The Glee Project (2×05) – Adaptability


Agora as coisas parecem realmente engrenar e não é só pelo motivo óbvio que logo entenderão, mas até então este foi o melhor capitulo apresentado, seja em relação aos improvisos, as mudanças e o desempenho da maioria dos competidores. Modificado um pouco os padrões da temporada de estreia, Abraham, Ali, Aylin, Blake, Charlie, Lily, Mario, Michael, Nellie Shanna são surpreendidos com o tema da semana “Adaptability”, ou seja, o tema gera certo pânico para aqueles que gostam de seguir tudo a risca, pensando demais como Michael ou aquela que quer sempre ter controle sobre tudo, Lily.

Robert revela que o Homework da semana é a canção “Oughta Know” da Alanis Morissete, porém diferente do habitual, a produção escolheu qual parte cada um irá cantar, indo contra a “democracia” que reinava na casa até então. Para alegria da Glee Mamma chega o momento de rever meu amado maridão e ninguém melhor do que Kevin McHale para falar a respeito de “adaptar-se”, não só no caso de sua personagem, que o desafia a ficar numa cadeira de rodas, mas o fato de que fazer parte do elenco de Glee implica em constantes mudanças de ultima hora, troca de trechos de músicas e improvisações.

Adotando um estilo meio “Simon Cowell” como ele mesmo disse em algumas entrevistas, Maridão dá uma rasteira revelando que a lição de casa não será apresentada em grupo como estão acostumados e sim, como um solo, ou seja, cada um irá adaptar seu trecho de maneira que imprima sua personalidade e musicalidade.

Após uma edição bem sincronizada dos solos, Maridão aponta aqueles que mais lhe chamaram atenção, entre eles Shanna. A garota já havia se monstrado um pouco insegura por não conhecer muito bem a canção, o que transpareceu quando erra a letra, mas foi seu belo sorriso e a afinação invejável, acabou tirando de letra o deslize. Aylin rouba a cena e Charlie também se sai bem, este principalmente por adaptar a canção de maneira mais a seu jeito. Blake foi inexpressivo, Michael exagerou nos trejeitos e Ali assusta um pouco com suas caras e bocas pra cantar.

Maridão escolhe a Turcolina como vencedora do desafio, esta que inclusive resolveu firmar um pacto de amizade com o grandalhão Charlie, o que me faz pensar: quanto tempo isto irá durar, pois é óbvio que não conseguirão viver somente no módulo “brincando de dar tapas e empurrões pra descontrair”.

Achando que as trollagens havia acabado, não não não, anuncia que eles somente saberão qual é a música do vídeo clipe quando se encontrarem no estúdio com a gravidíssima Nikki. Sinceramente meu sonho de consumo sempre foi presenciar um dueto entre Rachel e Artie a cantar “Price Tag”, mas quem não tem cão, caça com gato mesmo e foi esta a música escolhida para o vídeo. E por falar em vídeo, a coreografia seria apresentada somente minutos antes das gravações, ou seja, se vira negada.

Todos tem um desempenho acima da média, Shanna claro que quebra tudo com sua perfeita voz; Michael mostra-se solto e super descolado, totalmente diferente ao mico que passou na cabine semana passada; Aylin continua a brilhar, honrando a vitória desta semana – Maridão em sua sessão “One on One” aconselha a diva turcolina a mostrar sentimento e também ser confiante ao mesmo tempo. Ali e Abraham por outro lado perderam o controle, desafinando ou exagerando respectivamente.

A ideia do videoclipe foi a mais sem graça de todas até então, mas considerando que eles passaram um sufoco pra se adaptar em cima da hora a tudo, até que fez sentido não complicarem tanto na idealização do vídeo. Erik apresenta à temática “Mean Rich Kids vs. Broke Kids”,seguindo a critica da canção que acusa o fato das pessoas estarem cada vez mais “rotuladas” pelo dinheiro e status social. Aylin ganha diversos elogios, alias foi uma das poucas a vencer a Homework e continuar a entregar um ótimo trabalho, seja nos vocais como na atuação. Shanna, Michael e Lily também fazem um bom trabalho, o que garante a eles vaga garantida na sexta semana do programa.

