So You Think You Can Dance (9×06) – Welcome Welcome Top 20


Depois de incansáveis semanas de audições em cinco cidades e quatro dias intensivos e desgastantes em Las Vegas, a nona temporada de So You Think You Can Dance finalmente revela o seleto Top 20 e ao final desta revelação, sem dúvida, a produção provou que tivera um critério bem variado, o que trará diversos desafios para os coreógrafos e também aos próprios competidores, mas uma coisa sabemos: teremos muitos mentos memoráveis. E vale também relembrar que o programa terá somente um dia de exibição e irá coroar dois vencedores, uma mulher e um homem.

Seguindo os padrões dinâmicos das últimas temporadas, a melhor apresentadora de realitys da atualidade Cat Deeley, surge ao palco anunciando o inicio oficial da Season 9. Ao seu lado, a presença já habitual dos jurados Nigel e Mary e a convidada da vez, Zooey Deschanel. A New Girl foi sem dúvida a “jurada” mais WTF que o programa já colocou no painel, não por esta não ter apelo, mas sabemos que ela entende de comédia, mas é comprovado que nada entende de dança, a não ser que seja a Weeding Chicken Dance.

Este episódio traz um marco incrível para a produção: dia 27 de junho, So You Think You Can Dance celebrou seu 200º episódio e para comemorar com estilo, preparou um belo vídeo especial “200 moves in 200 seconds”, recordando 200 marcantes e inesquecíveis rotinas dentre as oito temporadas. Vale a pena conferir:

Dando o “PLAY” nos VTS que anunciam quadro a quadro o Top 20, Cat Deeley se põe a frente dos 32 participantes que restaram pra escolha final e ninguém melhor do que Alexa pra iniciar. Se esta garota já sofrera na Season 8 sendo a última a receber a noticia, desta vez a colocamcomo a primeira a receber as boas notícias, preenchendo o primeiro posto preenchido do Top 20. Outro que chamou bastante atenção, merecendo a aprovação, foi George Lawrence III, não só no quesito técnico, mas também com sua personalidade e sorriso contagiante. Os dois últimos aprovados do Quarteto Contemporâneo são: Will, o gigante rapaz que ficou bem fora do radar da edição do programa, mas parece ser aquele tipo de competidor que supera expectativas devido a sua forma física e Amber que já um rosto conhecido, duas vezes por sinal, porém mostrando-se mais madura e preparada, conquista seu grande sonho.

Rotina #1: Alexa, George, Will & Amber
Gênero: Contemporary
Música: “We Found Love” (BBC Radio 1 Live Lounge)—Jessie J
Coreógrafo: Tyce Diorio
Review: Essa é uma das poucas canções da Rihanna que na minha opinião não estufa de tanto que ouvir, afinal a bela mensagem compensa quão grudentos os hits da cantora pop podem ser. Este cover acústico de Jessie J caiu bem melhor pra este caso e apesar de não apreciar as criações de Tyce, foi uma bela rotina, cheia de elevações, sincronia e excelência técnica, com destaque a George e Alexa.

Chega à vez do trio de Ballroom descobrir o veredito dos jurados e conforme já estamos habituados, raramente duas moças deste gênero são aprovadas, então o grande empasse fica a mesa: quem das BFF’s ganharia o privilégio de representar belissimamente o gênero nesta edição. Witney e Lindsay se destacaram desde suas primeiras audições até os desafios da Vegas Week, então por isto, surpreendendo a todos, Mary faz uma brincadeira aprovando somente Witney, mas logo em seguida admite que não conseguiriam ficar sem Lindsay. Nick por outro lado ficou meio offline das câmeras, talvez por que as loiras receberam mais atenção, mas o rapaz que estava com o emocional abaladíssimo minutos antes da revelação, consegue respirar tranquilo quando escuta a tão esperada frase “You’re in our Top 20”.

Rotina #2: Lindsay, Nick & Witney
Gênero: Cha Cha Cha
Música: “Dance Again”—Jennifer Lopez feat. Pitbull
Coreógrafo: Jason Gilkison
Review: Considerando que o gênero exala sensualidade e explosão, impossível um homem conseguir chamar atenção em meio a duas moças, ainda mais o duo bff’s. Jason Gilkison incendeia o palco com mais uma veloz rotina, colocando Nick a sambar pra acompanhar o ritmo de Witney e Lindsay, mas apesar do honroso trabalho, todos os olhares recaem sobre as duas, o que eleva a pressão como competidor masculino de Ballroom, afinal nem todos tem um “P” de Pasha.

