Anger Manegement (1×01/02) – Charlie Goes Back to Therapy/Charlie and the Slumpbuster


Anger Manegement, nova série do Charlie Sheen, estreou com recordes de audiência do canal FX. Mas não se engane telespectador, não há nada na série que justifique tamanho alarde.

1×01 – Charlie Goes Back to Theraphy

Ao pensar na melhor forma de analisar a nova série do polêmico Charlie Sheen  cheguei a conclusão que o meu primeiro passo lógico é marcar o que é novidade e o que é copia do trabalho anterior do ator, “Two and a Half Man”. A razão de esse ter sido meu primeiro passo é a óbvia conclusão de que Charlie Shen  continuará se atuando, provavelmente pela incapacidade de atuar de outra forma. Porque ele se esforçaria para ser um ator melhor se o seu único personagem ainda vende tanto? Não se mexe em time que ganha! O resultado é que os Charlies Harper e  Goodson tem lá suas diferenças, mas ritmo das piadas, o jeito cínico de ver os relacionamentos e o jeito de agir continuam praticamente os mesmos.

O que continua igual também é a estrutura de sitcom, com seus cenários baratos mostrados repetidamente, a fotografia chapada (sem grandes arroubos técnicos e que ilumina todos os pontos da cena), assim como as risadas gravadas. Assim, não há nenhuma novidade no nível técnico da série, seja som, arte ou fotografia.

As diferenças entre Anger Manegement e sua antecessora são evidenciadas pela mudança de sobrenome do protagonista: Sai o Harper (Forte e imponente. Sobrenome vencedor) e entra o Goodson (muito mais  “suburbano”). Charlie deixou de ser o sortudo milionário que compõem jingles para ser um terapeuta para pessoas com problemas de temperamento, e isso justifica a quantidade de personagens secundários. No grupo de terapia fixo de Charlie há toda uma gama de estereótipos, passando pelo gay histérico, a bitch malvadinha, o masoquista e o veterano de guerra racista ( que é o melhor do grupo nesse primeiro momento). Esse é o pode ser o maior trunfo de Anger Manegement sobre a TWAHM.

Parece-me que a diferença entre as séries param por aqui. Se em TAHM havia a Judith, em Anger há a ex mulher de Charlie, Jéssica (Interpretada por Shawnee Smith , a Amanda de Jogos Mortais. Confesso que não consegui desvencilhar essas duas personagens ainda e achei que ela ia sair matando por ai). Sai o adolescente idiota Jake, entra a filha adolescente do Charlie. Sai a Rose, a perseguidora e conselheira, entra a melhor amiga e terapeuta (vivida pela Selma Blair). É tudo tão parecido que até o Bar em que Harper ia para chorar suas magoas e beber ganha uma versão repaginada.

O primeiro episódio, apesar de ter tido uns dois bons momentos, teve o foco em apresentar os personagens e suas personalidades. O episódio opta por mostrar sua relação já estabelecida de Charlie com os outros personagens, mostrando que ele agora é um pai preocupado com a filha, que estava ouvindo os péssimos conselhos do namorado da mãe. Trazer o Brian Austin Green ( Senhor Meghan Fox) no primeiro episódio só para antagonizar o protagonista me parece um erro, pois há muitos personagens fixos para apresentar ao invés perder tempo com uma participação especial irrelevante.

O resultado do primeiro episódio é que Anger Management reutiliza as idéias de Two and a Half Men, sem realmente arriscar em nada. Se você achou que as coisas ficariam extremas quando viu os trens colidindo nos cartazes, você se enganou. Agora Charlie é Goodson, um preocupado pai de família que não será, nem de perto, tão extremo quanto um Harper.

1×02 – Charlie and the Slumpbuster

Karma is a bitch! É fato, pelo menos na ficção, que nenhum erro do passado fica impune.

O piloto teve uma cena entre o Charlie e a sua terapeuta, que serve só para mostrar que o relacionamento entre eles é livre de qualquer compromisso e que o nosso protagonista é livre para ser um pegador que todos sabíamos que ele seria (pelo fato do ator não saber interpretar outro personagem). A cena inicial desse “Charlie and the Slumpbuster” prova que Charlie continua sendo o galanteador que gosta de mulheres mais novas e não tão inteligentes. O episódio opta por mostrar os problemas que isso pode trazer.

Uma mulher, feia de doer, conta à crença que há no meio do baseboll de que ficar com a mulher mais feia do local ajuda a melhorar a sorte dos jogadores e que ela foi usada para melhorar a sorte de Charlie, quando este ainda jogava. O pior é que na vontade de mostrar que não é superficial para a filha, Charlie assume um relacionamento com essa mulher, mais feia que carne de mamão murcho.

Bom, achei fraco o plot principal. Simplesmente batido. Qualquer um que já tenha visto um audiovisual água com açúcar na vida sabe o final dessa história, que nem foi tão bem contada ao ponto de superar sua obviedade.  É começo de série, não seria muito melhor se Anger não aproveitar-se seu elenco fixo por enquanto? Esse era o episódio perfeito para dar mais atenção ao vizinho amigo do Charlie (que só teve uma cena no piloto e por isso eu não sei o nome)! Com um monte de personagens para brincar, porque insistir em usar personagens de fora? Tem coisas que são difíceis de entender.

O resultado é que o segundo episódio foi pior que seu antecessor, marcando um início muito fraco para a nova aventura do senhor Sheen.

(Talvez quem seja fã do ator se divirta muito mais do que eu, que, apesar de gostar, nunca fui um aficionado pelo ator.)

P.S: A filha do Charlie é interpretada por Daniela Bobadilla, que tem 19 anos! Sério aquela menina é maior de idade! Ela usa a mesma técnica de não-envelhecimento da Jane Levy de Suburgatory.

Artigo escrito por: Murillo Martins

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