Charlie ultrapassa os limites novamente, mas é praticamente impossível não se fascinar com seu jeito altamente acelerado e criativo, muito disto devido a sua condição ou diria quase distúrbio. Desta vez o rapaz resolve mudar o jogo, criando outra personalidade, esta que abraça durante as seis horas seguintes do dia, perturbando muito os mentores, afinal parecia tentar colocar todos em sua bolha.

Mario age novamente na defensiva e desta vez tem haver com sua habilidades de ator, estas que garante serem ótimas, sendo que o real problema foi o direcionamento confuso que Erik deu a ele, ou seja, joga o lixo no quintal do vizinho novamente , pois nunca, mas nunca, desde que esta temporada começou, vimos o garotão admitir que errou em algo. SUPER MARIO ATIVAR!!!

Abraham perde um pouco daquilo que tem de mais especial e o fato de ter desafinado nos estúdios baixou um pouco sua estima. Ali mais uma vez é criticada por ser “over the top” demais, seja nos exageros vocais como nas expressões faciais, estas que destoam entre sua personalidade doce e seu jeito “agressivo” de cantar.

Nellie passou por apuros também, mas a grande questão é que contrário a sua bela voz e a presença individual – as câmeras a amam como Zach mesmo diz – ela tem extrema dificuldade de se destacar quando mistura-se com o grupo, o que resultou numa performance apagada e sem relevância, algo que os preocupa, afinal como faria parte de um Glee Club agindo deste forma, mesmo que sem intenção consciente. Blake é um dos que mais se mostra desconfortável com o tema adaptação e é quando recebe as instruções para a coreografia, que seu potencial vai abaixo, deixando-o tenso, a pensar no que fazer, ou seja, o fez perder toda a naturalidade que normalmente demonstra nas atividades semanais.

Eis então que outro twist acontece, deixando os seis que tiveram mais dificuldade pra final, mas o que muda é que eles cantarão com um parceiro, ou seja, farão duetos para o Gazela Murphy ao invés dos solos do Bottom Three. Abraham e Ali cantarão “Last Friday Night” ; Mario e Charlie cantarão “Don’t Let The Sun Go Down On Me” e Nellie e Blake cantarão “Waiting For A Girl/Boy Like You”.

Os primeiros a se apresentam são Nellie e Blake e vale ressalvar que desde o capitulo anterior, a interação entre ambos no vídeo mash-up fez nascer um novo shipper no fandom e este dueto só consagrou a torcida dos Gleek. Mesmo com a intenção e preferencia da produção em coloca-los juntos, não consigo ir contra, afinal como negar a chama e a química que tem. Acho que se todos os demais membros fossem cópias do Blake, sem dúvida Nellie já seria a vencedora do TGP, afinal o delicioso garotão desperta o melhor na tímida garota. Este foi um dos melhores duetos e fiquei igual ao Zach e a Nikki durante toda a canção, ambos com os olhos marejados e um sorriso descarado no rosto de tão apaixonados que estavam com o número. Altamente elogiados, a grande questão daqui pra frente será eles adotarem uma posição mais enérgica e agressiva, somando ao talento que tem, o que poderá levantá-los na competição, principalmente ela.

Abraham e Ali foram responsáveis pelo dueto mais bizarro de todos, mas o que acabou por salvar foi à personalidade radiante e divertida de Ali, como a Gazela mesmo falou, a “Little Dolly Parton”. Abraham apagou sua chama novamente e foi a cadeirante que dominou completamente o palco. Não podemos esquecer também que contrário a escolha musical pro dueto anterior, não acertaram muito bem em dar a eles o hit da Ms. Perry.

Quando Mario e Charlie foram selecionados como um dueto, só pude pensar numa coisa: “Eles vão se matar”. Considerando quão cheio de ideias Charlie é e nada ouvinte Mario é, não sei como eles conseguiram chegar ao palco inteiros após tantos desentendimentos. Tentando mostrar o máximo de entrosamento, preparam um conceito meio que “apoiamos um ao outro”, o que soou forçado, lembrando tudo que já passaram juntos, mas enfim tiveram sintonia e os vocais foram ótimos.