Este trio aqui traz um nível de excelência, competência e profissionalismo talvez nunca visto de uma só vez numa edição de SYTYCD. Cada qual com sua experiência clássica, Daniel, Eliana e Chehon destacaram-se seja positivamente ou negativamente durante a Vegas Week. Quando Eliana é chamada a frente consegue perceber quão confiante e focada é, além claro da paixão e intensidade que colocada em cada movimento, ou seja, vê-la no Top 20 não foi nenhuma surpresa. O grande impacto foi o momento em que chamam os Daniel e Chehon ao mesmo tempo, ou seja, tudo implica que só haveria vaga para um bailarino. O que diferencia o critério de escolha é a constância de Daniel e o momento “solo de ouro” de Chehon, porém a qualidade de ambos é tão sobrenatural, sem contar o fato de que abriram mão de suas carreiras profissionais, que fica impossível deixar um escapar do Top 20.

Rotina # 3: Daniel, Eliana & Chehon
Gênero: Ballet
Música: “Romantic Inclinations/Like A Shot/Fury”—P. Mottram, S. Everitt, G. Shadid, T. Marberger
Coreógrafo: Dwight Rhoden & Desmond Richardson
Review: Dwight e Desmond trazem novamente o clássico para os palcos do programa, numa peça de ballet que realça toda a perfeição e qualidade do trio, este que terá uma jornada curiosa, principalmente Chehon que teve dificuldade em se mutar em diferentes estilos. Destaque para Eliana que conseguir causar impacto de igual pra igual em relação a seus dois colegas bailarinos.

Tiffany teve pouco destaque nas edições, inclusive muitos foram perceber sua existência quando a pequena jazzista recebeu a aprovação dos jurados. Já contrário a sua colega, Audrey teve um pouco mais de notoriedade, porém duvidas pareciam surgir considerando o estilo muito parecido das duas, principalmente fisicamente. Além da estranheza em fazer barulhos com o ombro, seu jeito doce e a leveza de movimentos acabaram por garantir uma posição este ano. Considerada a participante mais exótica e carismática desta temporada, Janelle trilhou um belo caminho desde sua hipnótica primeira audição e como não decepcionara nos demais estilos, sua versatilidade para além de sua especialidade em Belly Dance, a colocou merecidamente no Top 20.

Rotina # 4: Tiffany, Audrey & Janelle
Gênero: Jazz
Música: “Sail”—Awolnation
Coreógrafo: Sonya Tayeh
Review: A rotina mais fraca de todas as apresentar, mesmo a considerar os já conhecido método de Sonya, Tiffany e AudreyJanelle se machucou por isto não se apresentou – pouco impressionaram, com excessão da simetria e da semelhança fisica assustadora: Twin Jazz Sisters Activated.

O estilo contemporâneo sempre ganha mais posições do que os demais, porém este segundo grupo, apesar de distinto, é aparentemente inferior em relação ao primeiro, mas este é o grande desafio do programa, fazer seus competidores lapidarem algumas imperfeições, aprimorando-se semana a semana. Assim como Tiffany, Janaya é a “zebra” da competição e como Adam mesmo afirma “ você não me chamou atenção, por isto daqui em diante será fácil marcá-la”. Matthew para além de seu porte de galã ala Ryan Gosling mais novo, o rapaz surpreendeu durante a Vegas e pode vir a ser um participante que evolua muito na competição. Dareian apesar do “pé preguiçoso” como Nigel disse, teve uma bela audição inicial e conseguira fazer um bom trabalho durante os desafios. E por fim Amelia, a competidora que junto com Alexa gerou mais comentários e exigências por parte dos jurados, porém no caso dela, seu jeito único e meio “fora de época”, somado a seu potencial a transformara numa das competidores mais interessantes de acompanhar, principalmente por causa das dificuldades que tivera em se adaptar a Vegas Week.

Rotina # 5: Janaya, Matthew, Dareian & Amelia
Gênero: Contemporary
Música: “Modern Drift”—Efterklang
Coreógrafo: Stacey Tookey
Review: Stacey Tookey é para o Canadá o que Mia Michaels é para os USA, claro numa escala reduzida mas enfim, a loira canadense prepara uma peça “mesmo do mesmo” mas ainda assim bela, com bastante trabalho entre o quarteto, com Dareian e Matthew servindo como grande apoio para Amelia e Janaya. Estes quatro tem grande potencial e se absorveram tudo e mais um pouco dos coreógrafos, conseguirão sair mais completos e por que não avançando na competição, mas tirando Amelia que é uma das minhas favoritas, fico com o outro quarteto contemporâneo.

