte da série,que mesmo o personagem principal sendo muitas vezes arrogante e infantil você ainda torce por ele.

    Enfim,espero mais do que ansiosa pelo próximo episódio,e quero ver do que o próximo episódio vai tratar,porque essa jogada de falar sobre armas justo nessa semana foi genial,Sorkin pode ser o mesmo do mesmo,mas faz isso com uma qualidade absurda.

    • Ah querida, pode apostar que não é só ti que está por cair de amores por The Newsroom. Eu já estou perdidinho na minha paixonite pelo o que a série está por apresentar.

      Também fui pego de surpreso pela ótima critica aos tablóides e aos jornalistas que fazem suas reportagens. Adoro este tom ácido da série e esta é uma das grandes razões pelas quais sinto tanto prazer em acompanhar a mesma.

      Sim, este conflito, comercial x ideal, promete mesmo gerar mais bons episódios, principalmente porque este conflito está apenas no inicio, ainda tem toda uma tensão a ser criada, o ambiente está apenas se desenvolvendo.

      Nossa, eu quase gritei na frente da telinha quando anunciaram que a deputada estava viva, foi realmente um momento tenso do qual torcemos pelos personagens desde o primeiro instante, e todo aquele clima de vitória, clima tenso de derrota para alguns e todo o ambiente de conflito a ter seu desenvolvimento iniciado fora excelente, principalmente com uma das mais belas canções que já ouvi sendo tocada ao fundo.

      Bom, já posso lhe adiantar que o próximo episódio também é muito bom e muda novamente o ritmo da série, mostrando outro tipo de relacionamento nos bastidores do News Night 2.0. Talvez, talvez a review saia ainda hoje, mas já lhe adianto que ficará ainda mais apaixonada pela capacidade que a série possui de contar a sua história. Sim, é Sorkin fazendo mais do mesmo, mas ninguém é capaz de fazer um mais do mesmo tão delicioso como ele.

      Atts

      • O novo episódio mantém o nível elevado da série.

        Não tem um fim tão poderoso mas consegue fluir e desenvolver a trama no que aos relacionamentos diz respeito.

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