Uma nova peneira acontece, criando o verdadeiro Bottom Three com Charlie, Abraham e Mario. Considerando quão querido e especial Abraham é pros mentores e quão excentricamente interessante Charlie é para a Gazela Murphy – começo a achar que somente ele aprova a presença do garoto no programa atualmente – ficara mais que obvio que Mario seria o eliminado.

Piada aqui é justificar que o motivo da eliminação foram às dificuldades que teve em atuar naquele semana, mas na minha nua e crua opinião, tentaram contemporizar devido a sua condição, pois a verdade é que ninguém suporta o jeito arrogante, autoritário e cheio de si, somado a forte característica de não ouvir conselhos e colocar sempre uma barreira quando recebe criticas. Então, não me venha falar que gostaria de ser lembrado pelo jovem talento inspirador que é ao invés do jovem cego que acabou sendo selecionado para o reality. Toda a impressão que ficou foi a “bad atitude” , muito contrária ao bom exemplo que poderia ter transmitido e fico feliz por partir, pois não teria cabimento alguém melhor, não só em termos artísticos, ser eliminado.

Artigo preparado por: Mary Barros

3 thoughts on “The Glee Project (2×05) – Adaptability

  1. Este episódio só veio confirmar o que eu já vinha a sentir nos últimos episódios: love Nelly and Charlie! Aborrece-me estarem sempre a mandar vir com Charlie quando eu me divirto imenso em vê-lo. Esta semana foi realmente cómico! E em relação a Nelly é simplesmente delicioso ouvi-la, adoro a sua voz, e gosto do jeito tímido que tem.
    E finalmente já nos vimos livres de Tyler e Mario! YEAYYYYY!

  2. Um episódio Super Troll para um Reality Troll Show… Tinha mesmo como dar alguma coisa errada?

    Nossa, Nelly canta muito, assim como Blake… Nunca havia reparado nas vozes destes antes, mas agora deu para notas as afinações e os tons de cada um e gostei, apesar de achar que Blake no geral é bem sem sal.

    Mas minha favorita é Aylin… gente como adoro a criaturinha turca… Suas caras e bocas durante o video foram ótimas e sua energia é contagiante.

    Também não entendo a razão de tanta implicância com Charlie neste episódio. Acredito que é só uma desculpa para o Scott Campbell não chegar perto de vencer o programa.

    Bye Mario, foi tarde, tarde demais.

    XOXO

  3. Concordo com tudo o que disseste! Este episódio foi muito bom, não pela música ou pelo vídeo em si, mas pelas reviravoltas que foram bastante interessantes de se ver!
    Vamos começar pela vencedora do homework: Aylin. Achei justíssimo. Ela tem muita expressividade, é super engraçada e tem uma voz muito boa também. Gostei também de Shanna, que apesar de se ter esquecido da letra (se fosse cá em Portugal, tinha sido crucificada, como aconteceu com uma concorrente do Ídolos de Portugal…) mas brilhou com a sua voz excepcional e o seu sorriso caloroso.
    Tenho bastantes dúvidas quanto a Charlie, por um lado gosto da sua personalidade criativa e espontânea, mas às vezes pergunto-me se não é um bocado forçado também.
    Abraham e Ali esta semana estiveram um bocado apagados, e aposto neles como os próximos a sair, principalmente Abraham, pois Ali é uma graçinha.
    Blake esteve um bocadinho desfocado nesta semana, não se adaptou bem ao tema da semana, e foi para o bottom six com a minha Nellinda, fazendo uma das melhores performances de The Glee Project, bem emocionante. A química deles é impressionante, e não me importava nada de os ver à frente dos New Directions no próximo ano. Especialmente Nellie. Apesar de estar um bocado mais apagada quando está em grupo, ela brilha quando a câmara está voltada para ela. Mas ela vai ter de trabalhar para se destacar no grupo. Ah, e continuo a não gostar de Michael. Esse sim, não se destaca, nem quando está a solo…
    Achei mais que justo a saída de Mario, ele era arrogante e não aceitava críticas e isso não é nada bom. E convenhamos que seria um bocado limitante ter uma pessoa cega em Glee, pois seria preciso ser mais cuidadoso e ter outro tipo de atenção.
    TGP está a ficar cada vez melhor, para a semana temos Sue Sylvester e um vídeo (que já tive oportunidade de ver) que promete bastante.

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