Nigel e companhia impõem novos desafios a cada temporada, seja na restruturação do formato do programa como nos variados estilos e gêneros de competidores. É com este trio que terão o maior dos desafios, considerando a peculiaridade e brilhantismo de cada dentro de sua especialidade. Cole, o “Bruce Lee” da dança deixou todos de queixo caído com sua técnica em artes marciais, porém sua energia e força de vontade em diferentes estilos o fez ganhar seu lugar, assim como Brandon conquistou o seu, que apesar do pouco destaque, é especializado em Stepping, uma vertente do hip hop, que para olhos comuns pode não passar de uma bater frenético de mãos e pés. Agora ficou alguma dúvida que Cyrus seria selecionado, afinal o que ele faz, ninguém nunca tinha feito até então no programa. Mesmo sendo o competidor mais cru e inexperiente dentre os vinte selecionados, ele será o grande desafio para os coreógrafos este ano, mas se manter sua força de vontade em aprender, poderá ganhar pontos positivos.

Rotina # 6: Cole, Brandon & Cyrus
Gênero: Martials Arts, Stepping & Animation
Música: “Resolve”—Nathan Lanier
Coreógrafo: Christopher Scott
Review: Pra quem não conhece o trabalho de Christopher Scott corra para o youtube ou para o site do The LXD, pois esta experiência online de dança é sem dúvida alguma um dos projetos mais ousados e criativos da atualidade. Scott co-coreografa a web-series ao lado de Harry Shum Jr, mais conhecido na TV como o dançante Mike Chang de Glee e desde que entrara em SYTYCD trouxe um novo padrão as rotinas apresentadas, pois este cria começo, meio e fim , proporcionando diferentes facetas aos competidores quem trabalha. Desta vez unira o talento de “animator” de Cyrus, o “stepping” de Brandon e as “marcial arts” de Cole numa brilhante simulação/narração de uma partida de baseball.

Top 10 Girls
Gênero: Contemporary
Música: “Where the Light Gets In”—Sennen
Coreógrafo: Travis Wall
Review: Travis Wall é de fato o “Menino dos Olhos” da produção, afinal foi o runner-up da segunda temporada e deste então vem investindo em sua carreira como coreografo, o que lhe garante todo o summer season uma oportunidade única de expor suas criações no programa a qual lhe abriu diversas portas. Responsável pela rotina das Top 10 Girls, Travis traz uma rotina espiritual e fluida, que destaca a leveza, sincronia precisa e os belos traços corpóreos das raparigas deste ano – com excessão de Janelle que se contundiu – além da linda metáfora com a porta, esta que as transporta a um outro plano, seja lá qual for este dado a concepção do número.

Top 10 Guys
Gênero: Jazz
Música: “Precognition” (Steed Lord Machine Mix)—Steed Lord
Coreógrafo: Sonya Tayeh
Review: Contrário à coreografia das Girls, Sonya Tayeh preparou uma rotina bem a sua forma, o que por vezes pode agredir os olhares daqueles que não a conhecem ou apreciem seu jeito excêntrico, porém extremamente original de trabalho. Usando das habilidades atléticas dos garotos, Sonya usa e abusa do visual, a começar com a escolha estranha do figurino: calça largas pretas que vão até a extensão do peito praticamente, porém o que chama atenção é a interação entre eles, com destaque a uma das passagens fez recordar, não sei se propositalmente, uma emblemática cena da conturbada peça de teatro, “Equus”.

Top 20
Gênero: Contemporary
Música: “Eyes” (Coachella Live 2012 version)—Kaskade
Coreógrafo: Mia Michaels
Review: Qualquer fã declarado de SYTYCD sabe quais emoções e expectativas o nome Mia Michaels provoca, principalmente quando uma das melhores coreografas decidiu se afastar da produção durante o final da sexta temporada, mantendo-se somente como jurada no ano seguinte, algo que com o passar do tempo indiciou que não era posição para alguém como ela. Após dedicar-se a criação de rotinas para a franquia do Canadá, a terra do Tio Sam tem o prazer receber a multivencedora de Emmys de volta, com um número pra abrir os olhos, literalmente. Qualquer dançarino que tem o privilegio de ser coordenado por ela sem dúvida terá uma experiência impar, inclusive o conceito de sua dança é puramente sensorial orquestrado pelas excelentes escolhas musicais, que combinam gradativamente com a evolução da rotina.

Artigo preparado por: Mary Barros

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