Bunheads (1×04) – Better Luck Next Year


Quem não riu com esse episódio do começo ao fim precisa de terapia. De uma vez por todas, Michelle se confirma como uma das minhas personagens favoritas de seriados. Eu mal consegui conter a gargalhada com relação aos momentos embaraçosos dela causados pela mudança para a casa dos fundos. A cena das cortinas foi realmente impagável, da mesma forma que a do gás e quando a dançarina apareceu com as roupas de baixo para o grupo de balé. Posso até dizer que ela é quase filha do Mr. Bean porque o nível de palhaçada é praticamente o mesmo.

O comportamento de Michelle deixou bem mais claro as diferenças da sua personalidade com relação à de Fanny. Esse fator foi muito bem trabalhado nesse episódio. Enquanto a nora tenta arrumar o novo lar, a sogra fica bem focada nas audições da Joffrey que ocorrerão dentro da própria casa. Enquanto Michelle age desencanada com relação aos empecilhos que surgem na produção do evento, Fanny assume a posição perfeccionista. A mulher chama a atenção da esposa (viúva) de Hubble inúmeras vezes para fazê-la entender o verdadeiro valor da dança e do porque ela luta tanto para ensinar a arte. Em meio a um conflito de interesses entre as escolas de balé, tivemos discussões saudáveis entre a professora e a nora, que colocou em destaque mais um ponto de diferença entre ambas: a valorização que cada uma dá para a dança.

Fanny é a mulher que ama o que faz, conheceu o universo do balé muito prematuramente e desistiu do sonho por ter ficado grávida. Mesmo assim, ela deu a volta por cima e se tornou professora por acreditar no amor que possui pela dança. Michelle não consegue compreender a decepção da sogra pela primeira recusa da Joffrey, pois em sua mente, bastava apenas levar as meninas para fazerem os testes em Ojia. Ao longo da trama, vimos os primeiros sinais de frustração da viúva com relação ao fato de não ser uma verdadeira dançarina. Os pesadelos da personagem são bastante significativos, pois em todas as vezes ela é recusada (a cena foi bem engraçada também, confesso!). Talvez, as negativas que a jovem recebeu a fez desistir do desejo de ser reconhecida na profissão, ao contrário de Fanny, que faz da dança parte essencial da sua vida.

Essas bipolaridades extremas entre Fanny e Michelle as mantem unidas e rendem diálogos simplesmente geniais. Fanny se importa com a dança e Michelle assume a defensiva contra ela. Isso acresce uma onda de incessantes risadas. Fiquei realmente contente por não ter havido nenhum atrito entre elas, pois de uma maneira bem estranha, ambas se compreendem e isso é um máximo. O drama que envolvia Hubble foi deixado para trás e eu gostei, pelo simples fato de não prolongarem o assunto que foi superado. Isso evitou que a trama rebatesse de volta à tragédia e ficasse vazia. A relação delas está ótima e não é preciso extrapolar para que continuem a se sair bem na série.

Sasha está em um momento de redenção e, foi engraçado, porque suspeitei de todos os atos de bondade dela com relação à Boo. Quando ela lhe dá a sapatilha nova, imaginei que fosse um plano de sabotagem, algo meio Sonhos no Gelo, onde a treinadora dá patins novos para a rival da filha e ferra com os pés dela. Por se tratar de uma audição bem competitiva, imaginei que a mimada fosse deixá-la em maus lençóis. Mas o ato foi realmente de caridade, o que poderá gerar uma nova amizade para Sasha que, realmente, precisa de uma companheira. Em Boo, a jovem tem aquela sensação de realmente ter um lar, por admirar a relação da bailarina com a mãe, algo que não acontece com ela. Ao ser convidada para comer bolo, deu para perceber que a pseudo-vilã precisa realmente se sentir querida.

Boo foi outra fofurinha do episódio, mas confesso que fiquei preocupada com sua dieta repentina. Não seria bom trabalhar com distúrbios alimentares na série, mas para uma garota como ela, cuja autoestima não existe, é bem provável que isso aconteça. Perto das outras bailarinas, ela tem um corpanzil que se destaca. Fanny sabe o quanto uma garota como ela tem presença forte nos palcos e como elas se sentem mal por não serem as primeiras a serem escolhidas, por conta da preferência por bailarinas mignons. A jovem precisava ser vista e a professora fez com que isso acontecesse, mesmo ela não tendo passado na Joffrey. Espero que nada de ruim aconteça com a Boo, especialmente por parte de Sasha.

Esse episódio foi excelente. Além da briga com as cortinas, Michelle arrasou nas cantadas para convencer os homens da loja de construção a trocarem o piso da escola de balé. Eu não tenho palavras para descrever essa mulher, mas posso dizer que ela é a alma de Bunheads. Independente do que acontecer, a série precisa dessa personagem carismática e que conflitua a todo momento contra seus medos para tentar ser uma pessoa melhor. Ela verá em Fanny uma mentora que poderá curar os traumas. Já a imagino sendo treinada pela sogra para continuar a prosseguir com o desejo de ser bailarina profissional. Seria demais!

Artigo escrito por: Stefs Lima

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