Anger Manegement (1×03) – Charlie Tries Sleep Deprivation


Passada a desilusão com a estréia de Anger, tentei me privar do preconceito e ver a série como nova e diferente. Uma tarefa realmente difícil quando todo roteiro cai numa formula de ruptura com Two and a Half Men.

Tive a sensação que “Charlie Tries Sleep Deprivation” está mais para um piloto, por incrível que pareça, do que o próprio piloto de Anger, pois ele foca em mostrar os personagens que serão recorrentes na série e na dinâmica do grupo de terapia de Charlie. Isso que poderia ter sido o grande trunfo, o problema é que as piadas simplesmente não funcionam e as qualidades das atuações conseguiram piorar do primeiro episódio para esse. O resultado é que impossível não ver “Charlie Tries Sleep Deprivation” como mais um episódio da transição do Charlie Harper para o Goodson, o que não ajuda em nada a nova série.

O episódio começa com a Judith de Anger (a ex-mulher) chegando bêbada de sono de uma viagem e, por conta disso, ficou em um estado de hiper-sinceridade. Com isso Charlie tem a genial idéia de realizar uma sessão de terapia com seus pacientes privados de sono. Sério, qualquer um sabe que tudo vai dar errado e que o próprio terapeuta será vitima do seu “engenhoso” plano.

A obviedade do plot principal não seria problema se fosse compensada com bons momentos e atuações, mas não houve nenhum momento realmente inspirado do grupo de terapia do Charlie. Todo episódio só serviu para reforçar os estereótipos já apresentados no piloto, sem aprofundar em nada. Assim, a menina irritada é só a menina irritada, o masoquista é só o masoquista, o gay histérico é só o gay histérico,  e como nenhum deles zoa o próprio estereótipo são completamente descartáveis  (razão pela qual eu não me preocupei em decorar o nome de nenhum deles). O único que se salva é o Ed, o veterano de guerra, por conseguir inserir uma piada sobre da sua própria tortura no Vietnam.

Como o plot principal não conseguiu trazer graça, eu comecei a ver pequenas diferenças entre o Harper e o Goodson. O antigo Charlie tinha grandes problemas com a mãe, aqui ele inverte e mostra problemas com o pai, antes o personagem era inconseqüente o suficiente para consumar um caso com a paciente, aqui ele consegue segurar seus impulsos. Em TAHM a bebida já foi usada várias vezes para justificar os momentos de sinceridade dos personagens, como usar esse artifício dessa forma seria um jeito de evocar o Harper, assim eles trocam o principio e inserem a falta de sono.  Sobre essas diferenças, bom, eu não deveria me importar. A própria séria não deveria estar preocupada em romper com o passado do ator principal, é algo que o próprio audiovisual deveria fazer naturalmente. É simples, o episódio deveria ser engraçado o suficiente para que tudo isso não importasse em nada.

O momento mais incrível, o único que vai ficar na minha memória, é quando a terapeuta do Charlie começa a rir ao dar alguns tapas nele. A cena me fez rir por ter sido muito tosca. Lembrou-me os tapas do Chapolin, que tinham só o som e nada de impacto, o que é estranho, pois eles tem dinheiro para repetir um take mal feito e a Selma Blair deveria ser atriz o suficiente para não rir durante um cena “dramática” (afina, Charlie começaria a falar do seu problema com o pai). Então, eu não sei o que pensar da cena, se acho engraçado porque eles tentaram algo mais tosco mesmo ou se a série é, sem querer, mal feita. Bom, pensando nos últimos três episódios, começo a achar que toda  Anger Management segue pelo segundo caminho.

P.S: Eu queria que a palavra ao lado da nota fosse “Amador” .

 

Artigo escrito por: Murillo Martins

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